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22 de outubro de 2014

Índia vê Brasil como modelo de combate à fome

Na Reuteurs, hoje (22):
A Índia acaba de mandar uma missão espacial para Marte, mas segue tendo a "ambivalente distinção de ser a capital mundial da desnutrição", disse uma alta autoridade indiana nesta quarta-feira, acrescentando que o crescimento econômico sozinho não vai ser suficiente para acabar com a fome.
"A prevalência de crianças com baixo peso na Índia é quase o dobro do que registrado na África subsaariana", disse Vimlendra Sharan, um representante da Índia na Organização das Nações Unidas, disse aos delegados no encontro sobre nutrição em Roma.
Uma a cada três crianças subnutridas do mundo vive na Índia e o país de cerca de 1,2 bilhão de pessoas tem mais de 190 milhões de pessoas subnutridas, segundo a Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO).
Apesar de a situação ter melhorado na última década, a desnutrição segue mesmo com o ritmo maior de crescimento econômico, que não se traduz em melhores taxas de nutrição pelo país, disse.
Para vencer o problema, a Índia recentemente adotou o desafio de ter "fome zero", do qual o Brasil foi pioneiro.
A redistribuição de renda por impostos, subsídios direcionados para as famílias pobres e outras políticas, além do crescimento econômico, auxiliaram o Brasil a praticamente eliminar a desnutrição.
"O Brasil é conhecido como um modelo para o acesso para a agricultura familiar e o financiamento", disse Eduardo Nilson, assessor do Ministério da Saúde do Brasil, para os delegados.
As escolas locais fornecem refeições subsidiadas ou gratuitas para crianças pobres, disse Nilson, e as escolas em si compram a comida de agricultores da região.
"Estamos tentando fazer isso também com hospitais, para estimular a produção local", disse.
Agricultores e residentes rurais são, de maneira contra-intuitiva, aqueles que acabam mais afetados pela insegurança alimentar.
No seu desafio de acabar com a fome, a Índia transformou o acesso à alimentação um direito legal e vê o Brasil como um "modelo", disse Sharan.
"Saímos de um modelo de bem estar social para um modelo baseado em direitos… isso é algo que se destaca."

30 de março de 2012

Câmara de Parauapebas aprova criação do "Banco de Alimentos"

Foi aprovado na sessão desta terça-feira (27), na Câmara Municipal, o Projeto de Lei N°05/2012 que cria o Banco de Alimentos de Parauapebas. A proposta, de autoria do Poder Executivo, tem por objetivo reduzir o desperdício de alimentos e servir como incremento da alimentação das famílias mais carentes do município.
O Banco de Alimentos, um programa da Secretaria Municipal de Assistência Social, vai funcionar a partir da doação de frutas, legumes, verduras e cereais inadequados para a comercialização, mas próprios para consumo. Os produtos recolhidos serão manipulados e tratados dentro dos padrões de segurança alimentar. Depois serão destinados a entidades sociais e famílias carentes. Não serão aceitas doações em dinheiro.

1 de fevereiro de 2012

Lula recebe prêmio internacional por combate à pobreza e promoção da paz


O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi eleito vencedor do Four Freedoms Award, prêmio concedido a cada dois anos pelo Instituto Roosevelt a pessoas e instituições que atuaram para promoção da liberdade. A fundação holandesa destacou a atuação de Lula no combate à pobreza e desigualdades sociais.
O Four Freedoms Award é a principal premiação dos cinco prêmios concedidos pela fundação. Além de Lula, foram premiados na edição de 2012 a feminista e política indiana Ela Bhatt, que lutou pela participação feminina no mercado de trabalho e direitos das mulheres na Índia, e o ministro de Energia iraquiano Hussain al-Shahristani, preso em 1980 pelo regime do Saddam Hussein, por seu trabalho para interromper a construção de armas nucleares.
Os outros dois prêmios ficaram com a rede de televisão árabe Al Jazeera, pela atuação em defesa da liberdade de expressão, e com o arcebispo de Constantinopla Bartolomeu I, pelo trabalho conciliador entre as religiões muçulmanas, judaicas e cristãs.
O jornal o Estado de S.Paulo lembra que é a primeira vez que um brasileiro aparece entre os vencedores da premiação, realizada desde 1982. Em anos anteriores foram homenageados personalidades como o líder espiritual tibetano Dalai Lama.

19 de janeiro de 2012

Brasil é "vice-campeão" em desigualdade entre membros do g-20, diz estudo


O Brasil é o segundo país com maior desigualdade do G20, de acordo com um estudo realizado nos países que compõem o grupo.
De acordo com a pesquisa Deixados Para Trás pelo G20, realizada pela Oxfam - entidade de combate à pobreza e a injustiça social presente em 92 países -, apenas a África do Sul fica atrás do Brasil em termos de desigualdade, informou a Agência Brasil.
Como base de comparação, a pesquisa também examina a participação na renda nacional dos 10% mais pobres da população de outro subgrupo de 12 países, de acordo com dados do Banco Mundial. Neste quesito, o Brasil apresenta o pior desempenho de todos, com a África do Sul logo acima.
A pesquisa afirma que os países mais desiguais do G20 são economias emergentes. Além de Brasil e África do Sul, México, Rússia, Argentina, China e Turquia têm os piores resultados.
Já as nações com maior igualdade, segundo a Oxfam, são economias desenvolvidas com uma renda maior, como França (país com melhor resultado geral), Alemanha, Canadá, Itália e Austrália.

31 de dezembro de 2011

Graziano, primeiro latino americano a presidir a FAO, assume cargo amanhã


A partir de amanhã (1º) até o final de 2015, o ex-ministro José Graziano da Silva, de 62 anos, assume a direção-geral da Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO). Para a secretária do Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome brasileiro, Maya Takagi, Graziano terá como desafio conseguir convencer os governos nacionais a assumirem o compromisso político de combater a fome nos seus territórios.
Graziano toma posse amanhã, em Roma. De acordo com os últimos relatórios divulgados pela FAO, existem hoje cerca de 500 milhões de pessoas em situação de fome no mundo, a maior parte concentrada na África e Ásia. Para a secretária, que trabalhou na estruturação do programa Fome Zero em parceria com Graziano, o trabalho da FAO não pode ser assistencialista.
"Não é tratar a fome como ajuda humanitária apenas. Precisamos fazer ajuda humanitária, mas é mais do que isso. É cooperação técnica, cooperação na formulação de políticas, programas que vão além da doação de alimentos", disse Maya Takagi.
A secretária disse que um dos exemplos de apoio e cooperação se refere aos programas de compra de alimentos do governo brasileiro que têm foco na aquisição de produtos do pequeno agricultor familiar. "O nosso programa de compra de alimentos, que faz a ponte entre a produção local, estimulando a agricultura familiar, para destinar os alimentos a famílias que estão passando fome, tem sido um bom exemplo de sucesso", disse ela.
Maya Takagi lembrou ainda que é necessário associar o estímulo ao crescimento econômico com a distribuição de renda. Segundo ela, “um alimenta o outro". Graziano, nos seus discursos, costuma demonstrar que pensa da mesma forma. Nos últimos cinco anos, ele atuou na agência regional da FAO para a América Latina, sediada no Chile.
Nota Biográfica - José Graziano da Silva, nasceu em Urbana, cidade do Estado do Illinois, em 17 de novembro de 1949, é agrônomo e professor. Como acadêmico, escreveu diversas obras sobre a questão agrária no Brasil. Entre 2003 e 2004, atuou no gabinete de Luiz Inácio Lula da Silva como ministro extraordinário de Segurança Alimentar e Combate à Fome, sendo o responsável pela implementação do Programa Fome Zero, iniciativa que contribuiu para que 28 milhões de pessoas deixassem a linha da pobreza durante o governo Lula. Em 26 de junho de 2011, foi eleito diretor-geral da Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO), sendo o primeiro latino-americano a conseguir tal cargo. (Com informações da Agência Brasil)

26 de dezembro de 2011

Prazo para atualizar cadastro do Bolsa Família termina na sexta-feira


O prazo para atualizar o cadastro das famílias beneficiárias do Programa Bolsa Família termina na sexta (30). A atualização do cadastro deve ser feita a cada dois anos. Mudança de endereço ou de renda, localização da escola dos filhos para acompanhamento da frequência escolar e composição familiar são informações fundamentais para a boa gestão do programa. É necessário que esses dados retratem a realidade dos beneficiários, para garantir que o programa chegue à parcela da população com renda per capita de até R$ 140.
Gestores do programa de todo o país deverão acessar o Sistema de Gestão Integrada do Programa Bolsa Família e atualizar informações como mudança de endereço ou renda e composição familiar.
A atualização é feita pelo Ministério do Desenvolvimento Social e pelos municípios a cada dois anos. As famílias que não tiveram os dados atualizados nesse período recebem avisos nos extratos bancários de pagamento. Quem permanecer com informações cadastrais desatualizadas há mais de dois anos pode ter o benefício bloqueado e até cancelado. Até setembro, os gestores municipais atualizaram o cadastro de 48% dos 1,3 milhão de beneficiários que precisavam renovar seus dados em 2011.
Além do Bolsa Família, a falta de revisão dos cadastros implica perda de outros benefícios, como a tarifa social de energia elétrica. O programa atende a 13 milhões de famílias.

21 de dezembro de 2011

Brasileiro não acredita nas "bolsas" do governo; Apenas emprego e educação podem erradicar miséria, diz estudo do Ipea

























Por anos, tucanos seguidos por petistas, defenderam os tais programas de "bolsas" como forma de erradicação da miséria. Sempre duvidei da eficiência e critiquei essa "privatização" dos pobres.
Explico.
Como governam alguns estados, os tucanos, à moda das madames de outrora, têm seus "próprios pobres"; Lula e Dilma por outro lado, têm "seus pobres" espalhados pelo País. Disputados pela benemerência estatal, aos pobres é mostrada sempre a porta de entrada dos "programas sociais", jamais indicam-lhe a saída. Em troca da sobrevivência, o miserável deixa sua independência penhorada para os governantes de turno. Nunca me pareceu um troca justa.
Agora, os números apurados por pesquisa do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) mostram que jamais estive sozinho nesta trincheira. Para o brasileiro criar empregos e melhorar a educação são os grandes agentes capazes de erradicar a miséria e gerar riqueza! Os tais "programas sociais" são citados por menos de 10% dos brasileiros como capazes de erradicar a miséria.
Para quase um terço da população (29,4%), o desemprego é a principal causa da pobreza no Brasil, 
seguido pela dificuldade de acesso e má qualidade da educação (18,4%) e pela corrupção (16,8%). E apenas 6% acreditam que programas de distribuição de renda, como o Bolsa Família, ajudam a resolver o problema. É o que aponta estudo divulgado hoje (21) pelo Ipea sobre a percepção da pobreza, que entrevistou 3.796 pessoas em agosto deste ano.