Acontece nesta terça-feira (20) assembleia geral dos profissionais da educação filiados ao Sintepp, em Marabá. A partir das 15 horas, na sede campestre do sindicato, no bairro São Félix, os educadores discutem questões como o pagamento da chamada hora-atividade, a portaria de lotação da Secretaria Municipal de Educação (Semed) para 2015 e o não pagamento das progressões que muitos julgam ter direito.
Em seu blog na internet, a direção do Sintepp, mesmo sem ter tido ainda uma reunião oficial com o prefeito João Salame e com o secretário de Educação, Pedro Souza, afirma acreditar que os gestores "deverão propor mudanças na SEMED cujo o objetivo é reduzir o valor atual da folha de pagamento da SEMED. Isso tem criado diversos rumores, tais como: o corte da gratificação de regência e a redução da gratificação de mestrado e doutorado, porém até agora não há nada de oficial".
Os dirigentes sindicais reclamam da remoção de serventes e agente de portaria que estariam sendo remanejados para outras escolas.
Segundo a direção do Sintepp "as medidas administrativas do Governo devem estar direcionadas a aumentar suas receitas e a reduzir contratações desnecessárias. Qualquer coisa diferente disso resultará no movimento radicalizado dos trabalhadores."
No jargão sindical, "movimento radicalizado" pode ser traduzido como ameaça de greve, o que traria enormes prejuízos para toda a comunidade escolar de Marabá. Greves no serviço público são sempre nocivas para a população e na Educação causam sérios danos ao processo de aprendizagem e ao planejamento escolar.
A Semed de Marabá viveu um ano escolar atípico em função da última paralisação dos docentes e, agora, caso uma nova greve venha a ser deflagrada e a depender de sua duração, poderá ter que novamente readequar seu calendário para cumprir o mínimo legal de 200 dias letivos, sobrecarregando professores, funcionários e alunos, além de atropelar o processo ensino-aprendizagem.
Por princípio, defendo o direito de todos no que diz respeito à manifestação e reivindicação, mas é impossível não ficar preocupado com a possibilidade de um movimento grevista impedir até mesmo o início do ano letivo, principalmente quando os índices do IDEB em Marabá apontaram um declínio preocupante.
Tomara que haja muito bom senso entre sindicalistas e os representantes do governo municipal (como, de resto, sempre tem havido). Que cheguem a um acordo marcado pelo equilíbrio entre os direitos dos profissionais de ensino e as condições do caixa da Prefeitura, para evitar que o alunado, a verdadeira razão de ser de gestores e educadores, não seja prejudicado.

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