Mostrando postagens com marcador Desenvolvimento. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Desenvolvimento. Mostrar todas as postagens

28 de dezembro de 2018

Empresariado está otimista para 2019, diz estudo da FGV. Índice de Expectativas é o maior em cinco anos



O Índice de Confiança de Serviços, medido pela Fundação Getúlio Vargas (FGV), avançou 1,3 ponto de novembro para dezembro deste ano. Com a alta, o indicador atingiu 94,7 pontos, em uma escala de zero a 200 pontos, o maior patamar desde abril de 2014 (95,9 pontos). As informações foram divulgadas nesta sexta-feira (28), pela Agência Brasil.

A alta da confiança atingiu dez dos 13 setores avaliados pela pesquisa. O Índice de Expectativas, que mede a confiança dos empresários no futuro, avançou 2 pontos, para 101,4 pontos, voltando para um patamar superior a 100 pontos depois de mais de cinco anos.

Já o Índice da Situação Atual, que mede a confiança no momento presente, subiu 0,5 ponto, para 88,2 pontos.

O Nível de Utilização da Capacidade Instalada (Nuci) do setor de serviços subiu 0,3 ponto percentual para 82,3%.

1 de fevereiro de 2017

Deputado Beto Salame quer duplicação de BR-155 e BR-222 desde o Distrito Industrial até a Ponte Rodoferroviária em Marabá

Reunião - Walter Casemiro, Beto Salame e Helder Barbalho discutem duplicação de rodovias que cruzam Marabá 
O deputado federal Beto Salame esteve reunido na manhã desta quarta-feira (1º), com o ministro da Integração Nacional, Helder Barbalho e com o diretor do Departamento Nacional de Infraestrutura e Transporte - DNIT, Walter Casemiro, na sede do Ministério da Integração para discutir, entre outras coisas, as obras de duplicação da BR-222 no trecho em que corta a área urbana de Marabá.
Originalmente, o DNIT estuda há tempos duplicar a rodovia desde o trevo existente no KM 06 até a ponte rodoferroviária sobre o rio Tocantins. 

Beto Salame propôs algo diferente. 

Contando com o apoio do ministro Helder Barbalho, o deputado marabaense quer que o trecho duplicado seja ampliado e comece em frente ao Distrito Industrial de Marabá, na BR 155 e vá até a ponte rodoferroviária sobre o Rio Tocantins, na BR-222.

Segundo o deputado federal Beto Salame, o fluxo de veículos transportando cargas e passageiros na área deve tornar-se ainda mais intenso com a revitalização do DIM e a implantação de novas indústrias em Marabá.

"Desde 2013 e durante todo o governo do prefeito João Salame Neto, buscamos atrair novos empreendimentos comerciais e industriais para Marabá. Nos próximos meses teremos a implantação da Cevital, da Correias Mercúrio e de outras empresas, além da Zona de Processamento de Exportações. Por isso, fiz questão de insistir na ampliação do projeto de duplicação para atender o Distrito Industrial e melhorar o tráfego naquela área", disse Beto Salame.

Com a mudança sugerida por Beto, o trecho a ser duplicado passa de 6 para 14 quilômetros e o DNIT já se comprometeu a atualizar os estudos de viabilidade ambiental e financeira para adequar o projeto às novas dimensões. Assim que isso seja feito, será encomendado o Projeto Executivo da Obra.

Como toda grande obra, a duplicação dos trechos das BRs 155 e 222 custará caro. Estima-se que o custo da obra será de R$ 80 milhões. Apenas o Projeto Executivo está avaliado em R$ 2 milhões e deverá ser apresentado ainda este ano.

"Garanti pessoalmente ao Ministro Helder Barbalho e ao diretor do DNIT que, a partir do próximo ano poderão contar com uma Emenda Parlamentar de minha autoria de, no mínimo, R$ 5 milhões para a execução dessa obra, que significa muito para Marabá e toda a região", disse Beto Salame.

Beto finalizou falando sobre a importância da ação do ministro Helder Barbalho na busca por investimentos em logística na região. "A gente sabe que a atração de investidores costuma ser um processo mais lento do que se gostaria, mas é garantia de emprego e renda por muitos anos para nossa gente. E para trazer mais indústrias para nossa região é fundamental oferecer condições razoáveis de transporte em estradas de qualidade. Nesse sentido, preciso agradecer todo o empenho e o carinho com que o ministro Helder Barbalho vem tratando as demandas do Sul do Pará. Tem sido um parceiro de primeira qualidade, sempre atento às nossas necessidades e sempre disposto a integrar e atender nossa região, abandonada pelo governo do Estado", disse Beto Salame.

14 de dezembro de 2016

Parque Tecnológico voltado para a inovação é inaugurado hoje em Goiânia


Direto do site do jornal A Redação, hoje (14):

A capital goiana contará, a partir desta quarta-feira (14/12), com um Hub de Inovação. Instalado no Goiânia 2, o Hub Ace Gyntec é um ambiente misto de coworking, eventos, cursos, pesquisas, networking e mentorias. O empreendimento entra em operação com quatro startups que vão participar do primeiro programa de aceleração.

A estrutura conta com área de 500 m² e dispõe de recepção, auditório, salas para reuniões, vestiários, estações de trabalho, playground para adultos e área externa de convivência. As startups goianas AUVO, BuzzLead, Skill Tools e Galileu passam a receber consultoria especializada no empreendimento privado.

Até o dia 18 de dezembro, o Hub Ace Gyntec recebe inscrições para outras startups com projetos inovadores, interessadas em participar da segunda edição do programa. O diretor de Aceleração da Ace Goiânia, Vandré Sales, explica que as escolhidas poderão entrar para o ACE Start, estágio de pré-aceleração que existe para confirmar a validação e criar empreendedores melhores; ou para o ACE Growth, que é o programa de aceleração para startups em estágio de crescimento.

9 de dezembro de 2016

Em busca de R$ 35 bilhões, municípios ganham um ano e meio para elaborar de Plano de Mobilidade

O Plenário do Senado aprovou, nesta quinta-feira (8), projeto de lei da Câmara (PLC 22/2016) que amplia, até abril de 2018, o prazo para os municípios elaborarem seus Planos de Mobilidade Urbana. A proposta recebeu parecer favorável da relatora, senadora Simone Tebet (PMDB-MS), na Comissão de Desenvolvimento Regional e Turismo (CDR) e será enviado agora à sanção do presidente da República.

O projeto é importante porque dá um prazo de mais um ano e meio para os municípios buscarem os R$ 35 bilhões em recursos da União disponíveis para obras de mobilidade urbana. Mas, para ter acesso a esses recursos, é preciso ter um plano pronto.

Neste ano, o Ministério da Cidade apurou que dos 3.341 municípios obrigados a elaborar um Plano de Mobilidade, apenas 171 (8%) possuem um plano elaborado. Desses 171 municípios, 142 estão nas regiões Sul e Sudeste. Municípios do Norte, Nordeste e Centro-Oeste brilham pela incapacidade em escrever seus planos.

A coisa fica pior. Apenas 93 desses 171 municípios conseguiram aprovar seus PMU nas respectivas Câmara Municipais. Nas demais cidades, o PMU ainda tramita no legislativo ou foi promulgado por decreto do Prefeito, o que contraria a Lei.

26 de fevereiro de 2015

Revista inglesa mostra Brasil no "atoleiro" e diz que a economia está uma "bagunça"

No G1, hoje (26):
A economia brasileira está uma "bagunça" e enfrentará dificuldades para sair do "atoleiro" onde se encontra. Assim definiu a última edição semanal da revista britânica "The Economist", que dedicou uma matéria de capa sobre os atuais desafios do governo para retomar o crescimento. 
De acordo com a publicação, os problemas econômicos do país são bem maiores do que o governo possa admitir ou que os investidores pareçam perceber. "A estagnação adormecida na qual o país caiu em 2013 está se tornando uma completa – e provavelmente prolongada – recessão, uma vez que a inflação pressiona os salários e a capacidade de pagamento das dívidas do consumidor", diz a revista.
Em 2009, a "Economist" publicou uma matéria de capa ilustrada com a imagem do Cristo Redentor decolando como um foguete, sinalizando para um rumo promissor da economia. Mas a revista voltou atrás em 2013, mostrando o mesmo Cristo desgovernado, dando conta de que o país teria perdido a direção.
De acordo com a revista britânica, dois meses após a reeleição da presidente Dilma Rousseff, os brasileiros "estão percebendo que compraram falsas promessas". A publicação citou o aperto fiscal para equilibrar as contas públicas, os cortes de benefícios previdenciários e a elevação de impostos e preços que estavam represados, além da redução de subsídios a bancos públicos que antes eram repassados a setores e empresas.
A revista também mencionou o escândalo da Petrobras como uma das fragilidades do segundo mandato de Dilma. "Um vasto escândalo de corrupção na Petrobras, a gigante estatal, complicou a situação de diversas das maiores construtoras e paralisou os investimentos na economia, pelo menos até que os promotores e auditores tenham cumprido seu trabalho", diz a revista.
Ainda segundo a publicação, o país enfrenta seu maior desafio desde o início da década de 1990. "Os riscos são claros. Recessão e queda na arrecadação podem minar os ajustes do [ ministro da Fazenda] Joaquim Levy". Para a publicação, qualquer recuo nos indicadores econômicos pode ocasionar, este momento, uma fuga da moeda e um rebaixamento da nota de crédito do Brasil.
Para o país voltar a crescer, é preciso fazer mais do que tem sido feito, diz a publicação. "Pode ser demais esperar de Dilma que reformule as arcaicas leis trabalhistas que ajudaram a retardar a produtividade, mas ela deveria ao menos tentar simplificar os impostos e cortar burocracias desnecessárias", sugere.
A 'Economist' destacou também que há sinais de tentativas de que o governo vai recuar de sua política de incentivo à indústria e encorajar mais o comércio internacional "no que resta de uma economia super protegida".
A publicação amenizou a crise comparando o país com a atual situação econômica da Rússia, citando que o Brasil possui um grande e diversificado setor privado e instituições democráticas robustas. "A hora de colocar tudo no lugar é agora", finaliza.

25 de fevereiro de 2015

Inadimplência no Pará está próxima de 80%, diz economista

“Os índices de inadimplência no Estado do Pará são de 76%. Diante desse dado criamos uma comissão sobre educação financeira, para começarmos a levar informações que ajudem as pessoas a lidar melhor com seu dinheiro, diante da quantidade de produtos financeiros que temos em oferta atualmente”, contou Rosivaldo Batista, presidente do Conselho Regional de Economia do Estado do Pará (Corecon–PA). 
A revelação foi feita na manhã desta quarta-feira (25), quando o governador Simão Jatene recebeu o presidente e o vice-presidente do Corecon–PA, Nélio Bordalo, que com outros seis conselheiros apresentaram a proposta de aulas de educação financeira para alunos de escolas públicas, a serem iniciadas no segundo semestre de 2015. O projeto “Economia Cidadã” tem parceria do Banco Central e busca formar consumidores mais conscientes de seus gastos e cidadãos com habilidade para investir melhor seus recursos financeiros.

23 de fevereiro de 2015

Produtividade de trabalhador brasileiro é a pior entre 12 países. País lidera em custo da mão de obra

A produtividade média do trabalhador brasileiro por hora de trabalho de 2002 a 2012 foi a pior entre 12 economias avaliadas pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), que divulgou nesta segunda-feira (23) uma pesquisa sobre o tema. O Brasil ficou na lanterna do grupo formando por Alemanha, Coreia do Sul e Estados Unidos, entre outros países. A média de crescimento da produtividade por hora trabalhada foi de 0,6% na década analisada, à frente apenas dos italianos (0,8%). 
A CNI classificou o resultado como "fatal", tomando como parâmetro o impactado permanente do chamado custo Brasil. "A combinação de baixa produtividade e de elevados custos sistêmicos é fatal. A perda de competitividade resulta em baixo crescimento e maiores dificuldades para as empresas brasileiras. A redução da confiança do empresário é uma das consequências, o que leva à queda do investimento. Assim, um círculo vicioso é gerado, uma vez que o aumento da produtividade depende do aumento do investimento. Com a estagnação da produtividade não há futuro para a indústria brasileira", registrou o estudo. 
Na mensagem final da pesquisa, a CNI criticou a política de crescimento da economia brasileira baseada, segundo a entidade, apenas no aumento do número de empregos formais. "O País não tem mais como crescer baseado apenas no aumento do emprego. A reversão do processo atual passa pela redução dos custos sistêmicos, que refletirá positivamente na confiança dos empresários e, consequentemente, no investimento", disse. 
Os sul-coreanos lideram o ranking com média anual de competitividade com crescimento de 6,7% entre 2002 e 2012. Em seguida parecem Taiwan (6,%), Cingapura (4,4%), Estados Unidos (4,4%), Japão (3,1%), Espanha (3,1%), Alemanha (2,9%), França (2 2%), Austrália (1,3%), Canadá (1,1%) e Itália (0,8%). 
Penúltimo em competitividade, o Brasil lidera em custo de produção. O custo de mão de obra foi medido com base no custo unitário do trabalhado (CUT) em dólares, que está, segundo o estudo, "significativamente acima" dos demais integrantes do ranking, após crescimento médio de 9% ao ano na década analisada. "A indústria brasileira tornou-se menos competitiva nos últimos dez anos", registrou a CNI.
A entidade apontou que, de 2002 a 2012, o CUT da indústria acumulou crescimento de 136%. A taxa é quase o dobro da Austrália (67%), segundo no ranking do custo da produtividade. O indicador é formado por salário, produtividade do trabalho e o câmbio. "Os três fatores contribuíram negativamente para a competitividade brasileira", disse a CNI. 
Apesar de destacar o crescimento médio anual do salário médio do trabalhador brasileiro (1,8%), o índice da CNI mostrou que a Coreia elevou mais os ganhos reais (2,5% ao ano). O país asiático, contudo, conseguiu elevar a produtividade em uma proporção maior, enquanto a taxa de câmbio real recuou apenas 0 9% ao ano, contra uma desvalorização de 7,2% verificada no Brasil no período. 
A Austrália ficou em terceiro lugar entre os países que mais elevaram o ganho do trabalhador, com crescimento médio anual de 0,9%. Já os Estados Unidos foi o único país entre os 12 pesquisados a registrar queda do salário real pago ao trabalhador industrial (-0,1%), seguido por Taiwan (0,1%) e Alemanha (0,3%), que aparecem na parte de baixo no ranking deste indicador.

20 de fevereiro de 2015

Projeto estimula investimentos de municípios em saneamento básico

Nunes - estímulo ao saneamento
A Câmara dos Deputados analisa o Projeto de Lei Complementar 426/14, que elimina da Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF - Lei Complementar 101/00) as restrições existentes para que municípios realizem operações de crédito destinadas ao financiamento de programas de saneamento básico. A proposta foi apresentada pelo deputado José Nunes (PSD-BA).
Atualmente, a lei diz que, se a dívida consolidada de um ente da Federação ultrapassar o respectivo limite ao final de um quadrimestre, o ente será proibido de realizar operações de crédito interna ou externa, inclusive por antecipação de receita, enquanto perdurar o excesso. O projeto excetua dessa regra aquelas operações destinadas ao financiamento de programas e projetos de saneamento básico.
O autor destaca que apenas 54,35% dos municípios nordestinos possuem redes coletoras de esgoto. “A situação é ainda pior na Região Norte, onde somente 13,36% dos municípios estão servidos de redes coletoras de esgoto”, complementa Nunes.
“A proposta visa proporcionar aos gestores municipais a possibilidade de continuarem investindo e prestando serviços de saneamento, por meio de empresas que possuem condições técnicas e financeiras de realizarem novos investimentos no setor”, acrescenta.
O projeto, que tramita em regime de prioridade, será analisado pelas comissões de Finanças e Tributação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania; e pelo Plenário.

2 de fevereiro de 2015

Queda de preços de ferro e petróleo causaram déficit na balança comercial em janeiro

Como era esperado foi a queda no preço internacional do ferro o fator que mais contribuiu para o déficit de US$ 3,174 bilhões na balança comercial em janeiro e o secretário de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Daniel Godinho confirmou nesta segunda-feira (2). Segundo ele, o minério, principal produto de exportação do país, respondeu sozinho por cerca de 40% do saldo comercial negativo.O impacto da retração das exportações de minério de ferro está sendo profundamente sentido em todos os municípios mineradores do País. Os Estados do Pará e de Minas Gerais, que concentram a maioria desses municípios, também estão sendo atingidos. A arrecadação da Compensação Financeira pela Exploração de Recursos Minerais - CFEM, vem caindo desde julho do ano passado e os analistas de marcado apostam que a recuperação só deve acontecer dentro de dois anos. Parauapebas, Canaã e Marabá estão vendo minguar os recursos repassados pela mineradora Vale, a maior do mundo no segmento de ferrosos.

29 de janeiro de 2015

É preciso preparar plano de racionamento de energia, diz especialista

O governo já deveria estar preparando um plano para decretar o racionamento de energia no país, com o objetivo de evitar o desabastecimento, disse o presidente do Instituto Acende Brasil, Claudio Sales. Ele defende que o corte no consumo seja feito depois do período de chuva, que termina no fim de abril.
“Devemos preparar um eventual racionamento, porque em uma situação como esta passa a ser desejável a criação de condições para restabelecer o nível dos reservatórios o mais rapidamente possível. E o que temos de chuva, combinado com a demanda, não é suficiente. Só cortando o consumo para fazer isso mais rapidamente”. Para Sales, o racionamento deve ser feito juntamente com incentivos e normas que levem ao corte do consumo, com a redução dos contratos de energia, para que as geradoras não sejam prejudicadas.

27 de janeiro de 2015

Pesquisa da CNI diz que empresariado está menos motivado a fazer investimentos

O empresariado brasileiro está menos motivado a fazer investimentos, como revela um novo indicador usado na Sondagem Industrial, pesquisa divulgada hoje (27) pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), cujo índice de intenção de investimento registrou 52 pontos em janeiro, ante aos 52,4 pontos obtidos em dezembro de 2014. A queda é bem mais intensa se o resultado é comparado a janeiro do ano passado, quando o índice atingiu a marca de 61,5 pontos.
Esses indicadores variam entre 0 e 100 pontos. Quanto maior o valor do índice, maior é a propensão do empresário em fazer investimentos. As empresas de maior porte são as que manifestaram mais interesse em fazer investimentos, obtendo, nessa escala, 59,9 pontos. As de médio porte registraram 46,7 pontos enquanto as de pequeno porte registraram 42 pontos.

24 de outubro de 2012

Ministra do Desenvolvimento Social garante 10% a mais para o Bolsa Família em 2013

O programa Bolsa Família completou no sábado, dia 20, nove anos de existência, com status de intocável dentro do governo e permissão para gastar no próximo ano 10% a mais que neste. O programa, que atende 13,5 milhões de famílias na linha da pobreza, custou R$ 20 bilhões em 2012 — o correspondente a 0,46% do Produto Interno Bruto (PIB) previsto para este ano.
Tereza Campello, ministra do Desenvolvimento Social desde 2011, é hoje uma das pessoas mais ligadas ao programa e à sua história. No PT desde sua fundação, a economista nascida na cidade paulista de Descalvado foi uma das responsáveis por elaborar e implementar o Bolsa, criado por medida provisória em 2003 e por lei desde janeiro de 2004.
Em entrevista ao Valor, a ministra fez um balanço do programa e falou sobre o que considera ser a derrubada dos mitos criados após sua implementação, como o “efeito preguiça”, e em como a vigilância da sociedade ajudou a desenvolver o sistema e a métrica usados nos cadastros. “Todo gasto tem uma marquinha no Ministério da Fazenda, exatamente para não sofrer contingenciamento.”
Tereza comemorou o desempenho dos alunos do Bolsa em relação à média das escolas públicas, constatado no último Censo, de 2010. A taxa de evasão escolar para os alunos do programa era de 7,2% para alunos do Ensino Médio e de 3% para alunos do Ensino Fundamental. No mesmo ano, a média geral era de 11,5% para o Médio e de 3,5% para o Fundamental. O resultado, afirmou, ficou acima do esperado. A seguir, os principais trechos da entrevista:

20 de outubro de 2012

Governo Federal investe mais de R$ 1 bi em máquinas pesadas

Dentro do Programa de Aceleração de Crescimento (PAC 2), o Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA) vai doar a municípios com até 50 mil habitantes 3.591 retroescavadeiras e 1.342 motoniveladoras para serem utilizadas na recuperação de estradas vicinais (aquelas utilizadas para escoamento da safra).
Os municípios interessados em receber as máquinas devem se inscrever até o próximo dia 31 de outubro pelo site do MDA.
Trata-se de uma megacompra, se levarmos em consideração que, durante todo o ano de 2011, foram vendidas 7.819 retroescavadeiras e 1.842 motoniveladoras no mercado brasileiro. Para adquirir todas estas máquinas, o governo vai gastar cerca de R$ 1,2 bilhão.

23 de abril de 2012

Vale arrenda mina da Petrobras para produzir potássio e aumentar oferta de fertilizantes

A presidente Dilma Rousseff disse hoje (23) que é estratégico para o Brasil aumentar a produção de fertilizantes para reduzir a dependência externa, baratear custos e melhorar a competitividade da agricultura brasileira. A declaração foi feita em Rosário do Catete (SE), na cerimônia de assinatura de contrato entre a Petrobras e a Vale para arrendamento de reservas de potássio em Sergipe.
“Fertilizante é algo crucial para nossa segurança alimentar, para a capacidade de abastecer nossa população, [para] assegurar que nossa agricultura continue competitiva e [para] baratear o custo da nossa produção. Um país que tem tecnologia para transformar carnalita em potássio não pode depender, como dependemos, de 90% da oferta de potássio de países do exterior”, disse a presidente.
O presidente da Vale, Murilo Ferreira, informou que Rosário do Catete será a maior planta de extração de potássio no Brasil e terá papel importante para a redução da dependência do Brasil na importação de fertilizantes. “O Brasil, atualmente, importa 70% dos fertilizantes que utiliza e atinge 90% na importação de potássio. A oferta de fertilizantes vem aumentando, mas a demanda também cresce, pois o Brasil é hoje o quarto maior mercado consumidor de adubos no mundo”.
O contrato entre a mineradora Vale e a Petrobras, que detém os direitos de exploração da jazida, para uso da mina da carnalita faz parte do plano de expansão da Vale na área de fertilizantes. O acerto entre as empresas permite a exploração, por 30 anos, das reservas de carnalita, minério do qual se extrai o cloreto de potássio.

16 de abril de 2012

Projeto florestal brasileiro é o primeiro no mundo a receber créditos de carbono

A Organização das Nações Unidas (ONU) emitiu 4,1 milhões de créditos de carbono na sexta-feira para um projeto de reflorestamento no Brasil, o que fez dele o primeiro projeto florestal no mundo a receber Certificados de Reduções de Emissões temporários (tCERs, em inglês), informou o Banco Mundial.
O Fundo BioCarbon, um fundo público-privado administrado pelo Banco Mundial, vai comprar os créditos de carbono em nome de seus participantes, que incluem alguns governos europeus e grandes companhias emissoras de gases estufa em países como Japão.
Certificados de Reduções de Emissões temporários são emitidos a participantes em projetos de reflorestamento enquadrados sob o Mecanismo de Desenvolvimento Limpo (CDM, em inglês) da ONU.
O projeto Plantar gera tCERs para reduções de emissões produzidas a partir do corte no uso de combustíveis fósseis na indústria de ferro e aço do Brasil e com o uso de plantações de eucalipto e pinus como escoadouros de carbono.
Implantados em diversos estados brasileiros, entre eles Minas Gerais e Goiás, os projetos de reflorestamento da Plantar estão em execução desde 1967. Atuando sempre como empresa de engenharia florestal, a Plantar tem como foco do seu negócio a Gestão de Florestas, incluindo todas as práticas silviculturais, desde a administração do viveiro, passando pelo plantio e manutenção das árvores, até a formação completa da floresta, seja ela de eucalipto ou de pinus. Tem como clientes as principais indústrias nacionais de celulose, de painéis de madeira, indústrias siderúrgicas e de lápis.
O projeto de reflorestamento, que tem sido apoiado por fundos do Banco Mundial desde 2001, enfrentou uma longa jornada antes de alcançar a fase de emissão de certificados.
"Temos trabalhado com o grupo Plantar por uma década e o fato de que eles são a primeira companhia no mundo a gerar tCERs é um testumunho à inovação e dedicação deles", disse Joelle Chassard, do Banco Mundial.
Após vários atrasos no processo de registro junto ao CDM, o projeto recebeu aprovação da ONU em setembro de 2010.

Governos podem ser obrigados a apresentar plano de metas sustentáveis logo após posse

Presidentes da República, governadores e prefeitos podem ser obrigados a apresentar um plano de metas sustentáveis, noventa dias depois de tomar posse. A obrigatoriedade está prevista na Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 52, de 2011, que começa a ser debatida esta semana no Congresso Nacional.
Na próxima quarta-feira (18), será formada uma comissão da Câmara dos Deputados para analisar o texto.
Segundo especialistas as metas são essenciais para uma gestão de qualidade e a definição dessas metas pode driblar a falta de informação dos gestores públicos para aplicação de medidas sustentáveis no governo. Esse despreparo vem sendo considerado um gargalo na implementação e evolução de projetos “verdes” na administração pública, como o das compras sustentáveis.
Desde o ano passado, com a revisão de um dos artigos da Lei de Licitações, a sustentabilidade passou a ser um dos critérios para a seleção de compras dos governos, ao lado dos baixos preços e da isonomia. Fernanda Daltro, gerente de Consumo Sustentável do Ministério do Meio Ambiente, considera a mudança uma revolução, mas reconhece que é preciso preparar os gestores.
“Estamos modificando uma cultura de 20 anos, mas ainda estamos engatinhando. Poucos editais observam critérios de sustentabilidade. Temos um pequeno nicho de compradores que já pensa assim”, disse a gerente. Segundo ela, a maior parte dos gestores de compras públicas ainda não sabe como definir e cobrar esses novos critérios nos editais e na seleção.
Fernanda Daltro lembra que o Poder Público é o maior comprador em qualquer país. No Brasil, as compras públicas representam entre 15% e 20% do Produto Interno Bruto [PIB], índice que reflete uma significativa capacidade de indução do mercado. “Se o governo está sinalizando que só compra sustentáveis, o mercado vai se movimentar. A gente pode demandar e a indústria correr atrás para atender, ou a indústria pode se adiantar e conseguir alguma vantagem quando sinalizarmos o interesse”, explicou a gerente. (Com informações da Ag.Br)

31 de março de 2012

Boa notícia - Fungo amazônico é capaz de degradar plástico, diz pesquisa


Pesquisadores americanos descobriram um fungo na Amazônia equatoriana capaz de degradar poliuretano, um tipo de polímero muito usado para a confecção de espumas, adesivos e tintas. O trabalho, publicado na Applied and Environmental Microbiology, pode levar a estratégias inovadoras para reduzir o impacto ambiental dos plásticos.
Ambientalistas argumentam que os plásticos demoram muito para se decompor na natureza. O polietileno, por exemplo, leva cerca de 50 anos. O PET, usado na produção de garrafas plásticas, permanece até 200 anos no ambiente. Cientistas explicam que fungos e bactérias ainda não desenvolveram o arsenal de enzimas necessário para degradar as longas cadeias sintéticas de carbono, hidrogênio e outros elementos que constituem os plásticos.
A descoberta de organismos que já são aptos para degradar o plástico nos aterros ajudaria a encurtar os tempos de decomposição e a diminuir consideravelmente o dano ambiental.
Duas cepas de Pestalotiopsis microspora, descobertas pelos americanos - em sua maioria, estudantes de graduação da Universidade Yale -, mostraram um enorme potencial na degradação de poliuretano. O estudante Jonathan Russell identificou a enzima secretada pelo fungo responsável pelo enfraquecimento das ligações químicas do polímero.

26 de março de 2012

Declaração apoiada pela ONU pede que Rio+20 enfrente desigualdade social e deterioração ambiental

O Fórum Global de Desenvolvimento Humano terminou na sexta-feira (23/03) em Istambul, Turquia, com a adoção por unanimidade de um documento que pede que a comunidade internacional defina, durante a Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável (Rio+20), uma série de ações para enfrentar a desigualdade social e a deterioração ambiental.
A “Declaração de Istambul” foi assinada por mais de 200 especialistas em desenvolvimento, ativistas da sociedade civil, ministros, membros do setor privado e funcionários das Nações Unidas presentes no Fórum. O evento foi organizado pelo governo turco com o apoio do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) na quinta (22/03) e sexta-feira (23/03).

Novo modelo do ICMS para importados pode avançar na próxima semana


Uma proposta técnica sobre a alíquota interestadual do Imposto sobre Circulação de Mercadoria e Prestação de Serviços (ICMS) pode ser fechada na próxima semana na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE). A previsão foi feita pelo senador Romero Jucá (PMDB-RR), autor do Projeto de Resolução do Senado (PRS 72/2010) que uniformiza as alíquotas do ICMS nas operações interestaduais com bens e mercadorias importados.
Como explicou o relator da proposta na CAE, senador Delcídio Amaral (PT-MS), o PRS 72/2010 é “pedaço de um grande universo de discussões” em andamento no Senado neste semestre. A CAE realizou em conjunto com a Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) audiências em que empresários, economistas e tributaristas apontaram virtudes e defeitos da proposta.
A matéria é apontada como essencial para ajudar a indústria brasileira a sair do atoleiro – no ano passado, o setor representou apenas 14,6% do Produto Interno Bruto (PIB). Esse número reproduz hoje uma participação semelhante à do início do governo JK, em 1956, quando a indústria respondia por apenas 13,75% do PIB.

22 de março de 2012

Comissão pela implantação da Alpa em Marabá reúne e traça estratégias

Sob a coordenação do vereador Nagib Mutran, presidente da Câmara de Marabá e do deputado estadual João Salame Neto, a comissão de políticos, empresários e lideranças sindicais e comunitárias traçou suas estratégias visando garantir a implantação dos projeto estratégicos previstos para Marabá e que correm o risco de gorar.
O encontro aconteceu na tarde de hoje (22), na sala das comissões da Câmara Municipal de Marabá e contou com a participação das vereadoras Júlia Rosa (PDT), Vanda Américo (PSD) e Irismar Sampaio, dos vereadores Leodato Marques e Ronaldo Batista Chaves e diversas lideranças sindicais e comunitárias.
Além da implantação da Alpa e da execução das obras da Hidrovia Araguaia-Tocantins, o grupo não abre mão da instalação da Aline, laminadora de aços planos e do Polo Metal Mecânico, empreendimentos que transformarão Marabá em um dos maiores polos industriais do País e de obras como a recuperação das estradas e a construção do Porto Público de Marabá.
Ao abrir a reunião, o deputado João Salame deu três informações importantes.