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| Os Batista - Eles podem rir à toa |
Mas, Wanderson dos Santos, negro, pobre e morto não teve nenhuma chance contra Thor Batista, o muito vivo, muito loiro e inda semi-rico (pelo menos até que a Polícia Federal coloque as mãos sobre o que restou da fortuna estranhamente construída pelo papai do pimpolho) filho de Eike.
Desembargadores da 5ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJ-RJ) absolveram, nesta quinta-feira (19), Thor Batista. Um ano depois da batida, Thor foi condenado pela juíza Daniela Barbosa, da 2ª Vara Criminal de Duque de Caxias, a pagar R$ 1 milhão e a prestar durante dois anos de serviço comunitário.
Ele também teve o direito de dirigir suspenso por dois anos. A juíza pediu ainda a investigação do perito que apontou a velocidade do carro na hora da batida de 110km/h. No laudo seguinte, feito por outro profissional, a velocidade registrada era de 135km/h.
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| Wanderson - Sem justiça para a vítima |
Mas os advogados recorreram e agora reverteram a situação. Desta última decisão também cabe recurso. Mas os Batista, que recentemente deixaram de ser ricos, podem rir mais uma vez. Eles sabem que a Justiça brasileira é, como dizia o General Barata, "uma potoca".
Dois dos três magistrados votaram a favor da absolvição: Luiz Felipe da Silva Haddad e Paulo de Oliveira Baldez. Cairo Ítalo Franca David foi o único que votou pela condenação. Na sentença condenatória de primeira instância, a magistrada pede a apuração de “supostas evidências de crimes” praticados no processo, inclusive por Eike e Thor, citados em pedido de investigação ao Ministério Público sobre um acordo com o bombeiro militar Márcio Tadeu Rosa da Silva, que teria recebido R$ 100 mil como “compensação” pelo “auxílio e consolo à família da vítima”.
Dois dos três magistrados votaram a favor da absolvição: Luiz Felipe da Silva Haddad e Paulo de Oliveira Baldez. Cairo Ítalo Franca David foi o único que votou pela condenação. Na sentença condenatória de primeira instância, a magistrada pede a apuração de “supostas evidências de crimes” praticados no processo, inclusive por Eike e Thor, citados em pedido de investigação ao Ministério Público sobre um acordo com o bombeiro militar Márcio Tadeu Rosa da Silva, que teria recebido R$ 100 mil como “compensação” pelo “auxílio e consolo à família da vítima”.
O acidente
Na noite de 17 de março de 2012, Thor Batista atropelou e matou um ciclista que cruzava a Rodovia Washington Luís (BR-040), na altura de Xerém, em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense.
O ajudante de caminhão Wanderson Pereira dos Santos passava de bicicleta pela pista sentido Rio, na descida da serra, e foi atingido pelo carro do filho do bilionário, uma Mercedes-Benz SLR McLaren prata, placa EIK-0063, ano 2006.
Na noite de 17 de março de 2012, Thor Batista atropelou e matou um ciclista que cruzava a Rodovia Washington Luís (BR-040), na altura de Xerém, em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense.
O ajudante de caminhão Wanderson Pereira dos Santos passava de bicicleta pela pista sentido Rio, na descida da serra, e foi atingido pelo carro do filho do bilionário, uma Mercedes-Benz SLR McLaren prata, placa EIK-0063, ano 2006.
Ao final, caso essa decisão não seja revista nos tribunais superiores, o único condenado será Wanderson dos Santos. A vítima já está condenada à morte e, salvo na memória da família, ao esquecimento. Enquanto isso, Thor pode continuar sua "brilhante" trajetória como "empresário", forma como é tratado por grande parte da imprensa. Há momentos em que bate um orgulho danado de ser brasileiro. Só que não.



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