A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) aprovou nesta sexta-feira uma alta na taxa extra cobrada na conta de luz, no chamado sistema de bandeira tarifária. Com isso, a conta deve ficar mais cara, em média, 23,4% a partir de segunda-feira (2).
Haverá alta para 58 distribuidoras de eletricidade do país. Para a Eletropaulo, o aumento médio das tarifas será de 31,9%, enquanto a Cemig terá alta de 28,8%. Para a Light, o aumento será de 22,5%.
Essa cobrança extra é uma consequência do uso da energia das termelétricas, que é mais cara, pelas distribuidoras. O sistema de bandeiras tarifárias traz um custo adicional na tarifa de acordo com a necessidade do consumo dessa energia.
As usinas termelétricas são acionadas quando há alta no consumo e a energia gerada pelas hidrelétricas, mais barata, não é suficiente para abastecer todo o sistema.
No caso da bandeira vermelha, o valor a ser pago pelos consumidores passa a ser de R$ 5,50 para cada 100 quilowatt-hora (kWh), ante os R$ 3 que estavam vigorando desde o início do ano, uma elevação de cerca de 83%.
Já a bandeira amarela passará do R$ 1,50 atual para cada 100 kWh para R$ 2,50, alta de 66%.
Bandeiras funcionarão como semáforo
As bandeiras funcionam como um semáforo de trânsito, com as cores verde, amarela e vermelha para indicar as condições de geração de energia no país.
Por exemplo, quando a conta de luz vier com a bandeira verde, significa que os custos para gerar energia naquele mês foram baixos, portanto, a tarifa de energia não terá nenhum acréscimo.
Se vier com a bandeira amarela, é sinal de atenção, pois os custos de geração estão aumentando.
Já a bandeira vermelha mostra que o custo da geração naquele mês está mais alto, com o maior acionamento de termelétricas.
A cobrança pelo sistema de bandeiras tarifárias vai ser dividida por subsistemas, o que quer dizer que os consumidores de Estados do Sul podem pagar um valor diferente daqueles que moram mais ao Norte do país. No entanto, a bandeira aplicada mensalmente será a mesma para todas as distribuidoras de um mesmo subsistema.
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27 de fevereiro de 2015
26 de fevereiro de 2015
Revista inglesa mostra Brasil no "atoleiro" e diz que a economia está uma "bagunça"
No G1, hoje (26):
A economia brasileira está uma "bagunça" e enfrentará dificuldades para sair do "atoleiro" onde se encontra. Assim definiu a última edição semanal da revista britânica "The Economist", que dedicou uma matéria de capa sobre os atuais desafios do governo para retomar o crescimento.
De acordo com a publicação, os problemas econômicos do país são bem maiores do que o governo possa admitir ou que os investidores pareçam perceber. "A estagnação adormecida na qual o país caiu em 2013 está se tornando uma completa – e provavelmente prolongada – recessão, uma vez que a inflação pressiona os salários e a capacidade de pagamento das dívidas do consumidor", diz a revista.
Em 2009, a "Economist" publicou uma matéria de capa ilustrada com a imagem do Cristo Redentor decolando como um foguete, sinalizando para um rumo promissor da economia. Mas a revista voltou atrás em 2013, mostrando o mesmo Cristo desgovernado, dando conta de que o país teria perdido a direção.
De acordo com a revista britânica, dois meses após a reeleição da presidente Dilma Rousseff, os brasileiros "estão percebendo que compraram falsas promessas". A publicação citou o aperto fiscal para equilibrar as contas públicas, os cortes de benefícios previdenciários e a elevação de impostos e preços que estavam represados, além da redução de subsídios a bancos públicos que antes eram repassados a setores e empresas.
A revista também mencionou o escândalo da Petrobras como uma das fragilidades do segundo mandato de Dilma. "Um vasto escândalo de corrupção na Petrobras, a gigante estatal, complicou a situação de diversas das maiores construtoras e paralisou os investimentos na economia, pelo menos até que os promotores e auditores tenham cumprido seu trabalho", diz a revista.
Ainda segundo a publicação, o país enfrenta seu maior desafio desde o início da década de 1990. "Os riscos são claros. Recessão e queda na arrecadação podem minar os ajustes do [ ministro da Fazenda] Joaquim Levy". Para a publicação, qualquer recuo nos indicadores econômicos pode ocasionar, este momento, uma fuga da moeda e um rebaixamento da nota de crédito do Brasil.
Para o país voltar a crescer, é preciso fazer mais do que tem sido feito, diz a publicação. "Pode ser demais esperar de Dilma que reformule as arcaicas leis trabalhistas que ajudaram a retardar a produtividade, mas ela deveria ao menos tentar simplificar os impostos e cortar burocracias desnecessárias", sugere.
A 'Economist' destacou também que há sinais de tentativas de que o governo vai recuar de sua política de incentivo à indústria e encorajar mais o comércio internacional "no que resta de uma economia super protegida".
A publicação amenizou a crise comparando o país com a atual situação econômica da Rússia, citando que o Brasil possui um grande e diversificado setor privado e instituições democráticas robustas. "A hora de colocar tudo no lugar é agora", finaliza.
Em 2009, a "Economist" publicou uma matéria de capa ilustrada com a imagem do Cristo Redentor decolando como um foguete, sinalizando para um rumo promissor da economia. Mas a revista voltou atrás em 2013, mostrando o mesmo Cristo desgovernado, dando conta de que o país teria perdido a direção.
De acordo com a revista britânica, dois meses após a reeleição da presidente Dilma Rousseff, os brasileiros "estão percebendo que compraram falsas promessas". A publicação citou o aperto fiscal para equilibrar as contas públicas, os cortes de benefícios previdenciários e a elevação de impostos e preços que estavam represados, além da redução de subsídios a bancos públicos que antes eram repassados a setores e empresas.
A revista também mencionou o escândalo da Petrobras como uma das fragilidades do segundo mandato de Dilma. "Um vasto escândalo de corrupção na Petrobras, a gigante estatal, complicou a situação de diversas das maiores construtoras e paralisou os investimentos na economia, pelo menos até que os promotores e auditores tenham cumprido seu trabalho", diz a revista.
Ainda segundo a publicação, o país enfrenta seu maior desafio desde o início da década de 1990. "Os riscos são claros. Recessão e queda na arrecadação podem minar os ajustes do [ ministro da Fazenda] Joaquim Levy". Para a publicação, qualquer recuo nos indicadores econômicos pode ocasionar, este momento, uma fuga da moeda e um rebaixamento da nota de crédito do Brasil.
Para o país voltar a crescer, é preciso fazer mais do que tem sido feito, diz a publicação. "Pode ser demais esperar de Dilma que reformule as arcaicas leis trabalhistas que ajudaram a retardar a produtividade, mas ela deveria ao menos tentar simplificar os impostos e cortar burocracias desnecessárias", sugere.
A 'Economist' destacou também que há sinais de tentativas de que o governo vai recuar de sua política de incentivo à indústria e encorajar mais o comércio internacional "no que resta de uma economia super protegida".
A publicação amenizou a crise comparando o país com a atual situação econômica da Rússia, citando que o Brasil possui um grande e diversificado setor privado e instituições democráticas robustas. "A hora de colocar tudo no lugar é agora", finaliza.
23 de fevereiro de 2015
Produtividade de trabalhador brasileiro é a pior entre 12 países. País lidera em custo da mão de obra
A produtividade média do trabalhador brasileiro por hora de trabalho de 2002 a 2012 foi a pior entre 12 economias avaliadas pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), que divulgou nesta segunda-feira (23) uma pesquisa sobre o tema. O Brasil ficou na lanterna do grupo formando por Alemanha, Coreia do Sul e Estados Unidos, entre outros países. A média de crescimento da produtividade por hora trabalhada foi de 0,6% na década analisada, à frente apenas dos italianos (0,8%).
A CNI classificou o resultado como "fatal", tomando como parâmetro o impactado permanente do chamado custo Brasil. "A combinação de baixa produtividade e de elevados custos sistêmicos é fatal. A perda de competitividade resulta em baixo crescimento e maiores dificuldades para as empresas brasileiras. A redução da confiança do empresário é uma das consequências, o que leva à queda do investimento. Assim, um círculo vicioso é gerado, uma vez que o aumento da produtividade depende do aumento do investimento. Com a estagnação da produtividade não há futuro para a indústria brasileira", registrou o estudo.
Na mensagem final da pesquisa, a CNI criticou a política de crescimento da economia brasileira baseada, segundo a entidade, apenas no aumento do número de empregos formais. "O País não tem mais como crescer baseado apenas no aumento do emprego. A reversão do processo atual passa pela redução dos custos sistêmicos, que refletirá positivamente na confiança dos empresários e, consequentemente, no investimento", disse.
Os sul-coreanos lideram o ranking com média anual de competitividade com crescimento de 6,7% entre 2002 e 2012. Em seguida parecem Taiwan (6,%), Cingapura (4,4%), Estados Unidos (4,4%), Japão (3,1%), Espanha (3,1%), Alemanha (2,9%), França (2 2%), Austrália (1,3%), Canadá (1,1%) e Itália (0,8%).
Penúltimo em competitividade, o Brasil lidera em custo de produção. O custo de mão de obra foi medido com base no custo unitário do trabalhado (CUT) em dólares, que está, segundo o estudo, "significativamente acima" dos demais integrantes do ranking, após crescimento médio de 9% ao ano na década analisada. "A indústria brasileira tornou-se menos competitiva nos últimos dez anos", registrou a CNI.
A entidade apontou que, de 2002 a 2012, o CUT da indústria acumulou crescimento de 136%. A taxa é quase o dobro da Austrália (67%), segundo no ranking do custo da produtividade. O indicador é formado por salário, produtividade do trabalho e o câmbio. "Os três fatores contribuíram negativamente para a competitividade brasileira", disse a CNI.
Apesar de destacar o crescimento médio anual do salário médio do trabalhador brasileiro (1,8%), o índice da CNI mostrou que a Coreia elevou mais os ganhos reais (2,5% ao ano). O país asiático, contudo, conseguiu elevar a produtividade em uma proporção maior, enquanto a taxa de câmbio real recuou apenas 0 9% ao ano, contra uma desvalorização de 7,2% verificada no Brasil no período.
A Austrália ficou em terceiro lugar entre os países que mais elevaram o ganho do trabalhador, com crescimento médio anual de 0,9%. Já os Estados Unidos foi o único país entre os 12 pesquisados a registrar queda do salário real pago ao trabalhador industrial (-0,1%), seguido por Taiwan (0,1%) e Alemanha (0,3%), que aparecem na parte de baixo no ranking deste indicador.
29 de janeiro de 2015
Vai doer! Dilma assina decreto que aumenta impostos sobre combustíveis.
Prepare o bolso, porque vai doer.
Dando sequência às medidas que, segundo ela, Aécio tomaria caso eleito presidente, Dilma tratou de assinar o decreto que aumenta ainda mais a carga tributária brasileira, a mais escorchante do Planeta. A partir deste domingo (1º), a tributação sobre a gasolina e o diesel será elevada, conforme o decreto presidencial 8.395, publicado no "Diário Oficial da União" desta quinta-feira (29). A informação é da Secretaria da Receita Federal.
Segundo o Fisco, o impacto do aumento da tributação será de R$ 0,22 para a gasolina e de R$ 0,15 para o diesel.
A Petrobras confirmou, na semana passada, que vai repassar o valor desses impostos nas vendas de refinarias para as distribuidoras. Mas o aumento do preço nas bombas para o consumidor dependerá da decisão dos postos.
27 de janeiro de 2015
Pesquisa da CNI diz que empresariado está menos motivado a fazer investimentos
O empresariado brasileiro está menos motivado a fazer investimentos, como revela um novo indicador usado na Sondagem Industrial, pesquisa divulgada hoje (27) pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), cujo índice de intenção de investimento registrou 52 pontos em janeiro, ante aos 52,4 pontos obtidos em dezembro de 2014. A queda é bem mais intensa se o resultado é comparado a janeiro do ano passado, quando o índice atingiu a marca de 61,5 pontos.
Esses indicadores variam entre 0 e 100 pontos. Quanto maior o valor do índice, maior é a propensão do empresário em fazer investimentos. As empresas de maior porte são as que manifestaram mais interesse em fazer investimentos, obtendo, nessa escala, 59,9 pontos. As de médio porte registraram 46,7 pontos enquanto as de pequeno porte registraram 42 pontos.
Esses indicadores variam entre 0 e 100 pontos. Quanto maior o valor do índice, maior é a propensão do empresário em fazer investimentos. As empresas de maior porte são as que manifestaram mais interesse em fazer investimentos, obtendo, nessa escala, 59,9 pontos. As de médio porte registraram 46,7 pontos enquanto as de pequeno porte registraram 42 pontos.
Apesar de cortes em investimentos, alta de juros e inflação, Dilma fará discurso otimista em reunião com ministério
A presidente Dilma Rousseff vai aproveitar a primeira reunião ministerial do ano, na tarde desta terça-feira (27), para explicar a necessidade do ajuste fiscal e do corte de gastos, sem abandonar a retórica social. Com um discurso otimista, Dilma vai destacar que um novo ciclo de oportunidades será construído no País, após a superação das dificuldades na economia. Ela pedirá unidade da equipe.
A preocupação da presidente está em enfrentar o desgaste das medidas impopulares de forma assertiva, cobrando muito trabalho e criatividade. Auxiliares de Dilma disseram ao Estado que ela pretende injetar ânimo na tropa, driblando a agenda negativa da tesourada nos investimentos. A ideia é dizer que 2015 será um ano duro, por causa do cenário mundial de incertezas na economia, mas, se a lição de casa for feita, a colheita começará em 2016.
A preocupação da presidente está em enfrentar o desgaste das medidas impopulares de forma assertiva, cobrando muito trabalho e criatividade. Auxiliares de Dilma disseram ao Estado que ela pretende injetar ânimo na tropa, driblando a agenda negativa da tesourada nos investimentos. A ideia é dizer que 2015 será um ano duro, por causa do cenário mundial de incertezas na economia, mas, se a lição de casa for feita, a colheita começará em 2016.
Inflação avança 1,27% na terceira prévia de janeiro em São Paulo
O Índice de Preços ao Consumidor (IPC), medido pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe), na cidade de São Paulo, subiu 1,27%, na terceira prévia de janeiro, ante 0,87 do comparativo anterior.
A comparação se refere ao período de 24 de dezembro a 23 de janeiro, comparado ao registrado no período de 23 de novembro a 23 de dezembro. É a terceira alta seguida no ano, ficando acima da primeira medição (0,49%) e da segunda (0,87%). O maior impacto inflacionário foi observado em transportes com elevação de 2,95% ante 1,75%.
A comparação se refere ao período de 24 de dezembro a 23 de janeiro, comparado ao registrado no período de 23 de novembro a 23 de dezembro. É a terceira alta seguida no ano, ficando acima da primeira medição (0,49%) e da segunda (0,87%). O maior impacto inflacionário foi observado em transportes com elevação de 2,95% ante 1,75%.
26 de janeiro de 2015
Pela quarta vez seguida projeção de inflação sobe. Mercado espera alta de 6,99% e estimativa de crescimento cai.
Os investidores e analistas do mercado financeiro continuam vendo a inflação resistente em 2015. Eles elevaram para 6,99% a projeção de fechamento do Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) este ano, a quarta alta consecutiva. O teto da meta da equipe econômica para o IPCA é 6,5%. O mercado também voltou a reduzir a projeção de crescimento da economia em 2015, de 0,38% para 0,13%. Os dados são do boletim Focus, divulgado hoje (26) pelo Banco Central (BC).
O levantamento da última semana também voltou a elevar a estimativa para os preços administrados, que sofrem algum tipo de influência do governo. De 8,2%, a projeção passou a 8,7%. Com relação à taxa básica de juros, a Selic, a previsão para 2015 permanece em 12,5% ao ano. Em reunião na última quarta-feira (21), o Comitê de Política Monetária (Copom) do BC decidiu elevar a Selic em 0,5 ponto percentual, de 11,75% para 12,5% ao ano.
A projeção de câmbio foi mantida em R$ 2,80. A estimativa da dívida líquida do setor público ficou em 37% do Produto Interno Bruto (PIB, a soma dos bens e serviços produzidos no país). A projeção do déficit em conta-corrente, que mede a qualidade das contas externas, seguiu em US$ 78 bilhões.
O saldo projetado para a balança comercial caiu de US$ 5 bilhões para US$ 4,5 bilhões. Os investimentos estrangeiros estimados passaram de US$ 58,2 bilhões ao patamar de US$ 60 bilhões das projeções anteriores. A previsão de crescimento da produção industrial caiu de 0,71% para 0,69%.
O Focus é uma pesquisa semanal do Banco Central, e as estimativas divulgadas hoje são avaliações feitas por instituições financeiras na semana passada. (Com Ag.BR)
O levantamento da última semana também voltou a elevar a estimativa para os preços administrados, que sofrem algum tipo de influência do governo. De 8,2%, a projeção passou a 8,7%. Com relação à taxa básica de juros, a Selic, a previsão para 2015 permanece em 12,5% ao ano. Em reunião na última quarta-feira (21), o Comitê de Política Monetária (Copom) do BC decidiu elevar a Selic em 0,5 ponto percentual, de 11,75% para 12,5% ao ano.
A projeção de câmbio foi mantida em R$ 2,80. A estimativa da dívida líquida do setor público ficou em 37% do Produto Interno Bruto (PIB, a soma dos bens e serviços produzidos no país). A projeção do déficit em conta-corrente, que mede a qualidade das contas externas, seguiu em US$ 78 bilhões.
O saldo projetado para a balança comercial caiu de US$ 5 bilhões para US$ 4,5 bilhões. Os investimentos estrangeiros estimados passaram de US$ 58,2 bilhões ao patamar de US$ 60 bilhões das projeções anteriores. A previsão de crescimento da produção industrial caiu de 0,71% para 0,69%.
O Focus é uma pesquisa semanal do Banco Central, e as estimativas divulgadas hoje são avaliações feitas por instituições financeiras na semana passada. (Com Ag.BR)
20 de janeiro de 2015
FMI reduz para 0,3% previsão de crescimento do Brasil para 2015.
O Fundo Monetário Internacional (FMI) reduziu de 1,4% para 0,3% a previsão de crescimento para a economia brasileira neste ano. Em relação a 2016, a estimativa foi reduzida de 2,2% para 1,5%. As projeções foram divulgadas em nova edição da publicação Perspectiva Econômica Mundial (World Economic Outlook, em inglês), divulgada hoje (20) pelo FMI.
A instituição diminuiu também a projeção de crescimento para a economia mundial, de 3,8% para 3,5%, em 2015. Para o ano que vem, a perspectiva de expansão da economia do planeta caiu de 4% para 3,7%.
A instituição diminuiu também a projeção de crescimento para a economia mundial, de 3,8% para 3,5%, em 2015. Para o ano que vem, a perspectiva de expansão da economia do planeta caiu de 4% para 3,7%.
19 de janeiro de 2015
Analistas mantêm projeção de inflação acima do teto da meta, mostra boletim do BC.
Os investidores e analistas do mercado financeiro elevaram pela terceira vez consecutiva a projeção de inflação para 2015, medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). A estimativa passou de 6,6% para 6,67%. A previsão continua acima do teto da meta, que é 6,5%. Os dados são do boletim Focus, divulgado na sexta-feira (16) pelo Banco Central (BC). Para 2016, o mercado aposta em fechamento do IPCA em 5,7%.
O boletim Focus da última semana também reduziu, pela terceira vez, a projeção do crescimento da economia para 2015, de 0,4% para 0,38%. A estimativa para os preços administrados, que sofrem algum tipo de influência do governo, teve alta pela sexta semana, passando de 8% para 8,2%.
O boletim Focus da última semana também reduziu, pela terceira vez, a projeção do crescimento da economia para 2015, de 0,4% para 0,38%. A estimativa para os preços administrados, que sofrem algum tipo de influência do governo, teve alta pela sexta semana, passando de 8% para 8,2%.
14 de janeiro de 2015
Empregos na construção civil recuam em 2014
É séria a crise. Aqueles que imaginavam que o cenário de recessão seria a marca de 2015, agora têm ainda mais motivos para pessimismo. Segundo pesquisa do Sindicato da Indústria da Construção Civil do Estado de São Paulo (SindusCon-SP), feita em parceria com a Fundação Getulio Vargas (FGV), a contratação de mão de obra na construção civil caiu 0,14% ao longo de 2014 com corte de 14,8 mil postos de trabalho no período de janeiro a novembro. No mesmo período, em 2013, o saldo foi positivo em 141 mil vagas.
2 de janeiro de 2012
Analistas do mercado financeiro projetam inflação menor em 2012
Depois de, em 2011, ter dado mostras que pretendia libertar-se, o dragão da inflação aparentemente voltou a ser contido pelas medidas econômicas do Governo. Pelo menos assim acreditam os operadores do mercado financeiro. O controle dos gastos públicos e o superávit primário são essenciais para garantir a queda da taxa básica de juros, a Selic, principal instrumento de combate à inflação do governo brasileiro.
Segundo a Agência Brasil, a projeção de analistas do mercado financeiro consultados pelo Banco Central (BC) para a inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), em 2012, caiu pela quinta semana consecutiva. Desta vez, a estimativa passou de 5,33% para 5,32%. Para 2011, a projeção voltou a subir, pela terceira vez seguida, ao passar de 6,54% para 6,55%. A estimativa para o IPCA está, portanto, acima do limite superior da meta de inflação (6,5%), que tem como centro 4,5%. Na próxima sexta-feira (6), o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgará o IPCA de 2011.
Caso o IPCA ultrapasse o teto da meta o presidente do BC, Alexandre Tombini, terá que justificar o que motivou o aumento da inflação, em carta aberta ao ministro da Fazenda, Guido Mantega. Essa justificativa teve que ser feita para os anos de 2001, 2002 e 2003.
O principal instrumento usado pelo BC para alcançar essa meta de inflação é a alteração na taxa básica de juros, a Selic, que atualmente está em 11% ao ano. A expectativa a taxa ao final de 2012 permanece em 9,5% ao ano.
A pesquisa do BC também traz estimativa para o Índice de Preços ao Consumidor da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (IPC-Fipe), que subiu de 5,2% para 5,22%, em 2012. A expectativa para o Índice Geral de Preços – Disponibilidade Interna (IGP-DI), neste ano, foi mantida em 4,99%. Para o Índice Geral de Preços de Mercado (IGP-M), o ajuste foi de 5,07% para 5,08%.
A estimativa dos analistas para os preços administrados foi mantida em 6,1%, em 2011, e em 4,5%, neste ano. Os preços administrados são aqueles cobrados por serviços monitorados, como combustíveis, energia elétrica, telefonia, medicamentos, água, educação, saneamento e transporte urbano coletivo.
27 de dezembro de 2011
No debate sobre crescimento econômico não há lugar para desdém
Tucanos e petistas andam se estranhando nas páginas dos jornais e na web. Os dois grupos que de tão parecidos um com o outro, nunca se deram muito bem, agora ameaçam ir às vias de fato.Tudo por conta da nova classificação do Brasil no ranking das maiores economias do mundo. A "Pátria Amada" alcançou o 6º lugar e ultrapassou a Grã-Bretanha. A última vez que havíamos frequentado o "clubinho" dos 10+ foi há quase quarenta anos, durante o "Milagre Brasileiro" comandado por Delfim Neto, durante a Ditadura Militar. Depois disso, o Brasil andou vagabundando por aí e chegou a cair para o 20º lugar, abatido pela combinação perversa de inflação e recessão na década de 80.
Mas, por que brigam estrelados e bicudos?
Nota-se um certo despeito dos tucanos. "É, estamos em 6º na produção de riquezas, mas somos o 84º no Índice de Desenvolvimento Humano (IDH). Devíamos nos envergonhar!", diz a tucanada.
No lado da turma da estrelinha, permeia o ufanismo. "O Brasil está em boas mãos. Nas mãos do 'povo brasileiro'", diz a propaganda oficial. Já a propaganda do PT mostra como tudo está melhorando graças, claro, ao engenho e às artes dos petistas.
Quem quebrou um tanto esta escalada entre o despeito e o ufanismo foi o sempre ponderado Guido Mantega. Mostrou, ontem, que ainda levará um certo tempo para, mantidos os fundamentos econômicos e os índices de crescimento, alcançarmos "padrões europeus" de desenvolvimento humano. Aliás, Mantega, seguindo a recente tradição brasileira, lembra Malan e Palloci. Condução econômica sem trancos ou "planos mirabolantes".
Ontem, o que se via era uma "guerra" de propaganda.
Hoje, gente mais responsável como Miriam Leitão, tratou de colocar as coisas em seu devido contexto.
Devemos comemorar?
Claro! E muito!
A capacidade de gerar riqueza do Brasil jamais foi questionada. A discussão era se poderíamos fazer isso de forma constante. A resposta está aí. Sim, podemos!
O governo fez a sua parte. Controlou a inflação, manteve câmbio flutuante, independência do Banco Central e política de responsabilidade fiscal agressiva como os pilares da economia. O mercado fez o resto.
Milhões de pessoas foram trazidas para o mercado de trabalho e, por decorrência, para o mercado de consumo. Em menos de duas décadas, a política econômica iniciada com FHC e aperfeiçoada sob Lula e agora Dilma, foi capaz de tirar da extrema pobreza quase dois terços dos 50 milhões de miseráveis brasileiros. Não é pouco. Portanto, não há lugar para desdém.
Por outro lado, o desafio agora é, acima de tudo, o que fazer para manter o País no topo. Dentro em breve ultrapassaremos a França, mas seremos superados pela Índia.
Não por coincidência, a Índia vem investindo há pelo menos 15 anos na chamada "economia do conhecimento"! Forma uma legião de mestre e doutores todo ano.
E aí está o grande gargalo que limita o crescimento brasileiro. A precariedade da educação no País é flagrante. Trata-se de uma crise perene no âmago do próprio sistema de ensino. Diz-se que gastamos pouco com educação. É verdade. Mas, é verdade também que gastamos mal.
A forma de compartilhar responsabilidades entre União, Estados e Municípios na educação, tem se mostrado ineficiente.
A ausência de um currículo mínimo nacional no ensino fundamental gera enormes discrepâncias entre estados, entre cidades de um mesmo estado e entre escolas de uma mesma cidade.
O salário dos professores, escorados no Piso Nacional, é constantemente ignorado pelos governadores e prefeitos. Recentemente, o governador do Pará alegou que "quebraria" o Estado caso pagasse R$ 66 de aumento para cada professor. Apesar de haver uma determinação do Supremo Tribunal Federal para que seja integralizada essa diferença, não se cogitou qualquer punição ao governante. Ora, norma sem sanção é inócua. Assim, o discurso de "todos pela educação" fica valendo só até a página três!
Elevar o investimento em educação é preciso, mas é preciso ter coragem para propor novas formas de organizar o ensino.
É isso ou o crescimento econômico será efêmero, fruto mais de acaso e sorte que de esforço e engenho. Reformar a educação brasileira é muito mais importante e complexo que, por exemplo, reformar a política brasileira. Será obra para ser executada por muita gente. A família e os profissionais da área precisam envolver-se, mas está claro que será do Governo Federal que devemos ver o primeiro sinal de que o assunto agora será prioridade para valer.
Por fim, seria profundamente injusto não colocar na lista de responsáveis por esse fabuloso desempenho os agentes econômicos brasileiros. Produtores rurais, industriais, prestadores de serviços, comerciantes e banqueiros fizerem o dever de casa. Aprendemos com os anos de inflação a fazer "economia de guerra", enxugando custos, incorporando novas ferramentas gerenciais, buscando formas novas de fazer, enfim, o "País do Futuro" deixar para trás o estigma de "País Sem Futuro" que quase nos abateu.
Por tudo isso, tucanos e petistas deveriam fazer as pazes. São "quase-irmãos"! Está provado que dar seguimento ao que presta e reparar o que tem defeito é melhor que colocar abaixo a casa.
Viemos muito bem até aqui, mas é preciso perseverar gerando empregos, distribuindo riqueza e, principalmente, formando uma nova geração de cidadãos plenos em conhecimentos e direitos. Eis aí a agenda para os próximos 20 anos!
Portanto, não há tempo para desdém. Temos muito a fazer.
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