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4 de novembro de 2011

Ricardo Teixeira é ouvido Dia de Finados na PF



Ricardo Teixeira (na foto acima), o presidente da CBF, aquela "empresa privada" que comanda o futebol brasileiro e adora bancar suas festas com dinheiro público, prestou depoimento à Polícia Federal no Rio de Janeiro. Até aí nada demais. Afinal, Teixeirão está acostumado a frequentar delegacias para explicar-se.
O que causou estranheza foi o fato do depoimento do "capo" da bola ter ocorrido na quarta (02), em pleno dia de finados, o que reduziu bastante a repercussão do fato.
Amigão dos poderosos, Teixeira costuma ser visto em companhia do Superintendente da PF no RJ, Valmir Lemos.
Teixeira e seu irmão são investigados por sonegação fiscal, evasão de divisas, corrupção, formação de quadrilha e falsidade ideológica, em inquérito requerido pelo Ministério Público Federal e presidido pelo delegado federal Vitor Poubel. A autoridade policial ainda analisa os depoimentos para decidir se pedirá à Justiça a quebra dos sigilos fiscais, bancários e telefônicos dos acusados.
Recentemente, o presidente da Fifa, órgão máximo do futebol mundial anunciou que tornará público os documentos referentes ao escândalo envolvendo pagamentos de propinas milionárias feitas pela empresa de marketing esportivo ISL, no final dos anos 90, ao ex-presidente da entidade, João Havelange e a Ricardo Teixeira. A justiça suíça arquivou o caso depois que os réus aceitaram pagar indenizações milionárias. Nos autos Teixeira e Havelange confessam que receberam dinheiro sujo para favorecer a ISL em contratos com a Fifa.
A suspeita do MPF brasileiro é que a confissão não interrompeu a "relação" entre Teixeira e executivos da ISL, que passaram a operar através de outras empresas.
Como se vê, os bilhões em investimentos para a Copa de 14 estão próximos demais de figuras para lá de suspeitas. O custo da Copa é possível aferir. Já o risco de boa parte deste dinheiro já ter ido pelo ralo, este é incalculável.