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8 de fevereiro de 2019

Antônio de Pádua, Secretário de Transporte anuncia apresentação da Derrocagem do Lourenção. Será que desta vez vai?



O secretário de Estado de Transportes, Antônio de Pádua Andrade, anunciou nesta sexta-feira (8), que vai apresentar na próxima segunda-feira (11), o projeto das obras de dragagem e derrocamento do rio Tocantins, na área do Pedral do Lourenção. A apresentação vai acontecer durante audiência pública marcada para as 9 horas da manhã, no auditório do Ministério Público do Estado do Pará, em Marabá. 

O Pedral do Lourenção talvez seja a maior "caveira de burro" que, soterrada nas areias do Tocantins, impede o desenvolvimento da região sul e sudeste do Pará. Nada menos que quatro presidentes da República já passaram pelo Planalto, todos concordaram que a obra é "importantíssima" e apesar disso, ela nunca foi executada.



A expectativa é que, com Helder, finalmente a derrocagem do Pedral do Lourenção aconteça e seja viabilizada a Hidrovia Araguaia-Tocantins. Desnecessário dizer o quanto esta hidrovia é importante para toda a região, impactando positivamente não apenas sul e sudeste do Pará, mas também norte do Tocantins, sul do Maranhão e Nordeste do Mato Grosso. 

A questão é se, desta vez, será fato ou fake. 

Depois de tantas idas e vindas, ninguém pode criticar a população da região por sua óbvia desconfiança. Para o bem da região e de todos que vivemos nela, a torcida é para que a "caveira de burro" seja desenterrada e levada para bem longe das terras de Francisco Coelho.       



Esta será a primeira de uma série de audiências previstas para acontecer antes do início das obras, marcadas para julho deste ano. O evento será presidido pela Promotora de Justiça do Meio Ambiente, Habitação e Urbanismo, Josélia Leontina de Barro Lopes.

Segundo Pádua Andrade, a obra do Pedral do Lourenço parece simples, pois consiste basicamente em desgastar os pedrais que impedem a navegação de embarcações cargueiras durante os meses de setembro a novembro, período em que o rio fica mais raso, mas é uma obra de grande envergadura, e que depende de muitos pontos para que, efetivamente, seja executada. 



“A navegação permanente na hidrovia Tocantins-Araguaia vai acelerar o desenvolvimento regional para a implantação de um novo conceito logístico que integrará a hidrovia aos modais rodoviário e ferroviário, garantindo o escoamento da produção agrícola, pecuária e mineral, dentre outras, dos Estados do Pará, Maranhão, Tocantins, Goiás e Mato Grosso”, pontuou o secretário.

O titular da Setran destaca que a obra do Pedral do Lourenço ganhou importantes avanços com a atuação do atual de Helder Barbalho, governador do Estado, na época ministro da Integração Nacional. 

"Helder participou de diversas reuniões com o Dnit, cobrando celeridade no processo, inclusive vendo formas de agilizar o processo de licenciamento do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), que contou com a participação de representantes do governo e da empresa responsável pelas obras", finalizou Pádua Andrade.


19 de janeiro de 2016

Pedral do Lourenção - Impugnação de edital adia para fevereiro anúncio de empresa que vai executar obra

Ainda não foi dessa vez.

Anunciado para esta terça-feira (19), o resultado da licitação para as obras de derrocamento do Pedral do Lourenção acabou adiado para o dia 16 de fevereiro.

Segundo o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transporte - DNIT, o edital foi impugnado por uma das empresas concorrentes.

Desta vez, foi questionada a recomposição de prazo prevista neste último edital. Esta recomposição seria necessária uma vez que algumas licitantes precisaram realizar uma nova composição do capital social.

Assim, de tecnicidade em tecnicidade, arrasta-se uma novela que parece não ter fim.

Conversando com o blog, o deputado Beto Salame (PROS), que está em Brasília acompanhando o assunto de perto, demonstrou preocupação com mais este atraso.

"É claro que a cada adiamento vem a frustração por sabermos da importância crucial desta obra para Marabá e toda a região do Carajás", disse Beto.

O deputado tem razão. Desde a conclusão das eclusas de Tucuruí, em 2010, a questão do derrocamento do Pedral do Lourenção entra e sai da agenda do desenvolvimento da região. Sem o derrocamento, a hidrovia Araguaia-Tocantins não sai do papel.

"Todos sabemos que o transporte aquaviário é viável economicamente e sustentável do ponto de vista ambiental. A instalação de indústrias - entre elas a ALPA, em Marabá - e o escoamento de todos os itens da pauta de exportações da região do Carajás, dependem dessa obra. Então, mesmo durante o recesso parlamentar, estou acompanhando bem de perto esse processo", afirmou Beto Salame.

Mesmo diante do adiamento, Beto Salame mantém o otimismo em relação ao fim desta novela.

"Falei instantes atrás com o Diretor Geral do DNIT, Valter Casemiro, e ouvi dele que há todo o empenho no sentido de, sanados os entraves legais, anunciar logo em fevereiro a empresa vencedora do certame, para que as obras possam começar o mais breve possível. Sinto que o governo também compartilha da nossa opinião sobre a necessidade em executar esse projeto", finalizou Beto.