7 de dezembro de 2011

No "direito de resposta" de Jatene fica claro o jeito tucano de ser! Ou O "paraensismo" de ocasião!

Muito bem, queridos.
Quer dizer que Jatene usou o "direito de resposta" que lhe foi dado pelo Dr. Castelo!
Antes de seguir, um comentário.
Como vocês sabem, vez por outra peço que leiam os posts mais antigos, não é?
Trata-se, claro, de alguma gabolice. Um certo orgulho bobo que me permito. Sei que o orgulho não é cristão, mas o que fazer se a carne é fraca?
De toda sorte, ao contrário de FHC, amigão de Jatene, eu não pretendo que "esqueçam o que escrevi"! Ao contrário! Insisto que LEMBREM O QUE ESCREVI!
Na segunda (05) escrevi aqui  que "aposto com vocês que Jatene gastará no máximo dois minutos para dizer que "nem conhece Fernando Henrique" e que portanto não tem nada com a Lei Kandir! Haja óleo de peroba! O resto do tempo que lhe foi dado pela benevolência do Judiciário, na pessoa deste juiz paraense, será empregado para mostrar o quão maravilhoso era o Pará até dezembro de 2006 e é, agora, a partir de janeiro de 2011 (como se sabe, no período intermediário, segundo os tucanos, vivemos uma era de sombras e escuridão)."
Mais adiante, no mesmo post, afirmei que era "a oportunidade para exercitar a mistificação que os seus "pastéis de vento" são incapazes de levar à cabo. Ouviremos mais lenga-lenga em voz empostada falando de "muitas mãos" e "muitos corações"."
O tiozinho aqui, como se vê no vídeo, superestimou Jatene. Para justificar a OMISSÃO diante da criação da famigerada Lei Kandir, de autoria de FHC, seu amigão, Jatene gastou apenas 1 minuto e mesmo assim apenas piorou a sua já precária posição!

Percebam que durante esse minutinho, Jatene em momento algum respondeu ao que foi veiculado pela campanha do SIM.
O que a campanha do SIM disse foi que, em 1996, FHC era presidente, Almir Gabriel era governador, Zenaldo Coutinho era presidente da Assembleia Legislativa e Jatene era o "grão-vizir" do Pará quando o Estado foi para o sacrifício. O quarteto era harmônico e entrosado. Zenaldo e Jatene FICARAM CALADOS E DE BRAÇOS CRUZADOS ENQUANTO FHC ERA PRESIDENTE E O PARÁ ERA PENALISADO!
Curiosamente, e o próprio Jatene mostra isso, somente quando Lula assumiu a presidência Jatene "lembrou-se" de "lutar contra a Lei Kandir"!
Ou seja, para os tucanos a coisa funciona assim: Quando foi para beneficiar a política de FH, exploda-se o Pará! Quando foi para criar dificuldades para Lula, resolvia-se "lutar" pelo Pará!
Ora, chega de enrolação!
Os fatos ocorreram como acima foi exposto: JATENE E ZENALDO FORAM OMISSOS QUANDO O PARÁ FOI SAQUEADO POR FHC! LEMBRARAM-SE QUE SÃO PARAENSES MUITO TEMPO DEPOIS QUANDO O OBJETIVO ERA FAZER OPOSIÇÃO À LULA!
Jatene é igual à Fafá. Esta quando lhe interessou capou do nome artístico o "de Belém", na época atrapalhava os negócios. Depois, voltou a usá-lo para vender disco em Portugal (existe Belém lá na Terrinha, gajos!).
Assim faz todo o sentido Jatene e Fafá, juntos, na campanha do Não! Neles está encarnada a mais alta expressão do sentimento que move a auto proclamada "elite belenense": O "PARAENSISMO DE OCASIÃO"! 
Nos outros quatro minutos Jatene tentou, naquela voz empostada de cantor de churrascaria, operar a mistificação.
Além de mostrar-se "preocupado" e listar obras, de relvante  somente a afirmação que manteve "distância da campanha". É mole?
Com Orly Bezerra, o "marqueteiro de estimação", o cara que controla a milionária verba de publicidade do Governo do Pará, fazendo a campanha do Não, Jatene não precisava mesmo aparecer! Ele, como se vê, é do tipo que dá o tapa e esconde a mão!
Com Zenaldo Coutinho, o "garoto de ouro", o cara que o dedaço de Jatene pretende transformar em prefeito de Belém, presidindo a frente do Não, realmente Jatene não precisava mesmo aparecer.
Mas, somente um tolo não viu as digitais de Jatene nesta campanha CONTRA CARAJÁS E TAPAJÓS!
JATENE SEMPRE ESTEVE POR TRÁS DESTA CAMPANHA MENTIROSA ORQUESTRADA PELOS TUCANOS DE BELÉM CONTRA CARAJÁS E TAPAJÓS!
Cabe aqui a pergunta: Por que Jatene escreveu a maldita "carta"?
Escrevi aqui no blog que a presença de um jornalista com a credibilidade de Paulo Henrique Amorim reforçando os argumentos da campanha do SIM fez balançar os eleitores belenenses. A consolidação dos votos do "Não" é muito precária. Baseia-se na emoção de "ser paraense" e no sentimento de "perder o Estado". Quando confrontados com informações e dados concretos os eleitores paraenses demonstravam simpatia pela criação dos novos estados (isso foi confirmado por pesquisas feitas pelas duas frentes). Para evitar uma sangria de votos, a campanha do Não resolveu usar sua "arma de destruição em massa": Simão Jatene!
Jatene saiu das sombras e partiu para o ataque mais absurdo que se tem notícia na história política do Pará!
A carta escrita por Jatene e publicada nos jornalões de Belém passará para a história como uma das maiores peças de terrorismo eleitoral que se tem notícia.
A turma do Jatene apostava que a presença de parlamentares tucanos na frente do SIM, como José Megale, líder do governo na Assembleia, seria suficiente para frear a resposta à Jatene. Realmente, a ação dos tucanos pode ter atrasado a resposta, mas não evitou o contra ataque dos que defendem Carajás e Tapajós. Acertadamente, passaram a tratar Jatene como mais um adversário qualquer e isso o Califa não tolera!
Ao fim e ao cabo, foi Jatene com sua carta desastrada quem transformou a campanha numa briga "em rinha de galos"!
Mostrou-se ofendido ou magoado no vídeo, fazendo caras e bocas de "otoridade"!
Repetiu o bordão manjadíssimo na base do "estou preocupado com o dia seguinte".
Égua do cara!
Pois eu, meus parentes, estou é preocupado com a GERAÇÃO SEGUINTE!
Como ficaríamos sem a criação dos dois novos estados?
Teríamos que fazer "das tripas, coração" para desenvolver nossas regiões APESAR do Governo do Pará!
Continuaríamos a ver nossos doentes mais pobres morrendo nas portas dos hospitais aqui ou em Belém!
Permaneceríamos esquecidos e abandonados por uma elite que está presente no Poder do Estado há mais de 25 anos!
Seguiríamos nossa sina de lutar contra tudo e contra todos para criar nossos filhos e gerar riquezas que vão parar nos bolsos dos políticos de Belém!
Mas, queridos, eu sigo tendo esperança.
Espero que a razão vença o sentimentalismo.
Que a verdade vença a mistificação.
Que a coragem vença a indecisão.
Que a solidariedade vença o egoísmo.
Que a esperança vença o medo! 

Nenhum comentário:

Postar um comentário