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14 de maio de 2019

ATUAÇÃO PARLAMENTAR: Vereador Rafael Ribeiro propõe fiscalização e multa contra terrenos abandonados em Parauapebas



A situação de abandono em que se encontram centenas – ou até milhares – de lotes urbanos em Parauapebas chamou a atenção do vereador Rafael Ribeiro (MDB). “Basta percorrer as ruas e avenidas da cidade – principalmente, em áreas ocupadas por loteamentos – para perceber que o mato e o lixo se acumulam em diversos terrenos baldios, colocando em risco a saúde e a segurança da população”, afirma Rafael Ribeiro.  


30 de abril de 2019

PRISÃO PREVENTIVA: Auditoria Geral pede prisão preventiva de Jatene e mais oito por corrupção



A Auditoria Geral do Estado (AGE), órgão da administração direta que na prática funciona como uma espécie de controle interno do Executivo estadual, pediu a prisão temporária do ex-governador do Estado Pará, Simão Jatene e ex-secretários estaduais de obras por suposto esquema de desvio de dinheiro do programa 'Asfalto na Cidade', criado pela equipe anterior do governo em 2012 para contemplar 129 municípios paraenses com pavimentação asfáltica. De acordo com o titular da AGE, Giussepp Mendes, pelo menos, 12 cidades constam na lista de municípios beneficiados mas nunca viram a cor do asfalto. 


20 de março de 2019

Doxa medirá popularidade de Bolsonaro e Helder nos 100 primeiros dias de suas gestões



O mestre em Ciência Política, Dornélio Silva, diretor-presidente do Instituto DOXA Pesquisas, anunciou, nesta quarta-feira (20), que o instituto de pesquisa irá a campo para medir os índices de aprovação de Jair Bolsonaro, Helder Barbalho e prefeitos dos municípios que integram a Região Metropolitana de Belém. A notícia foi divulgada em primeira mão pelo blog As Falas da Pólis, editado por Diógenes Brandão.



11 de março de 2019

ATUAÇÃO PARLAMENTAR: Vereador Rafael Ribeiro pede Diagnóstico Municipal da Juventude em Parauapebas. "É preciso avaliar o que foi feito até aqui", diz.



O vereador Rafael Ribeiro (MDB), de Parauapebas, vai apresentar nesta terça-feira (12), na sessão ordinária da Câmara Municipal, o pedido para que seja realizado o 2º Diagnóstico Municipal da Juventude na cidade. O estudo deverá servir como base para o direcionamento de programas e projetos específicos para a população entre 15 e 29 anos, bem como avaliar o alcance e a eficácia das políticas para juventude desenvolvidas até hoje em Parauapebas.



5 de março de 2019

Dirigente do PT tem braço quebrado dentro de delegacia em SP. Veja o vídeo



Na tarde deste domingo (3), Giovani Doratioto participava de uma ação contra o assédio às mulheres no Carnaval, em Atibaia, São Paulo, quando envolveu-se em uma confusão. A polícia foi chamada e levou Doratioto à delegacia algemado. Durante a apresentação ao delegado plantonista, nova confusão e depois de ser imobilizado por diversos policiais, Doratioto tem o braço esquerdo quebrado. No vídeo, aos 49 segundos, é possível ouvir o osso sendo quebrado.


1 de março de 2019

Justiça libera e Lula irá ao funeral do neto em São Paulo



A Justiça Federal, no Paraná, concedeu agora há pouco, autorização para que o ex-presidente Lula participe do funeral de seu neto, em São Paulo. A decisão foi tomada com base na Lei de Execuções Penais que faculta aos presos a saída temporária para participar desse tipo de solenidade. A informação é do jornal Folha de São Paulo.



Lula pede autorização para participar do enterro do neto



Direto do portal G1:

A defesa do ex-presidente Luíz Inácio Lula da Silva (PT), preso em Curitiba, pediu para que a Justiça autorize a saída dele para o enterro do neto. Arthur Lula da Silva, de 7 anos, morreu nesta sexta-feira (1º) vítima de meningite meningocócica, em São Paulo.


13 de fevereiro de 2019

Beto Salame é o novo chefe da Representação do Pará em Brasília



Foi publicada no Diário Oficial do Estado do Pará, nesta quarta-feira (13), a nomeação do advogado e ex-deputado federal Roberto Salame Filho para a chefia da Representação do Estado do Pará em Brasília.

Roberto Salame, de 45 anos, é irmão do ex-prefeito de Marabá, João Salame Neto e procurador concursado do Município de Marabá. Foi eleito deputado federal em 2014 com mais de 90 mil votos. Em 2018, tentou a reeleição mas acabou suplente, apesar de haver recebido mais de 60 mil votos.



Em seu mandato de deputado federal, Beto Salame, como é conhecido, conseguiu liberar emendas e intermediar convênios para mais de 75 municípios em todo o Pará.

Conhecido pela capacidade diálogo, aproximou-se de Helder Barbalho (MDB), atual governador do Pará, desde 2014, quando Helder perdeu a eleição para Simão Jatene (PSDB).



Com Helder passando pela chefia de vários ministérios em Brasília, a proximidade aumentou e Beto, que preside o Progressistas no Pará, garantiu o apoio da legenda ao atual governador nas eleições do ano passado. Considerando tudo, já causava estranheza a ausência de Beto Salame no governo de Helder.

Falando com exclusividade ao site, Beto garantiu que se sente "animado e otimista" em relação ao novo cargo. "Sempre acreditei e continuarei acreditando no novo governo. Ajudei todo o Pará enquanto deputado e vou continuar trazendo recursos para nosso Estado, nesta nova função", disse Beto.



De fato, com o Estado do Pará vivendo de pires na mão e com déficit bilionário pronto a explodir nos próximos meses, a representação do Estado em Brasília pode ajudar a acelerar convênios e repasses cruciais para manter funcionando a máquina pública estadual. Caberá a Beto, com a experiência que acumulou nos últimos quatro anos, ser o facilitador do fluxo político e burocrático que costuma emperrar a liberação de recursos em Brasília.

11 de fevereiro de 2019

EXCLUSIVO! Entrevistamos Rafael Ribeiro. "Só há um caminho para a juventude e ele passa pela Educação e pela Qualificação", diz o vereador mais jovem de Parauapebas



O vereador Rafael Ribeiro Oliveira contava apenas 23 anos e 10 meses de idade quando assumiu a tarefa de substituir o vereador José das Dores Couto, o Coutinho, na Câmara Municipal de Parauapebas. Coutinho, 52 anos na ocasião e com uma longa carreira sindical e política, foi convidado e aceitou ser secretário de Saúde do prefeito Darci Lermen.

Sobrou para Rafael Ribeiro a tarefa de integrar a bancada do MDB. Terceiro mais votado de seu partido – só ficou atrás do próprio Coutinho e de Eliene Soares, a mais votada da legenda – Rafael assumiu no dia 26 de setembro de 2017. Chegou à Câmara como o mais jovem vereador da história de Parauapebas e com a autoridade que lhe foi conferida por seus 988 votos, boa parte deles vindos de jovens iguais a ele.

Ao longo de quase um ano e meio de mandato, Rafael tem se esforçado para mostrar que ser jovem não significa ser inexperiente e que é capaz de aprender rapidamente como nadar entre os tubarões da política, em uma das cidades mais ricas e importantes do Pará.

A prova de fogo veio ao final de 2018, durante a eleição da Mesa Diretora da Câmara. Rafael teve atuação decisiva para garantir a vitória de Luiz Castilho (PROS) na disputa pela presidência da Casa. A movimentação de Rafael desagradou alguns, mas definitivamente chamou a atenção de todos que acompanham a política em Parauapebas.

Para conhecer um pouco mais sobre o que pensa e propõe o mais jovem vereador de Parauapebas, o site fez a longa entrevista a seguir. Fala-se sobre políticas para juventude, avaliação do governo de Darci, o papel da Câmara Municipal e, claro, fala-se sobre o que que Rafael já fez e o que pretende fazer.

Uma boa leitura a todos.




Contraponto (CTP) - É inegável que a violência é um problema em todo lugar. Aqui, não é diferente. Mas, chama atenção a pouca idade das vítimas e dos autores dos crimes. Por que tantos jovens estão matando e morrendo em Parauapebas?

Rafael Ribeiro (RR) - A situação é sem dúvida lamentável e o quadro é preocupante. Parauapebas é um dos municípios com maior índice de assassinatos de jovens. Também é o município com uma das maiores populações de jovens encarcerados. Recentemente, fiz uma visita à carceragem da cidade e constatei que 90% dos presos têm entre 18 e 29 anos. Além disso, temos um dos índices de suicídios mais altos do estado do Pará entre os jovens. Liga-se o alerta para todos nós, representantes da população, Poder Legislativo e Poder Executivo, no sentido que precisamos fazer algo, que algo está falhando.

CTP - A que o ser atribui esse quadro?

RR - A questão central é a falta de qualificação e de oportunidades. Sem ver oportunidades para se desenvolver, sem chances no mercado de trabalho, muitos garotos e garotas acabam sendo presas fáceis para a criminalidade. A chance de dinheiro fácil e de acesso a certos bens de consumo, oferecida pelo crime, é quase irresistível para quem não vê nenhuma luz no fim do túnel.

CTP - E como combater isso?

RR - Eu já passei pela Coordenadoria Municipal da Juventude (CMJ) em 2017 e na época foquei muito na qualificação profissional. Eu acredito que esse é o caminho, nós precisamos estabelecer uma política transversal com foco na educação e qualificação dos jovens e isso precisa envolver não só a Câmara, mas a Prefeitura por meio da CMJ e das outras secretarias de governo, unindo as forças para fazer acontecer as políticas de juventude. Nós precisamos trabalhar a qualificação profissional. Tenho um projeto de lei que apresentei aqui na Câmara ainda no ano passado, que está no plano de governo do prefeito Darci, que destina 10% das vagas de empregos das empresas terceirizadas para jovens de 15 a 29 anos. Infelizmente, este projeto foi arquivado atendendo parecer da Procuradoria da Casa, mas, no retorno dos trabalhos legislativos vou reapresentar este projeto para que que a gente possa começar a inserir o jovem no mercado de trabalho. Qualificando profissionalmente os jovens, ajudamos a mudar esta triste realidade.

CTP - Como a Câmara pode ajudar nesse processo?

RR - Veja, a juventude representa mais de 50% da população. Eu tenho dados coletados no site do Tribunal Superior eleitoral (TSE), que mostram que o eleitorado jovem - de 16 a 34 anos – alcança 78.160 de 156 mil eleitores aqui em Parauapebas. É muita gente. Então, eu aqui na Câmara, procurei destinar verba para a Coordenadoria Municipal de Juventude, articulei com outros vereadores e fortalecemos o orçamento da CMJ e esperamos que este ano, de fato, essas políticas aconteçam. Lembrando que não é somente a Câmara que tem que fazer sua parte. É toda uma rede. É unir o Legislativo, o Judiciário e o Executivo, principalmente, para que a gente possa mudar essa realidade. Outra ação é chamar a Associação Comercial para que a gente possa executar a lei do menor aprendiz. Muitas empresas não cumprem essa lei, não dão oportunidades para os jovens.

CTP - Mas, existem aqueles jovens que já estiveram ou estão em conflito com a lei. O senhor acredita que é possível reinseri-los na sociedade?

RR - Eu não só acredito nisso, como defendo isso. E aí algumas pessoas na sociedade têm logo aquele discurso fácil de que não se pode dar oportunidade para bandido, para gente que andou errado. Eu não vejo assim. Eu acho que se nós não reinserirmos este jovem, com oportunidade, com trabalho, inevitavelmente, ele vai voltar ao crime. No projeto que vou reapresentar na Câmara, existe a previsão de que parte das vagas sejam destinadas aos jovens egressos do sistema penal e jovens que estejam cumprindo medidas socioeducativas. Porque há um preconceito muito grande da sociedade com esses jovens e nós não podemos olhar apenas por esse ângulo. Violência não se combate com violência. Violência se combate com educação, com cultura, com esporte, com trabalho e não só com repressão. Só vamos romper esse ciclo de violência quando conseguirmos resgatar os jovens perdidos para o crime e impedir que novos jovens sejam atraídos pela criminalidade e só há um caminho para isso: educação, qualificação e oportunidade para esses jovens.



CTP - O orçamento de Parauapebas é um dos maiores do País e muitos dizem que as obras apresentadas estão bem abaixo do que esse orçamento permitiria. O senhor concorda com essa crítica? Qual a sua avaliação desses dois anos de governo do prefeito Darci?

RR - Olha, eu vejo que esses dois anos foram de erros e acertos. Sem dúvida, o governo precisa melhorar. Nós temos um quadro desfavorável do governo perante a população e hoje eu vejo que um grande gargalo da prefeitura principalmente no primeiro ano de mandato, foi a folha de pagamento. Parauapebas é um dos municípios que tem um dos maiores salários do funcionalismo. Temos ainda sérios problemas na saúde, entre eles tem a questão dos plantões. O município gastou no primeiro ano, salvo engano, 600 milhões só com pagamento de pessoal. Este ano, diminuiu um pouco, 506 milhões...

CTP - Ainda assim um valor muito elevado, não?

RR - Sem dúvida, muito elevado. O município necessita de uma grande reforma administrativa e o governo precisa ter coragem para fazer isso, porque vai mexer com interesses. Penso que é necessário reduzir o número de assessores. Temos um quadro muito grande de assessores e em alguns casos, é preciso impedir a existência de super-salários. Eu acredito que equacionando a folha de pessoal, o município vai ter um potencial melhor para investimento.



CTP - A Educação reclama de problemas de infraestrutura...

RR - De fato, nós temos problemas seríssimos com as escolas, muitas delas sucateadas, mas tem este projeto que está em curso para reformar as escolas e coloca-las em condições de uso por alunos, professores e funcionários.

CTP - Por outro lado, são muitas as reclamações em relação à saúde em Parauapebas

RR - Veja, a Saúde consome realmente muito dos nossos recursos. O caso mais emblemático é o Hospital Geral de Parauapebas, o HGP. Ali, temos um hospital municipal com todas as características de um hospital regional. Ele atende não apenas os pacientes da cidade, mas de todos os municípios do entorno de Parauapebas. Conversando com o Coutinho (José das Dores Couto, secretário de Saúde), vi que o custo do hospital é muito elevado e o governo do Estado nunca mandou um centavo para ajudar na manutenção do HGP que tem um custo médio de R$ 10 milhões por mês. Isso significa R$ 120 milhões ao ano. É muito dinheiro. Então, é preciso que o Governo do Estado colabore, dividindo as despesas, considerando que a demanda atendida pelo HGP deveria ser atribuição dos Hospitais Regionais instalados na região. Como eles não dão conta, sobra para o HGP que recebe esses pacientes, quase todos sem regulação. Claro que não se pode deixar de atender, mas é preciso remunerar esse atendimento para que tanto o cidadão de Parauapebas quanto aquele que mora nas cidades vizinhas possam ter um atendimento decente, digno e eficiente. Espero que, com o governador Helder Barbalho, essa parceria entre Governo do Estado e Prefeitura de Parauapebas de fato se concretize.

CTP - O senhor está otimista em relação ao futuro do governo de Darci?

RR - Eu sei que a gestão precisa melhorar, mas sei também que o prefeito Darci tem uma habilidade muito grande, suficiente para conseguir mudar o que precisa ser mudado. E temos que levar em conta que, a partir deste ano, muitas obras importantes vão acontecer em Parauapebas, principalmente, na periferia da cidade, que é onde os serviços da Prefeitura precisam chegar com mais rapidez e eficiência. Então, teremos grandes obras e será preciso melhorar a saúde – no que diz respeito ao atendimento da população no HGP e nos postos de saúde – e a educação – através da recuperação da infraestrutura das escolas. O governo tem uma avaliação regular e com as medidas que já foram tomadas – com a troca de titulares em algumas secretarias – acredito que o governo caminha para uma nova fase, que espero que seja melhor.



CTP - A legislatura anterior foi marcada por escândalos de corrupção – inclusive com a prisão de diversos vereadores. A atual legislatura, até aqui, vem passando incólume neste quesito. Como o senhor avalia a atual legislatura?

RR - Olha, avalio a atual formação da Câmara de maneira muito positiva. Hoje, vivemos outro momento e aquilo que aconteceu serviu de lição para todos nós. Costumo lembrar de uma frase antiga segundo a qual “sábio é quem aprende com os erros dos outros”. Não precisamos cometer os erros para depois corrigir. É preciso observar o erro dos outros e evitar cometer o mesmo erro. E eu vejo que esta Câmara tem se comportado desta maneira. Temos grandes conquistas como a luta pela mudança da alíquota da Contribuição Financeira sobre Exploração Mineral (CFEM), que trouxe mais recursos para Parauapebas. Esta luta começou aqui, na Câmara de Parauapebas e depois foi abraçada por outros municípios mineradores. O resultado foi que passamos a receber sobre o valor bruto do faturamento das empresas mineradoras e ampliamos a arrecadação de forma acentuada. O mesmo vale para o ICMS. Estamos empenhados em dialogar com o Governo do Estado para garantir a cota-parte de Parauapebas e fazer com que o município, que gera tanta renda ao Estado, receba a justa contrapartida. Estamos discutindo também a questão dos loteamentos. Eu tenho a honra de presidir uma comissão que está apurando a situação desses empreendimentos, em especial o Cidade Jardim, cuja empresa responsável vem sendo acusada de cobrar juros abusivos. Em breve vamos publicar nossas conclusões e dar respostas à sociedade.

CTP - O senhor apoiou o atual presidente da Câmara, Luiz Castilho. O que esperar dessa gestão?

RR - Entendo que o presidente Luiz Castilho tem compromisso com a aproximação da Câmara em relação ao cidadão, buscando levar a Câmara até a sociedade. Aí a Câmara cumpre seu papel: ouvir os anseios da população e trazer para cá e transforma-los em projetos e outras proposições. Através do Instituto Legislativo está sendo formatado esse projeto que levará a Câmara para toda a cidade. Acho isso fundamental. É no contato direto com a população que podemos levantar as demandas e ajudar a atende-las.



CTP - E o que esperar do seu mandato para este ano? Quais seus objetivos?

RR - Estou aqui há um ano e quatro meses e esse período foi de muito aprendizado. Aprendi bastante. Tive muito acertos e consegui ser um dos vereadores mais produtivos da Câmara, tendo apresentado mais de 120 proposições, entre requerimentos e indicações. Apresentei 12 projetos de lei - fui o que apresentou o maior número desse tipo de proposição, além das emendas parlamentares ao Orçamento beneficiando diversas entidades e fizemos uma prestação de contas pública, com mais de 500 pessoas, no final do ano e a expectativa para este ano é a melhor possível. Quero fazer um mandato ainda mais participativo e ainda mais presente nas comunidades, fazendo um trabalho que beneficie toda a cidade. Entendo que não represento apenas os quase mil eleitores que votaram em mim. Aqui, represento o conjunto dos cidadãos de Parauapebas e sempre vou buscar honrar a escolha desses homens e mulheres, então a responsabilidade é enorme. Eu e minha equipe estamos aproveitando o recesso para planejar cada uma das ações que vamos desenvolver em 2019, visando desenvolver um grande trabalho.



CTP - Mas, se o senhor tivesse que individualizar as ações qual aquela que citaria como prioritária?

RR - Olha, além do projeto de geração de emprego para a juventude e a luta contra os juros abusivos cobrados pelas incorporadoras tipo a Buriti, no Cidade Jardim, destaco a luta pela ampliação do ensino superior em Parauapebas. Essa tem sido uma luta com a qual tenho compromisso desde a época do movimento estudantil e da qual não abro mão. É preciso que Parauapebas se transforme em um polo de educação superior, oferecendo diversos cursos para os nossos estudantes e atraindo outros para cá.

CTP - Então, haverá muita luta pela frente?

RR - Sem dúvida. Acredito na participação popular. Entendo que um mandato popular se faz ouvindo a comunidade, estando sempre acessível para representar seus interesses e é isso que tenho feito desde o primeiro dia de mandato e é o que continuarei fazendo, sendo a voz daqueles que mais precisam.

6 de fevereiro de 2019

Site repercute insatisfação de parte da base de Helder em Marabá. "Repete roteiro petista", diz artigo



Aumenta a tensão entre as forças que apoiaram o governador Helder Barbalho, em Marabá. A disputa por espaços no governo está deixando um rastro de insatisfação que parece crescer à medida que as nomeações para os cargos estaduais vão ocorrendo e aqueles que estiveram ao lado de Helder na campanha e não foram eleitos, estão sendo preteridos na hora de compor o governo. É esta a opinião expressa em artigo publicado no site Debate Carajás (você lê a íntegra do artigo clicando neste link).

De fato, a insatisfação é maior considerando que os apoiadores de Helder começam a desconfiar dessa política de privilegiar aqueles que têm mandatos - mesmo que não tenham estado com Helder na campanha - em detrimento de outras lideranças que se consideram apoiadores de primeira hora. Essa prática era muito usada por Ana Júlia, petista que governou o Pará por quatro anos, para depois perdê-lo para os tucanos. Diversas lideranças importantes, em Marabá, temem que esta estratégia continue a ser empregada no atual governo do MDB.



Nesta quarta-feira (6), o Debate Carajás em seu  artigo, avalia que não havendo mudanças na condução política na região e "se depender da forma como as lideranças ligadas a Helder estão sendo tratadas, em Marabá, não vai demorar muito para o time de Simão Jatene voltar a ditar as regras no Palácio Lauro Sodré".

Na opinião do site, "a prática de só valorizar a quem tem mandato não está funcionando. A insatisfação e a descrença estão tomando conta de quem ficou com as “canelas vermelhas” de tanto andar na poeira, pedindo votos para Helder Barbalho. Reclamam as lideranças insatisfeitas com os rumos do novo governo".

O caldeirão ameaça ferver de verdade nos próximos dias. Depois que o Deputado Estadual Chamonzinho demonstrou sua força ao emplacar seguidas nomeações para cargos importantes na região, agora é a vez de outro deputado marabaense ter suas indicações atendidas. Toni Cunha (PTB), que conforme o site mostrou em 9 de janeiro, lutava para emplacar as direções da 4ª URE e da Estação Cidadania, já conseguiu metade de seu intento. Em 30 de janeiro, Eva Abreu, coordenadora da campanha de Cunha, foi nomeada para dirigir a Estação Cidadania, em Marabá.



Citando suas próprias fontes, o site Debate Carajás segue afirmando que cargos importantes ainda se encontram ou estão sendo entregues nas mãos de tucanos. Além disso, segundo o artigo, "a ausência de diálogo e a falta de uma liderança que tente unificar as várias correntes políticas apoiadoras de Helder em Marabá, durante o processo eleitoral, em 2018", são outros motivos de reclamação por parte dos não-contemplados.

O artigo diz ainda que a transferência temporária do governo do Estado, para Marabá, prevista para este mês, pode ser uma boa oportunidade para Helder acalmar sua própria base e seguir mais tranquilo na luta para reconstruir o Estado.

O site finaliza sua manifestação lembrando que a estonteante aprovação do atual prefeito de Marabá, Tião Miranda, pode exercer forte atração nos apoiadores de Helder que estejam desgostosos. No artigo é dito que tucanos aguardam que a falta de habilidade do governo lhes permitam "começar a cooptar essas lideranças. Afinal, em uma pesquisa realizada em dezembro de 2018, o governo Tião Miranda teve 87% de aprovação pela população".


1 de fevereiro de 2019

TUDO DOMINADO! Dr. Daniel, articulado por Helder, é o novo presidente da Assembleia Legislativa



Dr. Daniel Barbosa Santos (Sem-Partido), foi eleito no início da tarde desta sexta-feira (1º), para ser o presidente da Assembleia Legislativa do Pará (Alepa), em candidatura única. O mandato de Daniel será de 2019 a 2020. Daniel teve 37 votos e houve 1 voto em branco, 1 deputado se absteve e 2 votos foram declarados nulos.

A eleição ocorreu logo após a solenidade de posse dos deputados estaduais eleitos no pleito de outubro do ano passado. Na sessão solene de posse, estiveram presentes o governador Helder Barbalho e o prefeito de Ananindeua, Manoel Pioneiro.

A articulação da candidatura de Daniel foi feita a partir da orientação do governador Helder Barbalho e deixou pelo caminho algumas pré-candidaturas do MDB e algumas rusgas que terão que ser aparadas pelo novo presidente do Poder Legislativo estadual. Está mantida a tradição segundo a qual nenhum governador deixou de ter um aliado na presidência da Assembleia.


Dr. Daniel é médico e ex-vereador em Ananindeua (PA), a segunda maior cidade do Pará em número de habitantes. Foi o deputado estadual mais votado do Estado nas últimas eleições, com mais de 113 mil votos e é natural de Açailândia (MA). Elegeu-se pelo PSDB, mas apoiou o atual governador Helder Barbalho contrariando seu partido, que apoiou Márcio Miranda.

Logo no início deste ano, a partir do momento em que foi revelada a articulação de Helder para eleger Dr. Daniel presidente da Alepa, o deputado foi expulso do PSDB. Num primeiro momento a expulsão foi revertida por José Megale, mas foi mantida depois pelo presidente do PSDB, Fernando Flexa Ribeiro. O site contou esta história neste link.

A eleição de Daniel passa pela disputa, em 2020, em Ananindeua, cidade onde o governador começou sua carreira e da qual foi prefeito por dois mandatos. Dr. Daniel está pavimentado seu caminho para disputar a prefeitura da cidade geminada com Belém.

Esta é a primeira vez na história da Alepa, em 19 legislaturas, que um deputado sem partido elege-se presidente.



A chapa para os demais cargos da Mesa Diretora também foi única e recebeu 37 votos a favor, havendo dois votos em branco e 2 votos nulos.

O 1º Vice-Presidente será o deputado Rento Ogawa (PR). Michelle Begot (PSD) será a 2ª Vice-Presidente. A 1ª Secretaria será ocupada pelo deputado Eraldo Pimenta (MDB). Vitor Dias (PSDB) ficará na 2ª Secretaria. Dilvandra Faro (PT) será a 3ª Secretária e Hilton Aguiar (DEM) será o 4º Secretário.


9 de janeiro de 2019

Nomeações para cargos no Governo do Pará expõem disputa por espaço entre novos deputados marabaenses



Feitas as principais nomeações para o primeiro escalão do governo do Estado (ainda restam algumas autarquias e fundações sem titulares), começam as disputas pelos espaços nos segundo e terceiro escalão. E a luta está sendo intensa nos bastidores. Até aqui, o deputado estadual Chamonzinho (na foto acima) vem emplacando algumas indicações consideradas estratégicas. A primeira demonstração de força veio quando João Chamon Neto (na foto abaixo), atualmente deputado estadual e pai de Chamonzinho, foi escolhido para a Secretaria de Estado de Governo do Sudeste do Pará, um cargo que muitos entendem que será vitaminado no governo de Helder.



Além disso, Chamonzinho também seria o responsável pela nomeação para Diretor-Geral da Agência de Regulação e Controle de Serviços Públicos (Arcon), de Eurípedes Reis, o Tota, ex-vereador de Eldorado do Carajás.

Na área da Segurança Pública, fala-se que as escolhas para os comandos das Polícias Civil e Militar na região teriam passado pela mediação de Chamonzinho. Apesar de afirmar que as escolhas seguiram critérios técnicos, seriam dele as indicações do novo Delegado-Superintendente de Polícia Civil do Sudeste do Pará e do novo Comandante do 4º BPM.

A escolha do jovem delegado para chefiar uma das mais conflituosas superintendências do Estado e do Tenente-Coronel Dayvid Sarah Lima para o comando do 4° BPM acabou motivando críticas contundentes do vice-prefeito de Marabá e deputado estadual eleito Toni Cunha (na foto abaixo).



Em uma rede social, Toni Cunha escreveu que "supostamente", os novos comandantes da PM e da Polícia Civil no sudeste do Pará "possuem padrinhos políticos em nível regional". Toni afirma não conhecer nenhum dos indicados e que "talvez sejam excelentes profissionais". Mas, considera um "enorme retrocesso" que as polícias sofram "algum tipo de interferência, que não seja técnica e interna".

Segundo Cunha, "apadrinhamentos nesse nível representam desserviço ao que se espera das polícias, que devem ser obedientes apenas à lei e, em aspectos técnicos e de políticas de segurança pública, a seus superiores hierárquicos que estão no Poder Executivo". (Leia a íntegra da postagem  de Cunha no final do artigo).

Apesar de colher algumas críticas de internautas - Toni foi lembrado que fez o mesmo quando indicou alguns de seus correligionários para cargos importantes na Prefeitura de Marabá na gestão de Tião Miranda - no geral, houve boa recepção ao repto de Cunha.

Mas, as críticas de Cunha soaram um pouco estranhas porque, segundo duas fontes ouvidas pelo site, o deputado recém-eleito prepara-se para integrar a base de apoio de Helder na Assembleia Legislativa a partir de fevereiro. Inclusive estariam na mira de Toni a direção da 4ª URE e a Estação Cidadania de Marabá, órgão ligado à Secretaria de Estado da Administração que reúne diversos serviços como emissão de Carteira de Trabalho e Identidade Civil, além de agendar atendimentos para serviços prestados pelo TRE e Polícia Federal.

No jornal Correio desta terça-feira (8), uma nota (veja imagem ao lado), fez a "crítica à crítica" de Cunha. Segundo o veículo de imprensa marabaense, não houve ingerência política e o deputado contestou as indicações "sem saber os reais critério (sic) das nomeações". O Correio foi além e considerou "estranho" que Toni Cunha critique as nomeações enquanto se esforça fazer indicações ao novo governo.

Sobre o assunto, o site entrou em contato com o deputado estadual e futuro Secretário de Estado de Governo do Sudeste do Pará, João Chamon Neto. Com cortesia, mas de forma sucinta, Chamon negou que exista um clima de disputa por cargos. Afirmou que no episódio, houve apenas "um pequeno mal entendido, natural no momento" e garantiu que Chamonzinho, Dirceu e Tony estão "unidos por Marabá" e que estarão "unidos ao governador Helder nas tratativas em favor de nossa Marabá e nossa região", que Chamon considera "extremamente estratégica para nosso Estado".

É possível que esta queda-de-braço ainda tenha desdobramentos. Como Helder decidiu exonerar cerca de dois e quinhentos servidores comissionados, é certo que ainda haverá muitos rounds para serem disputados entre todas as lideranças helderistas, tanto as já estabelecidas, quanto as chegantes.

Falando em Helder Barbalho, o governador parece tranquilo, pelo menos por enquanto. Suas decisões estão sendo bem recebidas pela população que parece gostar do dinamismo que imprime em seus atos, um contraste acentuado com a pasmaceira que assolou a reta final do governo anterior.

Sem ainda entrar em rota de colisão com as Organizações Maiorana, Helder tem frequentado os programas dos veículos de comunicação do maior grupo de mídia do estado, afiliado à Rede Globo e vem recebendo cobertura jornalística isenta até agora. Na segunda-feira (7), o governador esteve no JL1, da TV Liberal e na manhã desta quarta-feira (9), Helder esteve ao vivo na Globo News a partir das 7h30.

Não se sabe quanto tempo esta trégua irá durar, mas por ora Helder se dedica a isolar os tucanos paraenses, abrindo os braços para novos aliados, ainda que esteja desagradando alguns apoiadores mais antigos.

Veja a seguir a íntegra da crítica contundente de Toni Cunha.
 

27 de dezembro de 2018

Helder escala Iran Lima para Sedeme. Lutfala Bitar dirigirá Companhia de Desenvolvimento do Estado. Veja todos os indicados


O governador eleito do Pará, Helder Barbalho (MDB), anunciou na tarde desta quinta-feira (27), mais três de seus colaboradores.

Helder informou também que a Secretaria de Turismo será integrada à Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Mineração e Energia (Sedeme) e esta terá Iran Lima (à esquerda, na foto), como titular. Iran Lima é mojuense, tem 55 anos e é deputado estadual eleito pelo MDB. Iran foi prefeito do Mojú por dois mandatos, é formado em Ciências Contábeis pela UFPA e Auditor Fiscal do Estado.

Já a Companhia de Desenvolvimento Econômico (Codec) estará com Lutfala Bitar (à direita, na foyo). Um veterano representante do setor produtivo do Pará, Lutfala é engenheiro civil e conhecido empresário. Atualmente é o presidente do Conselho Superior da Associação Comercial do Pará.

A Codec é responsável pela prospecção de investidores nacionais e internacionais, além de acompanhar todas as fases de implantação das empresas no Pará.

A Codec também tem o papel de auxiliar os investidores na identificação dos melhores locais para investir – uma vez que é responsável pela administração dos Distritos Industriais e pela instalação da Zona de Processamento de Exportação (ZPE) – e promover o encadeamento estratégico institucional para o desenvolvimento de atividade integrada e coordenada.

Arlindo Silva (na foto ao lado), será o titular da Secretaria de Esporte e Lazer (Seel). Arlindo é formado Direito e pós-graduado em Gestão Pública, além de ter um histórico voltado a área do esporte. Arlindo é vereador de Ananindeua, tendo atuado na elaboração do projeto de Lei para criação do Conselho da Igualdade Racial, Direitos Humanos e Fomento ao Esporte e Lazer.

Veja a seguir todos os indicados por Helder:

Fazenda: René Sousa
Planejamento: Hana Ghassan
Casa Civil: Parsifal Pontes
Banpará: Braselino Assunção
Meio Ambiente: Mauro O’ de Almeida
Transportes: Antônio Pádua Andrade
Saúde: Alberto Beltrame
Iterpa: Bruno Kono
Desenvolvimento e Obras Públicas: Ruy Cabral
Chefia de Gabinete: Luiziel Guedes
Casa Militar: Coronel Costa Júnior
Corpo de Bombeiros: Coronel Hayman
Comando Geral da PM: Coronel Dílson Júnior
Segurança Pública: Ualame Fialho
Justiça: Hugo Rogério Sarmanho Barra
Cidadania: Ricardo Balesteri
Sistema Penitenciário: Jarbas Vasconcelos do Carmo
Assistência Social, Trabalho, Emprego e Renda: Inocêncio Gasparim
Secretaria de Estado de Desenvolvimento Agropecuário e Pesca será liderada por Hugo Suenaga
Companhia de Portos e Hidrovia: Abraão Benassuly
IMEP-INMETRO: Cintya Simões
Educação: Leila Freire
Ciência e Tecnologia: Carlos Maneschy
Esportes e Lazer: Arlindo Silva
Desenvolvimento Econômico: Iran Lima
Companhia de Desenvolvimento Econômico: Lutfala Bitar

Gerson Camata, assassinado por ex-assessor, será enterrado nesta quinta-feira no ES



O corpo do ex-governador e ex-senador Gerson Camata (foto acima), morto nesta quarta-feira (26) em frente a um restaurante na Praia do Canto em Vitória, será velado a partir das 8h desta quinta-feira (27) no Palácio Anchieta, sede do governo do Espírito Santo e o sepultamento está previsto para as 16h no Cemitério da Serra, na Região Metropolitana da capital capixaba.

Camata, de 77 anos, foi assassinado com um tiro depois de uma discussão com um ex-assessor, causada por uma ação judicial movida pelo ex-governador contra ele, que resultou no bloqueio de R$ 60 mil da conta bancária do agressor.

Marcos Venício Moreira Andrade, de 66 anos, confessou o crime e foi preso. A arma usada não tinha registro e foi apreendida. Ele vai responder por homicídio qualificado. A defesa de Marcos não quis comentar o caso e apenas informou que ele deve ser encaminhado para o presídio em Viana, na Região Metropolitana de Vitória, nesta quinta-feira.

“O assessor foi tirar satisfação ao encontrar Gerson Camata na rua, na calçada, próximo a uma banca de revista e a uma padaria. Neste encontro, iniciou uma discussão verbal, onde o assessor sacou a arma e efetuou o disparo contra o ex-governador”, explicou o secretário estadual de Segurança Pública, Nylton Rodrigues.

Gerson Camata foi o primeiro governador eleito do Espírito Santo após a início do processo de democratização do Pais, sendo em seguida representante de seu estado como senador por 24 anos.

23 de dezembro de 2018

Ex-secretário nacional de Segurança assumirá Secretaria da Cidadania no governo Helder. Veja os indicados até agora


Depois de anunciar Hugo Rogério, presidente estadual do PSL e filho do deputado federal Éder Mauro (aquele mais famoso por fazer "arminha" com os dedos que pelos projetos que apresenta na Câmara Federal), para o cargo de secretário de estado de Justiça, o governador eleito do Pará, Helder Barbalho (MDB), anunciou mais três nomes que integrarão sua equipe. E se a nomeação de Hugo é de qualidade duvidosa, desta vez, as escolhas de Helder parecem certeiras.

O historiador Ricardo Balestreri (na foto acima), irá comandar a Secretaria Especial da Cidadania, que será criada depois da fusão de três das cinco secretarias especiais que funcionaram durante o governo de Simão Jatene. O delegado-geral de Polícia Civil será Alberto Teixeira e Ricardo Sefer será o Procurador-Geral do Estado. Agora, já são 18 os nomes definidos para o primeiro escalão do novo governo.

Ricardo Balestreri, que será o titular da Secretaria Especial de Estado da Cidadania, foi Secretário Nacional de Segurança e era cotado para assumir a Secretaria de Estado de Segurança Pública. Balestreri acabou recusando o primeiro convite e em seu lugar foi indicado o Ualame Machado. Helder fez novo convite e, Balestreri, que chefiava o Gabinete de Assuntos Estratégicos do Estado de Goiás, aceitou assumir a nova Secretaria Especial de Cidadania. Integrante do Observatório de Segurança Com Cidadania da Fundação Getúlio Vargas (FGV), o novo secretaria tem trânsito entre os defensores dos direitos humanos e foi um dos formuladores do PRONASCI, programa do Ministério da Justiça que estabelece diretrizes de combate ao crime sem desrespeito aos direitos humanos.

Alberto Teixeira (na foto ao lado), futuro delegado-geral de Polícia Civil, apesar de relativamente jovem, é um dos delegados mais experientes dos quadros da Civil. Foi Superintendente Regional do Nordeste e do Sudeste do Pará, foi coordenador da Divisão de Combate ao Crime Organizado (DRCO) e secretário de Segurança Institucional de Marabá.

O futuro Procurador-Geral do Estado, Ricardo Sefer, é advogado e professor. Tem mestrado e doutorado em Direito pela Universidade Federal do Pará. Tem experiência como advogado empresarial e corporativo. É Procurador do Estado desde 2011 com experiência nas áreas Ambiental e Fundiária. Atua como professor titular da Universidade da Amazônia, nas disciplinas Direito Administrativo, Ambiental, Direito Agrário e Direito Socioambiental na Amazônia.

Clube do Bolinha?


Ainda restam secretarias e autarquias sem titulares definidos, portanto seria prematuro criticar. Mas, é relevante notar que o secretariado de Helder, até agora, é formado por dezessete homens e apenas uma mulher. A expectativa é que mais mulheres se juntem ao time e acabem com a aparência de "Clube do Bolinha".

Veja os escolhidos até agora por Helder:

Fazenda: René Sousa
Planejamento: Hana Ghassan
Casa Civil: Parsifal Pontes
Banpará: Braselino Assunção
Meio Ambiente: Mauro O’ de Almeida
Transportes: Pádua Andrade
Saúde: Alberto Beltrame
Iterpa: Bruno Kono
Desenvolvimento e Obras Públicas: Ruy Cabral
Chefia de gabinete: Luiziel Guedes
Casa Militar: Coronel Costa Júnior
Corpo de Bombeiros: Coronel Hayman
Comando Geral da PM: Coronel Dílson Júnior
Segurança Pública: Ualame Fialho
Justiça: Hugo Rogério Sarmanho Barra
Cidadania: Ricardo Balesteri












21 de dezembro de 2018

Em Parauapebas, Darci se prepara para mover as peças em seu tabuleiro


O prefeito de Parauapebas, Darci Lermen, reuniu a imprensa, nesta sexta-feira (21), para mostrar o que já foi feito, falar sobre o que será feito e informar sobre as mudanças no secretariado. A coletiva começou pouco depois das 10 da manhã e se prolongou até 15 horas e durante essas quase cinco horas, muito se falou sobre as realizações da atual gestão e sobre o que virá em 2019, mas a aguardada "dança das cadeiras" ficou para depois do Natal.

Na próxima sexta-feira (28), provavelmente em outra coletiva, Darci deverá anunciar as mudanças no secretariado, consideras estratégicas para tocar o governo pelos próximos meses. Até onde se vê, o prefeito estuda o melhor jeito de agasalhar antigos e novos apoiadores, já mirando a disputa de 2020.

Algumas alterações já estão certas. Na Cultura, o ex-vereador José Alves vem dando mostras que pode seguir como titular da pasta. Na Habitação, dias atrás, João Fontana chegou a ser anunciado como substituto do atual secretário, mas houve logo um desmentido. Agora, com a exoneração de Christian Miranda, é certo que outro nome ocupará a pasta.

Outros órgãos poderão ter novos comandantes em 2019. Segurança Institucional, Desenvolvimento, Ciência e Tecnologia e Procuradoria, por exemplo, podem ser peças mexidas no tabuleiro de Darci, seja através de fusão, extinção ou troca de comando.

Darci negou que esteja fazendo suspense em relação a quem sai e quem entra no governo. Justificou o adiamento do anúncio dos novos secretários em função de não ter conversado com alguns daqueles que sairão ou serão remanejados dos órgãos que dirigem. "Não gosto de gerar pânico", disse Darci. Segundo o prefeito, "entre 28 de dezembro e 6 de janeiro haverá tempo para uma transição tranquila".

Reforma Administrativa


Há tempos vem sendo gestada a reforma administrativa e é possível que nos próximos dias seja apresentado algum detalhamento sobre este novo organograma da Prefeitura. Isso, segundo os técnicos da Secretaria de Administração, não implicaria necessariamente em extinção ou fusão de secretarias. A ideia é evitar o chamado "sombreamento", quando duas ou mais secretarias oferecem o mesmo serviço. A Semad garante que vem analisando cada um dos departamentos de todas as secretarias e que a reforma administrativa proposta tem por objetivo otimizar o funcionamento da máquina.

Durante a coletiva, Darci chegou a frisar que, apesar de entender que é preciso reduzir os custos da máquina, não tem como "obsessão" o corte de secretarias. O importante para o prefeito é que o órgão - secretaria, coordenadoria, departamento, etc - cumpra sua função. Ele afirmou ainda que "se fosse possível", criaria a Secretaria de Turismo, diante dos bons resultados que a coordenadoria de Turismo vem alcançando.

Debate Com A Comunidade


Durante a coletiva, alguns populares queriam questionar o prefeito e o secretariado. A assessoria ponderou que aquela era uma coletiva à imprensa e, portanto, só daria a palavra aos veículos de comunicação.

Para contornar a situação, Darci propôs uma rodada de debates sobre os principais temas da cidade entre o representantes do governo e aqueles cidadãos que quiserem. O primeiro encontro será nos dias 24 e 25 de janeiro, no Centro Cultural de Parauapebas, a partir das 19 horas e as inscrições estarão abertas entre os dias 8 e 10 de janeiro, no Palácio dos Ventos, sede da Prefeitura.

18 de dezembro de 2018

"O Brasil precisa ouvir o Pará", diz Helder na diplomação. Veja o vídeo aqui


O governador eleito do Pará, Helder Barbalho (MDB), foi diplomado na noite desta terça-feira (18), pelo Tribunal Regional Eleitoral do Pará (TRE-PA). Além de Helder, foram diplomados também, o vice-governador eleito Lúcio Vale, os senadores Jader Barbalho e Zequinha Marinho, os 17 deputados federais eleitos e 41 deputados estaduais. A diplomação é a última etapa do processo eleitoral antes da posse, marcada para o dia 1º de janeiro.

O discurso de Helder foi, desde os cumprimentos, formado por acenos aos demais partidos e a diversos segmentos da sociedade civil, muitos dos quais não estiveram com Helder na corrida ao Palácio Lauro Sodré.

Parlamentares como Nilson Pinto (PSDB), Edmilson Rodrigues (na foto abaixo, ao receber seu diploma) e Marinor Brito, ambos do PSOL foram lembrados e citados nominalmente por Helder.

Helder fez ainda uma homenagem especial às mulheres. Lembrou que sua mãe, Elcione Barbalho é a única mulher entre os deputados federais e cumprimentou individualmente cada uma das deputadas estaduais eleitas. "É preciso que cada vez mais mulheres atuem na política", frisou o governador eleito.

"Não Temos o Direito de Errar"


Em seu discurso, Helder disse que as eleições de outubro foram "históricas", marca um novo ciclo na democracia e lembrou o sentimento de mudança que varreu o pais nas últimas eleições. O governador eleito destacou a importância de que cada um dos eleitos mantenha a "sintonia com as ruas".

"O Pará tem pressa. Pressa para ter um governo presente", disse Helder em uma rápida referência crítica ao atual governo, sempre retratado por Helder como "ausente". "Não temos o direito de errar. Não temos o direito de decepcionar a sociedade", disse o governador eleito.

Em seguida, um aceno explícito foi feito. "Quero aqui fazer um chamamento à sociedade e a todos os eleitos. Vamos juntos. Vamos valorizar aquilo que nos aproxima. Vamos buscar a união. A união não em torno de um governo, de um partido, de uma ideologia. Mas, a união em torno de uma causa. A causa do Estado do Pará", disse Helder.

"Precisarei - e peço humildemente - o apoio de deputados estaduais, dos prefeitos, vice-prefeitos, vereadores, das lideranças políticas e comunitárias. Precisarei dos senadores e deputados federais, lutando em Brasília para que a altivez dos paraenses seja enxergada e o Brasil possa nos ouvir e respeitar", prosseguiu o governador eleito.

O governador eleito criticou o modelo de exploração das riquezas do Pará. "Não nos cabe mais permitir - e a população não admite - que sejamos subjugados, como um estado que contribui com este país e com abalança comercial, seja através da exportação de commodities - e não recebe a compensação devida -, seja exportando energia aqui produzida", afirmou Helder.

Segundo Helder é preciso de união de todos os paraenses para reverter esse quadro, no qual segundo ele, " nada aqui fica de riqueza e ainda nos obrigam a pagar uma energia cara e péssima qualidade para o cidadão paraense".

Homenagem a Jader


Para encerrar, Helder lembrou que 28 anos atrás, seu pai, o atual senador e ex-governador Jader Barbalho (na foto ao lado, com o deputado Chamon, ao chegar à solenidade), recebia o diploma de governador e, naquela ocasião o diploma foi dado por Jader aos filhos Helder e Jader Filho.

Segundo Helder, hoje foi a oportunidade de retribuir e chamou à tribuna Jader e Jader Filho. "Pai, entrego a você seu 12º diploma", disse Helder visivelmente emocionado.

A posse de Helder e do vice, Lúcio Vale, será em Belém, no dia 1º de janeiro e, pela primeira vez na história, será replicada, no mesmo dia, em Santarém e Marabá, as duas cidades mais importantes do Pará e que em 2011, estiveram à frente do movimento de criação dos estados do Tapajós e do Carajás.

14 de novembro de 2018

Bolsonaro indica Ernesto Araújo para Itamaraty. Novo chanceler não acredita em mudanças climáticas e considera PT "partido terrorista"

Bolsonaro e Ernesto - Ao invés da pomba da paz, novo regime escolhe chiuaua latidor
O presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL), anunciou na tarde desta quarta-feira através de sua conta no Twitter o nome de Ernesto Fraga Araújo, para o cargo de Ministro das Relações Exteriores. O novo chefão do Itamaraty é diplomata de carreira, dirigia o departamento referente aos Estados Unidos, Canadá e Assuntos Interamericanos do MRE e, tal como Bolsonaro, é reconhecidamente tiete do presidente americano, Donald Trump.

Mas, não é apenas isso que se pode dizer do escolhido por Bolsonaro para conduzir as Relações Internacionais. Ernesto é estridente e midiático. Adora fazer barulho nas suas redes sociais. Ernesto fez campanha para Bolsonaro e se aproximou do novo regime desde o primeiro turno. É dele um documento no qual, entre críticas ao que chama de "partidarização" das relações internacionais pelo Itamaraty, ele tece rasgados elogios ao presidente norte-americano. “O presidente Donald Trump propõe uma visão do Ocidente não baseada no capitalismo e na democracia liberal, mas na recuperação do passado simbólico, da história e da cultura das nações ocidentais”, afirma no texto.

Ernesto é de direita mas não é totalmente tapado. Sabe bem a quem elogiar para chamar a atenção. Bolsonaro é admirador confesso de Trump e já chegou a comparar-se ao presidente norte-americano.

Outro ponto que aproximou Bolsonaro e Ernesto é a crítica que ambos fazem ao que chamam de "climatismo". Segundo eles, a esquerda teria "sequestrado" as discussões sobre mudanças climáticas e "ideologizado" o tema. Ernesto, como seu chefe, dá de ombros para assuntos como "efeito-estufa", "devastação da floresta" e outros temas correlatos, tão ao agrado da maioria dos parceiros comerciais do Brasil no exterior e chega a duvidar dos estudos técnicos que apontam para as mudanças climáticas decorrentes da intervenção humana no planeta.

Em seu blog, o Metapolítica, o próximo chanceler do regime brasileiro também não poupa críticas ao Partido dos Trabalhadores (PT), sempre tratado por ele como "partido terrorista". Com isso, com certeza, marcou mais pontos com seu novo chefe.

Apesar de estar no topo da carreira, Ernesto ainda é peixe pequeno no Itamaraty. Acima do cargo que ocupa atualmente, além do próprio Ministro das Relações Exteriores, estão pelo menos o secretário-geral e nove subsecretários-gerais. Sua nomeação para Ministro, comparando com o Exército, significará que um tenente-coronel será o Comandante-Geral, passando por cima de todos os generais. Não que isso pareça importar muito para Bolsonaro, um capitão que está dando emprego para diversos generais em seu regime.

Sempre é bom registrar que antes mesmo de tomar posse, Bolsonaro já fez estragos na área internacional.

Vejam lá.

Bolsonaro afirmou que vai transferir a embaixada americana de Tel-a-viv para Jerusalém (desagradando os árabes); decidiu visitar o Chile antes de ir à Argentina, quebrando uma longa tradição diplomática; desprestigiou o Mercosul, que segundo ele deverá ser rebaixado a uma espécie de "área de livre comércio"; criticou o Acordo de Paris e chegou ameaçar abandonar o tratado; tem criticado sistematicamente a atual política ambiental brasileira, que considera "xiita" e "fábrica de multas" (o que vem causando desconforto até mesmo entre os ruralistas que temem ver seus produtos proibidos de circular na União Europeia, por exemplo); seu futuro ministro-chefe da Casa Civil, Onix Lorenzoni, desqualificou as ações da Noruega, que já investiu mais de 2 bilhões de dólares na proteção da Amazônia e hoje mesmo Cuba decidiu retirar seus profissionais do programa Mais Médicos (mais de 7 mil médicos cubanos atuam no país, em especial nas cidades que antes não tinham cobertura através do SUS e que voltarão a ficar sem médicos).

A China, principal parceira comercial do Brasil, já demonstrou seu desagrado com a aparente preferência de Bolsonaro por Taiwan (considerada província rebelde pelo governo chinês) e com as reiteradas críticas que o presidente eleito faz ao que chama de "invasão de produtos chineses" no mercado brasileiro.

Como se vê, o amplo e automático (e até agora, sem qualquer compensação visível) alinhamento à política internacional norte-americana terá consequências e nem todas serão agradáveis.

Por tudo isso, era esperado que Bolsonaro escolhesse alguém com um perfil que apontasse para a moderação e que ajudasse a modular a linguagem belicista do presidente. Ao escolher Ernesto, o presidente eleito aponta exatamente para o sentido oposto. Ao invés de escolher uma pomba da paz, prefere escalar um chiuaua latidor com pretensões midiáticas.

Para nós brasileiros, os tempos serão estranhos. Mas, não será muito diferente para os estrangeiros. Eles vão precisar se acostumar com uma postura brasileira que se espera agressiva e francamente pró-Trump. Celebrado como promotor da paz desde Haia em 1907, o Brasil participa, como observador, do Movimento dos Países Não-Alinhados, criado como alternativa ao alinhamento automático aos EUA ou à extinta União Soviética e sempre esteve entre os países considerados multilateralistas e que exercem o chamado "soft power" - influência regional sem uso de força militar.

A equidistância entre extremos sempre norteou a política externa brasileira, mesmo durante a Ditadura Militar e agora o novo regime brasileiro ameaça alinhar o país com a chamada "direita ultra-nacionalista" formada por mandatários claramente autocratas ou aspirantes a sê-lo como Trump (EUA), Orbán (Hungria), Savini (Itália) e Duterte (Filipinas). Por onde se vê, o multilateralismo que triunfou a partir do fim da Guerra-Fria, no final dos anos 80, passará por suas maiores provas nos próximos anos e um novo triunfo nunca foi tão incerto.

6 de outubro de 2017

#Educação - Comissão pode votar na terça (10) relatório da MP do Fies que beneficia ensino à distância

A Comissão Mista do Congresso Nacional sobre a MP 785/17, que modifica as regras do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies), tem reunião marcada para esta terça-feira (10), as 14 horas e deve votar o relatório do deputado Alex Canziani (PTB-PR). De acordo com o texto, o ensino a distância poderá ser financiado através do programa e o financiamento será cobrado logo após a conclusão do curso, com o fim do prazo de carência de 18 meses.

Canziani lembrou que não há impedimento legal para inclusão do ensino a distância no financiamento estudantil, e que a medida já era prevista desde 2010, não sendo adotada em governos anteriores por uma questão política. 

Para ele, as alterações não são ideais, mas vão garantir que o programa sobreviva por vários anos.
"Nós aumentamos, inclusive, o valor do fundo, de R$ 2 bilhões para R$ 3 bilhões, com o compromisso de que nós parlamentares apresentaremos emendas ao orçamento nesse sentido. Não adianta querermos pegar do dinheiro atual do Ministério da Educação porque vai faltar para outros programas importantes da sociedade", argumentou Canziani.

2 de janeiro de 2017

Após desistir de desistir, Tião assume cargo de Prefeito de Marabá. Veja vídeo

Tião Miranda - Ele teria desistido de renunciar por conta de "orações e apelos"
Afinal, um sorridente Tião Miranda (PTB), depois de idas e vindas, assumiu a Prefeitura de Marabá. A solenidade de posse aconteceu as 16 horas deste domingo (1º), na Câmara Municipal. Tião será o 38º prefeito da segunda cidade mais importante do Pará e terá à disposição um orçamento de aproximadamente R$ 840 milhões, para movimentar a gigantesca máquina municipal formada por 22 secretarias e três autarquias.

Durante todo o dia de hoje (2), Tião prepara a divulgação dos integrantes do primeiro escalão. A expectativa é que amanhã (3), seja feito o anúncio oficial do secretariado.

Tião sucederá João Salame Neto que, mesmo tendo sido afastado por duas vezes e governado sem apoio do governador Simão Jatene, justamente no momento de maior retração econômica do País, realizou cerca de 400 obras, incluindo o asfaltamento de quase 200 quilômetros de ruas. O prosseguimento do programa de construção de escolas e creches, das obras de asfaltamento e a ativação da nova UPA, devem ocupar o centro das preocupações de Tião Miranda.

Além disso, há o pagamento de salários e benefícios para o funcionalismo. Com 9.200 funcionários ativos - dos quais 7 mil são concursados - a Prefeitura gasta R$ 20 milhões por mês com o pagamento de salários. A Secretaria de Educação, maior unidade orçamentária do município, emprega 4.945 servidores e sua folha de pessoal custa R$ 11 milhões em média todos os meses aos cofres públicos. Além disso, tem um custo elevado com o pagamento de inativos e pensionistas de seu instituto de previdência - o Ipasemar.

Mesa da posse - Tião Miranda assume como 38º prefeito de Marabá 
Em seu discurso, Tião manteve-se equilibrado. Evitou falar na decretação de "estado de calamidade financeira", se disse "revigorado" e além do tradicional chamamento à unidade entre prefeito e Câmara, o prefeito lembrou de elogiar o vice Toni Cunha - que saiu muito desgastado por conta das seguidas renúncias do prefeito. Segundo ele, Toni Cunha pode não ter experiência mas é "um homem de trabalho, de fazer as coisas" e que "em momento algum" demonstrou "sede de poder" (veja o vídeo, divulgado através do WhatsApp por um espectador, ao final da postagem).

Tião também citou seus problemas de saúde para justificar a renúncia da qual desistiu. “Cheguei até mesmo a enviar uma carta de renúncia, mas não pode ser considerada renúncia porque não cheguei a tomar posse”, disse ao minimizar o ato em que oficializou sua desistência.

Grande interesse - Plenário da Câmara lotado para posse de Tião
Segundo um vereador muito ligado ao prefeito, a "renúncia à renúncia" teve a intervenção direta do Governador do Pará, Simão Jatene, que pressionou Tião para que assumisse o cargo. Sem Tião na prefeitura de Marabá, Simão teria a Rede Sustentabilidade dirigindo uma das mais importantes cidades do Pará, além do que não poderia contar com Gesmar Costa - suplente de Tião - na ALEPA. Gesmar deve ser a ponta-de-lança do governador em Parauapebas, cidade que passa a ser conduzida por Darci Lermen, muito ligado ao ministro da Integração Helder Barbalho (PMDB), candidatíssimo à sucessão de Jatene.

Para consumo externo, Tião afirmou que foram "as muitas orações" e "apelos" que o demoveram da renúncia. Verdade ou não, caso tivesse renunciado ao cargo, Tião teria comprometido de vez sua carreira política. Daria ainda mais munição para aqueles que o consideraram omisso em 2011 na luta pelo Estado do Carajás.

Mas, a atuação errática de Tião no episódio ainda ameaça ter desdobramentos. A oposição estuda questionar o ato da Câmara que deu posse ao prefeito. 

Tem quem afirme que a renúncia à posse seria ato unilateral e irretratável, que independeria de reconhecimento por parte da Câmara.

Por outro lado, ainda não foi esclarecido se afinal Tião Miranda renunciou previamente ao mandato de deputado estadual, quando isso foi feito e se esse ato seria o bastante para afastar a titularidade do mandato de deputado. A Lei Orgânica de Marabá pune com a perda de mandato o prefeito que assumir sendo titular de outro mandato eletivo.

Por tudo isso, a cena política em Marabá ainda promete fortes emoções neste início de 2017 e a população da cidade só pode torcer para que Tião Miranda, caso permaneça no cargo, faça uma gestão competente nesse momento de crise.

Além de dar posse ao prefeito, a sessão da Câmara elegeu a mesa diretora que ficou assim constituída:

Presidente - Pedrinho Corrêa;
Vice-Presidente - Irismar Sampaio;
2º Vice-Presidente - Paulo Sérgio Varela, o Badeco;
1ª Secretária - Cristina Mutran;
2º Secretário - Alécio Strigari;
3º Secretário - Edinaldo Machado.