13 de dezembro de 2011

Alunos do Pronera realizam estudo e diagnóstico em assentamento de Marabá



Divididos em grupos, alunos do curso Técnico em Agropecuária, com ênfase em Agroecologia, realizaram pesquisa e diagnóstico entre agricultores do assentamento 26 de Março em Marabá para descobrir qual a história das pessoas que vivem na área, o quê produzem, dificuldades e desafios.
O curso é resultado de uma parceria entre o Programa Nacional de Educação na Reforma Agrária (Pronera) do Incra com o Instituto Federal do Pará (IFPA). É dividido em etapas, realizadas por meio da pedagogia da alternância - uma das características marcantes dos cursos do Pronera. Nesse modelo de aprendizagem, os estudantes (agricultores assentados e seus filhos) passam 30 dias em sala de aula numa dinâmica próxima à convencional, o chamado Tempo-Escola, e 30 dias nos lotes, o Tempo-Comunidade, momento em que aplicam os conhecimentos aprendidos em sala de aula.
A apresentação do diagnóstico aconteceu no início deste mês, quando os 80 alunos retornaram das atividades do Tempo-Comunidade, e contou com a participação de professores e coordenadores do IFPA/CRMB, representantes de movimentos sociais, agricultores do 26 de Março, e da asseguradora do Pronera no Sul do Pará, Ana Maria Martins Barros.
Foram entrevistados 38 agricultores, de um universo de 208 assentados, para saber o histórico da fazenda onde o assentamento foi criado, a luta que empreenderam até o assentados, as vantagens e desvantagens de estarem na terra, o que produzem e qual a infraestrutura implantada pelo Incra.
O estudo faz parte das atividades curriculares do curso e foi feito por meio de processos formativos integrados, articulando áreas de conhecimento, saber popular e científico, formação humana e profissional, diferentes práticas, tempo e espaços, visando contribuir para a sustentabilidade da agricultura familiar e camponesa no Sul e Sudeste paraenses, considerando as dimensões econômica, sociocultural, ambiental e político-institucional.
Para Ana Maria, o projeto articula ações contínuas de educação do campo. "Essas ações contribuem com a formação de profissionais do campo comprometidos com a melhoria das condições de vida e de trabalho nos assentamentos e comunidades agrícolas da região. É também uma forma de garantir continuidade de estudos aos jovens agricultores assentados, oriundos de vários municípios do estado", avalia. (Com informações da Ascom/MDA)

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