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21 de fevereiro de 2019

ATUAÇÃO PARLAMENTAR: Vereador Tiago Koch e secretário Pádua Andrade propõem parceria à Buritirama para asfaltar Estrada do Rio Preto. Obra pode passar de R$ 200 milhões



No dia 29 de janeiro, em uma reunião com lideranças políticas de Marabá, o vereador Tiago Koch, do MDB de Marabá, apresentou ao governador Helder Barbalho o pedido de asfaltamento da estrada do Rio Preto, obra das mais relevantes para os moradores da área rural de Marabá e outros três municípios. Nesta quarta-feira (20), em uma reunião em Belém, foi dado mais um passo no sentido de fazer esta obra sair do plano das ideias e começar a ser executada.



O secretário de estado de Transportes, Antonio de Pádua Andrade, conduziu um encontro na Setrans, em Belém, que colocou frente a frente representantes dos municípios que serão beneficiados e a Mineração Buritirama, responsável pela extração de manganês na região e que será claramente favorecida pelo empreendimento.

Com a participação de Tiago Koch, o secretário Pádua Andrade mostrou que o asfaltamento da estrada do Rio Preto, atendendo orientação do próprio Helder Barbalho, está sendo objeto de estudo pela Setrans. Mas, parece óbvio que o Estado não dispõe dos recursos necessários para bancar sozinho os custos da obra. Grosso modo, uma obra dessa envergadura poderá facilmente ultrapassar a soma de R$ 250 milhões. 



A proposta apresentada por Pádua e Tiago é no sentido que o Estado e a Buritirama dividam os custos de execução dos serviços de asfaltamento na região do Rio Preto, com o apoio da Prefeitura de Marabá. Tião Miranda, prefeito da cidade não foi, mas pediu ao vereador Tiago que o representasse e se diz comprometido com o projeto. 

A Buritirama se manifestou no sentido de integrar a parceria proposta por Pádua e Tiago, mas quer saber com quanto deverá contribuir e quais os cronogramas físico e financeiro do empreendimento. Pádua garantiu que já determinou à área de projetos da Setrans que elabore estudo preliminar estimando os custos da obra e dentro de algumas semanas deverá ter esses dados em mãos.

Assim que a Setrans finalizar seu estudo prévio, uma nova reunião será marcada, desta feita com a participação do governador Helder Barbalho e do prefeito Tião Miranda, para que os termos do acordo entre o Estado e a Buritirama sejam estabelecidos. 




"Apresentamos a proposta de efetivação da parceria público-privada para a pavimentação de cerca de 200 Km da estrada Rio Preto, que abrange os municípios de Marabá, Itupiranga, Novo Repartimento e São Félix do Xingu. O asfaltamento dessa estrada é fundamental para o desenvolvimento da nossa região e vai beneficiar muita gente", disse Tiago ao site logo após a reunião.



Tiago tem razão. A estrada estende-se por mais de 200 km e liga Marabá à Vila União, Vila Cruzeiro do Sul e inúmeros assentamentos, vilas e comunidades da região espalhados por quatro municípios. Estima-se que morem na região do Rio Preto cerca de 70 mil pessoas.

A região do Rio Preto se espalha entre os municípios de Marabá, Itupiranga, São Félix do Xingu e Novo Repartimento, é uma das maiores produtoras de gado de corte e de leite, além de ter uma das maiores minas de manganês em exploração em todo o mundo. 

Participaram da reunião, além de Pádua Andrade e Tiago Koch, os vereadores Alécio Stringari e Mariozan Quintão e os representantes da mineradora Buritirama Jorge Batista e Endrigo de Pieri.


8 de fevereiro de 2019

Antônio de Pádua, Secretário de Transporte anuncia apresentação da Derrocagem do Lourenção. Será que desta vez vai?



O secretário de Estado de Transportes, Antônio de Pádua Andrade, anunciou nesta sexta-feira (8), que vai apresentar na próxima segunda-feira (11), o projeto das obras de dragagem e derrocamento do rio Tocantins, na área do Pedral do Lourenção. A apresentação vai acontecer durante audiência pública marcada para as 9 horas da manhã, no auditório do Ministério Público do Estado do Pará, em Marabá. 

O Pedral do Lourenção talvez seja a maior "caveira de burro" que, soterrada nas areias do Tocantins, impede o desenvolvimento da região sul e sudeste do Pará. Nada menos que quatro presidentes da República já passaram pelo Planalto, todos concordaram que a obra é "importantíssima" e apesar disso, ela nunca foi executada.



A expectativa é que, com Helder, finalmente a derrocagem do Pedral do Lourenção aconteça e seja viabilizada a Hidrovia Araguaia-Tocantins. Desnecessário dizer o quanto esta hidrovia é importante para toda a região, impactando positivamente não apenas sul e sudeste do Pará, mas também norte do Tocantins, sul do Maranhão e Nordeste do Mato Grosso. 

A questão é se, desta vez, será fato ou fake. 

Depois de tantas idas e vindas, ninguém pode criticar a população da região por sua óbvia desconfiança. Para o bem da região e de todos que vivemos nela, a torcida é para que a "caveira de burro" seja desenterrada e levada para bem longe das terras de Francisco Coelho.       



Esta será a primeira de uma série de audiências previstas para acontecer antes do início das obras, marcadas para julho deste ano. O evento será presidido pela Promotora de Justiça do Meio Ambiente, Habitação e Urbanismo, Josélia Leontina de Barro Lopes.

Segundo Pádua Andrade, a obra do Pedral do Lourenço parece simples, pois consiste basicamente em desgastar os pedrais que impedem a navegação de embarcações cargueiras durante os meses de setembro a novembro, período em que o rio fica mais raso, mas é uma obra de grande envergadura, e que depende de muitos pontos para que, efetivamente, seja executada. 



“A navegação permanente na hidrovia Tocantins-Araguaia vai acelerar o desenvolvimento regional para a implantação de um novo conceito logístico que integrará a hidrovia aos modais rodoviário e ferroviário, garantindo o escoamento da produção agrícola, pecuária e mineral, dentre outras, dos Estados do Pará, Maranhão, Tocantins, Goiás e Mato Grosso”, pontuou o secretário.

O titular da Setran destaca que a obra do Pedral do Lourenço ganhou importantes avanços com a atuação do atual de Helder Barbalho, governador do Estado, na época ministro da Integração Nacional. 

"Helder participou de diversas reuniões com o Dnit, cobrando celeridade no processo, inclusive vendo formas de agilizar o processo de licenciamento do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), que contou com a participação de representantes do governo e da empresa responsável pelas obras", finalizou Pádua Andrade.