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18 de janeiro de 2019

UFRA, em Parauapebas vai doar mudas de açaí para pequenos produtores. Veja aqui como se cadastrar!



A Universidade Federal Rural da Amazônia - Campus de Parauapebas (UFRA/Parauapebas), está divulgando o formulário de cadastro para interessados em receber doações de mudas de açaí produzidas pela turma de Engenharia Florestal-2018.1.

A produção de mudas fez parte da disciplina Introdução às Ciências Agrárias, ministrada pelo professor Pedro Henrique Oliveira Simões, com o apoio do engenheiro florestal Roberthi Alef Costa Teixeira.



As mudas também se integram à parceria entre UFRA e IDEFLOR-BIO, através do Projeto PROSAF, que luta para recuperar áreas florestais alteradas por meio da implantação de Sistemas Agroflorestais (SAF’s).

Quem quiser receber as mudas devem encaminhar o formulário preenchido digitalmente para o e-mail mudas.ufra.parauapebas@gmail.com, no período de 21 à 28 de janeiro, para análise e parecer. 

Para acessar o formulário acesse: https://parauapebas.ufra.edu.br/index.php…

A partir do dia 4 de fevereiro será divulgado no site da UFRA (https://parauapebas.ufra.edu.br) a lista dos selecionados para doação e o período para retirada das mudas. 

Mas, preste bem atenção!

O simples envio das informações não configura obrigatoriedade para doação.

Conforme recomendação do IDEFLOR-BIO, que forneceu os insumos para produção das mudas, serão priorizados produtores de pequenas propriedades rurais de Parauapebas e municípios vizinhos.

Os interessados que estiverem aptos a receber a doação devem se responsabilizar pela retirada e transporte das mudas do viveiro da UFRA Parauapebas até a sua propriedade.

Limita-se a quantidade de 50 mudas por pessoa.

18 de fevereiro de 2013

Escândalo da carne de cavalo na Europa atinge a Nestlé e o JBS

Segundo divulgou o Estadão em seu site, o escândalo da fraude no comércio de carne na Europa acertou em cheio o grupo brasileiro JBS-Friboi. A Nestlé revelou nesta segunda-feira (18), que realizou testes em alguns de seus produtos e constatou que eles continham carne de cavalo, e não de vaca, como suas embalagens apresentavam. A carne era fornecida pela JBS, que havia comprado o produto de outra empresa na Alemanha antes de repassar para a Nestlé.
A JBS é a maior empresa em processamento de proteína animal do mundo, atuando nas áreas de alimentos, couro e biodiesel. A companhia está presente em todos os continentes, com plataformas de produção e escritórios no Brasil, Argentina, Itália, Austrália, EUA, Uruguai, Paraguai, México, China, Rússia, entre outros países.
Começando em Anápolis (GO), na década de 50 do século passado, a JBS cresceu de forma exponencial nos últimos 20 anos e tornou-se um dos maiores players em um segmento dos mais competitivos. Com acesso a 100% dos mercados consumidores, a JBS possui 140 unidades de produção no mundo e mais de 120 mil empregados. 
O escândalo foi primeiro revelado na Inglaterra, há pouco mais de duas semanas, indicando a presença de carne de cavalo em produtos que se apresentavam como sendo carne de vaca, até mesmo em grandes redes de fast-food, como a Burger King e ameaça fazer grandes estragos. Este é o segundo caso grave envolvendo carne brasileira em menos de um ano. Recentemente, testes comprovaram a ocorrência de um caso da doença da vaca louca no Brasil e alguns dos países compradores de carne bovina ameaçaram suspender as aquisições do produto brasileiro. 

9 de agosto de 2012

Governo reduz preço do diesel para pescadores artesanais


O ministro da Pesca e Aquicultura, Marcelo Crivella, anunciou hoje (9) as novas regras da subvenção econômica para pescadores artesanais. O incentivo possibilita que a categoria, responsável por 70% do pescado nacional, compre óleo diesel para suas embarcações a preços menores, estimulando o mercado interno.
“O que nós estamos fazendo é adaptar uma instrução normativa para que os pescadores artesanais possam ter o direito de comprar o óleo diesel para os motores de seus barcos a preços internacionais. Assim, nós não veremos nosso mercado sendo invadido por peixes vindos do exterior”, destacou o ministro.
A assinatura da concessão dos benefícios ocorreu na cidade de Niterói, região metropolitana do Rio de Janeiro, e contou com a presença de autoridades, especialistas no assunto e pescadores. Durante a cerimônia, o ministro deu posse ao novo superintendente federal da Pesca e Aquicultura no estado, Antonio Emilio Santos.
O superintendente disse que o principal desafio é agregar o setor e colocar o estado como principal produtor de pescado em águas marinhas no país, atualmente liderado por Santa Catarina.
Marcelo Crivella também informou que, para aumentar a fiscalização e a segurança dos pescadores do Rio de Janeiro, duas lanchas estão à disposição deles na Baía de Guanabara. As embarcações podem ser acionadas por meio de um serviço telefônico gratuito exclusivo para categoria. As lanchas serão operadas pelo Instituto Estadual do Ambiente (Inea), órgão do governo do Rio, em parceria com o governo federal.
Em junho deste ano, dois pescadores integrantes de uma associação que defende os interesses da categoria foram mortos na Baía de Guanabara. A polícia investiga o caso e, até o momento, nenhum suspeito pelo crime foi apresentado. (Com ABr)

27 de julho de 2012

Sistema de radiofrequência aplicado no rastreamento e identificação animal garante qualidade e origem da carne no Brasil



Para garantir a qualidade e a origem da carne que chega à mesa do consumidor, a Embrapa Pecuária Sudeste (São Carlos-SP) desenvolveu um sistema de rastreabilidade e identificação animal, o TAG Ativo.
O sistema foi apresentado hoje (27) no "Dia de Campo na TV sobre Rastreabilidade e Identificação Animal" (DCTV), uma iniciativa da Embrapa Pecuária Sudeste e da Embrapa Informação Tecnológica (Brasília-DF), unidades da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária, vinculada ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento.

7 de julho de 2012

UE aprova soja transgênica e abre mercado para produção brasileira

A Associação Brasileira de Sementes e Mudas (Abrasem)comemora a decisão da Comissão Europeia que aprovou, em 28 de junho, a comercialização da nova tecnologia de soja transgênica que combina, na mesma semente, tolerância a herbicidas e resistência a insetos. Para a entidade, a aprovação representa a abertura do mercado internacional para o produto brasileiro, além do reconhecimento da segurança das sementes geneticamente modificadas para o mundo.
A Europa é o segundo principal destino das exportações brasileiras de soja, atrás apenas da China. Com a decisão, os produtores agora têm a garantia de um novo mercado consumidor para escoar a produção de soja transgênica.
De acordo com a Abrasem, o marco regulatório brasileiro é um dos mais evoluídos do mundo com relação aos organismos geneticamente modificados. No entanto, a entidade acredita que os mercados importadores não acompanham o ritmo com que as empresas brasileiras investem em novas tecnologias de sementes.
Um dos principais benefícios da semente transgênica, tanto para o produtor quanto para o meio ambiente, é a redução da necessidade do uso de herbicidas nas lavouras.

28 de junho de 2012

No lançamento do Plano Agrícola/2012, Dilma diz querer criar agência nacional para ATER



A presidente Dilma Rousseff informou hoje (28) que o governo federal pretende criar uma agência para cuidar da área de assistência técnica e extensão rural (ATER). Segundo ela, o objetivo é suprir a fragilidade do país na área e disseminar boas práticas agrícolas. Ao discursar no lançamento do Plano Agrícola e Pecuário 2012/2013, Dilma disse também que o governo trabalha em um Plano Nacional de Armazenagem.
“Temos uma certa fragilidade na área de assistência técnica e extensão rural. O governo está construindo uma política para essas áreas e estamos pensando na criação de uma agência capaz de de providenciar e disseminar as melhores práticas a partir de protocolos e pacotes tecnológicos, criando e especializando um grupo de agentes públicos que terá ligação com os órgãos de extensão estaduais e cooperativas. Esse talvez seja um dos maiores desafios do meu governo”, disse ela na cerimônia.

14 de junho de 2012

Soja impulsiona exportações e agronegócio gera mais de 10 bi em maio

As exportações do agronegócio alcançaram em maio o melhor resultado da história. A receita cresceu 21,2% em relação ao mesmo mês do ano passado e somou R$ 10,26 bilhões, superando o recorde de US$ 9,84 bilhões registrado em agosto de 2011.
O resultado se deve ao desempenho do complexo soja, que no mês respondeu por cerca de 90% do incremento das exportações do agronegócio, segundo levantamento doMinistério da Agricultura. O estudo mostra que em maio as vendas externas do complexo soja cresceram 31,1% em volume e 45,2% em valor.
O complexo soja também é responsável pelo bom desempenho da balança do agronegócio nos primeiros cinco meses do ano. A receita das exportações cresceu 7,1% e atingiu US$ 36,7 bilhões, e enquanto as despesas com importações recuaram 0,8% para US$ 6,945 bilhões. O superávit cresceu 9,2% para Us$ 29,7 bilhões.

22 de abril de 2012

Câmara começa a votar novo Código Florestal nesta terça-feira


A votação do texto do Senado para o Código Florestal (PL 1876/99) é o destaque da pauta do Plenário na última semana de abril. A análise do relatório do deputado Paulo Piau (PMDB-MG) começará na terça-feira (24), conforme acordo de líderes.
O relator não liberou o seu parecer, mas adiantou que vai propor a retirada das regras de recuperação das áreas de preservação permanente (APPs) em torno dos rios. Os textos aprovados tanto na Câmara quanto no Senado estipulam que, para cursos d’água com até 10 metros de largura, os produtores rurais devem recompor 15 metros de vegetação nativa.
A retirada de outros dois dispositivos do texto do Senado atende aos ruralistas. O primeiro dividia os produtores rurais em categorias para receber incentivos; o segundo impedia o recebimento de crédito agrícola por produtores que não promovessem a regularização ambiental em cinco anos.
Ao todo, são 21 mudanças (sete de mérito) propostas por Piau e algumas delas deverão ser decididas por meio de destaques para votação em separado, a favor ou contra o parecer do relator, seja para manter o texto da Câmara ou o do Senado. Nesta fase do processo legislativo, o Regimento Interno não permite a criação de novos textos, apenas a montagem da redação final com partes do substitutivo do Senado e da Câmara; ou a aprovação integral de uma das versões.

17 de abril de 2012

16 anos depois, o MST tenta transformar história em mitologia.

Como acontece todo ano, vivemos a quadra de deificação do MST. Todo abril é assim. O MST conta as lorotas que achar conveniente e a grande imprensa farta-se com imagens e textos laudatórios que, aos poucos, transformam história em mitologia. O MST, esta instituição sem existência legal, torna-se um repositório de virtudes.
As obstruções de rodovias, a invasão de prédios públicos e imóveis privados, os desvios de dinheiro público através de ongs "amigas", a venda de lotes dentro de assentamentos, a produção inexistente nos assentamentos dirigidos por eles, a guerra pelo poder dentro de associações e sindicatos, tudo isso e muito mais é olvidado.
Enquanto isso, o confronto ocorrido na curva do S, naquele abril de 1996, em Eldorado do Carajás, vai ganhando contornos de um combate entre o Bem (o MST) e o Mal (a PM paraense e o governador de então, Almir Gabriel). Nesta mitologia não há espaço para tergiversações. A clivagem está feita.
Nesta mitologia estão ausentes os caminhões saqueados, os motoristas e passageiros de diversos ônibus agredidos e humilhados, a estrada interditada, a provocação explícita à Polícia Militar e, atenção, o estopim do conflito: a decisão da turba em agredir os policiais.
Sim, queridos, a decisão de partir para o confronto teve origem no comando do MST!
Até então, a PM lhes barrava a marcha e os colocava para fora da pista.
Mas, a "ação" teria sido um fracasso se os provocadores não conseguissem "mostrar a truculência" da Polícia. Para essa gente a Polícia é, por princípio, o cão de guarda da "burguesia", instrumento de "opressão" para os tais "movimentos".
Essa gente é incapaz de ver na Polícia a defesa do cidadão de bem contra a marginália.
Eles precisam espicaçar os policiais. Eles precisam de "mártires".
Lembro da lenda contada poucos dias depois dando conta da morte de "mais de 120" na ação policial!
Felizmente, a história registra que Almir Gabriel determinou a desobstrução da rodovia. Fez o que qualquer governante sério é OBRIGADO A FAZER. Tratou de restituir a ordem violada. JAMAIS DEU ORDEM DE FAZÊ-LO MEDIANTE O USO DE FORÇA LETAL!
Mas, está claro que houve excessos no cumprimento da ordem. O comandante da operação, por falta de acuidade, não preparou a tropa para executar a operação sem causar danos letais e o resultado foi uma nódoa na história do Pará.
Todo ano reclamam os contumazes invasores de terras alheias que "apenas os comandantes foram condenados" e "que não há ninguém preso".
Quem mais deveria ser punido?
O praça que, caso não reagisse com as armas que dispunha (porque outras não lhe foram fornecidas), corria o risco de ser degolado por uma foice ou cortado à facão?
Ou o governador Almir que deu a ordem para liberar a via, mas que JAMAIS sequer sugeriu qualquer curso de ação ao comando da PM no campo?
Ora, a determinação em retirar os invasores é do governador. Os meios são definidos pelo Comando Militar que deve avaliar com atenção todas as alternativas e escolher o momento propício e o modo mais eficiente para executar a ordem governamental. Assim é em todo lugar do mundo.
As mortes ocorreram em função da combinação da falta de discernimento do comandante de campo com a decisão do comando do MST em agredir os policiais  Punir o comandante, portanto, era o mais acertado a fazer.
Quanto ao fato de estarem os réus em liberdade, trata-se de uma faculdade presente no Estado Democrático de Direito. Uma salvaguarda à liberdade que serve a TODOS NÓS, que estamos sujeitos, diante das armadilhas da sorte, ao cometimento de um delito.
Folgo em saber que o Direito Positivo do meu País é pródigo em proteger os direitos dos réus condenados. Muito maior proteção, portanto, poderá exigir o cidadão honesto!
Mas, eu não espero que o MST e seus congêneres (sim, a árvore deu brotos, sob a forma de siglas as mais variadas), compreendam o que significa coisas como Direito Positivo ou Estado Democrático de Direito. Caso entendessem não passariam seus dias a invadir terras privadas e prédios públicos, destruir propriedades e chantagear a sociedade, tudo subsidiado com dinheiro público. Não seriam, portanto, o que são: UM GRUPO INSIGNIFICANTE DE INVASORES QUE VIOLAM, DE FORMA LIVRE E CONSCIENTE, AS REGRAS QUE VALEM PARA TODOS, SOB O OLHAR COMPLACENTE DE GOVERNOS FEDERAL E ESTADUAIS!
Quem dera fossem tratados com o rigor da lei!
Seria o mínimo que poderiam esperar os pagadores de impostos.
Mas, qual o quê!
Eles são tratados a pão-de-ló. Lula já botou-lhes o chapéu à cabeça. Jatene tem mais de 200 mandados de reintegração de posse para cumprir e até agora nada fez. Dilma, mesmo que os critique privadamente, ainda lhes rende homenagens em público e lhes abastece o cofre.
Um cenário desolador que aumenta a insegurança no campo, inibe o desenvolvimento tecnológico aplicado ao agronegócio e eleva os custos de produção de alimentos. Em última instância, esta "vanguarda do atraso" funciona como o freio-de-mão de um setor que poderia produzir ainda mais e melhor. Uma pena.
Que contem suas histórias da carochinha em horário nobre. Garanto-lhes que a mim e àqueles que têm mais de dois pares de neurônios, eles não enganam. Nós conhecemos a história e não permitiremos que a transformem em mitologia.

26 de março de 2012

Conferencia elege Conselho Municipal de Desenvolvimento Rural Sustentável em Marabá


Encerrou agora a pouco a II Conferência Municipal de Desenvolvimento Rural Sustentável de Marabá, uma atividade do Conselho Municipal de Desenvolvimento Rural Sustentável (CMDRS) que contou com total apoio da Secretaria Municipal de Agricultura (Seagri) à frente Claudio Almeida, secretário de Agricultura do município.
Três grupos temáticos apresentaram as mais diversas reivindicações e sugestões visando melhor qualificar o produtor rural e alavancar a produção.
A questão do incremento da assistência técnica e extensão rural mereceu atenção especial (ATER). Todos querem uma aproximação maior entre os produtores de Marabá e a Emater, além de conseguir estrutura para que a Seagri também opere na área de ATER.
O incremento da produção e a parceria com órgãos como a CONAB e Embrapa foram muito discutidas pelos representantes de mais de 50 associações de produtores rurais presentes ao encontro.
Ao final a conferência elegeu o novo Conselho Municipal de Desenvolvimento Rural Sustentável para o biênio 2012/2013, que ficou assim constituído:
Presidente - Secretário Municipal de Agricultura; Órgãos do Poder Público: Emater, Incra, CMM, Seagri, Sema; Entidades Representativas dos Trabalhadores Rurais: Fetraf, Fecat, Fetagri, STTR, Associação de Trabalhadores Rurais de Murú-Murú; Entidade Representativa do Setor Patronal: Prorural; Entidades Não-Governamentais voltadas para o Desenvolvimento Rural Sustentável: Instituto de Proteção e Desenvolvimento Rural, Cooper Serviços, Agrotec, Extensão Amazônia, Cenar.
A eleição da diretoria do CMDRS ocorrerá na primeira reunião ordinária, prevista para o dia 17 de abril deste ano.

24 de fevereiro de 2012

Através do PRONAF, piscicultores aumentam produção de pirarucu em Conceição do Araguaia


Neste sábado (25) está sendo finalizada a segunda despesca de pirarucu criado em cativeiro, projeto desenvolvido pela Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado do Pará (Emater), no município de Conceição do Araguaia, sudeste do estado. Desta vez foram 14 toneladas – o dobro da primeira extração, realizada ano passado – retiradas de tanques escavados em propriedades de assentamento de apenas dois agricultores familiares que viram na produção do pescado uma nova forma de renda.
O pirarucu, uma das espécies de peixe mais valiosas do Brasil, com importância comercial similar a do bacalhau, tem sido criado em cativeiro por agricultores de Conceição do Araguaia, no sul do Pará. A despesca anual é de cerca de 50 toneladas – 100% vendidos para a indústria dos estados de Tocantins e Mato Grosso cerca de R$ 10 o quilo.
Integrantes da Associação dos Aquicultores de Conceição do Araguaia (Aquicon), constituída com o apoio da Emater em 2008, os 10 piscicultores cultivam, além do pirarucu, também tambaqui, tambacu, piau, curimatã e surubim pintado. Hoje, a piscicultura se tornou o carro-chefe econômico das famílias envolvidas - e o projeto da Emater até inspirou grandes produtores do município, que também passaram a criar pirarucu.
Segundo o presidente a Associação dos Aquicultores de Conceição do Araguaia (Asquicom), o agricultor Eliezer de Queiroz Junior, a organização e o coletivo foi o que fortaleceu a produção dos 65 piscicultores associados. Até a possibilidade da compra de carretas fechadas de ração, com 14 mil quilos faz o custo para a criação de peixe cair e, consequentemente, mais lucro ao produtor. “Com a criação do pirarucu eu estou conseguindo um lucro liquido que está variando de 30% a 50%. Eu deixei a bovinocultura e troquei pela piscicultura e não me arrependo”, revelou Junior Queiroz.
Este ano já está garantido o financiamento de outros dez piscicultores pelo Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf), nas linhas Agricultura Familiar (AF) e Mais Alimentos, com crédito que pode chegar a R$ 120 mil por produtor.

19 de fevereiro de 2012

Pará pode se tornar zona livre de aftosa só em outubro

O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) realiza desde o dia 16 deste mês, auditorias para ampliar a zona livre de febre aftosa. O Maranhão, Piauí, Pernambuco e o Pará são os primeiros estados a receber vacinas contra a doença após avaliação dos fiscais federais agropecuários. O objetivo é que os estados sejam reconhecidos como livres da febre aftosa até o final do ano.
Segundo o ministério, nesta primeira fase, que começou na última segunda-feira (13), “os técnicos do Departamento de Saúde Animal (DSA) vão examinar o cumprimento das inconformidades apontadas na última auditoria, realizada em julho de 2011. Também será analisado o sistema de proteção em regiões de fronteira do Pará, Piauí e de Pernambuco”.
Na primeira semana de março, os estados do Ceará e de Alagoas serão avaliados pelos fiscais federais agropecuários. O comunicado também destaca que, caso o Rio Grande do Norte e a Paraíba não cumpram a determinação do ministério podem ter a nota de classificação de risco reduzida. “Os estados do Rio Grande do Norte e a Paraíba apresentaram deficiências relevantes e correm o risco de ter a sua classificação rebaixada de risco médio para alto risco, caso não atendam às recomendações”.
Os estados que não atenderem as determinações do ministério terão “restrições comerciais com as unidades federativas que iniciarem o processo para mudança de status. Entre elas, está a proibição de comercialização de animais vivos, de produtos e subprodutos e de material de multiplicação genética”.
Caso os resultados das avaliações sejam favoráveis, o órgão iniciará em março o inquérito soroepidemiológico para verificação da ausência de circulação viral nos estados. O cronograma completo prevê atividades até outubro, quando será finalizado o processo. Com o cumprimento de todas as exigências, haverá o reconhecimento nacional da nova zona livre de febre aftosa com vacinação. Após a declaração do Ministério da Agricultura, o próximo passo será a comunicação à Organização Mundial de Saúde Animal (OIE, sigla em inglês).

"Mofo branco" e chuvas reduzem previsão de safra de soja em Goiás. Preço do óleo pode disparar


Os agricultores da região de Silvânia (GO), a 120 km de Goiânia, estão preocupados com a doença do mofo branco nas lavouras de soja. Segundo o fazendeiro e presidente do sindicato rural do município, Vonaldo Morais, o período chuvoso impede que a doença seja combatida. “Devemos ter um prejuízo em torno de cinco sacas por hectare. Teremos um rombo expressivo nessa colheita”, lamenta.
Ele acredita que o prejuízo também deve ser repassado ao bolso do consumidor. “Se a produção é menor, consequentemente menos grãos serão processados para transformarem em o óleo de soja. Com isso, o custo do produto deve ficar bem mais alto neste ano e em 2013”, salienta.

17 de fevereiro de 2012

Frente Parlamentar da Agricultura quer derrubar proibição da produção de biocombustível na Amazônia



Da lavra do sempre brilhante jornalista Val-André Mutran, direto de Brasília (DF):
Deputados integrantes da Frente Parlamentar da Agricultura (FPA) foram recebidos em audiência nesta quarta-feira (15), no Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) pelo titular do órgão, Jorge Alberto Portanova Mendes Ribeiro Filho. Entre os assuntos na pauta da reunião destacou-se a proibição de produção de biocombustíveis na Amazônia e no Pantanal.
Vice-presidente da Região Norte da FPA, o deputado federal Giovanni Queiroz (PDT/PA) explicou que a proibição começou a vigorar a partir de 2009 por força de um Decreto Presidencial que regulamentou o zoneamento agro ecológico da cana-de-açúcar. “O Decreto Nº 6961 de 17 de setembro de 2009 é inequivocamente ilegal, na medida em que não existe Lei a ser regulamentada pois, o projeto de lei encaminhado pelo Executivo ao Congresso Nacional foi a posteriori a edição do Decreto, cujo projeto de lei ainda tramita no Congresso Nacional”, destaca.
O Projeto de Lei encaminhado pelo Executivo é de Nº 6.067 de 2009 está eivado de inconstitucionalidades ao excluir a Amazônia, o Pantanal e o Alto Rio Paraguai. “Isso tem causado prejuízos ao desenvolvimento da Amazônia, prejuízo ao país, visto que o Brasil hoje é importador de etanol, apesar de termos um potencial extraordinário já identificado, ressaltou Giovanni Queiroz”.
Potencial – Os membros da FPA apresentaram uma série de justificativas que contrapõem a medida do governo federal que proibiu a produção de etanol e biocombustíveis na Amazônia, justiçando, ainda, que já existem áreas identificadas e apropriadas para o plantio desse tipo de cultura. “Apenas na região Leste do estado do Pará, há 16 milhões de hectares propícios para o plantio de cana-de-açúcar, conforme atestou estudo da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (ESALQ) em conjunto com a Universidade de São Paulo (USP) sobre o Pólo Nacional de Biocombustíveis. Denominado “Produção de Etanol: Uma Opção Competitiva para o Aproveitamento de Áreas Alteradas no Leste do Pará”, apontou o deputado Giovanni Queiroz.
O Estudo em questão, além da avaliação da aptidão agrícola, fez uma análise sobre as restrições legais ao uso e ocupação das terras que também foi feita com base na legislação ambiental vigente, fornecendo subsídio para uma primeira estimativa das áreas passíveis de utilização para o cultivo da cana-de-açúcar no Estado. Áreas especialmente protegidas (Lei nº 6.745/2005) e demais áreas com vegetação nativa existentes nesta região foram descontadas do cômputo das terras passíveis de utilização.
Ainda segundo o Estudo da ESALQ/USP, descontando-se as áreas especialmente protegidas e as áreas cobertas com vegetação nativa, cerca de 16,46 milhões de hectares foram considerados passíveis de utilização com a cultura da cana-de-açúcar. Destes, 9,01 milhões de hectares (54,7%) foram classificados como de alta aptidão quanto às condições edáficas e de relevo, sendo que mais de 370 mil hectares encontram-se nas áreas onde não há necessidade de irrigação.
Ministério vai se manifestar – O ministro Mendes Ribeiro agendou um novo encontro com os parlamentares da FPA para o próximo dia 28 deste mês. “Entregamos nas mãos do ministro toda a documentação sobre o assunto e ele se mostrou sensível ao problema e prometeu se debruçar sobre a matéria, convocando imediatamente os técnicos da pasta para analisar a demanda apresentada. Sentaremos novamente e quantas vezes forem necessárias para corrigirmos essa proibição absurda”, disse Queiroz. Completando: “Não tem nada que justifique essa vedação que proíbe a produção de tão estratégico combustível e proibindo também qualquer financiamento para essa atividade naquelas regiões. Uma resolução do Conselho Nacional do Meio Ambiente também proibiu a liberação pelo Conselho Monetário Nacional de linhas de crédito para esta atividade nos Biomas citados, determinando que as Secretarias Estaduais de Meio Ambiente proíbam a expedição de licença para a implantação de novas destilarias de álcool”, o que, na opinião dos deputados da FPA constitui-se um ato ilegal.

7 de fevereiro de 2012

Votação do Código Florestal marcada para março

O novo Código Florestal voltará à pauta da Congresso Nacional no dia 6 de março, data acertada entre governo e parlamentares para votação do texto na Câmara dos Deputados. A proposta, que já havia sido aprovada pela Câmara, sofreu mudanças no Senado e deve ser levada diretamente ao plenário, sem passar por comissões da Casa. Depois da Câmara, a nova legislação ambiental deverá finalmente seguir para sanção presidencial.
Segundo a Agência Brasil a data e o acordo para votação foram discutidos hoje (7) em reunião entre a ministra de Relações Institucionais, Ideli Salvatti, e os ministros da Agricultura, Mendes Ribeiro, e do Meio Ambiente, Izabella Teixeira. Os relatores do texto no Senado, senadores Luiz Henrique da Silveira (PMDB-SC) e Jorge Viana (PT-AC), o novo relator da proposta na Câmara, Paulo Piau (PMDB-MG), e o líder do PMDB na Câmara, Henrique Eduardo Alves, também participaram da reunião.
“Já foi acertada no colégio de líderes a votação para os dias 6 ou 7 de março. A reunião de hoje era para afinar essa posição”, disse Piau.
O relator informou que pediu contribuições ao texto de universidades e organizações da sociedade civil e que as avaliações serão apresentadas aos ministros em nova reunião na próxima semana. “Conversei com dez consultores e especialistas, e todos foram unânimes em dizer que o texto do Senado melhorou muito”, contou.
Apesar do aparente acordo, algumas questões provocaram polêmica na tramitação no Senado e deverão ser rediscutidas na Câmara. Entre as mudanças feitas ao texto pelos senadores está a determinação de que as áreas desmatadas irregularmente até 2008 sejam consideradas consolidadas e que os produtores que desmataram depois desse período sejam obrigados a recompor suas reservas legais. A bancada ruralista na Câmara não ficou satisfeita com a obrigatoriedade de recomposição e, em dezembro, já dava sinais de que não aceitaria a mudança no texto.
A expectativa é que os deputados concordem em elaborar um “emendão”, juntando todas as propostas complementares à versão do Senado em uma só emenda ao texto.
Contrárias às possíveis flexibilizações na legislação florestal, organizações ambientalistas já estão em campanha para pedir o veto da presidenta Dilma Rousseff a pontos do novo código que permitam novos desmatamentos ou reduzam a proteção das matas nativas.

3 de fevereiro de 2012

MAPA divulga lista de fazendas que podem exportar carne para Europa. Goiás lidera. Nenhuma fazenda do Pará consta na lista


O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) divulgou hoje (3) a lista das 1.948 fazendas autorizadas a exportar gado bovino para abate e carne in natura para a União Europeia (UE). A partir de agora, as autoridades sanitárias brasileiras ficarão responsáveis pela atualização e divulgação da lista a cada 15 dias no site do ministério.
Até agora, o documento tinha que ser publicado primeiramente no Diário Oficial europeu. O gerenciamento da chamada Lista Trace era feito exclusivamente pelas autoridades europeias desde 2007. Com a decisão, os relatórios das auditorias brasileiras não precisarão mais ser enviados à Comissão Europeia. O Mapa informou que pretende diminuir a burocracia do processo de credenciamento das fazendas autorizadas a vender para a União Europeia.
Segundo o ministério, a medida é um reconhecimento dos avanços do sistema brasileiro de rastreabilidade (Sisbov), incrementado, principalmente, após o embargo imposto pela UE à carne bovina do país no início de 2008. Para o diretor de Programas do ministério, Ênio Marques, é a retomada da confiança da UE no cumprimento das exigências de saúde animal pelo Brasil.
Goiás e Minas Gerais lideram a listagem. Em decorrência de ainda não ser considerado livre de febre aftosa e dos baixos investimentos em criação rastreada, mesmo com um dos maiores rebanhos do Brasil, o estado do Pará não tem nenhuma fazenda na lista.

31 de janeiro de 2012

Invasão é crime e a sociedade não abre mão disso”, diz Kátia Abreu em festa do agronegócio no RJ


A presidente da Confederação Nacional da Agricultura (CNA), senadora Kátia Abreu (PSD-TO), disse hoje (30), no Rio de Janeiro, que a insegurança jurídica e a logística no país, que considerou “impraticável”, são desafios que o Brasil terá de vencer para que o agronegócio possa prosperar ainda mais.
“O grande desafio é planejar o agronegócio para 2020, tentar minimizar os gargalos para que nós possamos chegar lá como o maior produtor e maior exportador de alimentos do mundo. E nós temos condições para isso, de forma sustentável, sem precisar desmatar uma árvore. Basta nós implementarmos fertilização nas nossas áreas, elaborarmos grandes planos de negócios, direcionarmos os produtores para as atividades corretas, que nós podemos aumentar a produção”.
A senadora participou de solenidade comemorativa dos 115 anos da Sociedade Nacional de Agricultura (SNA), que foi o berço da CNA.
Destacou que documentos, decretos e instruções normativas, “que o governo emite todos os dias”, agravam a questão da insegurança jurídica no que diz respeito, por exemplo, às invasões de fazendas e ações do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST). Mas reconheceu que esses problemas têm sido minimizados pelo enfraquecimento do movimento, “devido ao descrédito que ele tem hoje na sociedade. Invasão é crime e a sociedade não abre mão disso”.
O crescimento da China em 2011, em torno de 8,5% não deve alterar as exportações brasileiras de alimentos, avaliou Kátia Abreu. Mas os preços internacionais não devem se sustentar. "Poderá ter uma queda [nos preços] das commodities. Isso é uma coisa natural que aconteça. Mas nós precisamos estar preparados para isso, porque crise é crise”.
Segundo a Agência Brasil, Kátia Abreu afirmou que a presidente Dilma Rousseff a tem surpreendido de forma positiva na construção de um novo modelo de política agrícola para o país. Criticou, porém, que as preocupações do Executivo têm se concentrado ainda nas contingências de curto prazo, como câmbio, crédito e inflação, deixando de lado “questões cruciais, estruturais”.
“Se não partirmos para as reformas estruturantes”, como as reformas política, da Previdência e tributária, “o Brasil não vai andar como deveria”.
A senadora aproveitou a solenidade para criticar alguns órgão do governo federal que, na opinião dela, não cumprem o apapel que a sociedade espera e acabam se envolvendo em escândalos. Para ela, o Departamento Nacional de Obras Contra as Secas (Dnocs), a Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste (Sudene) e a Superintendência de Desenvolvimento da Amazônia (Sudam), entre outros, servem apenas “para desvio de recursos” e para nomeação de pessoas que não têm projetos nem compromissos com o país.

19 de janeiro de 2012

Pará pode receber classificação de "Área Livre de Aftosa" até agosto deste ano

O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) vai iniciar no próximo mês de fevereiro uma auditoria no rebanho bovino paraense com vistas à declaração do Estado como área livre da febre aftosa com vacinação. Nos meses de março e abril começará a investigação sorológica do rebanho do Estado. Em maio acontecerá a coleta de amostras no campo para verificação da presença do vírus transmissor, em propriedades sorteadas.
“Se tudo correr bem, já no final de agosto o Pará será declarado estado livre da aftosa com vacinação”, afirmou o titular da Sagri, Hildegardo Nunes à Agência Pará. Hildegardo esteve reunido com o ministro Mendes Ribeiro na última terça (17), em audiência na sede do Mapa. Também participaram do encontro, que tratou do avanço do programa de erradicação da febre aftosa, o diretor-geral da Agência de Defesa Agropecuária do Pará, Mário Moreira, secretários de Agricultura e diretores gerais das Agências de Defesa Agropecuária do Maranhão e Piauí.
Segundo o secretário, o próximo passo depois da declaração pelo Mapa será a comunicação à Organização Internacional de Epizotias (OIE), órgão sediado na França, que fará o reconhecimento internacional de que o Pará é área livre da aftosa com vacinação.
Hoje, somente a região de Carajás é considerada área livre da aftosa com vacinação. Com a liberação de todo o Estado, os produtores do Marajó, da Região do Tapajós e do nordeste paraense – que hoje ainda são consideradas áreas de risco médio - também serão beneficiados com a liberação da exportação da carne para outros estados e países.
Hoje, o Estado do Pará tem um rebanho calculado em 18,2 milhões de bovinos e 437 mil bubalinos.

Prejuízos causados pela seca no Sul já passam de R$ 2 bilhões


Enquanto estados das regiões Sudeste e Centro-Oeste contabilizam os prejuízos causados pelas chuvas dos últimos meses, na Região Sul o problema continua sendo a estiagem. Além dos transtornos causados à população, a seca afetou a produção agrícola regional, causando prejuízos de mais de R$ 2 bilhões ao setor e contribuindo para o aumento dos preços de diversos alimentos em todo o país.
No Rio Grande do Sul, 291 cidades decretaram situação de emergência. Segundo a Defesa Civil estadual, mais de 1,6 milhão de pessoas estão sendo afetadas.
Em Santa Catarina, 80 cidades estão em situação de emergência por conta da seca. Quase 490 mil pessoas já foram prejudicadas pela falta de chuvas. Até esta segunda-feira (16/1), a Secretaria de Agricultura do estado estimava que as perdas agropecuárias chegavam a R$ 497 milhões. De acordo com a Defesa Civil catarinense, a estiagem deve permanecer até amanhã (20), quando podem ocorrer chuvas isoladas, a partir da região meio-oeste.
No Paraná, o governador Beto Richa decretou situação de emergência em 137 cidades. Segundo a assessoria do governo, o decreto coletivo desta última segunda-feira visa a agilizar o atendimento aos municípios atingidos pela estiagem que assola o estado desde novembro de 2011. A Secretaria Estadual da Agricultura e Abastecimentoestima que a estiagem comprometeu 11,5% da safra de verão, prevista em 22,13 milhões de toneladas, o que significa um prejuízo financeiro de R$ 1,52 bilhão.
Nos últimos dias, os governos federal e dos três estados anunciaram medidas para auxiliar as localidades e agricultores afetados. No último sábado (14/1), o governador gaúcho, Tarso Genro, anunciou a liberação de R$ 54,42 milhões para ações emergenciais e medidas preventivas contra a estiagem. Desse total, R$ 28 milhões são provenientes do governo federal, dos quais o estado já recebeu R$ 18 milhões. Tarso também anunciou que a Secretaria Estadual de Habitação e Saneamento irá investir R$ 5 milhões na extensão de redes de água, compra de bombas para poços artesianos e reservatórios nos municípios atingidos pela estiagem.
Em Santa Catarina, somados os recursos federais e estaduais, o socorro chega a R$ 28,6 milhões. Entre as medidas anunciadas na última segunda-feira pelo governador Raimundo Colombo e pelos ministros da Agricultura, Mendes Ribeiro Filho, e do Desenvolvimento Agrário, Afonso Florence, estão a construção de 333 poços artesianos em municípios atingidos pela seca e a liberação de recursos do seguro agrícola mediante laudos técnicos da Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural de Santa Catarina (Epagri).
O governador Beto Richa também prometeu aplicar R$ 21,5 milhões na instalação de 300 sistemas comunitários de fornecimento de água em várias regiões paranaenses. Outros R$ 10 milhões serão investidos junto com o Ministério da Integração Nacional na implantação de cisternas em comunidades rurais historicamente afetadas pela falta de água, iniciativa que, segundo a assessoria do governo, irá atender especialmente os produtores de frangos, suínos, leite ehortaliças.
O governo paranaense também vai destinar R$ 6 milhões para ajudar quem precisa comprar insumos agrícolas(fertilizante, máquinas, defensivo agrícolas) e acelerar as vistorias em plantações a fim de que os produtores possam solicitar o ressarcimento das perdas pelo Programa de Garantia da Atividade Agropecuária (Proagro) e o pagamento do Seguro da Agricultura Familiar (Seaf).

30 de dezembro de 2011

Regras para produção de leite mudam a partir do dia 1º. Norte e Nordeste têm até 2013 para adequações


O Ministério da Agricultura aumentou o rigor para a produção de leite na maior parte do país, com o objetivo de aumentar a qualidade do produto. As regras valem a partir de domingo (1°). A medida inclui ordens para que o local onde o gado é mantido tenha piso impermeável a fim de facilitar a limpeza e o escoamento da água, além do controle de temperatura para a pasteurização do leite na média de 4 graus Celsius (ºC). Para a ordenha (retirada do leite), será necessário definir uma dependência própria.
A Instrução Normativa nº 62, publicada hoje (30) no Diário Oficial da União, fixa um escalonamento de prazos e limites para a redução de Contagem Bacteriana Total (CBT) e Contagem de Células Somáticas (CCS) até o ano de 2016.
O objetivo, segundo o governo, é aprimorar o controle sanitário do rebanho – no que se refere a doenças, como brucelose e tuberculose -, além de obrigar que seja feita análise para pesquisa de antibióticos, por exemplo, no leite.
Pelas regras, os produtores das regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste terão novos limites para CBT e CCS. Atualmente, esses índices podem chegar a 750 mil por mililitro. Mas a partir de janeiro a tolerância será de até 600 mil por mililitro. As regras no Norte e Nordeste só serão exigidas a partir de janeiro de 2013.
As normas foram consolidadas pela Câmara Setorial da Cadeia Produtiva do Leite e foram baseadas em estudos feitos pela Embrapa Gado de Leite e no histórico dos programas de qualidade das empresas de laticínios. De acordo com o Ministério da Agricultura, em nove anos de vigência das regras sobre qualidade de leite no país, houve uma série de avanços no setor, como investimentos em eletrificação rural, melhoria das estradas para facilitar o escoamento da produção e treinamento dos produtores em práticas de manejo e controle sanitário.
Porém, para o ministério, o principal êxito foi a conquista da ampliação das relações do produtor com a indústria e o mercado. Segundo as autoridades, para atender às demandas, foi criado um grupo de trabalho que acompanha a execução do Programa Nacional de Melhoria da Qualidade do Leite.