20 de fevereiro de 2015

CPI da Petrobras começa na quinta-feira. Tucanos preparam lista de convocação, mas excluem Lula. "Não é o momento", diz Aécio

Lula - Sem convocação para ele. Por enquanto...
O presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha, marcou para próxima quinta-feira (26), ao meio-dia, a instalação da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Petrobras. Durante a reunião, serão definidos o presidente e o relator da comissão. Um dos dois será indicado pelo PMDB, que lidera o maior bloco partidário.
Enquanto isso, o PSDB, maior partido da oposição já se prepara para apresentar propostas de estruturação e funcionamento da CPI, além de um lista de requerimentos que prevê acesso a documentos e interrogatório de envolvidos no esquema de desvio de recursos públicos na estatal brasileira de petróleo. Mirando em medalhões petistas, a lista dos tucanos deixa de fora Lula e Dilma. "Não é o momento ainda de chamá-los", disse Aécio Neves, que lidera a oposição.
O PSDB vai propor a criação de três sub-relatorias para dar maior agilidade aos trabalhos da CPI: de Sistematização, com o objetivo de organizar todo o acervo probatório da comissão; Operacional, para conduzir a investigação propriamente dita e Núcleo Político, para investigar a atuação de agentes políticos na organização criminosa que se instalou na Petrobras.
Os requerimentos serão submetidos à análise dos demais partidos de Oposição para que sejam apresentados em conjunto. De acordo com o Líder do PSDB, deputado Carlos Sampaio (SP), essas são as primeiras contribuições do PSDB para o início dos trabalhos da CPI.
“As investigações que estão em curso mostram que a maior estatal brasileira foi alvo de um esquema criminoso, que desviou bilhões e que atuava de forma organizada e sofisticada. O que a sociedade espera saber é onde os recursos foram parar e quem se beneficiou dessa roubalheira sem precedentes na história”, afirmou.
Veja a seguir as propostas dos tucanos:

Criação de três sub-relatorias:
- de Sistematização
- Operacional
- Núcleo Político

Requerimentos de quebra de sigilo bancário, telefônico e fiscal:
- José Dirceu – que teria recebido dinheiro de propina pago por empreiteiras
- Antonio Palocci – junto com José Dirceu era, segundo Alberto Youssef, ligação de empresários da Toyo Setal com o PT
- João Vaccari Neto, tesoureiro do PT
- Renato Duque, ex-diretor de Serviços da Petrobras
- Pedro Barusco, ex-gerente de Engenharia da Diretoria de Serviços da Petrobras

Requerimentos de Convocação:
- José Dirceu – que teria recebido dinheiro de propina pago por empreiteiras
- Antonio Palocci – junto com Dirceu era, segundo Alberto Youssef, ligação de empresários da Toyo Setal com o PT
- Mário Goes – apontado como um dos operadores financeiros do esquema e atuava em nome de várias empresas contratadas pela estatal.
- Júlio Faerman – empresário, representante da companhia SBM Offshore no Brasil e apontado como o lobista responsável por intermediar pagamentos de propina a funcionários da petroleira brasileira
- Sérgio Machado - ex-presidente da Transpetro
- Fernando Soares, conhecido como Fernando Baiano – apontado como operador do esquema de corrupção na Petrobras
- João Vaccari Neto – Tesoureiro do PT
- Renato Duque, ex-diretor de Serviços da Petrobras
- Pedro Barusco – ex-gerente de Engenharia da Diretoria de Serviços da Petrobras
- Eduardo Leite - executivo da Camargo Corrêa
- Augusto Mendonça - executivo do grupo Toyo Setal
- Júlio Camargo – executivo do grupo Toyo Setal
- Ricardo Pessoa – presidente da UTC Engenharia

Requerimentos para o compartilhamento de documentos
- de todo acervo da CPMI da Petrobras
- de todos os levantamentos dos sigilos impostos dos inquéritos no âmbito da PGR (Procuradoria-Geral da República)
- de todos os inquéritos no âmbito do relator dos processos da Operação Lava Jato no STF, ministro Teori Zavascki
- de todos os documentos no âmbito do juiz federal Sérgio Moro, que conduz as investigações da Lava Jato

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