Vocês lerão a seguir uma entrevista esclarecedora e muito oportuna com Beto Salame (na foto acima, ao lado da esposa, Agilene Salame e das três filhas), advogado marabaense e ex-secretário de Planejamento de Marabá que, seguindo os passos do irmão João Salame, prefeito de Marabá, lançou-se na política eleitoral como candidato a deputado federal pelo PROS e disputa para valer uma das 17 cadeiras do Pará na Câmara Federal, com grandes chances de eleger-se garantindo que Marabá e a região Sul/Sudeste do Pará não perca representatividade em Brasília.
A longa entrevista será dividida em duas partes. Leiam abaixo a primeira delas. Vale a pena conferir o que pensa Beto Salame. Ele fala sobre sua opção pela política, a importância de eleger Dilma e Helder e de sua principal bandeira de luta - garantir recursos para os municípios do interior do Pará.
Boa leitura a todos.
Por quê você
decidiu ser candidato a deputado federal nessas eleições?
Olha, em primeiro lugar, não pretendia ser candidato. Sou advogado
e procurador de Marabá e pretendia seguir nessa carreira, mas, a política
acabou entrando na minha vida através do meu irmão, João Salame, prefeito de
Marabá. Sempre coordenei suas campanhas, participando das discussões e de todas
as atividades políticas. Por isso, quando o deputado Asdrubal Bentes, nosso
candidato natural, não pode disputar esta eleição e meu nome foi apresentado ao
nosso grupo, eu topei o desafio imediatamente. Não tenho a vaidade pessoal de
ser deputado federal, mas tenho o compromisso com a nossa região, com Marabá e
com nosso grupo político. Essa é a razão dessa candidatura.
Você lembrou do
deputado federal Asdrubal Bentes. Qual a sua avaliação da atuação dele em
Brasília?
Antes de mais nada, é bom lembrar que cada deputado federal
tem cerca de 18 milhões de reais em emendas ao Orçamento da União, todos os
anos. Em apenas quatro anos é possível destinar mais de 60 milhões de reais.
Esse dinheiro todo é destinado aos municípios em que cada um tem atuação.
Asdrubal trouxe grande parte desses recursos para Marabá e também atendeu
outros municípios da região. Foi um grande deputado. Um verdadeiro campeão na
liberação de verbas para nossas cidades. E isso independente de apoiar o
prefeito do município! Uma demonstração de seu espírito republicano e
democrático. Asdrubal, que me apoia desde o início dessa caminhada, é para mim
um exemplo que pretendo seguir. Então, eleger um deputado federal significa
garantir mais recursos para nossa região. Coloquei meu nome à disposição da
nossa gente porque sei que estou pronto para seguir o caminho aberto por
Asdrubal e trazer ainda mais verbas para financiar o desenvolvimento do
interior do Pará.
Como tem sido
essa experiência?
Tem sido incrível. Ao longo desse ano percorri cerca de 120
municípios paraenses. Conheci todas as regiões do Estado. Vi que as
desigualdades regionais são imensas e vi nossa gente abandonada, marca do atual
governo do Pará. O atual governador do Pará é incapaz de se relacionar com o
Governo Federal e com os prefeitos que não rezam pela sua cartilha. Quem sofre
as consequências dessa atuação míope do governador é o povo mais necessitado
que fica sem saúde, educação, segurança, emprego e obras. Acredito que chegou a
hora de colocar o governo do Pará em sintonia com o Governo Federal, elegendo
Dilma para presidente e Helder governador.
Porque é tão
importante eleger os dois?
Tenho como exemplo Marabá. Aqui, o governador não colocou um
centavo sequer, mas o prefeito João Salame tem como aliada a presidenta Dilma e
os recursos estão chegando. Serão mais de 600 milhões de investimentos em
asfalto, urbanização e saneamento. Dá para imaginar como ficaria ainda melhor
se tivéssemos um governador que tratasse Marabá e o interior do Estado com
atenção e carinho. Tudo estaria muito melhor. Nessa caminhada pelo Pará percebi
que nós, políticos, temos a obrigação de juntar nossas forças e retribuir a
confiança e a esperança de nosso povo com obras e serviços. Vi muita
desigualdade, mas vi principalmente muita vontade, garra, vontade de prosperar.
Nossa gente é trabalhadora e esforçada, só precisa de estímulo e apoio. É isso
que vamos garantir a partir da nossa atuação na Câmara Federal.
Qual a sua
principal proposta de atuação na Câmara Federal?
Minha campanha tem como foco garantir o desenvolvimento do
interior do Pará. Por anos, os recursos do Estado foram concentrados em Belém. Está
na hora de mudar essa realidade. É verdade que os recursos são poucos, mas tudo
fica pior quando as escolhas feitas pelos governantes são erradas. O sul e
sudeste do Pará, por exemplo, sofrem com a falta de leitos nos hospitais, vagas
nas escolas e policiais nas ruas. Resolve-se isso com incentivo ao
desenvolvimento, aumento dos repasses do Fundo de Participação dos Municípios e
políticas regionais devidamente articuladas.
Como isso seria
possível?

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