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12 de março de 2012

Ricardo Teixeira renuncia à CBF e ao Comitê da Copa de 14

No jornal O Globo, hoje (12):
Ricardo Teixeira não é mais presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) nem do Comitê Organizador Local (COL) da Copa do Mundo de 2014. A carta de renúncia dos dois cargos foi lida nesta segunda-feira pelo presidente em exercício da CBF, José Maria Marin, que vai assumir as duas funções. A notícia surpreendeu porque quatro dias atrás Teixeira tinha pedido licença da CBF por 60 dias, alegando problemas de saúde. Teixeira ocupou a presidência da CBF por 23 anos e dois meses, desde janeiro de 1989. Nesses anos a seleção brasileira conquistou as Copas do Mundo de 1994 e 2002 e o Brasil ganhou o direito de sedir a Copa de 2014, mas o presidente foi alvo de suspeitas de corrupção e de contrabando (no episódio conhecido como “voo da muamba”, quando a seleção regressou dos Estados Unidos, em 1994, com o tetracampeonato mundial).

27 de dezembro de 2011

Justiça suíça manda Fifa liberar documentos de fraude envolvendo Ricardo Teixeira


A Suprema Corte da Suíça ordenou que a Fifa libere os documentos referentes ao caso ISL, empresa de marketing esportivo parceira da entidade nos anos 90 e que faliu no início da década de 2000. Há suspeita de que importantes dirigentes tenham recebido propina referente à negociação dos direitos de transmissão da Copa do Mundo e, segundo a emissora britânica BBC, o presidente da CBF (Confederação Brasileira de Futebol) e do COL (Comitê Organizador da Copa do Mundo de 2014), Ricardo Teixeira, e o ex-presidente da Fifa, João Havelange, são beneficiários do dinheiro da empresa.
A Fifa tem 30 dias para divulgar a documentação. O presidente da entidade, o suíço Joseph Blatter, havia prometido revelar os papéis, que apontariam os nomes dos envolvidos, em reunião do Comitê Executivo realizada dia 17 de dezembro, mas uma ação judicial de parte interessada (que não teve a identidade revelada) bloqueou a liberação.
Segundo a BBC, os envolvidos fizeram um acordo com a Justiça suíça no início da década ao assumirem a culpa e pagaram uma multa de R$ 8,9 milhões para que os documentos não fossem revelados. Eles também devolveram parte da verba adquirida de forma ilegal. Teixeira está de licença da CBF e Blatter havia afirmado que ele também se ausentaria do Comitê Executivo da Fifa, o que foi negado pela assessoria do dirigente brasileiro.

8 de novembro de 2011

"Isso aqui é um circo", diz Romário sobre reunião da Comissão da Copa na Câmara

Romário - "Isso aqui é um circo!"

Integrantes da comissão especial que analisa a Lei Geral da Copa criticaram o secretário-geral da Federação Internacional de Futebol (Fifa), Jérôme Valcke (ao lado), durante reunião realizada nesta terça (08) na Câmara dos Deputados.
O deputado Rui Palmeira (PSDB-AL) chamou Valcke de “arrogante” ao questioná-lo durante a reunião. O secretário-geral respondeu que sua função é apontar os problemas e fazer com que o evento seja realizado. “Não posso dizer que tudo está correto quando não está”, afirmou.
Palmeira também classificou a Lei Geral de texto “subjetivo e mal redigido”. Ao responder, Valcke foi irônico. “É um elogio muito bom.” Depois, afirmou que o texto foi feito em conjunto com o governo brasileiro.
Romário (PSB/RJ) interpelou o secretário-geral da Federação Internacional de Futebol (Fifa), Jerome Valcke, sobre uma carta do presidente da entidade, Joseph Blatter. Na carta, cuja cópia foi entregue à comissão, Blatter acusa Valcke de “chantagista”.
Romário disse que cópia dessa carta também foi entregue à presidente Dilma Rousseff. O parlamentar quer saber por que Blatter chamou Valcke de volta, seis meses depois de demiti-lo da Fifa, em 2001, por causa de problemas com a empresa de cartão de crédito Mastercard, uma das patrocinadoras da entidade na época.

4 de novembro de 2011

Ricardo Teixeira é ouvido Dia de Finados na PF



Ricardo Teixeira (na foto acima), o presidente da CBF, aquela "empresa privada" que comanda o futebol brasileiro e adora bancar suas festas com dinheiro público, prestou depoimento à Polícia Federal no Rio de Janeiro. Até aí nada demais. Afinal, Teixeirão está acostumado a frequentar delegacias para explicar-se.
O que causou estranheza foi o fato do depoimento do "capo" da bola ter ocorrido na quarta (02), em pleno dia de finados, o que reduziu bastante a repercussão do fato.
Amigão dos poderosos, Teixeira costuma ser visto em companhia do Superintendente da PF no RJ, Valmir Lemos.
Teixeira e seu irmão são investigados por sonegação fiscal, evasão de divisas, corrupção, formação de quadrilha e falsidade ideológica, em inquérito requerido pelo Ministério Público Federal e presidido pelo delegado federal Vitor Poubel. A autoridade policial ainda analisa os depoimentos para decidir se pedirá à Justiça a quebra dos sigilos fiscais, bancários e telefônicos dos acusados.
Recentemente, o presidente da Fifa, órgão máximo do futebol mundial anunciou que tornará público os documentos referentes ao escândalo envolvendo pagamentos de propinas milionárias feitas pela empresa de marketing esportivo ISL, no final dos anos 90, ao ex-presidente da entidade, João Havelange e a Ricardo Teixeira. A justiça suíça arquivou o caso depois que os réus aceitaram pagar indenizações milionárias. Nos autos Teixeira e Havelange confessam que receberam dinheiro sujo para favorecer a ISL em contratos com a Fifa.
A suspeita do MPF brasileiro é que a confissão não interrompeu a "relação" entre Teixeira e executivos da ISL, que passaram a operar através de outras empresas.
Como se vê, os bilhões em investimentos para a Copa de 14 estão próximos demais de figuras para lá de suspeitas. O custo da Copa é possível aferir. Já o risco de boa parte deste dinheiro já ter ido pelo ralo, este é incalculável.   

28 de outubro de 2011

Jornalista inglês acusa Ricardo Teixeira e João Havelange de terem recebido propina milionária


Em audiência pública na Comissão de Educação, Cultura e Esporte do Senado, o repórter da rede britânica BBC, Andrew Jennings, reafirmou nesta quarta (26) as suas acusações de que o presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), Ricardo Teixeira, e o ex-presidente da Fifa, João Havelange, receberam propinas para assinaturas de contrato da entidade máxima do futebol mundial com a ISL, uma das maiores agências de marketing esportivo do mundo.
Segundo o jornalista, ambos confessaram à Justiça suíça o recebimento e fizeram um acordo para devolver parte do dinheiro e pagar uma multa que foi destinada a uma instituição de caridade.
De acordo com o relato do jornalista, Ricardo Teixeira teria recebido US$ 9,5 milhões em propinas por meio de uma empresa de fachada de Lichenstein, chamada Sanud. Jennings chegou ao valor por meio de um cruzamento de dados da CPI do Futebol de 2001 que teria mostrado o cartola recebendo dinheiro desta empresa e de uma lista atribuída à ISL, na qual haveria repasse de propina para a mesma Sanud. O senador Álvaro Dias (PSDB-PR), que presidiu a investigação de 2001, afirmou que a suspeita é que a empresa Sanud pode ter sido usada para lavar dinheiro de Teixeira.
O repórter da BBC acusa também João Havelange. Segundo ele, um repasse de cerca de US$ 1 milhão de propina foi feito de forma errada pela ISL para a conta da Fifa e não do dirigente. O presidente da Fifa, Joseph Blatter, foi avisado e teria repassado o dinheiro a Havelange. Jennings especula que os repasses totais a Havelange podem ter chegado a US$ 50 milhões.

21 de outubro de 2011

Congresso vai investigar Ricardo Teixeira por suspeita de crime fiscal


Na Folha.Com:
O presidente da CBF, Ricardo Teixeira, além dos dirigentes do COL (Comitê Organizador Local da Copa-2014), também chefiado pelo dirigente, serão investigados por uma comissão instalada pela Câmara dos Deputados, em Brasília.
Formulada pelo deputado Anthony Garotinho (PR-RJ), que em março tentou reunir assinaturas para criar uma CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) contra o cartola, a proposta foi aprovada, quarta-feira, na Comissão de Fiscalização Financeira e Controle.
Ela vai apurar denúncias de irregularidades, como o critério de divisão dos lucros do Mundial e os acordos firmados entre a CBF e as redes de TV e patrocinadores.
"Em sua defesa, Ricardo Teixeira afirma que esta Casa não tem poder de investigá-lo, já que não há recursos federais envolvidos na organização da Copa. Entretanto, somente de renúncia fiscal há mais de R$ 1,1 bilhão envolvido, e com certeza renúncia fiscal é recurso federal", argumenta Garotinho.
As renúncias englobam estádios e sistemas de infraestruturas de cidades-sede.
Procuradas pela Folha, a CBF e o COL, por meio de suas assessorias de comunicação, informaram que não iriam se pronunciar sobre o assunto.
O deputado também propõe que a comissão investigue o recebimento de salários pelos membros da diretoria da CBF, o que seria proibido, além de possível prática de lavagem de dinheiro pela confederação e o financiamento de campanhas eleitorais. Garotinho diz ainda que Teixeira paga advogados com recursos da entidade, que é privada.
Antonio Lacerda-29.jul.2011/Efe
O presidente da CBF, Ricardo Teixeira, no Rio, em julho de 2011
O presidente da CBF, Ricardo Teixeira, no Rio, em julho de 2011
JUSTIFICATIVA
Relator da comissão, o deputado Sérgio Brito (PSC-BA) afirma que embora a CBF seja uma entidade privada, é favorecida com isenções tributárias estabelecidas pela Lei 12.350/10. "Os recursos gerados por esses incentivos podem estar sendo utilizados para fomentar atividades irregulares ou ilícitas, desvirtuando os objetivos originais da lei", diz.
Ele ainda ressalta que a Lei Pelé estabelece que "a exploração e a gestão do desporto profissional no país estão sujeitos à observância dos princípios da transparência financeira e administrativa, da moralidade na gestão desportiva e da responsabilidade social de seus dirigentes".
A comissão será realizada por audiências públicas com os dirigentes, com o coordenador do Grupo de Trabalho da Copa do Ministério Público Federal, entre outras autoridades.
Também será solicitada ao Tribunal de Contas da União (TCU) e à Controladoria Geral da União a realização de diligências, inspeções e fiscalizações nas entidades.
A Câmara acrescenta que serão solicitados ao presidente da CBF documentos como uma cópia das demonstrações financeiras e respectivos pareceres do conselho fiscal e da auditoria independente da CBF, relativamente aos exercícios de 2008, 2009 e 2010.
Ricardo Teixeira também terá de fornecer à comissão, entre outras, informações sobre as principais fontes de receitas da CBF, incluindo as receitas com compra e venda de jogadores e as provenientes de contratos de transmissão de competições relativos ao exercício de 2010 e a previsão para os exercícios de 2011 a 2014.

20 de outubro de 2011

No submundo da bola - Ricardo Teixeira processa jornalista que o acusou de receber propina milionária

Na próxima quarta (26), o jornalista inglês Andrew Jennings, autor de denúncias contra o presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), Ricardo Teixeira (ao lado), desembarca em Brasília para participar de uma audiência pública na Comissão de Educação, Cultura e Esportes do Senado.
Jennings vem ao Brasil, a convite dos senadores Álvaro Dias (PSDB-PR) e Paulo Bauer (PSDB-SC), expor o que sabe sobre os subornos que diz que Teixeira, seu ex-sogro João Havelange e outros “cartolas” da Fifa, teriam recebido, nos anos 90, da empresa de marketing esportivo ISL, que em troca foi beneficiada em Copas do Mundo com direito de transmissão dos jogos. Ao todo, segundo o jornalista, foram pagos US$ 100 milhões, dos quais pelo menos US$ 10 milhões destinaram-se ao presidente da CBF.
À espera de Andrew Jennings (abaixo) estará um oficial de Justiça do Distrito Federal com uma intimação que seguiu para a capital federal por meio de Carta Precatória para ele se apresentar em 16 de janeiro na 3ª Vara Cível do Fórum da Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro. Ali, Teixeira move uma ação de danos morais por conta das acusações, pedindo uma indenização de R$ 10 mil, o que equivale a 0,5% do que o jornalista diz que o “cartola” recebeu em propina.

O jornalista investigativo inglês também receberá da Polícia Federal um convite para colaborar no Inquérito aberto na Delegacia de Combate aos Crimes Financeiros (Delefin) da Superintendência do Rio de Janeiro, no qual se pretende apurar se os irmãos Teixeira — Ricardo e Guilherme — cometeram os crimes de lavagem de dinheiro e remessa ilegal de dólares e se declarou o dinheiro recebido no exterior, segundo o jornalista.
O inquérito, presidido pela delegada Bárbara Shelbel e pelo delegado Vítor Poubel, foi instaurado por determinação do procurador da República Marcelo Freire, a partir de uma representação do presidente do Partido Republicano Brasileiro (PRB), Marcos Pereira, solicitando providências ao Procurador-Geral da República, Roberto Gurgel, a partir das denúncias de Jennings, publicadas no livro Jogo Sujo — O Mundo Secreto da Fifa.

29 de setembro de 2011

Ricardo Teixeira internado no Pró-Cardíaco do Rio

O presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), Ricardo Teixeira, deu entrada por volta das 18h30 na emergência do Hospital Pró-Cardíaco, em Botafogo. O cartola chegou em carro particular acompanhado por seguranças e entrou no hospital caminhando. De acordo com a assessoria de imprensa da unidade de saúde, o presidente da CBF passa nesse momento por exames e é avaliado por seu médico assistente. Um boletim médico deverá ser divulgado sobre o estado clínico de Teixeira.
Será que foi praga de bispo ou apenas a maniçoba com Blue Label que não desceu muito bem?
(Com informações d'O Globo)