No escritório político que foi sede da campanha, Beto Salame, deputado federal eleito pelo PROS, começa a trabalhar logo cedo. O telefone celular não para de tocar desde as seis da manhã e ele já está no escritório por volta das oito. Enquanto recebe os parabéns pela vitória obtida no domingo (5), Beto aproveita para convidar a todos para a reunião desta quarta-feira, em Marabá, com Helder Barbalho, candidato ao governo do Pará. “A caminhada não acabou”, diz ao telefone. “Precisamos trabalhar para eleger o Helder e a Dilma”, complementa. Em meio ao trabalho de mobilização, Beto Salame concedeu a seguinte entrevista:
Como você avalia essa vitória?
Beto – Quero aproveitar logo para agradecer a cada um dos 93.524 eleitores que confiaram na mensagem que levei durante a campanha. E claro, agradeço ao prefeito de Marabá, João Salame, ao deputado Asdrubal Bentes, aos vereadores, prefeitos, vice-prefeitos e aos militantes e simpatizantes que levaram essa mensagem de renovação e de desenvolvimento que foi a marca da campanha. Fundamental ressaltar a vitória de João Chamon, que tenho certeza será um grande deputado estadual e que, ao lado do Dirceu, essa jovem revelação da política paraense e do Tião Miranda, político experiente, poderão representar muito bem Marabá e região. Sendo filho de Marabá, fico feliz pela eleição desses três marabaenses.
Quais as principais propostas que você pretende apresentar em Brasília?
Beto - Nada me parece mais importante que garantir recursos para os municípios do interior do Pará. Falei e repito: a concentração de recursos em Belém e a retração econômica do Pará geraram uma situação de sofrimento para nossa gente. É preciso aumentar os recursos e dividi-los de forma mais coerente. Municípios estão sem recursos para investir em saúde, educação e obras. É preciso encontrar mecanismos para trazer mais verbas para o interior do Pará.
Como você pretende influir nessa discussão?
Beto – Existem vários mecanismos. Em primeiro lugar, na Câmara Federal tramitam diversos projetos que alteram a regulamentação da extração mineral no País. Essa discussão interessa diretamente ao Pará, um dos maiores produtores de minérios do País. Será preciso discutir as alíquotas da CFEM – chamada de “royalties” - a forma de divisão entre os estados e municípios, o sistema de cobrança, a destinação desses recursos e os mecanismos de implantação de projetos minerários no que diz respeito à proteção ambiental e as condicionantes pelo impacto social que causam. Além disso, tem a discussão sobre as compensações pela perda de receita causada pela Lei Kandir e a luta pela Hidrovia Araguaia-Tocantins e Alpa.
O atual governo criou a “taxa da mineração”. Em sua opinião isso melhorou a situação dos municípios paraenses?
Beto – Infelizmente, essa taxa não trouxe maiores benefícios para os municípios. Em especial, para aqueles onde a mineração é atividade relevante. É fundamental que as bancadas federal e estadual do Pará se reúnam com o futuro governador para rediscutir o destino desses recursos.
Você já está em campanha para Dilma e Helder. Por que é tão importante eleger os dois?Beto – Tenho dito sempre que o que nos move é a esperança. E a nossa esperança de dias melhores para o Brasil e para o Pará, está na eleição de Dilma e Helder. Os programas sociais e de infraestrutura em andamento e os outros programados por Dilma não podem se perder. Não podemos voltar ao passado, quando os mais humildes eram esquecidos pelo poder público. Se hoje os filhos dos menos favorecidos podem cursar universidade ou fazer um curso técnico isso se deve à Dilma e Lula. Se os mais pobres podem sair do aluguel e comprar comida para alimentar seus filhos é graças ao Minha Casa Minha Vida e ao Bolsa Família, programas criados por Dilma e Lula. Se Marabá vai receber mais R$ 600 milhões em investimentos federais é porque Dilma e Lula conseguem ver a necessidade de levar desenvolvimento para o interior do País. Então, não resta dúvida: Dilma é a melhor opção para a gente seguir em frente.
E quanto ao Helder?
Beto – No Pará, é preciso retomar o caminho do desenvolvimento com justiça social e combate à desigualdade. Helder é nossa esperança de que isso venha a acontecer. É jovem, tem experiência, novas ideias e uma postura democrática, capaz de ouvir as demandas da sociedade e agir a partir dessas necessidades. Tem a disposição de trabalhar por todas as regiões, estabelecendo parcerias de verdade com as prefeituras do interior. Por tudo isso, tem meu apoio.
Para concluir, qual pedido você faria ao eleitorado paraense?
Beto – Novamente agradeço a confiança e o apoio. Garanto que vou trabalhar muito para honrar esses milhares de votos. Mas, quero dizer que aquele velho ditado está valendo: a luta continua. Precisamos garantir que no Governo do Pará e na Presidência da República estejam pessoas comprometidas com os valores democráticos, com o desenvolvimento do interior e com mais verbas para os programas sociais e para obras de infraestrutura. Por isso peço o voto de todos para eleger Dilma e Helder. Peço que cada eleitor que domingo passado já votou nos dois, no dia 26 volte às urnas para confirmar esses votos e aqueles que votaram em outros candidatos, peço que reflitam bem e vejam que Dilma e Helder são realmente as melhores alternativas para o Brasil e para o Pará. Agora, é 13 e 15, com certeza.

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