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| Aneel - Para os diretores do órgão apagão foi culpa de "São Pedro" |
“Uma coisa é você desligar com controle. Outra coisa é perder o controle e perder todas as usinas. Aí, o desastre é maior. Então, quando se percebe que a carga é superior à capacidade de produção, corta-se carga para ficar equivalente à capacidade de produção. Do contrário, coloca-se o sistema em risco”, disse Raive Barros.
De acordo com o ONS, na tarde de ontem, restrições na transferência de energia das regiões Norte e Nordeste para o Sudeste, aliadas ao aumento da demanda no horário de pico, provocaram a redução na frequência elétrica. Barros explicou que foi programada redução na faixa de 5% do consumo de energia, para que o controle do sistema fosse garantido.
Para ele, o país está enfrentando uma situação de coincidência entre o baixo nível dos reservatórios com elevado consumo de energia. Ele ressaltou que o ONS está atento às variações de demanda, para administrar não só automaticamente, mas manualmente, toda a carga e evitar dificuldades de operação. “Principalmente em função do verão, com altas temperaturas e, consequentemente, um índice de utilização do sistema de refrigeração elevado. Os dois fatores fazem com que a operação do sistema seja feita com mais cuidado.”
Para André Pepitone, outro diretor da Aneel, é importante ressaltar que o fornecimento de energia foi restabelecido em uma hora, o que, segundo ele, prova a robustez do Sistema Interligado Nacional e que todos os equipamentos que buscam manter o controle do sistema funcionaram.
“Ao baixar a frequência, o ONS tomou as medidas corretas, diminuiu a carga, recuperou a frequência e imediatamente o sistema voltou a operar”, disse. Para Pepitone, o setor está sujeito a falhas e exige atenção. “Com certeza, este ano é um ano que exige atenção. Tem que torcer para chover, não é?”
Eis o que nos resta: torcer para chover!
Nos tempos idos de FHC, um apagão foi tornado por petistas e aliados um episódio de proporções bíblicas. Era a "prova provada" do fracasso do "modelo tucano", baseado em privatismo, desmonte da máquina pública e ausência de investimentos no setor elétrico. Um crime de lesa-pátria, sem dúvida!
Doze anos depois, sucedem-se episódios semelhantes. Fica claro que, caso o país estivesse crescendo a modestos, digamos, 4% ao ano não haveria energia firme capaz de atender a demanda. Não dá para colocar a falta de planejamento na conta de "São Pedro"!
Falar que é preciso "torcer para chover" chega a ser um deboche com os consumidores. Até o momento apenas Sul, Sudeste e partes do Centro-Oeste foram atingidos, mas é possível que logo Norte e Nordeste não sejam poupados da falta de previsão e investimentos em geração de energia por parte do Governo Federal. (Com informações da Ag.BR)

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