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8 de fevereiro de 2012

Sócio do Ministro das Cidades atua no "Minha Casa, Minha Vida", diz Folha de S.Paulo


Ele nem esquentou a cadeira, mas pode logo ser ejetado dela. O novo ministro das Cidades, Aguinaldo Ribeiro (PP) está na berlinda antes da posse e sua situação não para de se complicar. Ele integra a famosa lista dos "Marcados para Cair" no Planalto Central, que não para de crescer. A expressão "empresa de fundo de quintal" aplica-se muito bem ao novo escândalo no Governo Federal. Entenda porquê lendo o que diz a Folha de São Paulo, hoje (8):

Sócio de novo ministro das Cidades atua em programa de governo


O novo ministro das Cidades, Aguinaldo Ribeiro, é sócio do dono de uma imobiliária que negocia imóveis do programa Minha Casa, Minha Vida em João Pessoa, informa reportagem de Breno Costa, publicada na Folha desta quarta-feira (a íntegra está disponível para assinantes do jornal e do UOL, empresa controlada pelo Grupo Folha, que edita a Folha).
A pasta é responsável pela execução do programa, principal bandeira do governo na área da habitação popular.
A Araújo Imobiliária, que pertence a Diógenes Araújo Lins, tem atuação na capital paraibana desde os anos 80. A empresa fica num terreno aos fundos do escritório político de Aguinaldo.
Ribeiro, que ocupava o posto de líder do PP na Câmara dos Deputados, assumiu o Ministério das Cidades no lugar de Mário Negromonte, que saiu após suspeitas de irregularidades na pasta.
Reportagem da Folha publicada no domingo (5) mostrou que Ribeiro ocultou da Justiça Eleitoral nas últimas eleições o fato de ser dono de quatro empresas.
Duas delas têm atuação na área da construção civil e incorporação de imóveis, atividades ligadas ao ministério.
Em sua posse, o ministro chamou a omissão das empresas de "factoides".
Leia a reportagem completa na Folha desta quarta-feira, que já está nas bancas.

24 de novembro de 2011

Negromonte, ministro das Cidades, junta-se à Carlos Lupi no rol dos "marcados para cair"

No Governo Dilma é assim: cada dia com sua agonia. Agora, além de Carlos "Lupino" Lupi, o "Fanfarrão Apaixonado da Esplanada", é Mário Negromonte (foto ao lado), ministro das Cidades e dirigente do PP, quem terá que se explicar (Ou não. Algumas vezes explicar demais pode "atrapalhar o processo", não é?).
O líder do governo na Câmara dos Deputados, Cândido Vacarezza (PT-SP), disse que é favorável à ida de Mário Negromonte, à Casa, para esclarecer eventuais dúvidas relativas a denúncias publicadas hoje (24) no jornal O Estado de S. Paulo. Segundo a reportagem, um parecer técnico do Ministério das Cidades foi alterado com o objetivo de construir um veículo leve sobre trilhos (VLT) em Cuiabá, no lugar da linha rápida de ônibus prevista no projeto original.
Isso aumentou em R$ 700 milhões o custo da obra, que passaria a ter previsão de gasto de R$ 1,2 bilhão.
Negromonte avalizou a alteração. “Qualquer denúncia, antes de ser dada como verdade, tem de ser investigada. Eu não tenho informação de que seja verdade o que saiu hoje nos jornais. Não que eles mintam. Eles divulgam aquilo que recebem”, disse Vacarezza.
“O governo, como já foi dito em diversos momentos, não tolera o malfeito e não coíbe nenhum processo de investigação. Portanto, se a oposição quiser convidar ministros, não criaremos nenhuma dificuldade. Quase todos, se não todos os ministros, já vieram aqui para dar esclarecimentos", acrescentou o líder. Além disso, todos os órgãos de controle do país funcionam plenamente e a imprensa mantém uma atividade bastante rigorosa", disse.
Para Vacarezza (na foto ao lado), é fundamental checar a veracidade do áudio apresentado pelo jornal. “É um áudio de quem falando o quê? Com quem? Prova contra o ministro tem de ter o ministro falando, e não outra pessoa. Há também que ver a data em que ele [vídeo] foi feito e como foi feito”.
“Não é da minha alçada [dizer se o governo vai abrir investigação]. Sei que todas as denúncias têm sido investigadas pelo Ministério Público, que vê se têm procedência, e pede posição da Justiça. Além disso, a Polícia Federal, o Tribunal de Contas da União e a Controladoria-Geral da União têm funcionado de forma bastante vigorosa e competente”, disse o deputado.
Segundo o líder do governo, o fato de a denúncia envolver obra ligada à Copa do Mundo de 2014 não afetará a imagem do Brasil no exterior. “O que o mundo fala sobre o Brasil, ao contrário do que ocorria em outras épocas, é só elogio. Somos exemplo de democracia e de investimento. Prova disso é que, ainda neste ano, pretendemos aumentar a cota de participação do país no FMI [Fundo Monetário Internacional].”
De acordo com Vacarezza, já foi feito um acordo neste sentido. “Só falta a gente aprovar aqui. Eles [o FMI] é que querem que melhoremos nossa posição. O Brasil vai ter uma cota superior à que sempre teve. Vamos mandar mais, mas também teremos mais obrigações.”
Vacareza reiterou o apoio do governo ao ministro do Trabalho, Carlos Lupi, envolvido recentemente em denúncias de irregularidades. “Desde o começo, digo que ele é, e não está ministro. É um homem honesto e não há denúncia específica contra ele. O que há é uma denúncia em relação ao ministério, que será investigado. Pode ter certeza: o malfeito, se houver, será punido”, concluiu.
Negromonte já foi flagrado alguns meses atrás, oferecendo uma espécie de "mensalinho" aos parlamentares e lideranças do seu partido,  o PP, em troca de apoio interno. A ambição de Negromonte é controlar a máquina partidária, mas não teve sucesso até agora.
A verdade é que Lupi e Negromonte caminham pela Esplanada com um enorme alvo amarrado às costas e devem cair na tal "reforma ministerial" que Dilma I fará entre o fim deste e o início do próximo ano. Será mais uma tentativa de, enfim, fazer começar seu governo.