Para João Salame, o momento é oportuno para se buscar alternativas viáveis que representem fortalecimento para a economia local. “A prefeitura, como uma das interessadas no projeto, irá participar ativamente da construção da proposta, colaborando no que for preciso para a viabilização“, afirmou.
Beto frisou a importância que Marabá possui como grande ponto de confluência. "Marabá é, sem dúvida, uma cidade abençoada. Com quatro modais de transporte - rodoviário, ferroviário, aquaviário e aéreo - à disposição, temos capacidade de receber cada vez mais investimentos, mesmo em épocas de crise", disse Beto.
Pelo menos um grande grupo empresarial já demonstrou interesse em Marabá. A Cevital, empresa argelina que chegou ao país recentemente, pode ser a próxima a se instalar na cidade.
Recentemente, o presidente da companhia anunciou a desmobilização futura de uma unidade siderúrgica da Cevital para transferir ao Pará, buscando ficar mais próximo da matéria prima e verticalizar a produção. Equipes técnicas da companhia irão iniciar os estudos para verificar o local apropriado para a futura instalação. Marabá, com sua posição estratégica privilegiada, é forte concorrente.
Italo Ipojucan, presidente da Associação Comercial de Marabá e grande entusiasta da ideia, participou da solenidade e deve continuar integrando o grupo que já vem discutindo há meses alternativas para a verticalização mineral na região.
O grupo de trabalho é composto por dez membros e tem como presidente o secretário de Desenvolvimento Econômico, Mineração e Energia, Adnan Demachki. Os participantes serão indicados pelo governo do Estado, Vale, Assembleia Legislativa, Federação das Indústrias do Pará (Fiepa), Associação Comercial e Prefeitura de Marabá.
Simão Jatene ressaltou a importância do compromisso para o desenvolvimento do Pará. “Tenho a clareza de que a parceria entre o Estado e o setor mineral vai perdurar por muito tempo. É possível aprimorar os projetos e criarmos condições para que eles aconteçam. Nosso crescimento só se concretiza se criarmos a viabilidade e sustentabilidade econômica, e é isso que estamos fazendo. Queremos contribuir para o crescimento do país, mas a partir do nosso próprio desenvolvimento”, afirmou.
O governador destacou ainda que o esforço deverá ser por um desenvolvimento que contemple a melhoria da qualidade de vida da população. “Nas últimas décadas, a economia cresceu, mas a população também, e a evolução deste avanço na economia não resultou em melhorias dos indicadores sociais. A palavra sustentabilidade, na Amazônia, não admite adjetivação. Ela deve ser, ao mesmo tempo, econômica, ambiental e social”, disse.
Sobre o funcionamento do grupo de trabalho, Adnan Demachki destacou que o empenho será por mostrar resultados práticos durante o ano, apresentando alternativas de investimentos que possam viabilizar economicamente a implantação do complexo siderúrgico em Marabá. “Não vamos medir esforços para que possamos viabilizar esse empreendimento tão sonhado em Marabá e levar o desenvolvimento para todo o Estado”, explicou ele.
Ainda segundo o protocolo assinado, os investimentos no setor mineral devem continuar a trazer benefícios à economia local por meio de agregação de valor à cadeia produtiva, em especial, a geração de emprego e renda. “Acompanhamos e vivemos a história do Pará, um Estado que queremos tão bem. O trabalho será construído nesses próximos meses em relação ao empreendimento e discernimento de alternativas e possibilidades. Esse trabalho veio em um momento especialmente importante, em que nosso país vive uma crise econômica, política e ética, e precisamos ter iniciativas, já que não podemos esperar que as respostas venham do governo central”, disse o presidente da Vale. (Com informações da Agência Pará)



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