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8 de novembro de 2018

USP identifica remédio efetivo contra chikungunya. Epidemia da doença está prevista para os próximos dois anos


Estudo realizado no Instituto de Ciências Biomédicas da Universidade de São Paulo (ICB-USP) mostrou que sofosbuvir, droga usada no tratamento da hepatite C crônica, é capaz de eliminar também os vírus da chikungunya e da febre amarela. A descoberta implica em economizar tempo, dinheiro e, principalmente, poupar milhões de pessoas do sofrimento causado pela doença.

Até hoje, não há vacina desenvolvida e não existem ainda boas ferramentas para o diagnóstico. A chikungunya é uma doença grave não apenas pelo episódio agudo em si – que apresenta um quadro semelhante ao da dengue –, mas por conta das sequelas. As dores nas juntas e tendões são terríveis e se estendem por meses ou anos. Nos casos mais agudos da doença, a pessoa pode ficar totalmente incapacitada para trabalhar.

Segundo o estudo conduzido pelo ICB da USP, células humanas infectadas pelo vírus da chikungunya foram tratadas com sofosbuvir e o remédio eliminou o vírus sem danificar as células. A droga se mostrou 11 vezes mais efetiva contra o vírus do que contra as células.

A descoberta tem enorme importância para a saúde pública, pois uma epidemia de chikungunya está prevista para os próximos dois anos no Brasil e o processo para obtenção de um novo remédio é demorado e custa muito caro. O tempo entre o início da pesquisa e a disponibilização do produto no mercado é, em média, de 12 anos. O custo é da ordem de US$ 1,5 bilhão ou mais. O sofosbuvir é uma droga que passou por todo o processo de aprovação para uso humano. Isso possibilita que ela possa vir a ser utilizada contra a chikungunya dentro de um a três anos. O custo, estimado em cerca de US$ 500 mil, seria muito menor.

O estudo foi conduzido pela pesquisadora Rafaela Milan Bonotto, sob orientação do professor Lucio Freitas-Junior. Participaram do estudo Glaucia Souza-Almeida, Soraya Jabur Badra, Luiz Tadeu Figueiredo e Carolina Borsoi Moraes.

Artigo a respeito, Evaluation of broad-spectrum antiviral compounds against chikungunya infection using a phenotypic screening strategy, assinado por Bonotto, Freitas-Junior e colaboradores, está disponível na plataforma aberta F1000Research.

Os resultados da pesquisa permitem que as instituições interessadas passem agora para ensaios clínicos para definir as dosagens recomendadas aos pacientes.

25 de janeiro de 2016

Marabá reduz notificações de dengue este ano, mas ainda assim combate ao aedes é intensificado

Marabá conseguiu reduzir - e muito - as notificações de casos suspeitos de dengue, quando comparado os números apurados este mês com aqueles do ano passado. Até o dia 21 deste mês de janeiro foram diagnosticados 16 casos suspeitos de dengue em Marabá; e colhido material de quatro pacientes com suspeita da febre por zika vírus, o qual foi enviado a Belém, para exame pelo Instituto Evandro Chagas. Os resultados ainda estão sendo aguardados pela Secretaria Municipal de Saúde. Até aqui não houve notificação de casos de chikungunya. Em janeiro de 2015, no mês inteiro, foram contabilizados em Marabá, 58 casos de dengue e nenhum de chikungunya nem de zika.

A intensificação das visitas domiciliares e o apoio da população, além da melhora na coleta de lixo, são fatores que ajudam Marabá a sair do mapa das cidades mais afetadas pelas doenças transmitidas pelo aedes aegypti.

Mas os agentes de endemias da Secretaria Municipal de Saúde (SMS) não param de trabalhar. A partir de segunda-feira (25) as equipes estarão nas ruas novamente. O objetivo da Secretaria Municipal de Saúde (SMS) é cumprir protocolo definido pelo Ministério da Saúde para o combate eficiente do zika, suspeito de causar microcefalia.

Fernanda Miranda, coordenadora da Divisão Epidemiológica na SMS, informa que os agentes de endemias farão trabalho de campo com inspeções domiciliares e eliminação de possíveis criadouros do Aedes. Além disso, acontecerá distribuição de material educativo acerca do controle do mosquito e das principais doenças por ele transmitidas.

Para reforçar o contingente nessa ação, a SMS solicitará parceria com instituições como o Exército, visando fechar o primeiro ciclo, com 100% de cobertura, até 31 de janeiro, considerando que parte desse serviço foi efetuada na semana entre 4 e 9 deste mês.

De acordo com o Ministério da Saúde, os municípios deverão cumprir o seguinte protocolo: Visitas domiciliares, 100% de cobertura, com primeiro ciclo concluído até 31 de janeiro; segundo ciclo, também de um mês, com término até 29 de fevereiro; terceiro ciclo (dois meses), março e abril; e quarto ciclo, também de dois meses, previsto para maio e junho.

Concomitantemente à ação de combate ao mosquito, sairá o primeiro Levantamento do Índice Rápido do Aedes – Lira – deste ano, uma quantificação dos domicílios infestados pelo mosquito, que serve para nortear campanhas de controle.

19 de janeiro de 2016

"Evandro Chagas" participa do desenvolvimento de teste que identifica zika, chikungunya e dengue de forma simultânea

O Ministério da Saúde vai adquirir 500 mil testes nacionais de biologia molecular para a realização de diagnóstico de zika, chikungunya e dengue até o final deste ano, desenvolvidos pela Fundação Oswaldo Cruz. Os novos testes permitem realizar a identificação simultânea do material genético dos três vírus, evitando a necessidade de três testes separados.

Técnicos paraenses do Instituto Evandro Chagas participam do desenvolvimento dessa nova tecnologia. É que a Fiocruz, que coordena a pesquisa e distribuição do novo tipo de teste, conta com cinco dos chamados laboratórios sentinelas de referência, entre eles o Instituto Evandro Chagas, no Pará. No Rio de Janeiro, Paraná, Pernambuco e São Paulo (Instituto Adolfo Lutz), estão localizados os demais laboratórios que são responsáveis pelo desenvolvimento do novo teste e pela transferência da tecnologia e capacitação dos técnicos.

“O teste é fundamental do ponto de vista de estratégia de saúde pública, com uma vantagem extraordinária ao realizar o diagnóstico simultâneo em vez de fazer três testes separadamente, além de diminuir os custos com a implementação da tecnologia brasileira para o desenvolvimento do teste”, ressaltou o ministro da Saúde, Marcelo Castro, neste sábado (16), no Rio de Janeiro (RJ).

O comentário foi feito pelo ministro durante a visita às instalações dos laboratórios da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). A previsão é que as primeiras 50 mil unidades do novo tipo de teste comecem a ser distribuídos a partir de fevereiro para os laboratórios estaduais. Atualmente, o diagnóstico do vírus Zika é realizado com uso da técnica de RT-PCR em Tempo Real, que identifica a presença do material genético do vírus na amostra. São usados reagentes importados e, para descartar a presença dos vírus dengue e chikungunya, é necessário realizar cada exame separadamente.

Os testes serão distribuídos aos Laboratórios Nacionais de Saúde Pública (LACENs). Além do fornecimento de insumos, o acordo prevê também o treinamento e a assistência técnica permanente, garantindo as condições necessárias para a execução das diferentes etapas do teste molecular.

O Ministério de Saúde conta com uma rede de 22 LACENs: AC, AL, AP, AM, BA, CE, DF, ES, GO, MS, MG, PA, PR, PE, PI, RJ, RN, RS, RO, SC, SP e SE. Nos próximos meses, a tecnologia será transferida para os outros laboratórios, somando as 27 unidades equipadas para a realização da técnica de biologia molecular.

2 de janeiro de 2016

Planos de saúde são obrigados a oferecer detecção de dengue e chikungunya, diz ANS


A partir de hoje (2), operadoras de planos de saúde em todo o país serão obrigadas a oferecer cobertura para o teste rápido de dengue e a sorologia para febre chikungunya. Além dos dois exames laboratoriais, outros procedimentos foram adicionados ao rol pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS).

A entidade destacou que o diagnóstico do vírus Zika, recém-chegado ao Brasil e também transmitido pelo mosquito Aedes aegypti, pode ser presumido pela exclusão da dengue e da febre chikungunya e pelo acompanhamento dos sintomas clínicos da doença.

“A ANS está alinhada ao Ministério da Saúde nas ações para prevenção e combate ao Aedes aegypti. No nosso site, a população pode obter maiores informações sobre a prevenção dessas doenças”, informou a gerente-geral de Regulação Assistencial da ANS, Raquel Lisbôa.

O rol de procedimentos da ANS consiste em uma lista de cobertura obrigatória por planos de saúde, baseada em doenças classificadas pela Organização Mundial da Saúde. O índice é revisado a cada dois anos com base em critérios técnicos para inclusão de novos tratamentos.

Veja aqui a lista completa de novos tratamentos.

12 de janeiro de 2015

Vigilância Epidemiológica comemora redução em 33% dos casos de dengue em Marabá

No site da Prefeitura de Marabá, com texto de Alessandra Gonçalves e foto de Helder Messiahs:
Marabá registrou uma redução de 33,73% no número de casos de dengue no ano, em comparação com o mesmo período de 2013. A redução foi constatada a partir da eficiência das ações do Programa Municipal de Combate a Dengue na busca e erradicação dos focos da doença, desenvolvidos pela Secretaria Municipal de Saúde.
Ao todo foram registrados 338 casos da doença confirmados de janeiro a dezembro de 2014, contra 510 no mesmo período de 2013. Os meses que mais tiveram casos confirmados no ano passado foram fevereiro, com 85 casos e março com 82.

2 de março de 2012

Uma boa notícia! Registros de casos de dengue caem 66% no primeiros 50 dias de 2012

O Ministério da Saúde promoveu nesta quinta-feira (1º), no Rio de Janeiro (RJ), reunião de avaliação do Programa Nacional de Controle da Dengue nas regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste. Na ocasião, o secretário nacional de Vigilância em Saúde, Jarbas Barbosa, apresentou dados atualizados da doença no Brasil e detalhou a situação da dengue no Rio de Janeiro. Entre 1º de janeiro e 18 de fevereiro deste ano, foram registrados 57.267 casos da doença no país contra 166.016 no mesmo período do ano passado – uma redução de 66%. Em relação aos casos graves, foi verificada uma queda ainda maior nas ocorrências – de 97% –, que passaram de 2.787, em 2011, para 93 casos, este ano.
Nos primeiros 50 dias deste ano houve uma redução de 66% dos casos (gerais) de dengue em todo o país, em comparação com o mesmo período do ano passado. Os óbitos também caíram 87,5%, quando comparado com a mesma época de 2011. Ano passado, foram registrados 181 óbitos, contra cinco (em 2012). No estado do Rio de Janeiro foram registrados 7.182 casos de dengue nos primeiros 50 dias deste ano. A incidência é de 44,9 casos por 100 mil habitantes. No mesmo período do ano passado foram 21.163 casos, com incidência de 132,4 por 100 mil habitantes.
Na capital fluminense, embora tenha ocorrido uma diminuição nos casos de dengue – foram, neste mesmo período de 50 dias, 7.291 casos (2011) contra 5.640 (2012) – a incidência da doença ainda é alta. A capital do Rio de Janeiro está figurada entre os municípios com maior número de casos, junto com Palmas (TO), Goiânia (GO), Recife (PE), Fortaleza (CE), Aparecida de Goiânia (GO), Juazeiro do Norte (CE), Rio Branco (AC), Belo Horizonte (MG) e Salvador (BA).

31 de janeiro de 2012

Governador Marconi Perillo, de Goiás, tem confirmado o diagnóstico de dengue


A  dengue, tal qual o pop, não poupa ninguém. E durante o mês de janeiro, quando a incidência dos mosquitos transmissores dispara em função da mudança climática, são muitos aqueles que percebem não poder escapar da doença.
O famoso da vez a ficar de cama, por conta da picada do Aedes Aegipty, é o governador de Goiás Marconi Perillo (PSDB).
Perillo deverá ficar afastado das atividades oficiais até pelo menos o início da semana que vem para tratamento médico.
Não custa lembrar que a dengue pode matar.
E que é fácil combatê-la.
Basta manter livre sua casa de focos de proliferação da larva do mosquito como latas e garrafas com água acumulada, manter caixas d'água e baldes devidamente tampados e cobrir com terra vasos com plantas.
É simples, fácil e pode evitar sérios transtornos e até a morte. Órgãos oficiais devem contribuir com o combate à dengue, mas é inegável que a iniciativa de cada cidadão é fundamental.

20 de dezembro de 2011

Falta de saneamento básico está relacionada aos riscos de surto de dengue. No Mapa da Dengue, Marabá, Parauapebas e Tucuruí aparecem como área de "Alto Risco de Surto"



A falta de abastecimento de água e de coleta de lixo está relacionada ao alto número de casos de dengue nas cidades. Dos 48 municípios com risco de surto da doença no verão, 62,5% têm menos da metade das casas com acesso a saneamento adequado. É o que mostra um levantamento feito pela Agência Brasil a partir da lista do Ministério da Saúde de cidades com risco de surto da doença e de dados sobre saneamento básico do Censo 2010, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Uma casa tem saneamento adequado, segundo critérios do IBGE, quando dispõe de rede de água, esgoto ou fossa séptica e coleta de lixo direta ou indireta feita por uma empresa. De acordo com o levantamento, em somente 18 cidades com risco de surto, a maioria das casas encontra-se nessa situação. O restante dos municípios enquadra-se em saneamento semiadequado, quando dispõe de pelo menos um dos serviços, ou inadequado, quando não há nenhum dos serviços em pleno funcionamento.
Os municípios com os menores percentuais de saneamento adequado estão no Norte e Nordeste, as duas regiões com o maior grupo de cidades com chances de surto de dengue. Nas duas regiões, são 39 cidades. Em Buritis (RO), Espigão do Oeste (RO), Mucajaí (RR), Porto Acre (AC), São Raimundo Nonato (PI) e Água Branca (PI), menos de 5% das casas têm saneamento em condição adequada.
O Mapa da Dengue, do Ministério da Saúde, também mostra que a ausência de saneamento facilita o surgimento de criadouros do mosquito. No Norte, 44,4% dos focos de transmissão estão no lixo, no Nordeste, 72,1% são relacionados ao abastecimento de água.