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28 de agosto de 2011

Pará, Carajás e Tapajós - Apenas a informação pode vencer o preconceito

Na sexta-feria (26) Hiroshi Bogea em seu blog publicou "Idiotice ao cubo". No texto, Bogea faz referência à forma preconceituosa com que Carlos Kayath referiu-se a Marabá quando noticiou a morte de um trabalhador rural. No entendimento de Bogea, o título do texto de Kayath ("Marabala"), não deixa dúvidas a respeito da visão do autor sobre nossa região.
Para Kayath, ao grafar "Marabala" a imagem mental que lhe ocorre é de uma terra sem lei, na qual bárbaros entregam-se alegremente às chacinas e a violência é desmedida. Enquanto Belém é tratada por epítetos como "Mangueirosa", "Cidade Morena"e "Metrópole da Amazônia", para Marabá sobre "Marabala".
Na verdade, para muitos que se julgam "formadores de opinião" entre os belenenses, o território paraense divide-se em dois: Belém (que para eles estende-se do centro até, no máximo, o bairro do Marco) e aquilo que eles denominam "interior do Estado".
É justamente aí, nesta visão distorcida e certamente preconceituosa, que reside a origem de todas as mazelas que afligem não apenas Carajás e Tapajós, mas todas as demais regiões do Estado.