Com a apresentação da denúncia, o Ministério Público Federal dá início à tentativa de punir alguns dos responsáveis pelo maior escândalo de corrupção da história e recuperar, pelo menos, R$ 971 milhões, dinheiro desviado através de fraudes nas licitações da Petrobras. O prejuízo, contudo, pode ser muito maior. Considerando apenas o que foi identificado até aqui, mais de R$ 10 bilhões podem ter sido roubados pela quadrilha. Segundo os denunciantes, parte do dinheiro roubado foi repassado para o PT, PMDB e PP.
A expectativa é que o juiz Sérgio Moro despache nos autos aceitando as denúncias até esta sexta (12).Nesta quinta, o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, esteve em Curitiba (PR) para se reunir com a força-tarefa do MPF do Paraná que atua no caso e discutiu quais medidas deverão ser tomadas a partir do oferecimento das denúncias.
Segundo o MPF, das 35 pessoas denunciadas, 22 são ligadas às empreiteiras Camargo Corrêa, Engevix, Galvão Engenharia, Mendes Júnior, OAS e UTC (veja abaixo a lista com os nomes dos 35 denunciados).
Com as ações na Justiça, os procuradores tentarão recuperar 3% dos valores de contratos firmados entre as empresas e a Petrobras por meio do esquema de fraude em licitações. Segundo o MPF, esse era o percentual destinado à propina pago por empresas corruptoras aos beneficiários.
"Essas pessoas, na verdade, roubaram o orgulho do povo brasileiro. A complexidade dos fatos nos leva a intuir a dimensão desta investigação. Seguiremos como sempre fizemos – o Ministério Público Federal – de forma serena, de forma equilibrada, mas de forma firme e contundente. Cada pessoa, pela disposição legal, responde, tem responsabilidade, pelo ato que praticou", declarou Janot.

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