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19 de março de 2019
Seduc diz que processo seletivo para direção das Unidades Regionais prossegue e que nomeados hoje são apenas "interinos"
A Secretaria de Educação do Estado do Pará (Seduc), nomeou, nesta terça-feira (19), diretores interino para oito Unidades Regionais de Educação (UREs). Cristiano Gomes Lopes, por exemplo, dirigirá a 4ª URE (Marabá). Já a 21ª URE (Parauapebas), será dirigida por Carlos Eduardo Sousa do Nascimento. Mas, nenhum dos novos diretores deve se apegar muito ao cargo. É possível que todos sejam trocados já no próximo mês.
23 de fevereiro de 2019
Helder nomeia 603 novos professores. 94 deles atuarão em Marabá e região
Cumprindo o que havia sido informado pelo governador Helder Barbalho, foi publicado nesta sexta-feira (22), em edição extra do Diário Oficial do Estado, o decreto contendo a nomeação de 603 novos professores para a rede pública estadual de ensino. 94 dos novos educadores atenderão Marabá e os outros doze municípios que integram a 4ª Unidade Regional de Ensino (URE).
Foram nomeados nesta sexta-feira professores de Biologia, Educação Física, Filosofia, Física, Geografia, História, Inglês, Português, Matemática, Química e Sociologia. Na 4ª URE-Marabá, as disciplinas Português e Matemática receberão 16 novos professores cada uma. Serão ainda mais 13 professores de História, 11 de Filosofia, 9 de Sociologia, 7 de Química, 7 de Inglês, 6 de Física, 5 de Geografia, 2 de Educação Física e 2 de Biologia.
Os novos professores serão lotados em escolas estaduais de ensino médio em Marabá, Abel Figueiredo, Bom Jesus do Tocantins, Brejo Grande do Araguaia, Itupiranga, Jacundá, Nova Ipixuna do Pará, Palestina do Pará, Piçarra, Rondon do Pará, São Domingos do Araguaia, São Geraldo do Araguaia e São João do Araguaia.
Os professores nomeados terão trinta dias para tomar posse, prorrogáveis por mais 15.
Sem Artes
O governo do Estado havia informado que seriam nomeados nesta sexta-feira 677 professores aprovados no concurso C-173, da Seduc, mas 74 professores de Artes serão nomeados apenas na próxima semana.
A Seduc, tendo à frente a professora Leila Freire, esclareceu que a nomeação dos aprovados e classificados em Artes será feita após a análise de documentos apresentados pelos candidatos beneficiados por decisão judicial na etapa referente à avaliação de títulos, em conformidade com o que foi estabelecido por uma Ação Civil Pública movida contra o governo do Estado, ainda na gestão anterior. Posteriormente, será feita a reclassificação desses candidatos.
Os outros 1.435 aprovados serão nomeados em 22 de abril, conforme já foi dada ampla divulgação.
Você confere a relação completa dos professores recém-nomeados neste link: edição extra do Diário Oficial do Estado.
6 de fevereiro de 2019
MUDANÇAS NA GESTÃO ESCOLAR: Diretores das Unidades Regionais são escolhidos através de Processo Seletivo. Definição sobre 4ª URE/Marabá sai até dia 15 de fevereiro
Ao assumir o governo do Pará, Helder Barbalho garantiu que, na área da Educação, trabalharia para recuperar a infraestrutura, sucateada pelo governo Jatene. Inclusive, Helder esteve reunido com o presidente do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), Fábio de Barros Filho, na sede do Ministério da Educação (foto), nesta segunda-feira (4), para discutir assuntos referentes a este problema.
Porém, Helder quer ir além e implantar algo diferente no que diz respeito à gestão da Educação no Pará. Trata-se de descentralizar a gestão escolar, dando mais autonomia às Unidades Regionais de Educação (URE) e escolhendo seus diretores através de processo seletivo, fugindo das indicações políticas que desde sempre marcaram as nomeações de diretores das URE.
Desta vez, os candidatos à direção das URE estão passando por um crivo composto por seis etapas. Precisam detalhar seu perfil, demonstrar conhecimento sobre gestão educacional, descrever sua trajetória na Educação, comprovar sua formação e titulação, além de defender um projeto de gestão educacional para a região em que estão concorrendo. Caberá à secretária de Estado de Educação, Leila Freire, formatar a lista tríplice que será encaminhada ao Governador do Estado.
Todo este processo deverá ser concluído até a sexta-feira, 15 de fevereiro, uma vez que na segunda-feira (18), segundo o calendário escolar elaborado pela Seduc, começa o ano letivo na rede pública do Estado.
A mudança em relação à forma de seleção dos diretores das URE está alinhada à autonomia defendida por Helder e Leila, que pode impactar não apenas na gestão dos recursos humanos e financeiros destinados à Educação, mas terá reflexos na própria qualidade do ensino médio no Pará.
Com currículos que tomem como referência a chamada Base Nacional Comum Curricular (BNCC), mas que respeitem as diferenças e características regionais do Pará, a gestão autônoma pode significar um salto qualitativo na Educação do Pará, que amarga péssimos índices de qualidade e eficiência.
Tomando como exemplo a 4ª URE, o professor Adenilson Godinho (na foto abaixo), Coordenador de Educação da Secretaria de Estado de Governo do Sul e Sudeste do Pará, em entrevista ao site, demonstra o tamanho do desafio. "Do ponto de vista territorial, 4ª URE, com sede em Marabá, é muito grande. Está presente em 13 municípios. Vai de Abel Figueiredo e Bom Jesus do Tocantins até Palestina do Pará e Piçarra, por exemplo. Itupiranga, Jacundá, São João, São Geraldo, São Domingos, Rondon do Pará e Nova Ipixuna completam a lista", explica Godinho.
Por outro lado, o Estado possui 21 escolas de nível médio - quase todas compartilhando espaços com a rede municipal de ensino - atendendo 30 mil alunos. Para que toda esta estrutura consiga funcionar são necessários nada menos que 2 mil servidores, entre professores, técnicos e pessoal de apoio.
Isso tudo somado já coloca uma enorme pressão sobre quem for dirigir a 4ª URE e justifica que a escolha esteja sendo feita com base da qualificação acadêmica dos candidatos a gestor, mas o grande desafio do futuro diretor de URE é de fato conseguir utilizar a autonomia acad^}emica e administrativa que será concedida como alavanca para melhorar a qualidade do ensino público. E não apenas no ensino médio regular.
Além da modalidade de Ensino Regular, a 4ª URE precisa dar atenção e mostrar resultados positivos no Ensino de Tempo Integral, Educação de Jovens e Adultos, Educação Especial, Mundiar, Educação Indígena e Sistema Modular de Ensino (SOME). Cada uma dessas modalidades de ensino comporta seus próprios desafios e caberá ao gestor responder às demandas decorrentes deles.
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