29 de setembro de 2014

“Quero trabalhar pelo desenvolvimento do interior do Pará”, diz Beto Salame

Eleições costumam reservar surpresas. Candidatos favoritos derrapam nas curvas do caminho e acabam perdendo a preferência e o voto do eleitor. Enquanto isso, candidatos novos conseguem densidade e volume de campanha suficientes para seguirem competitivos. Pesquisas mostram que isso está acontecendo nestas eleições aqui no Pará. Entre os cinco candidatos a deputado federal mais citados pelo eleitor paraense, estão Éder Mauro e Beto Salame, dois estreantes na disputa. Eles deixam para trás pesos-pesados da política do Pará e se afirmam como potenciais vencedores na pleito de domingo.
Vocês lerão a seguir uma entrevista esclarecedora e muito oportuna com Beto Salame (na foto acima, ao lado da esposa, Agilene Salame e das três filhas), advogado marabaense e ex-secretário de Planejamento de Marabá que, seguindo os passos do irmão João Salame, prefeito de Marabá, lançou-se na política eleitoral como candidato a deputado federal pelo PROS e disputa para valer uma das 17 cadeiras do Pará na Câmara Federal, com grandes chances de eleger-se garantindo que Marabá e a região Sul/Sudeste do Pará não perca representatividade em Brasília.
A longa entrevista será dividida em duas partes. Leiam abaixo a primeira delas. Vale a pena conferir o que pensa Beto Salame. Ele fala sobre sua opção pela política, a importância de eleger Dilma e Helder e de sua principal bandeira de luta - garantir recursos para os municípios do interior do Pará.
Boa leitura a todos. 
Por quê você decidiu ser candidato a deputado federal nessas eleições?
Olha, em primeiro lugar, não pretendia ser candidato. Sou advogado e procurador de Marabá e pretendia seguir nessa carreira, mas, a política acabou entrando na minha vida através do meu irmão, João Salame, prefeito de Marabá. Sempre coordenei suas campanhas, participando das discussões e de todas as atividades políticas. Por isso, quando o deputado Asdrubal Bentes, nosso candidato natural, não pode disputar esta eleição e meu nome foi apresentado ao nosso grupo, eu topei o desafio imediatamente. Não tenho a vaidade pessoal de ser deputado federal, mas tenho o compromisso com a nossa região, com Marabá e com nosso grupo político. Essa é a razão dessa candidatura.
Você lembrou do deputado federal Asdrubal Bentes. Qual a sua avaliação da atuação dele em Brasília?
Antes de mais nada, é bom lembrar que cada deputado federal tem cerca de 18 milhões de reais em emendas ao Orçamento da União, todos os anos. Em apenas quatro anos é possível destinar mais de 60 milhões de reais. Esse dinheiro todo é destinado aos municípios em que cada um tem atuação. Asdrubal trouxe grande parte desses recursos para Marabá e também atendeu outros municípios da região. Foi um grande deputado. Um verdadeiro campeão na liberação de verbas para nossas cidades. E isso independente de apoiar o prefeito do município! Uma demonstração de seu espírito republicano e democrático. Asdrubal, que me apoia desde o início dessa caminhada, é para mim um exemplo que pretendo seguir. Então, eleger um deputado federal significa garantir mais recursos para nossa região. Coloquei meu nome à disposição da nossa gente porque sei que estou pronto para seguir o caminho aberto por Asdrubal e trazer ainda mais verbas para financiar o desenvolvimento do interior do Pará.
Como tem sido essa experiência?
Tem sido incrível. Ao longo desse ano percorri cerca de 120 municípios paraenses. Conheci todas as regiões do Estado. Vi que as desigualdades regionais são imensas e vi nossa gente abandonada, marca do atual governo do Pará. O atual governador do Pará é incapaz de se relacionar com o Governo Federal e com os prefeitos que não rezam pela sua cartilha. Quem sofre as consequências dessa atuação míope do governador é o povo mais necessitado que fica sem saúde, educação, segurança, emprego e obras. Acredito que chegou a hora de colocar o governo do Pará em sintonia com o Governo Federal, elegendo Dilma para presidente e Helder governador.
Porque é tão importante eleger os dois?
Tenho como exemplo Marabá. Aqui, o governador não colocou um centavo sequer, mas o prefeito João Salame tem como aliada a presidenta Dilma e os recursos estão chegando. Serão mais de 600 milhões de investimentos em asfalto, urbanização e saneamento. Dá para imaginar como ficaria ainda melhor se tivéssemos um governador que tratasse Marabá e o interior do Estado com atenção e carinho. Tudo estaria muito melhor. Nessa caminhada pelo Pará percebi que nós, políticos, temos a obrigação de juntar nossas forças e retribuir a confiança e a esperança de nosso povo com obras e serviços. Vi muita desigualdade, mas vi principalmente muita vontade, garra, vontade de prosperar. Nossa gente é trabalhadora e esforçada, só precisa de estímulo e apoio. É isso que vamos garantir a partir da nossa atuação na Câmara Federal.
Qual a sua principal proposta de atuação na Câmara Federal?
Minha campanha tem como foco garantir o desenvolvimento do interior do Pará. Por anos, os recursos do Estado foram concentrados em Belém. Está na hora de mudar essa realidade. É verdade que os recursos são poucos, mas tudo fica pior quando as escolhas feitas pelos governantes são erradas. O sul e sudeste do Pará, por exemplo, sofrem com a falta de leitos nos hospitais, vagas nas escolas e policiais nas ruas. Resolve-se isso com incentivo ao desenvolvimento, aumento dos repasses do Fundo de Participação dos Municípios e políticas regionais devidamente articuladas.
Como isso seria possível?
Para mim, incentivar o desenvolvimento é recuperar estradas e pontes, é facilitar a instalação de indústrias e comércios nos municípios com redução de impostos e oferecendo outros subsídios, é investir na formação e qualificação da mão-de-obra local. Ações dessa natureza geram emprego e renda, aquecem a economia e trazem mais recursos, sob a forma de impostos, para os cofres públicos. Com mais recursos, é possível reequilibrar os valores repassados aos municípios através do FPM, tirando do sufoco as prefeituras paraenses e investir em novas escolas, ampliação de hospitais, construção das UPAs e no aumento do número de policiais civis e militares. Mas, para tudo dar certo é preciso planejar e articular políticas públicas regionais, que respeitem a vocação econômica de cada microrregião e estabeleçam as cadeias produtivas mais adequadas para cada uma delas. Toda comunidade tem potencial para se desenvolver, desde que receba apoio e orientação. Ajudar a fazer crescer o interior do Pará vai ser sempre minha maior bandeira.  

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