Mostrando postagens com marcador Eleições 2016. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Eleições 2016. Mostrar todas as postagens

29 de dezembro de 2016

Com renúncia de Tião, Toni Cunha deve assumir a Prefeitura de Marabá. É legal? É legítimo?

Caiu como uma bomba a notícia de que Tião Miranda (PTB) decidiu não assumir o cargo de prefeito de Marabá, para o qual foi eleito, no pleito de outubro passado, com mais de 59 mil votos. Tião foi regularmente diplomado, mas estaria sofrendo de depressão profunda e já teria preparando sua carta de renúncia a ser encaminhada à presidência da Câmara Municipal nesta sexta-feira (30), comunicando sua decisão.

Como se trata de decisão sensível à mudança de humor por parte de Tião Miranda, ainda não dou como favas contadas que ele realmente desistirá de administrar Marabá mais uma vez. Vai que ele acorda amanhã e decide ser prefeito?

Mas, inevitavelmente, pelo menos duas discussões instalaram-se na cidade.

A primeira discussão é de natureza jurídica e diz respeito a quem assume o cargo de prefeito de Marabá.

Ainda que não esteja totalmente afastada a hipótese de contestação judicial de qualquer decisão da Câmara (seja dando posse ao Vice-Prefeito ou declarando vago o cargo e convocando novas eleições), por parte de partido político ou cidadão que se sinta prejudicado, entendo que a Lei Orgânica de Marabá, em seu artigo 55, §§ 2º e 3º, não deixa margem para muitas dúvidas.

Vejam lá:

Art. 55 - ...

§ 2.° Se até o dia 15 de janeiro o Prefeito e o Vice-Prefeito, salvo motivo de força maior, não tiverem assumido o cargo, este será declarado vago pelo Poder Legislativo. 

§ 3.º Enquanto não ocorrer a posse do Prefeito, assumirá o cargo o Vice-Prefeito, e na falta ou impedimento deste, o Presidente da Câmara Municipal.

Assim, Toni Cunha, o vice-prefeito eleito na chapa de Tião, deverá ser empossado pela Câmara no dia 1º de janeiro, passando a exercer o cargo de forma interina.

A Câmara deverá aguardar o transcurso do interstício de mais 14 dias para transformar o exercício interino do Vice em exercício efetivo.

Com isso, a rigor Marabá não terá mais vice-prefeito. O Presidente da Câmara passará a substituir o prefeito em caso de ausência ou impedimento.

Para haver novas eleições em Marabá, Toni Cunha teria que se recusar a assumir - o que parece improvável na atual conjuntura.

Claro está, como me adverte um especialista em Direito Administrativo, que posse de eleito para função pública e declaração de vacância de cargo, são matérias de natureza administrativa e devem cumprir os ritos e condições dos atos administrativos, obedecendo inclusive ao princípio da Legalidade. Assim, caberia à Câmara avaliar se a renúncia do titular, ao beneficiar o suplente, seria um ato de boa-fé ou não.

E é aí que toma forma a outra discussão, desta feita de natureza política.

Haverá sempre quem argumente com a possibilidade de "estelionato eleitoral", afinal mais de 51% dos eleitores escolheram Tião Miranda e agora terão Toni Cunha na Prefeitura. A vontade do eleitor teria sido "traída" pela decisão do titular e o vice agora "herdaria" o cargo. Dirão que no curso da campanha, o estado de saúde mental de Tião Miranda foi ocultado da opinião pública - o que em parte, é verdade.

Respeito quem pensa assim, mas não concordo com isso.

Em primeiro lugar, ainda que seja um golpe na vontade do eleitor, a renúncia é ato unilateral de vontade e como se viu, existe previsão legal para esses casos. 

E eu sou um legalista incorrigível! Se está na Lei, cumpra-se a Lei; não gosta do que está na Lei, mude a Lei, nas formas e condições que a Lei determinar. Simples assim. O resto é flerte com o abismo da anomia.

Sob o aspecto estritamente político, esse argumento assemelha em tudo ao bordão manjado de alguns petistas que ainda insistem que Michel Temer "não teve o voto do povo" e portanto seria um presidente ilegítimo.

Avalio que, ao votar no titular escolheu-se o seu substituto. Toni Cunha exercerá legalmente seu cargo; quanto à legitimidade, esta ele haverá de conquistar, como de resto todos os ocupantes de cargos eletivos precisam fazer no exercício de seus mandatos.

É claro que Toni é um neófito no jogo de xadrez sofisticado e complexo que é a política em Marabá e esse fato poderá torná-lo um prefeito frágil e refém dos grupos de interesses. Mas, esse risco é, digamos assim, inerente à profissão. 

Aos 34 anos e sem qualquer experiência administrativa, Toni precisará estar preparado para suportar a enorme pressão que é dirigir a terceira maior cidade do Pará em tempos de crise e pode vergar diante da dimensão do cargo. 

Marabá, assim, mergulha mais uma vez em um tempo de incertezas, justamente quando mais precisa de estabilidade e tranquilidade para retomar o crescimento. Aqueles que votaram na chapa que Toni Cunha integrava deveriam ter pensado nisso antes de sufragarem seu nome. Agora, mais do que nunca, serão cúmplices de seu sucesso ou de seu fracasso. Para o bem de todos, é bom torcer para que Toni se mostre um administrador à altura do desafio.

Surpreenda-nos, Toni Cunha caso assuma mesmo e que tenha muito boa sorte!

27 de janeiro de 2016

Comissão da Câmara aprova registro impresso de voto

A Comissão de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática aprovou projeto, da deputada Janete Capiberibe (PSB-AP), que altera as regras atuais de registro e conferência do voto nas urnas eletrônicas e obriga o registro impresso do voto. O projeto será analisado agora na Comissão de Finanças e Tributação; e na Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (inclusive quanto ao mérito). Depois, segue para o Plenário da Câmara.

A proposta recebeu parecer favorável do deputado Izalci (PSDB-DF), que apresentou apenas uma emenda ao texto (PL 8080/14) . A emenda determina que o voto impresso seja depositado em urna lacrada, de forma automática e sem contato manual do eleitor.

Segundo Izalci, a emenda adapta o texto acatado na comissão à proposta de reforma política aprovada pela Câmara no ano passado (PEC 182/07) e ainda em discussão no Senado. Entre outros pontos, a PEC instituiu o voto impresso para conferência do eleitor.

O projeto da deputada Janete Capiberibe altera a Lei das Eleições (Lei 9.504/97). O principal objetivo, segundo ela, é aumentar a segurança do voto eletrônico, impedindo a identificação do eleitor, e tornar o processo mais transparente para os eleitores, partidos e a Justiça Eleitoral.

O texto determina que os registros dos votos não conterão informação que permita a identificação do eleitor. Além disso, o equipamento de auxílio na identificação do eleitor, operado pelo mesário da seção eleitoral, não poderá se conectar ao terminal que colhe e registra o voto. O registro digital do voto gravado será disponibilizado para conferência pelo eleitor, sendo permitida sua refutação antes da saída do local de votação.

Os boletins digitais de urna, tão logo sejam gerados, serão disponibilizados para acesso público na internet, sem permitir, claro, a identificação do eleitor e do seu voto. O mesmo se aplica ao conjunto de todos os boletins de urna.

O texto aprovado na comissão traz ainda outros pontos importantes:

- a apuração dos votos será feita no local de votação, na presença de fiscais dos partidos ou candidatos, que poderão verificar a consistência entre o registro digital e o registro fixo de cada voto contado. Em caso de inconsistência, o registro fixo será considerado o válido. O resultado da apuração de cada seção eleitoral será registrado em boletins de urna;

- o eleitor poderá escolher a sequência de cargos durante o processo de votação eletrônica, bem como revisar alguma escolha já realizada, desde que antes da montagem final do voto;

A nova sistemática de votação proposta deverá ser implementada nas capitais dos estados e nos municípios com mais de duzentos mil eleitores, a partir das eleições seguintes à aprovação do projeto, e nos demais municípios, a partir das eleições subsequentes.

19 de janeiro de 2016

Um dos piores do Brasil - 56% dos paulistanos consideram Haddad ruim ou péssimo

Ele é o queridinho dos "progressistas" - nova designação para esquerdopatas que se julgam bonzinhos. Ele foi o "poste" que Lula elegeu em 2012, numa tentativa de dar "uma nova cara" à legenda. Ele tira uma onda de roqueiro e já foi até recomendado à reeleição por Anne Hidalgo, prefeita de Paris. Mas, a vida de Fernando Haddad (PT), atual prefeito de São Paulo, não anda nada fácil.

Pesquisa Ibope divulgada nesta terça-feira (19), mostra que a avaliação ruim ou péssima da gestão de Haddad, passou de 40% para 56%. Outros 13% avaliam a administração municipal como boa ou ótima. E 31% consideram regular. Os números foram apresentados pela Rede Nossa São Paulo, realizadora da 7ª edição do levantamento da IRBEM (Indicadores de Referência de Bem-Estar no Município), em parceria com a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP).

A pesquisa foi realizada entre os dias 30 de novembro e 18 de dezembro de 2015 com 1.512 moradores da cidade de São Paulo com 16 anos de idade ou mais. A margem de erro é de três pontos porcentuais para mais ou para menos.

A avaliação negativa é a pior da série histórica do IRBEM. No levantamento anterior, divulgado no ano passado, a gestão Haddad tinha 15% de aprovação ótima ou boa, 45% de avaliação regular e 40% de ruim ou péssima.

Já no primeiro ano de gestão do prefeito, a pesquisa apontou que 11% dos paulistanos consideravam a administração ótima ou boa, 49% classificavam como regular e 39% avaliavam como ruim ou péssima.

Com números assim tão ruins, talvez seja o caso de Haddad cogitar realmente candidatar-se a prefeito...de Paris!

2 de dezembro de 2015

TRE garante que pode manter eleições de 2016 com urnas eletrônicas se TSE autorizar


No DOL, hoje (2):

O presidente do Tribunal Regional Eleitoral (TRE) do Pará, desembargador Raimundo Holanda Reis (na foto acima) garantiu que o Pará tem como realizar as eleições de 2016 com urnas eletrônicas, caso o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) autorize.

O TRE apresentou, na manhã de ontem, o Plano Integrado de Eleições (PIE) para o pleito municipal do ano que vem. “Temos o número de urnas necessárias e mais de 4 mil urnas sobrando. Não podemos voltar a fazer como era feito há 15 anos, regredir”, reforçou. Foi anunciado também que, em 2016 o período de veiculação do Horário Eleitoral Gratuito será diminuído em 10 dias, como forma de conter gastos. A medida será adotada em todo o Brasil.

Também haverá o uso de QR Code para a leitura do Boletim de Urna após o término das votações, o que transformará o eleitor que tiver às mãos um smartphone ou tablet em auditor dos resultados das seções. A afirmativa do presidente do TRE do Pará sobre o uso de urnas eletrônicas vai de encontro à portaria publicada na última segunda-feira, no Diário Oficial da União (DOU), na qual a Justiça Eleitoral anuncia que as eleições municipais de 2016 serão feitas de forma manual. O motivo é um corte orçamentário imposto pelo Governo Federal ao Poder Judiciário.

O desembargador vê a medida com preocupação, mas não descarta que a situação seja revertida. “Tenho certeza de que isso será superado”. O secretário de tecnologia da informação do TRE, Felipe Brito, declarou que a publicação do Diário Oficial surpreendeu toda a equipe local.

Ele declarou, ainda, que há uma licitação em andamento para a aquisição de novas urnas eletrônicas, modelo 2015. “Houve economia no próprio TSE e várias ações deixaram de acontecer para garantir a compra das urnas, mas esse corte afeta o orçamento de 2015, o que impacta nessa compra”, explicou Brito, deixando claro que a situação ainda está em discussão entre o Judiciário e o Executivo e que o cenário pode mudar.

CUSTO

O diretor geral do TRE, Francisco Valentim, afirmou que, mesmo com uma diminuição considerável na celeridade da apuração, a votação manual, de fato, teria um custo bastante menor por exigir logística mais simples. Só para se ter uma ideia, dos R$ 29 milhões gastos nas eleições de 2014 no Pará, cerca de R$ 11 milhões foram gastos com o transporte dos equipamentos e outros R$ 6 milhões com a transmissão de dados via satélite.

“Seria um retrocesso, diante da tecnologia que temos e segurança, além de um impacto muito grande para todo o Brasil. Foge à realidade”, declarou Valentim, sobre uma possível volta ao modelo de voto manual. Caso o Pará consiga manter a votação eletrônica em 2016, o valor a ser gasto não deve sofrer variações em relação a 2014.

(Carolina Menezes/Diário do Pará)

24 de novembro de 2015

Marabá - Decisão do Tribunal Superior Eleitoral inocenta João Salame por compra de votos

O prefeito de Marabá, João Salame Neto, pode respirar aliviado. Em decisão monocrática, o ministro Henrique Neves da Silva, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), reformou a decisão do Tribunal Regional Eleitoral do Pará (TRE-PA), e inocentou Salame das acusações de compra de votos, que teria ocorrido ainda nas eleições de 2010. Agora, com a decisão do ministro Neves da Silva, deixa de existir qualquer empecilho à re-candidatura de Salame ao cargo de prefeito nas eleições do ano que vem.

Salame chegou a ser afastado do cargo de prefeito de Marabá em 2013, uma vez que de acordo com a interpretação da juíza Ezilda Pastana e da maioria do TRE-PA, a condenação geraria inelegibilidade e perda do mandato de prefeito conquistado em 2012.

Na época, uma liminar foi concedida pelo TSE e Salame foi reintegrado ao cargo poucos dias após o afastamento.

A decisão deverá ser publicada amanhã no Diário Oficial, mas já está disponível no site do TSE.

Assim, para preocupação dos seus opositores, João Salame ao que tudo indica virá com força total para concorrer á reeleição em Marabá.

A seguir, leia a íntegra da longa sentença que inocentou o prefeito João Salame Neto.