20 de fevereiro de 2015

Polícia pede preventiva e divulga imagens dos envolvidos na chacina de Conceição do Araguaia

Jhonnys - Um dos executores da chacina
Antonio Marcos - O outro executor
A polícia do Pará conseguiu, até agora, prender apenas um dos cinco suspeitos de envolvimento na chacina de Assentamento Estiva, em Conceição do Araguaia. Apesar identificados e com pedido de prisão preventiva, os mandantes e executores do crime continuam evadidos. Apenas o elemento conhecido como "Cabeça", foi preso. Com ele foram encontradas duas foices com marcas de sangue que e deverão ser periciadas pelo Instituto Médico-Legal.
Oziel - Mandante da chacina
Segundo relatos de moradores das cidades de Conceição do Araguaia e Redenção, os colonos acampados no Assentamento Estiva, quase todos moradores de Redenção, começam a retornar para a cidade com medo de novos atos de violência e dizem que só pretendem retornar após a prisão dos assassinos.
Oliveira - Também mandante
O Incra, responsável pela regularização do assentamento, afirma que precisará de, pelo menos, mais 90 dias para conseguir concluir o processo de desapropriação.
Velório e Sepultamento
Os seis corpos da família assassinada na madrugada de terça-feira (17) foram velados no Ginásio de Esportes 13 de Maio, de Redenção, desde à noite de quarta-feira quando os corpos foram trazidos de Marabá, após serem periciados no Instituto Médico Legal. O sepultamento aconteceu ontem (19), sob grande comoção.
Na chacina foram mortos Washington Muniz, sua esposa Leidiane, os filhos Júlio César, 15 anos, Wesley, 9 anos, e Sâmia, 13 anos, e também um sobrinho, Mateus Soares, de 15 anos.
Cabeça - Único preso
Os Suspeitos
Dorvile Azevedo Belém Filho, o “Cabeça”, 42 anos, que emprestou as armas usadas na chacina, é o único preso até o momento, localizado no próprio assentamento.
Os mandantes do crime são os irmãos Oziel Ribeiro de Moura, 38 anos, e Oliveira Ribeiro de Moura, 34 anos, ambos residentes em Redenção. Foram eles que contrataram os criminosos, os irmãos Jhonnys Santos Pereira e Antônio Marcos dos Santos, para executar os colonos, por causa de um lote de terra que o Incra tomou de Oziel e cedeu para a família das vítimas.
Apenas uma das vítimas foi morta à tiros, as demais foram assassinadas a pauladas na cabeça. A dedução é que as foices foram usadas para cortar as gargantas e outras partes dos corpos, depois de estarem estendidos no chão, mortos. Os criminosos fizeram isso para evitar que os corpos viessem à tona no rio onde os corpos foram jogados.
A polícia já tem informação de que Jhonnys já esteve preso em Eldorado de Carajás, onde foi acusado de decapitar um mototaxista daquela cidade.

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