18 de outubro de 2014

Segundo blog tucanos fizeram arrecadação suspeita em MG. Esquema beneficia Zenaldo, apadrinhado de Jatene

O blog Conversa Afiada publicou nesta sexta-feira (17), uma denúncia grave envolvendo Aécio Neves, candidato do PSDB à Presidência da República. Segundo o jornalista Paulo Henrique Amorim, que edita o sítio na internet, Aécio tinha conhecimento de um esquema de arrecadação de recursos para campanhas do PSDB e aliados que teria juntado algo em torno de R$ 160 milhões desde 2012.
O dinheiro teria sido usado para financiar campanhas de prefeitos e vereadores de diversos partidos em Minas Gerais e em algumas das principais capitais do País. A dinheirama teria origem em um "consórcio" formada por empresas e ONGs que relacionam-se com o Governo de Minas Gerais. A legalidade das doações não foi comprovada e levanta a suspeita da existência de um "Caixa 2" tucano.
O ex-governador e candidato à Presidência pelo PSB, Eduardo Campos, já falecido, teria recebido cerca de R$ 2.500.000,00. Medalhões do PSDB, entre eles José Serra (R$ 3,6 milhões) e o prefeito de Manaus (AM), Arthur Virgílio Neto (R$ 600 mil) foram beneficiados pelo esquema. Até o tucaninho Zenaldo Coutinho, garoto de ouro de Simão Jatene, (juntos com Aécio na foto acima), teria recebido um "dinheirinho" de Aécio. O atual prefeito de Belém teria embolsado R$ 300 mil para sua campanha em 2012. Como se vê, na hora de dividir os caraminguás existem tucanos de "primeira" e tucanos de "segunda". Definitivamente, Zenaldo não integra o pelotão de "elite" do tucanato
O responsável por passar a sacolinha entre as empresas era Danilo de Castro, secretário de Governo do Estado de Minas Gerais. Ele exerceu o cargo de coordenador financeiro da campanha de Pimenta da Veiga (PSDB) que, nestas eleições, foi derrotado no primeiro turno por Fernando Pimentel (PT).
O Sindifisco/MG teve acesso a um documento assinado por Danilo de Castro no qual o secretário faz uma espécie de prestação de contas ao então senador Aécio Neves. No documento são arroladas as empresas doadoras e também os destinatários (ou seus representantes) da grana. O sindicato formalizou denúncia ao Procurador Federal em Minas Gerais, Eduardo Morato Fonseca que a encaminhou para a Procuradoria Geral da República em função de alguns dos citados terem direito ao chamado foro privilegiado.
Em época de eleição, todo o cuidado é pouco, mas a denúncia precisa ser apurada e algumas perguntas respondidas. É autêntico o documento? as doações foram legais? Houve registro desta movimentação financeira? Os beneficiários declararam à Justiça Eleitoral o recebimento dos recursos?
Mas, ainda assim é inegável que a denúncia é grave e coloca sob suspeição a campanha tucana. O PSDB deveria ser o primeiro a exigir celeridade na apuração do caso, mas até aqui não se pronunciou sobre o assunto.
Leia a seguir a íntegra da postagem feita por PHA, no Conversa Afiada.


Foi assim que Aécio levantou
R$ 166 milhões para 2012-2014?

Aécio Neves e Eduardo Campos estariam unidos desde a eleição de 2012
Cartório autenticou assinatura de Danilo de Castro



O Procurador Federal de Minas Gerais, Eduardo Morato Fonseca, recebeu do Sindicato dos Auditores Fiscais de Minas Gerais (SINDIFISCO-MG), um documento que mostra uma lista de políticos, partidos e empresas numa operação para, supostamente,  financiar as campanhas eleitorais de 2012 para prefeitos e vereadores.

Conversa Afiada tem a informação de que o promotor Morato Fonseca encaminhou a documentação à Procuradoria Geral da República, já que entre os suspeitos estão políticos com direito a foro privilegiado.

No documento, onde se lê “consórcio” é possível entender que dele façam parte operações à margem da legislação eleitoral.

O arquivo teria sido enviado ao candidato a Presidente Aécio Neves (PSDB), em 4 de setembro de 2012, por Danilo de Castro, à época Secretário de Estado de Governo de Minas e possível operador do esquema. Nessas eleições, Castro coordenou a campanha de Pimenta da Veiga (PSDB) ao Governo de Minas.

A movimentação financeira teria beneficiado partidos e políticos – principalmente prefeitos e vereadores – nas eleições de 2012. Entre eles, o ex-governador de Pernambuco, Eduardo Campos (PSB), que faleceu este ano em acidente de avião. Teriam sido destinados R$ 2 milhões e 500 mil a Campos, conforme teria determinado Aécio Neves, como mostra o documento, o que mostra uma suposta ligação entre ambos há, pelos menos, dois anos.

Ao todo, 19 siglas teriam o caixa abastecido com o esquema, como PSDB, PSB, DEM, PPS, PSD, PV, PP, PRB. Entre os políticos citados, estão José Serra (PSDB), então candidato a prefeito em São Paulo, que teria recebido R$ 3 milhões e 600 mil, o prefeito de Belo Horizonte (MG), Marcio Lacerda (PSB), R$ 7 milhões, Arthur Virgilio (PSDB), prefeito de Manaus (AM), R$ 600 mil, Geraldo Julio (PSB), prefeito de Recife (PE) R$ 550 mil e o senador José Agripino Maia (DEM), R$ 2 milhões e 300 mil “por intermédio” do deputado Gustavo Correia (DEM-MG), de acordo com o documento.

Os recursos podem ter saído de mais de 150 empresas dos mais diversos setores, como alimentação, construção civil, bancos, associações e sindicatos. Algumas foram citadas recentemente pelo ex-diretor da Petrobras, Paulo Roberto Costa, em seu depoimento à Justiça Federal: Andrade Gutierrez, OAS, Queiroz Galvão e Camargo Correa.

Chamam a atenção supostas doações de grupos como Conselho Federal de Medicina, que se envolveu na polêmica do programa Mais Médicos, que teria cedido R$ 40 mil, Federação Mineira dos Hospitais R$ 45 mil, Federação das Santas Casas de MG com R$ 100 mil, Associação Espírita o Consolador com R$ 160 mil, Associação dos cuidadores de idosos de MG, com R$ 200 mil, UGT (União Geral dos Trabalhadores) R$ 50 mil e Sindicato dos ferroviários R$ 55 mil. Além de bancos como o BMG, BGT Pactual, Santander, Itaú e Mercantil do Brasil.

Outras que aparecem são empresas ligadas a governos, como a CEMIG, companhia de energia de Minas, que teria doado R$ 6 milhões, a CODEMIG (Companhia de Desenvolvimento Econômico de Minas Gerais) R$ 3 milhões e a Fundep (Fundação de desenvolvimento da Pesquisa) instituição que realiza a gestão de projetos de ensino, pesquisa e extensão da UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais).

Alguns dos doadores já são denunciados por participar de esquemas polêmicos. Um deles é o dono da Stillus Alimentação Ldta, Alvimar Perrela, ex-presidente do Cruzeiro e irmão do deputado Zezé Perrela. Segundo matéria de O Globo, “ele é acusado de liderar um esquema de fraudes que o fez vencedor em 32 licitações com o governo de Minas para o fornecimento de quentinhas para presídios do estado. No período de janeiro de 2009 a agosto de 2011, o grupo de empresas ligadas a Stillus Alimentação recebeu cerca R$ 80 milhões em contratos firmados com a Secretaria de Estado de Defesa Social de Minas”.
Construtora Cowan, uma das responsáveis pela construção do viaduto que caiu em Belo Horizonte, de acordo com os documentos, teria cedido ao esquema R$ 650 mil.

Consta ainda a quantia de R$ 36 milhões e 800 mil que teria vindo de “outras fontes”, não esclarecidas.

O dinheiro arrecado teria irrigado, principalmente, as campanhas de PSDB, DEM e PSB.
Abaixo, o documento na íntegra:




















Em tempo: membros da oposição na Assembleia Legislativa de Minas chegaram a convocar uma coletiva para divulgar esse documento. Mas cancelaram, sobretudo, porque ele menciona  nomes que fazem parte de um grupo que pode vir a apoiar o Governo de Fernando Pimentel.

Em tempo2: Na ilustração do alto, o amigo navegante pode observar que o documento com o timbre do 7o ofício de notas de Belo Horizonte, situado à Rua dos Goytacases, número 43, centro,  datado de 04/09/2012, teve a assinatura de Danilo de Castro reconhecida no dia 02/10/2012, pelo escrevente Gustavo Correia Eunapio Borges no 7o ofício de notas de Belo Horizonte.

Filiado ao PSDB-MG, foi Secretário de Estado do Governo de Minas Gerais e Deputado Federal, eleito por três vezes consecutivas.

Em tempo3: O Conversa Afiada encaminhou este post ao Presidente do Tribunal Superior Eleitoral, Ministro Dias Toffoli, com a pergunta: se for verdade, que Democracia e que eleições são essas?

Em tempo4: atento amigo navegante liga para observar que à cidade de Cláudio teriam sido destinados R$ 300 mil , possivelmente ao Titio, e, talvez, antes de ele manter a guarda da chave do aeroporto….




Paulo Henrique Amorim com Alisson Matos


Danilo é o pau para toda obra dos Neves

Nenhum comentário:

Postar um comentário