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21 de janeiro de 2019

MPF sugere ação da Procuradoria-Geral contra decreto de Bolsonaro que facilita posse de armas



O Ministério Público Federal (MPF) pediu nesta sexta-feira (18) que a Procuradoria-Geral da República (PGR) questione, no Supremo Tribunal Federal (STF), o decreto do presidente da República, Jair Bolsonaro, que facilita a posse de armas de fogo. No parecer, o órgão diz que as novas regras ferem a Constituição, o Estatuto do Desarmamento e a separação dos poderes.

Clicando qui você lê a íntegra do Parecer do MPF



O documento de 27 páginas deve ser analisado nesta semana pela procuradora-geral da República, Raquel Dodge. O MPF pede que a PGR ingresse com uma Ação de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) – processo que pode resultar em suspensão, liminar ou definitiva, das novas regras.

Segundo o MPF, o decreto assinado por Bolsonaro "atenta contra os princípios da legalidade estrita (art. 5°, I, da CR) e da separação de poderes (art. 2º da CR), além de violar diretamente os artigos 3º, I, 5º, caput e inc. LIV, 6º, caput, e 144, todos da Constituição."

Caso Dodge ingresse com a ação da PGR, ela terá a relatoria do ministro do STF Celso de Mello. Isso, porque ele já é relator de uma ação similar protocolada na quinta (17) pelo PCdoB. O ministro só volta do recesso do Judiciário em 1º de fevereiro.

A representação do MPF no Distrito Federal é assinada pelos procuradores federais Deborah Duprat e Marlon Alberto Weichert. Nela, eles apontam uma série de motivos para impugnar o decreto de Jair Bolsonaro.

Segundo os procuradores, o decreto afronta a separação dos poderes porque "não pode alterar o objetivo da norma legal, bem como ampliar ou reduzir sua abrangência". Em outras palavras, eles alegam que um decreto não tem força suficiente para reverter o Estatuto do Desarmamento.

"A referida lei instituiu um sistema de permissividade restrita de posse de armas, e o decreto pretende alterar substancialmente essa orientação, para um modelo de elegibilidade geral à posse de armas de fogo", diz o documento. Os grifos são da peça original.

A representação também questiona os critérios incluídos no decreto para demonstrar a "efetiva necessidade" de uma arma. Pelas novas regras, todos os moradores de áreas rurais – 30 milhões de pessoas, segundo o MPF – e de áreas urbanas com determinado nível de violência têm direito ao registro da arma.

"Em síntese, a aplicação conjunta dos incisos III e IV revela que toda a população brasileira – urbana e rural – tem em seu favor a presunção de 'efetiva necessidade'", diz o MPF.

Na análise da Constituição, a dupla de procuradores afirma que o decreto de Bolsonaro fere princípios de igualdade e solidariedade.

"Não há ideia mais antagônica à noção de solidariedade do que a de amigo-inimigo, a de armar cidadãos para se defender de outros cidadãos, numa visão tosca de bem e mal."

(Com informações do MPF)

16 de janeiro de 2019

MP do recadastramento de armas sai até o final do mês, diz Onyx



A assessoria do ministro-chefe da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, informou nesta terça-feira (15) que a medida provisória (MP) do recadastramento de armas de fogo será editada até o final deste mês. A iniciativa ocorre logo depois de o presidente Jair Bolsonaro assinar o decreto que regulamenta a posse de armas no Brasil.

A medida provisória deve definir um prazo delimitado para os cidadãos que tiverem armas de fogo com cadastro vencido possam ser recadastradas, desde que não tenham sido usadas para cometer crimes.

Havia uma previsão de o texto ser editado no mesmo momento do decreto. Na cerimônia de assinatura do decreto sobre posse de armas, Bolsonaro mencionou que a decisão sobre o recadastramento ficou para um segundo momento. Segundo ele, a medida vai solucionar a questão, acrescentando que a Polícia Federal poderá ter a ajuda de outras polícias para atender a demanda de recadastramento.

“A questão do recadastramento, que será tratada futuramente, talvez por medida provisória, nós vamos solucionar. Sabemos que a Polícia Federal teria sérias dificuldades para absorver a demanda. Estamos sugerindo ao senhor ministro da Justiça [Sergio Moro], a possibilidade de firmar convênios com a Polícia Militar e a Polícia Civil”, disse o presidente.

(Com informações da Agência Brasil; foto: Alan Santos)

6 de outubro de 2017

#Senado - Mais de 230 mil aprovam fim do Estatuto do Desarmamento

Parece claro que a paciência do brasileiro com a insegurança se esgota rapidamente. Cresce a convicção de que é preciso se defender da marginália tornada "vítima da sociedade" pelo discurso esquerdopata. E se a polícia - de mãos atadas, desaparelhada e desmotivada - não pode oferecer segurança, bem, muitos estão convencidos que são capazes de defender a si, aos seus e ao seu patrimônio. Mas, para isso é preciso tirar do caminho a malfadado Estatuto do Desarmamento. Felizmente, já tramitam atualmente no Senado diversos projetos de lei propondo alterações na tal lei.
 
O PDS 175/2017, do senador Wilder Morais (PP-GO), quer a revogação do Estatuto e a convocação de um plebiscito, para substituição por uma nova lei que assegure o porte de armas de fogo a qualquer cidadão. A ideia conta com quase 100% de apoio popular na consulta pública feita no portal e-Cidadania: já são mais de 233 mil votos a favor e menos de 10 mil votos contrários.

O plebiscito poderá ser realizado no mesmo dia das eleições de 2018. O eleitor responderá “sim” ou “não” a três perguntas. A primeira será: “Deve ser assegurado o porte de armas de fogo para cidadãos que comprovem bons antecedentes e residência em área rural?”. A segunda: “O Estatuto do Desarmamento deve ser revogado e substituído por uma nova lei que assegure o porte de armas de fogo a quaisquer cidadãos que preencham requisitos objetivamente definidos em lei?” A terceira, quase idêntica à anterior, substitui apenas “o porte de armas” por “a posse de armas”.

A matéria aguarda relatório do senador Sérgio Petecão (PSD-AC) na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ).