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2 de novembro de 2018

Começou a segunda etapa de vacinação contra febre aftosa. 20 milhões de animais devem ser vacinados no Pará


Começou ontem (1º), em todo o Brasil, a segunda etapa da vacinação contra febre aftosa. Todos os animais de até 24 meses deverão ser imunizados. Acre, Espírito Santo, Paraná e parte de Roraima, entretanto, deverão imunizar todo o rebanho (jovens e adultos).

De acordo com o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, na primeira etapa da campanha, em maio, foram vacinados 197,87 milhões de animais de um total previsto de 201,23 milhões de cabeças. A cobertura vacinal atingiu 98,33%.

Dados da pasta indicam que, atualmente, o rebanho brasileiro de bovinos e bubalinos é de 217.493.867. Os estados com maior número de animais são Mato Grosso, com 30 milhões e Minas Gerais, com 23,3 milhões. O Pará está em quinto lugar no ranking, com 20 milhões de cabeças. O município com maior rebanho é São Félix do Xingu (PA), com 2,2 milhões de cabeças.

Responsável pela fiscalização do rebanho paraense, a Adepará pretende alcançar a meta de imunizar 100 % do rebanho de 0 a 24 meses até o dia 30 de novembro. 

O produtor é o responsável pela vacinação, e tem até o dia 15 de dezembro para fazer a comunicação da vacina nos escritórios da Agência. Ele deve se dirigir aos escritórios da ADEPARÁ para atualizar os dados cadastrais, sob pena de também ficar inadimplente.

Durante a campanha, a Adepará vai fiscalizar propriedades rurais com o objetivo de prevenir epidemias e para certificar a vacinação, acompanhando a vacinação de todo ou uma parte do rebanho. Diversas propriedades serão sorteadas e os produtores avisados. Isso faz parte da meta do Programa Nacional de Erradicação da Febre Aftosa e devem ser fiscalizadas, aproximadamente 2.445 propriedades nos 128 municípios participantes desta etapa.

O Pará é reconhecido pela Organização Mundial de Saúde Animal como Estado "livre da febre aftosa com vacinação" desde 2014. Agora, começa a dar os primeiros passos para se tornar "área livre da doença sem vacinação" até 2020. O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) já apresentou o plano para retirada da vacina em todo o País, e até 2023 o Brasil deve conquistar o status de zona livre da aftosa sem vacinação.
 
Manter-se livre da doença é imprescindível para garantir a comercialização da carne tanto no mercado interno, quanto no exterior. Em tempos de crescimento das barreiras comerciais entre países, as limitações chamadas "não-tarifárias" (aquelas que exigem procedência, rastreabilidade e sanidade dos animais), são decisivas para os produtores brasileiros não perderem mercados.

O Brasil exporta anualmente, cerca de 1,7 milhão de toneladas de carne para 138 países e o faturamento do setor alcança mais de 6,7 bilhões de dólares.

3 de outubro de 2011

Pesquisa da USP aumenta 10 vezes a produtividade da pecuária


A Faculdade de Veterinária e Zootecnia da Universidade de S.Paulo acaba de divulgar pesquisa que mostra ser possível produzir anualmente até 600 quilos de carne bovina por hectare. Hoje, a produtividade brasileira é de cerca de 56 quilos por hectare a cada ano.
O manejo proposto pelos pesquisadores paulistas é chamado de Sistema de Pastagens de Alta Rotação e otimiza o uso de do solo sem precisar avançar sobre áreas florestadas. Assim áreas já antropizadas e em processo de degradação poderão ser reaproveitadas.
No Brasil cerca de 170 milhões de hectares estão destinados à pasto para produção de gado de corte. Esta área produz cerca de 9,2 de toneladas de carne. Com o novo sistema será possível decuplicar a produção sem aumentar a área de pasto.
O sistema começou a ser implantado em 2009 numa área de 25 ha do campus de Pirassununga e passou a funcionar plenamente em 2010. A criação, atualmente, conta com 240 animais, de bezerros a animais adultos. A maioria é criada no pasto. Já os machos adultos próximos ao abate (de 16 a 20 meses) ficam em confinamento. A média nacional para o abate de machos é de 36 a 48 meses. 

No sistema desenvolvido na USP, as fêmeas têm a primeira cria aos 24 meses. No Brasil, isso ocorre, em média, entre os 36 e os 48 meses. 
A fertilidade também é outro diferencial: na média brasileira, a cada 100 vacas expostas aos touros, entre 50% a 60% ficarão prenhes. No sistema proposto esse índice é de 90%. A adubação do pasto é outro ponto importante. A maioria dos pecuaristas não cultiva o hábito de adubar o pasto. Nesse sistema chega-se a utilizar cerca de 300 quilos de nitrogênio por hectare ao ano. As informações sobre o projeto da USP foram publicadas no Jornal da USP (leia aqui)