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10 de outubro de 2011

Nobel de Economia vai para dupla que estuda "causa e efeito" na macroeconomia


Contrariando as previsões da Agência Reuters, os pesquisadores norte-americanos Thomas Sargent e Christopher Sims (na foto acima) foram os escolhidos para o Nobel de economia 2011, informou nesta segunda a Academia Real das Ciências da Suécia.
Eles foram premiados pela "pesquisa empírica sobre causa e efeito na macroeconomia", informou a Academia.
Como prêmio, os dois receberão cerca de US$ 1,5 milhão.
O anúncio do Nobel de Economia fecha a edição de 2011 destes prêmios, que começou na segunda-feira passada com o de Medicina, dividido entre o americano Bruce Beutler, o franco-luxemburguês Jules Hoffmann e o canadense Ralph Steinman, morto dias antes da divulgação da premiação.
Hoje, os métodos desenvolvidos por Sargent e Sims são ferramentas essenciais na análise macroeconômica", destaca a academia em seu comunicado.
Bem humorado, Thomas Sargent afirmou que ele e seu colega laureado apenas "olham os números e tentam descobrir o que está acontecendo". De acordo com ele, os modelos desenvolvidos são usados para prever melhor os papeis e limites das intervenções na economia. "Tentamos experimentar nos nossos modelos antes de quebrar o mundo", afirmou.

9 de outubro de 2011

Nobel de Economia 2011 será divulgado amanhã

O ganhador do Prêmio Nobel de Economia de 2011 será anunciado amanhã pela Academia Sueca de Ciências. A Reuters divulgou, como faz todo ano, sua lista de favoritos ao prêmio nas áreas científicas, que conta com um índice alto de acertos em suas previsões.
Para produzir a lista, a Reuters baseia-se em dados que mostram quantas vezes artigos publicados pelos cientistas são citados nos trabalhos de outros pesquisadores, o que ajuda a indicar sua importância na área de atuação. Os nomes mais cotados na categoria Economia deste ano são: Douglas W. Diamond (na foto ao lado), Jerry A. Hausman, Anne O. Krueger, Gordon Tullock e Halbert White Jr.
O americano Douglas W. Diamond, professor de finanças da Universidade de Chicago desde 1979, encabeça a lista da Reuters por conta de seus estudos em análise de intermediação financeiras, crises e liquidez. Ele é coautor do modelo Diamond-Dybvig, que mostra como a mistura de ativos líquidos (como depósitos) e não-líquidos (como empréstimos hipotecários) pelos bancos pode se tornar instável. Diamond já foi presidente da Associação Americana de Finanças e é um dos diretores do Centro de Pesquisas de Custos de Segurança da Universidade de Chicago.