26 de novembro de 2015

Brasil - Corajoso, Marconi defende fim da estabilidade no serviço público e padrão militar para educação. Veja o vídeo.

Marconi - Coragem para enfrentar paradas indigestas
Políticos são animais estranhos. Manhosos, gostam de permanecer nas chamadas "zonas de conforto", evitando contrariar a opinião dominante. Astutos, tratam de falar exatamente aquilo que os grupos influentes e os formadores de opinião querem ouvir. Mas, às vezes, alguns espécimes resolvem tomar um "chazinho da verdade" e acabam prestando grandes serviços à sociedade.

Vejam lá.

O governador de Goiás, Marconi Perillo (PSDB), defende o regime celetista para a contratação de servidores públicos e militarização de escolas estaduais, duas paradas indigestas para qualquer político, e fez isso com a convicção que costuma demonstrar em suas ações. 

Marconi já havia criticado a estabilidade do serviço público em outras oportunidades. Para o governador de Goiás, a estabilidade é "a coisa mais imbecil e mais burra que existe".

Marconi comparou o setor público à iniciativa privada e defendeu cumprimento de metas. "À exceção das carreiras de Estado, (a estabilidade) não existe na iniciativa privada e não deveria existir daqui pra frente no serviço público. Cada vez mais, temos de trabalhar a questão do mérito e da qualidade do serviço. Na minha opinião, o regime de contrato deve ser o celetista, alinhavado à questão de metas", afirmou, para completar: "O servidor tem de comparecer ao trabalho e entregar um bom trabalho. Na iniciativa privada, se uma meta não é cumprida, o servidor é dispensado. Por que seria diferente no setor público? Temos de ter respeito ao dinheiro público".

Irretocável, como se vê. Apenas esquerdopatas haverão de discordar da lógica dessa afirmação.

Sobre a questão de dotar escolas públicas com o mesmo padrão das escolas militares, Marconi foi claro. "Eu disse e repito: não podemos ter baderneiros nas escolas. Escolas que não conseguem lidar com baderneiros precisam de um modelo diferente, de um conceito diferente. Para essas pessoas, a melhor coisa é a escola militar. Há que se ter disciplina, hierarquia e respeito", disse no bate-papo.

Na semana passada, durante um encontro com empresários em Salvador (BA), Marconi disparou: "fui num evento e tinha um grupo de professores radicais da extrema esquerda me xingando. Eu disse: tenho um remedinho pra vocês. Colégio Militar e Organização Social. Identifiquei as oito escolas desses professores. Preparei um projeto de lei e em seguida militarizei essas oito escolas. O Brasil está precisando de 'nego' que tenha coragem de enfrentar"". Marconi fazia referência a grupo de professores que protestou em evento em junho, no Centro Cultural Oscar Niemeyer.

Perillo disse ter descoberto também que o Sindicato dos Professores estava descontando um percentual dos servidores para a entidade, sem autorização. Os recursos eram usados para custear propaganda contra o governo na TV. "Estavam arrecadando R$ 750 mil por mês. Mandei cortar", disse, afirmando que não pretende "fazer graça com esse pessoal que não está preocupado em melhorar a educação".

A seguir, veja o vídeo do "#PapoComGovernador - Educação".

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