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| Tião Miranda - Ele teria desistido de renunciar por conta de "orações e apelos" |
Durante todo o dia de hoje (2), Tião prepara a divulgação dos integrantes do primeiro escalão. A expectativa é que amanhã (3), seja feito o anúncio oficial do secretariado.
Tião sucederá João Salame Neto que, mesmo tendo sido afastado por duas vezes e governado sem apoio do governador Simão Jatene, justamente no momento de maior retração econômica do País, realizou cerca de 400 obras, incluindo o asfaltamento de quase 200 quilômetros de ruas. O prosseguimento do programa de construção de escolas e creches, das obras de asfaltamento e a ativação da nova UPA, devem ocupar o centro das preocupações de Tião Miranda.
Além disso, há o pagamento de salários e benefícios para o funcionalismo. Com 9.200 funcionários ativos - dos quais 7 mil são concursados - a Prefeitura gasta R$ 20 milhões por mês com o pagamento de salários. A Secretaria de Educação, maior unidade orçamentária do município, emprega 4.945 servidores e sua folha de pessoal custa R$ 11 milhões em média todos os meses aos cofres públicos. Além disso, tem um custo elevado com o pagamento de inativos e pensionistas de seu instituto de previdência - o Ipasemar.
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| Mesa da posse - Tião Miranda assume como 38º prefeito de Marabá |
Tião também citou seus problemas de saúde para justificar a renúncia da qual desistiu. “Cheguei até mesmo a enviar uma carta de renúncia, mas não pode ser considerada renúncia porque não cheguei a tomar posse”, disse ao minimizar o ato em que oficializou sua desistência.
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| Grande interesse - Plenário da Câmara lotado para posse de Tião |
Segundo um vereador muito ligado ao prefeito, a "renúncia à renúncia" teve a intervenção direta do Governador do Pará, Simão Jatene, que pressionou Tião para que assumisse o cargo. Sem Tião na prefeitura de Marabá, Simão teria a Rede Sustentabilidade dirigindo uma das mais importantes cidades do Pará, além do que não poderia contar com Gesmar Costa - suplente de Tião - na ALEPA. Gesmar deve ser a ponta-de-lança do governador em Parauapebas, cidade que passa a ser conduzida por Darci Lermen, muito ligado ao ministro da Integração Helder Barbalho (PMDB), candidatíssimo à sucessão de Jatene.
Para consumo externo, Tião afirmou que foram "as muitas orações" e "apelos" que o demoveram da renúncia. Verdade ou não, caso tivesse renunciado ao cargo, Tião teria comprometido de vez sua carreira política. Daria ainda mais munição para aqueles que o consideraram omisso em 2011 na luta pelo Estado do Carajás.
Mas, a atuação errática de Tião no episódio ainda ameaça ter desdobramentos. A oposição estuda questionar o ato da Câmara que deu posse ao prefeito.
Tem quem afirme que a renúncia à posse seria ato unilateral e irretratável, que independeria de reconhecimento por parte da Câmara.
Por outro lado, ainda não foi esclarecido se afinal Tião Miranda renunciou previamente ao mandato de deputado estadual, quando isso foi feito e se esse ato seria o bastante para afastar a titularidade do mandato de deputado. A Lei Orgânica de Marabá pune com a perda de mandato o prefeito que assumir sendo titular de outro mandato eletivo.
Por outro lado, ainda não foi esclarecido se afinal Tião Miranda renunciou previamente ao mandato de deputado estadual, quando isso foi feito e se esse ato seria o bastante para afastar a titularidade do mandato de deputado. A Lei Orgânica de Marabá pune com a perda de mandato o prefeito que assumir sendo titular de outro mandato eletivo.
Por tudo isso, a cena política em Marabá ainda promete fortes emoções neste início de 2017 e a população da cidade só pode torcer para que Tião Miranda, caso permaneça no cargo, faça uma gestão competente nesse momento de crise.
Além de dar posse ao prefeito, a sessão da Câmara elegeu a mesa diretora que ficou assim constituída:
Presidente - Pedrinho Corrêa;
Vice-Presidente - Irismar Sampaio;
2º Vice-Presidente - Paulo Sérgio Varela, o Badeco;
1ª Secretária - Cristina Mutran;
2º Secretário - Alécio Strigari;
3º Secretário - Edinaldo Machado.



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