O jornal O Globo segue como um dos mais influentes no Brasil e um dos melhores do mundo. Talvez esteja, ao lado da Folha de S.Paulo, entre aqueles que buscam oferecer maior equilíbrio entre informação e opinião. Chega algumas vezes a exagerar na importância de ouvir o "outro lado", pecadilho plenamente perdoável. Perdeu recentemente seu editor-chefe que sempre esteve à altura da importância do jornal, mas não parece ter perdido o norte.
Por tudo o que vai acima é que quando erra em uma análise ou precipita-se em firmar opinião a repercussão é imediata.
Hoje, em seu editorial O Globo posiciona-se contra criação de novos Estados e aí erra feio.
No cerne da argumentação d'O Globo está a tese de que a criação de novas unidades da federação "gera despesas ao Tesouro, logo, causa prejuízo para o contribuinte".
Para sustentar essa tese argumenta que em 88, antes da nova Constituição, havia no Brasil 4.180 municípios; hoje, apesar das restrições impostas, já são 5.564 burgos, a maioria sem condições de sobreviver sem as quotas-partes de FPM. Seriam “financiados” pelo dinheiro dos impostos recolhidos em outras regiões. Para O Globo, isso acontece com os novos municípios, logo acontecerá com os novos Estados.
As situações são tão diferentes que o argumento não seria aceito nem em mesa de botequim. Nas páginas d’O Globo, então, é pura heresia.
O editorialista deveria ter tido o cuidado de buscar números básicos para escorar sua tese. Não o fez por um motivo simples: os números existentes retratam a concentração de investimentos, empresas, escolas, empregos, leitos hospitalares e outros serviços na Região Metropolitana de Belém (percebam que não falo no Nordeste do Pará ou no Marajó; para muitos belenenses Belém é o Pará e vice-versa), enquanto o Oeste e o Sudeste precisam atender a demanda crescente por serviços públicos com recursos cada vez mais escassos.
Por outro lado, os números também mostram que Carajás e Tapajós não precisarão de recursos adicionais do Governo Federal para sua instalação. Bastam-lhes as suas próprias receitas e aquelas outras que, por determinação constitucional, todos os demais Estados recebem.
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6 de setembro de 2011
5 de setembro de 2011
Pará, Carajás e Tapajós - Giovanni e Zenaldo debatem Carajás e Tapajós
O amigo e blogueiro Val-André informa que será amanhã a gravação do debate sobre a criação dos Estados do Carajás e Tapajós. Giovanni Queiroz representará os que querem criar os novos estados; Zenaldo, a turma "do contra".
O confronto poderá ser conferido no programa Brasil em Debate, na TV Câmara.
Giovanni já teve oportunidade de contraditar o editorial d'O Globo de hoje de forma eficiente e equilibrada (sobre o editorial teremos dois dedos de prosa logo mais).
Agora Giovanni poderá começar a desmontar as conclusões errôneas que os belenenses gostam de divulgar.
A cada estudo divulgado fica patente que a ausência de Estado no Oeste e no Sudeste do Pará, no limite, favorecem a elevação de tristes índices como os de homicídios, mortalidade infantil, analfabetismo e desemprego. Com a criação dos Estados do Carajás e do Tapajós teremos condições de reduzi-los. Economistas de verdade sabem muito bem o impacto macroeconômico positivo que a redução desses índices representa para qualquer região. No fim sai mais barato construir dois novos Estados que manter duas regiões na miséria. Com certeza isso não escapará à análise de Giovanni
Zenaldo e turma apostam tudo nos números que o IPEA e a UFPª divulgarão em breve. Pior para eles. Quem entende do riscado afirma que os resultados macroeconômicos até agora apurados acabam apoiando a tese da criação dos novos estados.
Aos poucos, restará aos belenenses apenas o discurso emocional. Ou seja, se os números não os favorecerem, mandarão às favas os números e aí haja discurso choroso sobre "cheiros", "ritmos" e "paraensismo" (que diabo será isso?).
O caminho estará aberto para a vitória dos que querem construir os novos Estados. Haveremos que ter apenas a competência para trilhá-lo.
O confronto poderá ser conferido no programa Brasil em Debate, na TV Câmara.
Giovanni já teve oportunidade de contraditar o editorial d'O Globo de hoje de forma eficiente e equilibrada (sobre o editorial teremos dois dedos de prosa logo mais).
Agora Giovanni poderá começar a desmontar as conclusões errôneas que os belenenses gostam de divulgar.
A cada estudo divulgado fica patente que a ausência de Estado no Oeste e no Sudeste do Pará, no limite, favorecem a elevação de tristes índices como os de homicídios, mortalidade infantil, analfabetismo e desemprego. Com a criação dos Estados do Carajás e do Tapajós teremos condições de reduzi-los. Economistas de verdade sabem muito bem o impacto macroeconômico positivo que a redução desses índices representa para qualquer região. No fim sai mais barato construir dois novos Estados que manter duas regiões na miséria. Com certeza isso não escapará à análise de Giovanni
Zenaldo e turma apostam tudo nos números que o IPEA e a UFPª divulgarão em breve. Pior para eles. Quem entende do riscado afirma que os resultados macroeconômicos até agora apurados acabam apoiando a tese da criação dos novos estados.
Aos poucos, restará aos belenenses apenas o discurso emocional. Ou seja, se os números não os favorecerem, mandarão às favas os números e aí haja discurso choroso sobre "cheiros", "ritmos" e "paraensismo" (que diabo será isso?).
O caminho estará aberto para a vitória dos que querem construir os novos Estados. Haveremos que ter apenas a competência para trilhá-lo.
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