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25 de maio de 2019
TIÃO CALADÃO: Deputado pede que prefeito de Marabá aceite tomógrafo. "Aceite. Pessoas estão morrendo", diz Toni Cunha
A polêmica deste final de semana, em Marabá, envolve o prefeito Tião Miranda e o deputado estadual e ex-vice-prefeito do município, Toni Cunha. No centro da discussão, o aparente desinteresse de Miranda em receber um tomógrafo que Cunha pretendia destinar ao Hospital Municipal de Marabá. "Aceitem, pois pessoas estão morrendo por isso", escreveu Cunha no Facebook, na postagem em que afirma estar sendo atacado nas redes sociais por insistir em cobrar de Tião que se manifeste dizendo se, afinal de contas, quer ou não o equipamento.
11 de março de 2019
LUTA CONTRA O CÂNCER: "Março Lilás" pretende realizar 250 mil exames preventivos no Pará. Previna-se!
10 de fevereiro de 2019
Bolsonaro prepara enterro do "Mais Médicos". Não haverá novas chamadas ao programa, diz Ministério da Saúde
O Governo federal decidiu encerrar de vez o Programa Mais Médicos e substituí-lo por um novo projeto, que não foi detalhado por ainda estar "em planejamento" e que será apresentado "em breve" pela gestão de Jair Bolsonaro, de acordo com informações dadas ao jornal El País por Mayra Pinheiro, secretária de Gestão no Trabalho e Educação em Saúde, setor responsável pelo Mais Médicos, no Ministério da Saúde.
Segundo Pinheiro, a ideia é que o último ciclo de vagas abertas se encerre nesta semana. E, a partir disso, não serão feitos novos editais. Os médicos que atuam pelo programa poderão continuar em seus postos de trabalho até o final de seus contratos, que tem duração de três anos.
Para substituir o Mais Médicos, o Governo estuda um novo programa, com carreira federal para atrair profissionais aos municípios que em geral não geram interesse. O desfecho é uma vitória para as entidades de classe que representam os médicos brasileiros, que sempre se opuseram aos Mais Médicos e construíram pontes com o Governo Bolsonaro desde a campanha.
O lobby dos médicos sempre rejeitou tanto a atuação de médicos sem diploma revalidado no país quanto a proposta de uma revalidação especial para a Atenção Básica que abarcaria os cubanos. “Há muito tempo o Conselho Federal de Medicina não tem uma relação de proximidade com o Governo Federal. A nova gestão abriu essa oportunidade para as entidades médicas”, diz o primeiro secretário do Conselho Federal de Medicina, Hermann Von Tniesehause.
Hermann conta que o governo tem compartilhado propostas e ouvido a classe médica, mas que isso não muda a vigilância e autonomia da entidade para avaliar as políticas nacionais de saúde.
Programa Contestado
No centro do impasse em relação ao programa Mais Médicos está a exigência do Revalida, exame exigido a todos os profissionais formados no exterior para o exercício da medicina no Brasil. O programa criado sob Dilma Rousseff era a única exceção no pedido de revalidação, pois a gestão petista argumentava que só assim, e com um convênio especial com Cuba, conseguiria atender populações de cidades distantes e da zona rural, que tinham, historicamente, dificuldade de fixar os médicos.
O Mais Médicos recebeu críticas, entretanto, pelo modelo de parceria que trouxe os cubanos, já que a ilha retinha grande parte dos salários dos profissionais que atuavam em áreas brasileiras. Em dezembro, após críticas da gestão Bolsonaro e o anúncio de que a validação dos diplomas passaria a ser exigida por seu Governo, Cuba encerrou a parceria e retirou seus profissionais, o que gerou uma crise na estrutura de atendimento, especialmente nos pequenos municípios.
Com a saída dos cubanos, foram abertas cerca de 8.500 vagas. O Governo de Michel Temer, seguido posteriormente pela gestão Bolsonaro, realizou chamadas para preencher as vagas. Até o momento, 1.462 vagas ainda permanecem sem profissionais.
"Todas as vagas do atual edital foram completadas por brasileiros inscritos. E esse deverá ser o último edital do programa, que será substituído pela carreira federal em áreas de difícil provimento e que está em elaboração", afirmou Mayra Pinheiro, sem dar mais detalhes sobre o novo programa.
Médicos Vendendo Espetinhos

Pinheiro também confirmou a médicos intercambistas, em mensagens vistas pela reportagem, a informação de que não haverá novos editais e que o programa será encerrado. "No seu lugar (dos Mais Médicos) haverá um programa de provimento para a atenção primária e carreira federal para áreas de difícil provimento", explicou Pinheiro.
Em situação dramática estão cerca de 2.000 médicos cubanos que decidiram não retornar para Cuba e arriscaram permanecer no Brasil depois que Bolsonaro afirmou que eles teriam asilo e poderiam ser reincorporados ao programa.
Impedidos de retornar a Cuba pelos próximos oito anos e sem poder exercer a medicina no Brasil, esses médicos cubanos começam a preocupar as autoridades. Com o encerramento do Mais Médicos, o Governo estuda oferecer ajuda humanitária por meio do Ministério da Justiça para essas pessoas. Por enquanto, eles sobrevivem através da economia informal.
Alguns deles, como Humberto Soto Armand (na foto acima) e Miguel Martinez Elias (na foto abaixo), sobrevivem vendendo espetinhos nas ruas de Itaituba. Eles atuavam nos chamados Distritos Sanitários Indigenistas, que hoje estão sem atendimento médico.
1 de fevereiro de 2019
Em Marabá, começa hoje a Semana Nacional de Prevenção da Gravidez na Adolescência. "A questão é muito séria", diz vereadora Priscila Veloso
Acontece nesta sexta-feira (1º), no plenário da Câmara Municipal de Marabá, a abertura da Semana Nacional de Prevenção da Gravidez na Adolescência. O evento é uma iniciativa da Secretaria de Assistência Social (Seasp), em parceria com a Secretari\a Municipal de Saúde (SMS). Diversas entidades e organizações ligadas à área de proteção social participarão das diversas atividades que estão programadas.
Para quem não sabe, o Brasil é um ponto fora da curva quando o assunto é gravidez na adolescência. Em 2018, a Organização Mundial de Saúde (OMS), divulgou relatório que reúne dados consolidados entre 2010 e 2015. Os números não são nada bons.
Segundo o relatório da OMS, no Brasil de cada 1.000 mulheres entre 15 e 19 anos, 69 engravidam e dão à luz seus bebês. Para comparar, no Chile a proporção é 49 para 1.000; nos Estados Unidos, 22 para 1.000 e no Canadá apenas 11 para 1.000.
A gravidez na adolescência deixa marcas psíquicas e físicas profundas nessas meninas. Se do ponto psicossocial a aceitação dessas mães adolescentes é complicada, do ponto de vista da saúde da mulher pode ser devastador. O risco de morte durante ou logo após o parto simplesmente dobra quando a mãe tem entre 15 e 24 anos. Além disso, a saúde do bebê geralmente é muito mais frágil.
É preciso proteger mais as adolescentes, em especial aquelas mais pobres. Boa parte delas engravidam através de relações francamente abusivas ou de estupro. Educação sexual, orientação sobre métodos contraceptivos e oferecer perspectivas de crescimento sócio-econômico para essas jovens também são medidas que podem reduzir os números da gravidez na adolescência.
A Semana de Prevenção vai discutir essas e outras medidas. Entusiasta da ideia, a vereadora Priscila Veloso vai participar da atividade. "Não resta dúvida que é preciso discutir com seriedade essa questão e o evento é uma grande oportunidade para fazermos um diagnóstico desse problema em Marabá para, em seguida, propor medidas que ajudem a reduzir os números da gravidez precoce", diz Priscila.
31 de janeiro de 2019
Em Marabá, Tião Miranda nomeia Luciano Dias para Secretaria de Saúde. Novo secretário terá que fazer mais e melhor sem estourar orçamento. Será possível?
Tião Miranda, prefeito de Marabá, resolveu dar o chamado "choque de gestão" na Secretaria Municipal de Saúde (SMS). Para isso foi obrigado a mexer na Educação e na Saúde, dois dos maiores orçamentos do município. Depois de seguidos fracassos no sentido de conter os gastos e melhorar o atendimento, Tião escalou Luciano Dias (à esquerda, na foto), para a Saúde com a responsabilidade de fazer o serviço que os últimos secretários não fizeram.
Luciano ocupava a Secretaria de Educação de Marabá há dois anos e conseguiu alguns bons resultados. Ter aprovado um novo Plano de Cargos, Carreiras e Remunerações (PCCR) e normalizado o transporte escolar sempre serão colocados em sua lista de sucessos. O PCCR de Luciano, de fato, impede que os gastos com pagamento de pessoal da Semed dispare, pôs fim à progressão funcional em massa e colocou um pouco de ordem no caos.
Organização Melhora. Ideb Precisa Melhorar Também
Infelizmente, até aqui os números de Marabá no Ideb, índice que mede a qualidade do ensino, não melhoraram. Caberá à Marilza Leite, que antes ocupava a Diretoria de Logística (Dilog), a missão de substituir Luciano como secretária de Educação e afinal transformar organização administrativa em resultados concretos.
Marilza estará à frente de um portento. Com 200 unidades de ensino espalhadas nas áreas urbana e rural, a Semed conta com quase 5 mil funcionários para atender mais de 54 mil alunos, presente em todos os bairros, vilas e distritos de Marabá. Para fazer essa enorme máquina rodar, a Semed consome 22% das receitas de Marabá e é permeada por lutas entre grupos de interesse. Definitivamente, usando mais um clichê, a "Semed não é para amadores".
Mas, experiência não falta à Marilza. Viúva de Gilberto Leite, um dos mais influentes empresários marabaenses, ela acumula mais de 25 anos de serviço público e ocupou cargos de direção na Semed durante o governo de João Salame Neto. Receberá a Semed em melhores condições que Pedro Souza e Luciano Dias receberam. Tem amplas condições para melhorar o que já parece bem razoável.
Enquanto Isso, na Saúde...
Já Luciano Dias deve se preparar para um desafio bem maior na Secretaria de Saúde. E a questão central é como gastar bem e de forma eficiente a montanha de dinheiro disponibilizada para a saúde pública no município.
Os três secretários anteriores falharam fragorosamente. A última a ocupar o cargo, a enfermeira Dármina Duarte, não conseguiu sequer esquentar o lugar. Durou apenas 30 dias no cargo. Durante este período, gastou boa parte do tempo apresentando explicações ao Ministério Público, aos vereadores e à sociedade sobre mortes e funcionamento imperfeito dos serviços nos hospitais de Marabá.
Uma fonte do site, que conversou com Tião Miranda horas antes dele decidir intervir na SMS, garante que Luciano assumirá com carta branca para "fechar os ralos" por onde estariam escoando os recursos destinados ao órgão. As últimas gestões fizeram esvaziar o "colchão" de reserva financeira que Tião costuma manter para atender emergências, informa o interlocutor de Tião.
Ao que parece, Luciano não pretende cortar custos de forma sistemática. A ideia é otimizar os gastos, estabelecer processos que levem a atender mais e melhor gastando o recurso disponível, sem avançar em recursos extras e sem "quebrar o porquinho" de Tião.
Ideias boas, como o "Corujão da Saúde", somente poderão ser mantidas se os custos forem colocados dentro do figurino financeiro que Luciano terá que criar. Além disso, colocar para funcionar setores como o Laboratório de Análises do HMM é fundamental para agilizar o atendimento aos pacientes que se socorrem do sistema de saúde de Marabá.
A saúde pública em Marabá apresenta problemas, mas está longe de ser considerada terra arrasada. Como o site mostrou aqui, é referência para mais de milhão de pessoas espalhadas por 21 municípios da região e atendeu mais de 100 mil pacientes de janeiro a novembro de 2018. Luciano terá que organizar a administração do órgão e melhorar a percepção que o público tem dos serviços que a SMS oferece. Não será fácil, mas não parece impossível.
Humanização e Plantões, Dois Desafios Para Luciano
De cara, além dos gastos excessivos, Luciano Dias enfrentará um problemão, que atende pelo nome de Humanização do Atendimento.
Uma rápida olhada nas redes sociais é suficiente para verificar que a insatisfação é grande entre os pacientes. Acolher o paciente com atenção, ouvir-lhe as queixas e conhecer minimamente seus hábitos são medidas que humanizam o atendimento e essenciais em dois aspectos. De um lado, favorece um diagnóstico mais preciso e, por decorrência, um tratamento mais eficaz. Por outro lado, dá ao paciente a sensação de que está sendo bem atendido no momento em que mais precisa e se encontra mais fragilizado.
Para que a humanização vire regra nos hospitais e unidades básicas de saúde de Marabá, será preciso estabelecer protocolos de atendimento que sejam seguidos por todos os servidores da SMS e, principalmente, descentralizar os atendimentos. Isso aliviaria a pressão causada pelo grande número de pacientes que precisam ser atendidos por cada médico ou enfermeiro em seus turnos. Convenhamos, com uma fila de espera quilométrica é praticamente impossível dispor de tempo para um atendimento humanizado.
Além disso, é preciso repensar o regime de plantões. A substituição do plantão pelo regime de turnos com escalas parece ser o mais recomendado. Plantões e os chamados "sobreavisos" são caros demais e até aqui se mostram ineficientes. Quando em "sobreaviso", por exemplo, o médico não precisa necessariamente estar na unidade de saúde. Ele será requisitado a partir da demanda por seus serviços. Isso acaba gerando a situação recorrente do paciente chegar ao hospital e não encontrar o médico. Mesmo que não cause nenhum dano à saúde do paciente nem comprometa a eficácia do tratamento, o simples fato do médico não estar lá é suficiente para reclamações e para aumentar a sensação de ineficiência do serviço público de saúde.
Os turnos de 6 horas com escalas fixas para cada médico ou enfermeiro reduziria custos, porque não se pagaria extras por plantões e sobreavisos. Todos saberiam os dias e horários que cada médico estaria nas unidades de saúde. E esse sistema tem a vantagem adicional de permitir que os pacientes saibam com antecedência quem os atenderá.
Médicos, enfermeiros e demais servidores que são beneficiados com rendimentos extras e com o atual estado das coisas na SMS, não querem nem ouvir falar em grandes mudanças. São refratários a qualquer medida que lhes tire aquilo que acreditam ser "direito adquirido", ainda que não seja. Mas, será muito bom se Luciano conseguir se fazer ouvir para além da gritaria corporativa e sindical que costuma acompanhar qualquer ideia nova em uma área tão controversa quanto a saúde pública.
Luciano Dias foi destacado por Tião para pilotar a SMS. A estrada, como se vê, será cheia de desvios e percalços, mas tomara que Luciano tenha a capacidade e as condições para dar um "cavalo-de-pau" no órgão e colocar a Saúde Pública no rumo certo.
29 de janeiro de 2019
HMM e HMI, de Marabá são referência para mais de 1 milhão de pessoas. Municípios enviam pacientes sem regulação e complicam serviço
Marabá é referência em saúde na região. Este fato não pode ser ignorado. A Secretaria Municipal de Saúde (SMS) fez as contas e chegou a números relevantes. 21 municípios integram o Programa de Pactuação Integrada e todos têm como alternativa os hospitais de Marabá. Isso faz com que o Hospital Municipal de Marabá (HMM) e o Hospital Materno Infantil (HMI) alcancem cerca de 1 milhão e 200 mil pessoas.
Isso explica porque o HMM atende, todos os dias, pelo menos 400 pacientes. Enquanto isso, o HMI atende nada menos que 300 pessoas por dia. Marcos Jovã, diretor técnico do HMM, mostra que foram 110.522 atendimentos registrados entre janeiro e novembro de 2018. Desses pacientes atendidos, 65% são residentes de Marabá. Os outros 35% são de municípios vizinhos.
Esses números já seriam suficientes para deixar qualquer gestor à beira de um ataque de nervos, mas a coisa fica ainda mais complicada.
Uma das formas de organizar minimamente o caos é um protocolo chamado REGULAÇÃO.
Funciona assim. Antes de mandar seus pacientes para Marabá, os municípios vizinhos precisam acessar o Sistema de Regulação (Sisreg) e solicitar o atendimento ambulatorial - consultas com especialistas e exames - ou cirurgias e internação. Assim, é possível avaliar se o HMM, HMI ou o Hospital Regional "Geraldo Veloso" estão em condições de atender os pacientes e se há vagas para recebê-los. Uma vez regulados, os pacientes, com seus prontuários de atendimento, podem ser trazidos para uma das unidades de saúde e receber tratamento adequado.
Ocorre que isso não vem sendo feito.
Que se diga: pacientes, mesmo sem a devida regulação, quando chegam a Marabá são recebidos e atendidos pelos hospitais. Eles são, na prática despejados nas portas dos hospitais de Marabá, sem aviso prévio, sem a certeza de que há vagas, sem saber se aquele hospital está aparelhado para resolver seu caso e sem que tragam qualquer informação capaz de orientar a ação dos médicos.
O atraso no atendimento é certo e o risco de óbito é enorme.
No caso do Hospital Materno Infantil, a média de parturientes sem regulação é de 23%, ou seja, cerca de 100 mulheres vêm diariamente de municípios vizinhos e são atendidas sem passar pelo sistema.
Dos 3.055 partos (cesáreo e normal) registrados nos meses de junho a dezembro, 577 parturientes de municípios pactuados chegaram àquela casa de saúde sem realizar nenhuma regulação pelo sistema, ou seja, foram trazidas sem qualquer informação para dar à luz seus filhos. Somente na primeira quinzena do mês de janeiro de 2019, 51 mulheres não reguladas foram atendidas no HMI. Uma total irresponsabilidade por parte dos gestores da saúde dos municípios vizinhos, que coloca em risco a vida da mulher e da criança em vias de nascer.
“Nos casos que não são perfil do Hospital Municipal ou do Materno, temos de proceder esse cadastro para o Regional, através do outro sistema e aguardar. Enquanto isso, esse paciente fica ocupando leito nos hospitais até liberar um leito no HR”, conta Janaína. E claro, correndo risco de vida e ocupando um leito que poderia estar sendo usado para cuidar de outro paciente.
A verdade é que o uso da ambulância para trazer pacientes tornou-se, em muitos municípios, a única "política de saúde" existente. Por falta de investimentos ou de gestão, esses municípios transferem os pacientes - e a responsabilidade sobre eles - para Marabá como forma de mostrar que estão fazendo "alguma coisa".
Enquanto a regulação não for praxe entre os municípios da região, sempre existirá o perigo de colapso no serviço de saúde. As equipes médicas dos hospitais de Marabá estão entre as mais experientes do Pará e estão acostumadas à pressão inerente de ser retaguarda para toda a região, mas se nada for feito, continuarão a ser pressionadas para além do razoável e estarão cada vez mais expostas a perder pacientes que, caso tivessem sido trazidos de forma regular e a tempo, saíram vivos das unidades de saúde.
22 de janeiro de 2019
TEMOS VAGAS! Hospital Regional de Marabá abre seleção para profissionais de Saúde
O Hospital Regional do Sudeste do Pará - Dr. Geraldo Veloso (HRSP), em Marabá, está com cinco vagas abertas para profissionais da saúde. Enfermeiros (as), técnicos (as) de Enfermagem, digitadores (as), técnicos (as) e analistas de Laboratório podem enviar e-mail com o currículo até o dia 30 de janeiro para o seguinte endereço eletrônico recrutamento@hrspprosaude.org.br. No assunto deve ser colocado nome do cargo desejado. Também é possível se cadastrar no site da Pró-Saúde.
Para as vagas de digitador (a), técnico (a) de Enfermagem e técnico (a) de Laboratório é preciso ter Ensino Médio Completo, sendo que as duas últimas citadas exigem curso técnico. Já para as vagas de enfermeiro (a) e analista de Laboratório, é necessário ter Ensino Superior Completo e registro no Conselho Regional de Classe.
O HRSP também recebe currículos de pessoas com deficiência (PCD) para diferentes áreas de atuação. Referência em atendimento de média e alta complexidades, o Hospital Regional do Sudeste do Pará possui 115 leitos, sendo 77 de Unidades de Internação e 38 de Unidades de Terapia Intensiva (UTI). A unidade de saúde abrange uma população superior a 1 milhão de habitantes em 22 municípios paraenses.
Com perfil cirúrgico e habilitação em Traumato-Ortopedia pelo Ministério da Saúde, a Instituição oferece atendimento gratuito nas especialidades de Cardiologia, Cirurgia Buco-maxilo-facial,Cirurgia Plástica Reparadora, Cirurgia Pediátrica, Cirurgia Geral, Cirurgia Vascular, Clínica Médica, Fisioterapia, Infectologia, Medicina Intensiva adulto, pediátrica e neonatal, Nutrição, Obstetrícia de Alto Risco, Oftalmologia, Otorrinolaringologia, Urologia, Neurocirurgia, Terapia Ocupacional, Nefrologia e Anestesiologia.
Em 2018, a Unidade realizou 530.302 atendimentos, entre consultas especializadas, exames de imagem e análises clínicas, cirurgias, internações e atendimentos multiprofissionais.
(Com informações da Agência Pará)
16 de janeiro de 2019
Morte de bebê no HMI reabre discussão sobre atendimento a pacientes de outros municípios em Marabá
Gardênia de Castro Lima (abaixo, na foto de Josseli Carvalho, do jornal Correio de Carajás), chegou ao Hospital Materno Infantil, de Marabá, por volta de 1 hora da manhã de terça-feira (15) para dar à luz seu filho. Vinda de Itupiranga, Gardênia deu à luz seu filho por volta das 4h40 do mesmo dia.
Ela afirma que, durante o trabalho de parto, saiu da sala de cirurgia e foi até ao banheiro. Neste momento, a bolsa amniótica teria estourado e a criança teria caído com o cordão umbilical enrolado ao pescoço, mas ainda viva.
A Prefeitura de Marabá, através de sua Assessoria de Comunicação, se manifestou de forma oficial no final da manhã desta quarta-feira (16) e contestou veementemente a versão de Gardênia.
A Prefeitura afirma que todos os movimentos da parturiente durante o trabalho de parto são acompanhados pela equipe formada por médicos, enfermeiras e técnicos. Assim, seria impossível que o parto ocorresse no banheiro.
Por outro lado, o prontuário da paciente parece apontar para um daqueles casos em que apenas um ato divino poderia garantir um parto sem complicações
Segundo a nota da Prefeitura de Marabá, Gardênia é portadora de infecção que "poderia causar no bebê sequelas graves", como má formação genética e cegueira, entre outras. A nota não afirma qual seria essa infecção, mas DSTs contraídas pelas mães costumam causar esses males aos bebês.
Para complicar um pouco mais, Gardênia não fez o acompanhamento pré-natal em Itupiranga e há três semanas apresentava perda de líquido amniótico. Trazida por uma ambulância, a gestante não passou por qualquer regulação anterior que pudesse deixar de sobreaviso a equipe médica de Marabá sobre o quadro clínico da paciente.
A criança nasceu com vida, contudo, em condições precárias de saúde.
Segundo o prontuário médico, o bebê já nasceu com infecção generalizada. Esses casos quase sempre estão associados à idade da mãe (quanto mais jovem, mais vulnerável), assistência pré-natal inadequada ou inexistente, infecção urinária, perda de líquido amniótico e trabalho de parto prolongado, entre outros motivos.
Além disso, o cordão umbilical estava de fato enrolado ao pescoço do bebê, o que dificultou a circulação de sangue.
A equipe médica, segundo está documentado, atuou para salvar a criança fazendo a chamada aspiração mecânica - quando uma sonda suga o muco existente na boca e nas narinas da criança. Em seguida, o bebê foi levado para a Unidade de Cuidados Intensivos (UCI), onde foi entubado, mas não resistiu e veio a falecer.
Segundo a Prefeitura, o caso continuará sendo apurado.
Prefeitura de Itupiranga Questionada
O site entrou em contato com a Ouvidoria da Prefeitura de Itupiranga, através do número de telefone celular que opera um aplicativo de mensagens e informado no site oficial do órgão. Foram formuladas as seguintes perguntas:
2 - Por que a paciente foi levada à Marabá?
3 - Foi seguido o protocolo para a regulação dessa paciente? Há documentos que comprovem essa regulação?
4 - Era do conhecimento do serviço médico de Itupiranga que a paciente apresenta quadro de infecção e que essa infecção poderia causar a morte do feto?
Não houve resposta até aqui.
Em novo contato, o site perguntou se poderia falar com o médico que atendeu Gardênia em Itupiranga. Mas, até as 16h30, a Ouvidoria não respondeu.
Regular É Preciso
O trágico falecimento do bebê de Gardênia, poucos dias depois da morte de Simone Nascimento no mesmo HMI, coloca em questão a ausência de colaboração entre os municípios vizinhos e Marabá.
Nos últimos seis meses, mais de 500 pacientes vindas de outros municípios foram atendidas no Hospital Materno Infantil de Marabá. Todas sem qualquer regulação.
A história de Gardênia, infelizmente, não é exceção. É recorrente a chegada de mulheres às portas do HMI, já em trabalho de parto, vindas dos mais diversos municípios, sem prontuários, sem regulação prévia, sem que tenham feito sequer um exame pré-natal. São simplesmente deixadas ali e Marabá que providencie leito, equipe médica, internação e UCI, tudo para manter vivos mãe e bebê.
Graças a Deus e à óbvia experiência da equipe médica, na absoluta maioria das vezes salvam-se ambos. E os índices de nascimento com vida mostram isso. Mas, outras vezes, o atendimento à mulher foi tão negligenciado em seu município de origem, que é impossível vencer e assim vidas são perdidas.
A diretora administrativa do HMI, Alciléia Tartaglia, corretamente pediu providências ao Departamento de Média e Alta Complexidade da Secretaria Municipal de Saúde (Dmac/SMS), no sentido de que a Prefeitura de Itupiranga seja notificada que Gardênia Lima não tinha qualquer regulação e que, no momento em que chegou, o HMI estava com sua lotação máxima (imagem acima). O Dmac/SMS deverá oficiar à Prefeitura de Itupiranga no sentido que sejam adotadas providências para impedir que casos iguais a este aconteçam novamente.
Historicamente, Marabá pratica a política de "portas abertas", recebendo todos os que buscam socorro. Mas, talvez esteja na hora de Tião Miranda deixar claro aos demais prefeitos do entorno que não se pode aceitar que o despejo de pacientes nas unidades hospitalares de Marabá seja a "política de saúde" desenvolvida por nossos vizinhos.
O HMI pode e deve atender pacientes do entorno, desde que as mamães tenham feito o acompanhamento pré-natal em seu município, que venham devidamente reguladas e com seus prontuários em ordem. Caso os municípios façam isso, caberá ao HMI manter sua equipe em nível elevado de excelência e avançar em áreas como a humanização do atendimento e aprimoramento de seus protocolos.
A continuar do jeito em que está, a reputação do corpo clínico e técnico, do HMI e da Prefeitura de Marabá continuarão a sofrer fortes abalos a cada vez que não for possível operar milagres.
11 de janeiro de 2019
Hospital Regional de Marabá abre inscrições para voluntariado
Para quem gosta de cuidar de gente e levar alegria, atenção e carinho aos enfermos, está aí uma boa opção. Estão abertas até o dia 21 de janeiro as inscrições para o Programa de Voluntariado da Pró-Saúde para atuação no Hospital Regional do Sudeste do Pará – Doutor Geraldo Veloso (HRSP), em Marabá. As pessoas que desejarem participar do programa institucional podem entrar em contato com a Humanização exclusivamente pelo e-mail humanizacao@hrspprosaude.org.br. Mais de 60 pessoas já participam da iniciativa com a realização de atividades como musicoterapia, risoterapia, assistência religiosa, embelezamento e artesanato.
Os inscritos vão participar de uma integração no dia 21, as 19h30, na Unidade, quando conhecerão as regras do programa e serão orientadas sobre a atuação no Hospital. Para se tornar um voluntário é preciso ter idade mínima de 18 anos, facilidade para respeitar regras e ser pontual, prestativo e responsável.
Tornando a Vida Mais Leve
Longe de casa há quase um mês, Daniel Rocha, 56 anos, se emociona ao comentar sobre a rotina que adotou desde que fraturou o fêmur em um acidente doméstico e foi internado no Hospital Regional. Para aliviar a saudade da família, entre os cuidados assistenciais que recebe dos profissionais da Unidade, ele tem contato com voluntários que, semanalmente, visitam os pacientes com o objetivo de tornar a internação mais amena.
"Tem dia que é tão longo, que parece uma semana, mas quando os voluntários vêm, o tempo passa rápido. Aqui eu já vi palhaço, Papai Noel, cabeleireiro e irmãos das igrejas. Eles conversam, cantam e contam piada. Trazem alegria para que a gente não chore porque está distante da família", contou Daniel.
"Tem dia que é tão longo, que parece uma semana, mas quando os voluntários vêm, o tempo passa rápido. Aqui eu já vi palhaço, Papai Noel, cabeleireiro e irmãos das igrejas. Eles conversam, cantam e contam piada. Trazem alegria para que a gente não chore porque está distante da família", contou Daniel.
Um dos voluntários que visitou Daniel foi Raimundo Nonato, 52 anos, o mais antigo no programa. Há 12 anos, pelo menos uma vez ao mês, ele fecha o salão, se desloca 50 quilômetros e fica à disposição dos pacientes para fazer corte de cabelo. "Quando eu passo nos leitos, percebo que eles se sentem melhor, mesmo um corte de cabelo sendo algo tão simples. Então me sinto realizado no voluntariado", afirmou o cabeleireiro.
A sensação de bem-estar ao passar um tempo com os pacientes do Hospital Regional de Marabá também é compartilhada pelo integrante do grupo "Médicos da Alegria", Antônio Lacerda. "Para nós, a ação é um momento ímpar, porque os efeitos do riso e do evangelismo são impressionantes na melhora da saúde dos pacientes. Nada, nem dinheiro nenhum paga o que a gente vê fazendo um trabalho tão simples, mas tão rico e importante. Então, nosso maior desejo é continuar com essa disposição para levar alegria onde as pessoas se sentem um pouco triste por causa da saúde debilitada", comentou.
De acordo com a analista de Humanização do HRSP, Flávia Fernandes, o voluntariado acaba sendo benéfico para os próprios colaboradores da Unidade. "Trabalhar com saúde naturalmente gera uma rotina de tensão. Assim, além de reduzir o estresse do paciente e do acompanhante, a visita dos voluntários melhora o ambiente para os profissionais que estão responsáveis pelos cuidados assistenciais", explicou a colaboradora.
De acordo com a analista de Humanização do HRSP, Flávia Fernandes, o voluntariado acaba sendo benéfico para os próprios colaboradores da Unidade. "Trabalhar com saúde naturalmente gera uma rotina de tensão. Assim, além de reduzir o estresse do paciente e do acompanhante, a visita dos voluntários melhora o ambiente para os profissionais que estão responsáveis pelos cuidados assistenciais", explicou a colaboradora.
A Alegria Alivia a Tensão
Mensalmente, cada grupo tem datas pré-definidas para atuar dentro da Unidade. Porém, em datas especiais como Dia das Crianças e Natal, eles costumam se unir para realizar programações integradas, como aconteceu em dezembro no período entre o Natal e o Ano Novo, quando foi apresentada uma cantata natalina pelo coro "Promessas", que reúne membros de diversas igrejas de Marabá, feitas sessões de risoterapia com o grupo "Médicos da Alegria" e distribuídos presentes para as crianças internadas na Clínica e Unidade de Terapia Intensiva Pediátricas. Os presentes foram doados por voluntários, colaboradores e os Correios.
Além da visita dos voluntários, no Natal, o Hospital preparou uma surpresa para as famílias das crianças atendidas na UTI Neonatal: distribuiu gorrinhos do Papai Noel para os bebês, registrou o momento e presenteou as mães com as fotos. Para muitas delas, aquela foi a primeira imagem do filho depois do nascimento.
A filha de Thayná Félix, 20 anos, participou da ação. "A Laura nasceu prematura e está no Hospital desde novembro. Tudo o que fazem aqui para aliviar a tensão é válido, porque faz com que a gente não se isole ou fique apenas pensando no problema. E eu fico o dia todo acompanhando a minha filha, então me sinto bem quando participo das ações ou minha bebê é envolvida nelas", disse.
Além da visita dos voluntários, no Natal, o Hospital preparou uma surpresa para as famílias das crianças atendidas na UTI Neonatal: distribuiu gorrinhos do Papai Noel para os bebês, registrou o momento e presenteou as mães com as fotos. Para muitas delas, aquela foi a primeira imagem do filho depois do nascimento.
A filha de Thayná Félix, 20 anos, participou da ação. "A Laura nasceu prematura e está no Hospital desde novembro. Tudo o que fazem aqui para aliviar a tensão é válido, porque faz com que a gente não se isole ou fique apenas pensando no problema. E eu fico o dia todo acompanhando a minha filha, então me sinto bem quando participo das ações ou minha bebê é envolvida nelas", disse.
(Texto de Aretha Fernandes, para a Agência Pará, editado pelo site. Fotos: Ascom/HRSP)
10 de janeiro de 2019
Morte no HMI III - Secretária de Saúde esclarece sobre providências tomadas e anuncia ala pediátrica para este ano
Na reunião de terça-feira (8), na Câmara Municipal para prestar esclarecimentos sobre a morte de Simone Nascimento no HMI e analisar as condições de funcionamento daquela unidade de saúde, a secretária municipal de Saúde, Dármina Duarte (na foto acima, com a vereadora Priscila Veloso), mostrou quais as providências tomadas sobre o caso e o que a Prefeitura vem fazendo para melhorar o atendimento no HMI.
Dármina garantiu que a atual gestão vem discutindo com municípios da região a repactuação dos serviços de saúde oferecidos em Marabá, mas explica que há morosidade para que eles formalizem a parceria e apresentem a documentação necessária. “Dos que compareceram, todos reconheceram que estão encaminhando parto normal para Marabá, justificando que médicos que têm no quadro não fazem esse procedimento”, lamenta.
Sobre o banco de sangue no HMI, disse que já reuniu-se com Fernando Monteiro, diretor do Hemopa em Marabá, para apresentar o que é necessário para montar um banco. Anteriormente, alegou, não havia equipe para isso, mas desde julho do ano passado há equipe específica para essa demanda. “Não há banco estruturado, mas existe um trabalho sendo realizado, mesmo com uma resposta um pouco mais demorada”.
Dármina garantiu também que a Prefeitura está oferecendo assistência à família de Simone e que a investigação sobre o caso está em curso.
Informou que a UTI Neonatal está sendo estudada para implantação, cumprindo algumas decisões e liminares judiciais. “O prefeito está preocupado e discute sobre o assunto todos os dias com a gente. Estamos finalizando os valores minuciosamente. Recebemos cerca de R$ 45 mil para custear a UCI, atualmente, e investimos R$ 900 mil. Quando cadastrarmos a habilitação para UTI, com várias exigências, os custos vão ultrapassar a casa de R$ 1,5 milhão para manutenção, inclusive com suporte de cirurgia cardíaca”, alerta.
Sobre a ampliação do quadro de pessoal no HMI, a secretária não se manifestou.
Ela antecipou, contudo, que em 2019 deve iniciar a construção da ala pediátrica do HMI, ampliando a oferta de serviços para a população naquela casa de saúde.
(Editado pelo site, com informações da Assessoria de Imprensa da Câmara Municipal de Marabá)
Morte no HMI II - Depois de ouvir explicações, vereadores apresentam propostas para melhorar atendimento
Na reunião desta terça-feira (8), na Câmara Municipal, para analisar as circunstâncias da morte de Simone Nascimento ao dar à luz e as condições de funcionamento do Hospital Materno-Infantil (HMI), de Marabá, o presidente do Legislativo, Pedrinho Corrêa (na foto abaixo), lembrou que o HMI foi inaugurado em 2004 e desde então só funciona a maternidade, sem a ala infantil, embora o projeto inicial fosse para entrar em funcionamento os dois setores. “O projeto inicial não foi cumprido nas gestões anteriores e é preciso que aquela casa de saúde seja ampliada”, cobrou.
Pedrinho sugeriu que seja criado um comitê de acompanhamento para evitar mortes e que a Secretária Municipal de Saúde tenha um secretário adjunto, já que outras menos complexas já possuem uma pessoa que possa compartilhar os problemas mais complexos da pasta.
Irismar Melo disse que não se pode mais adiar a instalação de leitos de UTI Neonatal na maternidade e cobrou repactuação de metas de atendimento com os municípios da região que enviam pacientes para os hospitais de Marabá, além de acelerar a humanização de atendimento aos pacientes, junto com o fortalecimento da Atenção Básica, com pré-natal.
O vereador Ilker Moraes (na foto abaixo), lembrou que no passado foram registradas muitas mortes maternas e de bebês no HMI e lamentou a ausência de representantes do Ministério Público Estadual na reunião. “Não sei o que está acontecendo, mas esta Casa tem convidado promotores para ajudar na discussão de assuntos relevantes para o município e eles não têm aparecido”, criticou.
Os vereadores querem que a investigação do caso seja feita, paralelamente, pela Vigilância Epidemiológica do Estado (Sespa); e que um membro da Comissão de Saúde da Câmara possa acompanhar a investigação do caso de Simone. Ao final, será feita a apresentação de um relatório para todos os entes, inclusive ao prefeito Tião Miranda.
A secretária municipal de Saúde, Dármina Duarte, expôs as providências que estão sendo tomadas e mostrou o plano de ação da SMS para 2019. Clique no link e veja o próximo artigo.
(Editado pelo site, com informações da Assessoria de Imprensa da Câmara Municipal de Marabá)
Morte no HMI - Reunião na Câmara de Marabá expõe realidade do HMI
Como forma de demonstrar a importância do assunto, a reunião foi conduzida pelo presidente da Câmara, vereador Pedrinho Corrêa, acompanhado pelo vice-presidente Ilker Moraes, demais membros da Mesa Diretora e pelos vereadores que integram a Comissão de Saúde do Poder Legislativo.
O diretor-técnico do HMI, dr. Fábio Costa, voltou a dar as mesmas explicações já divulgadas sobre o que causou a morte de Simone e quais os procedimentos tomados pela equipe médica. Segundo ele, tudo esteve dentro do que é preconizado pelos melhores protocolos médicos que tratam do assunto e houve as devidas anotações no prontuário da paciente.
Os vereadores ouviram que o HMI funciona com 50 leitos, sendo 6 UCI (Unidades de Cuidados Intensivos). Atende pacientes de 18 municípios, muitas delas sem regulação prévia em casos considerados de média e alta complexidade. São realizados em média 600 partos por mês, além de outros procedimentos. Das mulheres consultadas no HMI apenas 40% delas é de Marabá.
É Preciso Avançar
Ouviram também que, apesar dos avanços nos últimos anos, há muito a fazer.
Dr. Charles Alves, um dos mais conceituados obstetras de Marabá e região, mostrou que o HMI enfrenta problemas que se arrastam há vários governos, sem que seja dada qualquer solução. Charles mostrou que faltam mais pediatras e mais leitos principalmente de UTI (Unidade de Terapia Intensiva).
Segundo Charles, falta também mais empenho das autoridades em apoiar e melhorar o atendimento no HMI. “Alguns só aparecem lá quando acontecem essas merdas, como agora. Não vão nos visitar no dia a dia”, criticou.
Charles lembrou que no mesmo dia em que Simone veio a óbito, outra paciente quase morreu. Ela estava em situação grave, com crise convulsiva e não havia UTI disponível no Hospital Regional do Sudeste. “Quase sempre o Regional não tem vaga, e até mesmo na UCE do Hospital Municipal a gente fica sem assistência, por falta de vaga. Conseguimos estabilizar o quadro dessa paciente, mas o que é divulgado é a morte, não a luta pela vida”.
Ouvida pelo site, uma enfermeira de larga experiência avalia que a equipe do HMI é realmente pequena diante da demanda e precisa ser rejuvenescida. "A humanização no atendimento implica em ouvir, conversar, compreender cada paciente e isso demanda tempo. Um atendimento humanizado não pode ser rápido. Como fazer isso, quando você tem uma fila com mais de trinta pacientes para atender em uma manhã?".
Geraldo Barroso, diretor do 11º Centro Regional de Saúde da Sespa, com sede em Marabá, parece concordar. Disse que tem conhecimento do volume de serviços realizado pela equipe do HMI e reconhece que o trabalho realizado merece elogios.
Repactuação Com Vizinhos
Sobre a demanda enviada pelos municípios vizinhos, lembrou que há pactuação de Marabá com todos eles e que no ano passado realizou três reuniões para resolver esse dilema. “É preciso organizar a gestão municipal nos demais municípios, e o que Marabá recebe hoje para atender pacientes que vêm de fora não paga a despesa. Está na hora, então, de repactuar nos fóruns de negociação, que ocorrem todos os meses entre os gestores de saúde dos 17 municípios da região”, disse.
Ficou claro também que é preciso transferir para as Unidades Básicas de Saúde as consultas de rotina e casos mais simples. Isso desafogaria o HMI e permitiria investir mais na humanização do atendimento.
Os vereadores passaram a debater o assunto e apresentaram propostas.
Clique neste link e veja o que eles disseram.
(Editado pelo site, com informações da Assessoria de Imprensa da Câmara Municipal de Marabá)
8 de janeiro de 2019
Morte no Materno-Infantil de Marabá - O caso, a repercussão, as explicações. Você sabe o que é Atonia Uterina? Veja tudo aqui!
No início da tarde desta segunda-feira (7), a Prefeitura de Marabá reuniu a imprensa para prestar esclarecimentos sobre o caso de Simone de Souza Nascimento, paciente do Hospital Materno Infantil (HMI) que veio a óbito na sexta-feira (4), após dar à luz seu quinto filho. Presente à coletiva, o dr. Fábio Costa, diretor-técnico do HMI, afirmou que, com base no prontuário da paciente, não considera ter havido qualquer equívoco por parte dos profissionais que atenderam Simone.
O Caso
Simone de Souza Nascimento, de 29 anos, mãe de quatro filhos, deu entrada no HMI na quinta-feira (3), para dar à luz seu quinto filho. Ela havia feito o pré-natal no Centro de Referência em Saúde da Mulher (Crismu), em Marabá.
Tudo transcorreu sem alteração durante os procedimentos prévios e durante o parto natural (sem intervenção cirúrgica). Após o nascimento da criança, a paciente foi levada à área destinada ao pós-parto para passar pelo período de observação.
Foi a partir deste momento que as coisas começaram a se complicar.
Simone passou a apresentar forte Hemorragia Pós-Parto (HPP). Os médicos foram acionados e trabalharam para estancar o sangramento excessivo. Houve a primeira parada cardio-respiratória, que foi contornada pelo corpo clínico do hospital. Infelizmente, a paciente sofreu uma segunda parada cardíaca, não resistiu e veio a falecer.
A criança sobreviveu e passa bem.
Após a família ser comunicada do óbito, uma nota oficial foi divulgada pela Prefeitura de Marabá na qual informava que o Departamento de Vigilância em Saúde estava apurando os fatos.
Simone foi velada na sexta-feira (4) e seu enterro aconteceu em São João do Araguaia, no sábado (5), sob forte comoção.
A Repercussão
Quase que imediatamente, populares passaram a usar as redes sociais para cobrar maiores explicações sobre o caso e começaram a ser levantadas diversos questionamentos a respeito dos procedimentos adotados pelo corpo clínico do HMI.
Inevitavelmente, começou a ser cogitado que teria havido negligência ou imperícia no atendimento dispensado à Simone.
O fato de Simone ter feito partos cesarianos e este ter sido parto normal, passou a ser apontado como um "erro médico sem precedentes", pelo médico e ex-secretário de Saúde de Marabá, Dr. Nagib Mutran Neto. Para ele, a máxima "uma vez cesária, sempre cesária" não foi respeitada pela equipe médica do HMI no caso de Simone. Segundo esta máxima, pacientes que já tiveram filhos através de cesarianas, não podem ter filhos através de parto natural.
A morte de Simone mobilizou o Conselho Municipal de Saúde e a Câmara Municipal formou uma comissão para acompanhar o caso e cobrar esclarecimentos.
A secretária de Saúde de Marabá, Dármina Duarte Leão, solicitou ao Conselho Regional de Medicina - Pará (CRM/PA) que acompanhe o caso e determinou que uma Comissão de Sindicância fosse formada para apurar as circunstâncias que levaram à morte da paciente. Dármina comunicou ao Ministério Público do Estado as providências que tomou e convidou o MP para acompanhar as averiguações.
As Explicações
O Dr. Fábio Oliveira Costa, diretor-técnico do HMI, foi escalado para dar os esclarecimentos à imprensa sobre a tragédia.Segundo Fábio Costa, Simone foi internada no HMI com 40 semanas e 5 dias de gestação, ou seja, estava dentro do limite normal que é de até 42 semanas e a equipe médica estava pronta para fazer o parto cesáreo.
“Em todo o caso, ela estava dentro do prazo de resolutividade da maternidade que é de 40 semanas, e isso aliado ao histórico da paciente, de parto cesáreo, a equipe médica só marcou a cesariana para o dia seguinte, já que a paciente havia se alimentado”, destacou o diretor do HMI.
Fábio Costa justificou o adiamento do parto cesáreo. “Cirurgias em pacientes alimentadas provocam risco de vômitos, broncoaspiração e pneumonia química alimentar, sendo optado deixa-la em jejum para no outro dia fazer a cirurgia em condições mais adequadas”, disse.
Rebatendo as críticas sobre os procedimentos adotados, Fábio Costa lembrou que em pacientes cujos partos anteriores foram cesáreos, existe uma limitação à indução ao parto natural - por conta do risco de ruptura do períneo. Mas, no caso de Simone não houve qualquer procedimento de indução ao parto natural.
O diretor do Hospital Materno Infantil ressaltou que diferente de 1819, época em que se acreditava não ser possível um parto normal após a mulher ter tido um parto cesáreo, já é um consenso nas Sociedades Brasileira e Americana de Medicina que essa prática é perfeitamente possível e ocorre há muitos anos.
O médico explicou que a paciente entrou em trabalho de parto normal de forma espontânea às quatro horas e 26 minutos da manhã do dia 4 de janeiro e imediatamente foi levada ao centro cirúrgico.
Fábio Costa esclareceu que o quadro de Simone se complicou após o parto, devido a uma atonia uterina (veja em detalhes o que é atonia uterina, ao final deste artigo), uma das formas graves de Hemorragia Pós-Parto (HPP). No entanto, a equipe realizou todos os procedimentos estabelecidos no protocolo da maternidade.
“Foi feita medicação com drogas uterotônicas (aquelas capazes de fortalecer o útero e ajudá-lo a contrair-se), misoprostol, ocitocina e ergotrate, mas a paciente continuou sangrando. Foi pedido sangue para estabilizar, foi infundido soro “Hinger” (um composto usado para diluir o sangue e impedir um choque hemorrágico, quando a paciente perde um litro ou mais de sangue), para que ela fosse submetida a uma cirurgia de urgência para a retirada do útero, mas o caso complicou rapidamente e mesmo com todas medidas tomadas ela teve uma parada cardiorrespiratória e veio a óbito”, disse.
O diretor afirmou ainda que a paciente foi acompanhada o tempo todo pela equipe médica, inclusive anestesista e nega qualquer negligência no caso. Fabio Costa garantiu a permanência dos médicos que atenderam Simone e foi enfático ao defendê-los. "Eles continuarão atendendo. São médicos competentes, de minha total confiança e reconhecidos na cidade", afirmou.
“Foi feita medicação com drogas uterotônicas (aquelas capazes de fortalecer o útero e ajudá-lo a contrair-se), misoprostol, ocitocina e ergotrate, mas a paciente continuou sangrando. Foi pedido sangue para estabilizar, foi infundido soro “Hinger” (um composto usado para diluir o sangue e impedir um choque hemorrágico, quando a paciente perde um litro ou mais de sangue), para que ela fosse submetida a uma cirurgia de urgência para a retirada do útero, mas o caso complicou rapidamente e mesmo com todas medidas tomadas ela teve uma parada cardiorrespiratória e veio a óbito”, disse.
O diretor afirmou ainda que a paciente foi acompanhada o tempo todo pela equipe médica, inclusive anestesista e nega qualquer negligência no caso. Fabio Costa garantiu a permanência dos médicos que atenderam Simone e foi enfático ao defendê-los. "Eles continuarão atendendo. São médicos competentes, de minha total confiança e reconhecidos na cidade", afirmou.
Além disso, Doutor Fábio deixou claro que, caso a família queira, a necropsia do corpo pode ser solicitada, algo que o HMI faz questão."É de nosso interesse que vá ao IML, por ser uma forma da gente se resguardar e mostrar que a equipe fez o correto. Mas, isso (a necropsia) depende da família ou da autoridade competente".
O HMI realiza cerca de seis mil partos por ano. Em 2018, houve apenas um óbito na maternidade. De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), o índice mundial é de 20 mortes maternas para cada 100 mil nascidos vivos. Mesmo Marabá estando muito abaixo dos índices, Fábio Costa frisou que "o aceitável mesmo é nenhuma morte. Lutamos todo dia para não ter nenhuma morte."
Fábio Costa garantiu ainda que dentro de quinze dias a sindicância instaurada estará concluída. Segundo ele, haverá tempo suficiente para análise do prontuário e o fornecimento de explicações às autoridades que investigarem o caso.
O diretor-técnico do HMI também disponibilizou atendimento à criança, com o fornecimento de leite e o suporte psicológico à família através de assistentes sociais e psicólogas.
A Atonia Uterina
A Hemorragia Pós-Parto (HPP) é a maior causa de morte materna por complicações no parto e no puerpério (período imediatamente após o parto). No Brasil, a taxa de mortalidade por HPP é 1 para cada 30 mil nascidos vivos. A HPP manifesta-se em 80% dos casos como Atonia Uterina e é causada por diversos fatores, entre os quais a chamada fadiga uterina (trabalho de parto prolongado, indução do trabalho de parto e uso de remédios que aceleram o parto, os chamados ocitócitos), inversão uterina e retenção de fragmentos placentários.
Em pacientes acometidas com Atonia, o útero não consegue contrair naturalmente, não consegue conter o sangramento e instala-se o quadro de hemorragia grave capaz de levar ao óbito.
A HPP é algo tão relevante que a Organização Mundial da Saúde (OMS) publicou em 2014 um compêndio chamado Recomendações da OMS para a Prevenção e Tratamento da Hemorragia Pós-Parto. Nestas Recomendações constam um conjunto de procedimentos que devem ser seguidos pelas equipes médicas, bem como são preconizados os medicamentos que devem ministrados às pacientes vítimas da HPP.
De fato, a OMS prevê o uso de diferentes agentes uterotônicos, ou seja, medicamentos que forçam a contração do útero. Entre os remédios preconizados estão a ocitocina, a metilergonovina e o misoprostol. Muitos protocolos recomendam a administração conjunta de ocitocina e metilergonovina
em casos de hemorragia moderada ou grave, seguida pelo misoprostol.
A remoção do útero é a medida extrema, necessária quando se mostra a única capaz de impedir a morte da paciente.
4 de janeiro de 2019
Helder vistoria obras de hospital que Simão Jatene queria "inaugurar". Auditoria-Geral apura irregularidades. Veja fotos e vídeo
O governador Helder Barbalho (MDB) visitou na tarde desta quinta-feira (3), as obras do Hospital Abelardo Santos, em Icoaraci, distrito de Belém. Apesar de claramente inoperante, o ex-governador Simão Jatene tentou inaugurar a unidade de saúde e foi impedido por determinação da Desembargadora Vânia Fortes Bitar, através de liminar expedida no dia 25 de dezembro passado.
Helder, acompanhado pelo secretário de Estado da Saúde, Alberto Beltrame, e pelo vice-governador, Lúcio Vale, garantiu a retomada da obra e estabeleceu prazo até abril deste ano para a inauguração. Ao mesmo tempo, Helder determinou a análise do processo de contratação da obra que, "dependendo do que for apurado", deverá ser encaminhada ao Tribunal de Contas do Estado (TCE), com pedido de providências.
O procurador-geral do Estado, Ricardo Seffer, já identificou indícios de irregularidades na aquisição de equipamentos para o hospital. A Auditoria-Geral do Estado informou que está sendo feita a revisão do contrato de gestão da unidade de saúde.
Como de praxe, Simão Jatene nega qualquer irregularidade.
Veja o vídeo a seguir.
17 de dezembro de 2018
Mais Médicos - Mais de 30% dos médicos não aparecem para trabalhar e Ministério da Saúde dilata prazo e faz "segunda chamada" para evitar crise no atendimento
O Ministério da Saúde prorrogou o prazo para que os profissionais do programa Mais Médicos se apresentem para trabalhar nas cidades que escolheram ao fazer a inscrição no programa. Agora, os médicos têm até esta terça-feira (18) para se apresentarem. O prazo terminaria nesta sexta-feira (14). O último balanço do ministério aponta que mais de 2.800 médicos não compareceram ou não iniciaram as atividades nas cidades brasileiras.
A situação é mais crítica aqui no norte do País e nas reservas indígenas. Das 106 vagas que não foram sequer preenchidas na primeira chamada, 89 estão em distritos indígenas.
O Ministério da Saúde (MS) também prorrogou as inscrições de brasileiros e estrangeiros formados no exterior (sem registro no Brasil) para participação no programa Mais Médicos. Os candidatos tiveram até este sábado (15), para enviar documentação e, assim, validar a inscrição no programa. Segundo nota do MS, a medida foi tomada devido a picos de instabilidade do site do programa causada pelo grande número de acessos, o que pode ter ocasionado dificuldades na inscrição.
O Ministério da Saúde (MS) também prorrogou as inscrições de brasileiros e estrangeiros formados no exterior (sem registro no Brasil) para participação no programa Mais Médicos. Os candidatos tiveram até este sábado (15), para enviar documentação e, assim, validar a inscrição no programa. Segundo nota do MS, a medida foi tomada devido a picos de instabilidade do site do programa causada pelo grande número de acessos, o que pode ter ocasionado dificuldades na inscrição.
A crise no atendimento médico começou quando o presidente eleito Jair Bolsonaro garantiu que não manteria o convênio com a Organização Panamericana de Saúde que utilizava a mão de obra de médicos cubanos. Cuba antecipou-se a Bolosonaro e retirou seus profissionais do país. Começou uma corrida contra o tempo visando recrutar novos médicos para suprir a demanda por atendimento.
10 de dezembro de 2018
Acidente que vitimou patinador em Parauapebas inspira denúncias contra Semsa e deflagra "guerra de informações" nas redes sociais
O acidente que vitimou Wellyson Farias Azevedo na noite deste sábado (8), acabou por deflagrar uma onda de denúncias contra a gestão da Secretaria Municipal de Saúde de Parauapebas (Semsa) e deu início a uma espécie de "guerra de informações", entre usuários das redes sociais e a Assessoria de Comunicação da Prefeitura (Ascom/PMP).
Tudo começou quando passou a circular nas redes sociais e nos grupos de WhatsApp da cidade a informação de que o garoto não teria feito exames por imagem por conta do Hospital Geral de Parauapebas (HGP), não disponibilizar equipamentos e a Semsa não ter revalidado o convênio que mantém com as clínicas particulares visando a realização desse tipo de exame.
Através de nota à imprensa, a Ascom/PMP, desmentiu a informação. Segundo a nota, o estado em que chegou o paciente impedia sua remoção, uma vez que desde sua entrada no HGP, Wellyson precisou ser mantido ligado aos aparelhos de suporte à vida na Unidade de Terapia Intensiva e seria preciso aguardar que o quadro de saúde dele estivesse estável para ser feita qualquer remoção e novos exames.
Posteriormente, uma imagem que aparenta ser do Portal da Transparência mantido pela Prefeitura de Parauapebas começou a circular mostrando gastos superiores a R$ 825 mil apenas com passagens aéreas (veja reprodução acima). Os críticos passaram a questionar como seria possível um gasto tão elevado com passagens, enquanto o HGP não conseguiria sequer pagar pelos exames de imagem de Wellyson, que teriam sido custeados pela família do paciente.
Novamente a Ascom/PMP voltou à carga para desmentir a informação.
Segundo nova nota emitida, os valores exatos são até mais elevados que aqueles que circulam nas redes sociais. A Ascom/PMP afirma que foram gastos este ano exatos R$ 895.135,55, do Orçamento da Semsa, com passagens e locomoção.
Mas, apenas R$ 31.079,57 foram usados para custear viagens de servidores. Todo o restante foi usado para deslocamento aéreo de pacientes que demandaram Tratamento Fora do Município (TFD), para cidades como Belém, Belo Horizonte, São Paulo e Brasília.
Leia a seguir a Nota de Esclarecimento produzida pela Ascom/PMP.
*NOTA DE ESCLARECIMENTO / PREFEITURA*
Em relação à “notícia” que vem sendo espalhada pelas redes sociais a respeito dos gastos da Saúde do município com passagens aéreas, a Prefeitura de Parauapebas, por meio da Semsa, esclarece que o valor dispendido até agora não foi de R$ 828,565,55 como “noticiado”, mas de R$ 895.135,55, dos quais apenas R$ 31.079,57 foram usados por servidores.
Ou seja, quase a totalidade dos recursos foi para transporte aéreo de pacientes que precisam de tratamento fora do domicílio (TFD) para outras capitais, principalmente Belém, Belo Horizonte (MG) e São Paulo e ainda para o Distrito Federal. O maior número de casos na área da oncologia.
Diante da velocidade com que a informação chega à sociedade, a Secretaria Municipal de Saúde orienta a população a ter cautela com o que é postado nas redes sociais, pois nem tudo corresponde à verdade.
*Assessoria de Comunicação – Ascom/PMP*
Governo Jatene entrega obra de ampliação do Hospital Regional em Marabá, mas novos setores só funcionarão ano que vem
Neste sábado (8), foi realizada a solenidade de entrega das obras de ampliação do Hospital Regional do Sudeste do Pará - Dr. Geraldo Veloso (HRSP), em Marabá. Mas, apesar da obra ter contemplado o serviço de hemodiálise, este só passará a funcionar efetivamente a partir do ano que vem. O governo de Jatene pretende com isso colocar na sua conta a obra e não deixar para Helder Barbalho inaugurar, mesmo que os setores ampliados não estejam em operação ainda.
A etapa finalizada tem cerca de 900 metros quadrados construídos, três andares e consumiu mais de R$ 5 milhões na construção e aquisição de equipamentos. O prédio abrigará além de 20 máquinas de hemodiálise, a área administrativa e o Centro de Ensino e Pesquisa.
A cerimônia de entrega reuniu autoridades, como o secretário de Estado de Saúde Pública do Pará, Vitor Mateus; o prefeito de Marabá, Sebastião Miranda Filho; o presidente da Câmara Municipal de Marabá, Pedro Corrêa; o diretor Operacional da Pró-Saúde Associação Beneficente de Assistência Social e Hospitalar no Pará, Rogério Kuntz, e o diretor Hospitalar da Unidade, Valdemir Girato, além de representantes dos 22 municípios de abrangência do hospital.
Quando estiver funcionando, o serviço de hemodiálise deverá atender em três turnos, beneficiando 114 pacientes e produzindo cerca de 1.500 sessões mensais. Já o Centro de Ensino e Pesquisa vai oferecer programas de residência médica dentro da região.
Próxima Etapa Planejada
Onde atualmente funciona a administração do Hospital será construída a área da hemodinâmica, outro importante serviço que será implantado na unidade, o primeiro a ser ofertado na região pelo Sistema Único de Saúde (SUS).
Também fazem parte desta outra do projeto, a ampliação do número de leitos da unidade, que passará dos atuais 115 para 146, além de um novo bloco de apoio e logística, uma Unidade de Cuidados Intermediários, com seis leitos, o Acolhimento, com seis leitos, e mais uma sala no Centro Cirúrgico, aumentando a capacidade de cirurgia em 60%.
Até a finalização da obra serão investidos cerca de R$ 28 milhões para a ampliação dos serviços de média e alta complexidades do hospital. Sobre a Unidade Referência em atendimento de média e alta complexidades, o Hospital Regional do Sudeste do Pará possui 115 leitos, sendo 77 de Unidades de Internação e 38 de Unidades de Terapia Intensiva. Abrange uma população superior a 1 milhão de habitantes em 22 municípios paraenses.
Com perfil cirúrgico e habilitação em Traumato-Ortopedia pelo Ministério da Saúde, a instituição oferece atendimento gratuito nas especialidades de Cardiologia, Cirurgia Buco-maxilo-facial,Cirurgia Plástica Reparadora, Cirurgia Pediátrica, Cirurgia Geral, Cirurgia Vascular, Clínica Médica, Fisioterapia, Infectologia, Medicina Intensiva adulto, pediátrica e neonatal, Nutrição, Obstetrícia de Alto Risco, Oftalmologia, Otorrinolaringologia, Urologia, Neurocirurgia, Terapia Ocupacional, Traumato-ortopedia, Nefrologia e Anestesiologia.
De janeiro a novembro de 2018, a unidade realizou mais de 160 mil atendimentos, entre internações, consultas especializadas, exames, cirurgias e atendimentos multiprofissionais. A média de satisfação dos usuários nesse período foi de 97,4%.
Também fazem parte desta outra do projeto, a ampliação do número de leitos da unidade, que passará dos atuais 115 para 146, além de um novo bloco de apoio e logística, uma Unidade de Cuidados Intermediários, com seis leitos, o Acolhimento, com seis leitos, e mais uma sala no Centro Cirúrgico, aumentando a capacidade de cirurgia em 60%.
Até a finalização da obra serão investidos cerca de R$ 28 milhões para a ampliação dos serviços de média e alta complexidades do hospital. Sobre a Unidade Referência em atendimento de média e alta complexidades, o Hospital Regional do Sudeste do Pará possui 115 leitos, sendo 77 de Unidades de Internação e 38 de Unidades de Terapia Intensiva. Abrange uma população superior a 1 milhão de habitantes em 22 municípios paraenses.
Com perfil cirúrgico e habilitação em Traumato-Ortopedia pelo Ministério da Saúde, a instituição oferece atendimento gratuito nas especialidades de Cardiologia, Cirurgia Buco-maxilo-facial,Cirurgia Plástica Reparadora, Cirurgia Pediátrica, Cirurgia Geral, Cirurgia Vascular, Clínica Médica, Fisioterapia, Infectologia, Medicina Intensiva adulto, pediátrica e neonatal, Nutrição, Obstetrícia de Alto Risco, Oftalmologia, Otorrinolaringologia, Urologia, Neurocirurgia, Terapia Ocupacional, Traumato-ortopedia, Nefrologia e Anestesiologia.
De janeiro a novembro de 2018, a unidade realizou mais de 160 mil atendimentos, entre internações, consultas especializadas, exames, cirurgias e atendimentos multiprofissionais. A média de satisfação dos usuários nesse período foi de 97,4%.
(Editado pelo site, com informações da Agência Pará)
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