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7 de março de 2019

DNIT finalmente libera BR-163. Mais de 2.500 caminhões estavam retidos



Finalmente, no início da tarde desta quinta-feira (7), com quase um dia de atraso em relação ao prazo anunciado, foi liberado o tráfego de caminhões no trecho da BR-163, no sentido do Porto de Miritituba (PA), que estava interrompido, conforme o site mostrou aqui. O DNIT havia prometido concluir os serviços na via ontem (6), mas não conseguiu. Assim, somente hoje foi possível liberar o fluxo de veículos. A expectativa é que a fila de caminhões seja zerada até o final do dia. 


4 de março de 2019

BR-163 somente será liberada na quarta-feira de cinzas. Caminhões estão retidos próximo a Moraes Almeida, Itaituba



A interdição da BR-163 continua, apesar atuação conjunta entre o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT), Exército Brasileiro e Polícia Rodoviária Federal (PRF) continua nesta segunda-feira, (4), para garantir o deslocamento dos caminhões que estão na rodovia, indo em direção aos portos de Miritituba/PA. A previsão de liberação do tráfego, antes fixada para hoje, foi adiada para a próxima quarta-feira (6).


22 de novembro de 2017

#Logística - Ministro dos Transportes espera atrair investidores estrangeiros para garantir "Ferrogrão"


A implantação da Estrada de Ferro 170, conhecida como "Ferrogrão", começou a ser discutida através de audiências públicas e o governo espera atrair investidores da Europa para o empreendimento. Foi o que afirmou o ministro dos Transportes, Maurício Quintella, nesta terça-feira (21) durante audiência pública em Sinop (MT).

A Ferrogrão, que vai ligar Sinop ao porto de Mirirituba, no Pará, é uma das obras mais estratégicas para o desenvolvimento do chamado "Arco Norte" - região formada por áreas do Mato Grosso, Roraima, Goiás, Tocantins e Pará e grande produtora de soja, sorgo e outros grãos, além de ter forte presença da agricultura e pecuária.

A Ferrogrão se integrará ao sistema intermodal que prevê ainda o asfaltamento da BR 163, conhecida como Santarém-Cuiabá, a derrocagem do Pedral do Lourenção que viabilizará a Hidrovia Tocantins-Araguaia e a Fepasa, a Ferrovia Paraense. Quando concluídas e integradas, essas obras vão garantir logística de qualidade e verdadeira competitividade para produtos brasileiros.

Quintella afirmou que irá à Europa, no final deste mês, e apresentará a Ferrogrão a investidores alemães, russos, além de chineses que já teriam demonstrado interesse em participar da exploração da Ferrogrão.

A Ferrogrão impressiona pelos números que envolve. Com mais de 1.150 quilômetros de extensão, tem custo estimado em mais de 12 bilhões de reais, deve transportar mais de 25 milhões de toneladas em cargas diversas, já em seu primeiro ano de funcionamento. As estimativas apontam a ferrovia deverá transportar mais de 45 milhões de toneladas em cargas a partir de 2050 e o leilão deve ser realizado no final de 2018. Quem ganhar o certame poderá explorar a ferrovia por 65 anos.

A primeira audiência pública aconteceu nesta terça-feira (21), em Cuiabá. As audiências acontecerão em Belém (PA), no dia 27 de novembro, em Itaituba, no dia 3 de dezembro, e em Novo Progresso (PA), no dia 4 de dezembro. Em Sinop, a audiência pública será no dia 8 de dezembro. A última sessão será realizada em Brasília, no dia 12 de dezembro.

26 de janeiro de 2016

Novo diretor de Infraestrutura Aquaviária do DNIT reconhece abandono do modal hidroviário e promete corrigir rumos

Assim que o recesso do Senado acabar, o plenário vai examinar a indicação de Erick Moura de Medeiros (à esquerda, na foto), para o cargo de diretor de Infraestrutura Aquaviária do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit). A nomeação de Erick Moura foi aprovada pela Comissão de Serviços de Infraestrutura (CI) do Senado, no dia 16 de dezembro de 2015.

Durante a sabatina da CI, Erick Moura de Medeiros observou que o Brasil dispõe de 28 mil quilômetros de rios navegáveis, aos quais podem ser acrescentados outros 15 mil km se forem realizadas algumas obras. O transporte hidroviário, apontou, é mais barato e emite uma quantidade menor de CO2.

Erick esteve por mais de vinte anos na Marinha do Brasil, onde reformou-se como Capitão de Corveta, é bacharel em Ciências Navais pela Marinha e pós-graduado em Estado Maior, Planejamento e Assessoramento. Hoje é corregedor do Ministério dos Transportes. Junta, portanto, o conhecimento técnico com o conhecimento do funcionamento da máquina burocrática.

Mas, apesar do currículo vistoso, o que chamou a atenção durante a sabatina na Comissão de Infraestrutura do Senado foi a franqueza de Erick.

Indagado sobre o porquê de tão pouco investimento no transporte hidroviário, Erick respondeu que essa modalidade de transporte jamais foi valorizada. "Os governos, vou dizer isso, historicamente não deram valor a estas questões. Não estou falando de governo A, B ou C. Ao longo do tempo nós deixamos de pensar como governo em relação a isso", disse.

Ao longo do debate, Erick demonstrou que o transporte hidroviário é mais barato, causa menos avarias nas cargas e polui pouco. Mas, investir neste modal não foi uma política importante de governo ao longo dos últimos anos. "De fato isso (a construção da infraestrutura hidroviária) não custa caro. Mas, deixou de ser uma política importante para o país. A minha percepção é essa. De fato é mais barato e agora estamos tendo oportunidade de mudar esse foco e colocar para a sociedade que é possível transportar cargas e passageiros com mais segurança, de forma mais econômica e degradando menos o meio ambiente", concluiu Erick.

Enquanto isso, uma hidrovia como a Araguaia-Tocantins, estratégica e necessária, não sai do papel e Marabá, uma das poucas cidades brasileiras a ter disponíveis os quatro modais (hidroviário, aéreo, rodoviário e ferroviário), sofre graves prejuízos. A falta de vontade política para resolver esse problema emperra o desenvolvimento de Marabá, de toda região do Carajás e, sem exagero, colabora para o atraso nacional no setor de logística.

Tomara que a chegada de Erick Medeiros realmente sinalize a mudança de rumos na política de investimentos do governo no setor de transporte e logística. 

Em tempo, hoje o transporte hidroviário representa apenas 5% do setor, contra 30% do ferroviário e 52% do modal rodoviário. É um percentual ridículo quando comparado com o potencial nacional e com as vantagens que o modal hidroviário detém sobre os demais. 

22 de setembro de 2014

A pedido, Fraxe é exonerado do DNIT

O diretor-geral do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit), general Jorge Ernesto Pinto Fraxe, foi exonerado a pedido. A exoneração foi publicada nesta segunda-feira (22), no Diário Oficial da União. Ele já havia entregue o cargo ao cargo ao ministro dos Transportes, Paulo Sergio Passos, no inicio de julho.
Fraxe assumiu a direção-geral do Dnit após a "faxina ética" promovida por Dilma em seu primeiro ano de governo. Ele substituiu Luiz Antônio Pagot, filiado ao PR, que foi afastado em meio a um escândalo de corrupção.
O PR pressionou a presidente para mudança do comando do Dnit em troca de apoio à reeleição. Mas o discurso no Palácio do Planalto, em julho, era que Fraxe queria deixar o cargo para fazer uma cirurgia. Na época havia perspectiva de não emplacar o superintendente de licitações da Valec, Handerson Cabral, em seu lugar. (Com informações e imagem d' O Globo).

26 de dezembro de 2011

Corrupção desvia mais de R$ 1,1 bilhão em um ano, diz Controladoria Geral da União

A charge acima do imortal Millor Fernandes ilustra de forma perfeita a forma como a praga da corrupção instalou-se no País.
A Controladoria Geral da União divulgou hoje um balanço preliminar de suas investigações em cinco ministérios e a coisa chega a assombrar. Mais de R$ 1,1 bilhão foram desviados dos cofres públicos!
Vejam o que diz a reportagem de O Globo, hoje:
"Investigações da Controladoria Geral da União (CGU) constataram desvios que somados alcançam a cifra de R$ 1,1 bilhão em órgãos sob responsabilidade dos ministérios dos Transportes, Agricultura, Turismo, Esporte e Trabalho. As cinco pastas foram comandadas por ministros afastados pela presidente Dilma Rousseff por suspeita de irregularidades. O montante inclui tanto recursos pagos quanto dinheiro cuja liberação chegou a ser barrada antes do pagamento.
A soma não inclui investigações ainda em curso da Polícia Federal (PF), que apura se houve ou não pagamento de propina a servidores, apontados como facilitadores dos esquemas de corrupção. A apuração da CGU também identificou 88 servidores públicos que estariam envolvido nas fraudes. A maior fonte de irregularidades apurada se concentra no Ministério dos Transportes, onde o ex-ministro Alfredo Nascimento (PR) montou uma estrutura ligada a seu partido, à qual cabia a responsabilidade de decidir o destino de recursos para obras em estradas e ferrovias. Pelo menos 55 funcionários da pasta - quase todos afastados de suas funções - são investigados em 17 sindicâncias ou processos disciplinares instaurados para apurar desvios de verbas."