9 de novembro de 2013

Salame rasga o verbo: "estou sendo vítima de um complô montado a partir do Palácio dos Despachos, uma máquina azeitada para mentir e perseguir"

João Salame Neto vem se mostrando a cada dia um político com perfil incomum. Como o blog já havia dito antes, as digitais de Simão Jatene aparecem no processo que resultou na cassação do mandato do prefeito de Marabá. Ontem (8), em comentário no Blog do Jeso, João deixou isso bem claro que, mais que ninguém, compreende isso e está disposto a confrontar - de novo - o governador tucano.
Em diversos textos afirmei que Jatene faz política com o fígado. O coração do tucano que (des)governa o Parazão vive "até aqui de mágoa". Tudo porque João foi capaz de esmagá-lo na região de Carajás, no plebiscito e voltou a derrotar seu pupilo, Tião Miranda, nas eleições para prefeito ano passado. Some-se a isso, a proximidade com Dilma Rousseff - que rendeu para Marabá, sempre é bom frisar, mais de R$ 600 milhões em investimentos federais - e agora a presidência regional do PROS (que Helenilson, o vice de Jatene, tentou por todos os meios impedir), e é fácil entender porque Salame tem razão em apontar o dedo para o Palácio dos Despachos e a acusar seus ocupantes pela montagem da trama que resultou em sua cassação. Leiam a seguir o post publicado no blog santareno e o comentário de João Salame.

“Cassação atende interesses do governador”

 

Em comentário no blog na noite de ontem (8), na caixinha do post Almofadinhas, traíras e o vencedor, o prefeito eleito de Marabá, João Salame (Pros), revela que é “vítima de um complô montado a partir do Palácio dos Despachos”, a sede do Poder Executivo do Pará, sob o comando do governador Simão Jatene (PSDB).
No início da semana (dia 5), Salame teve o seu mandato cassado por decisão do TRE (Tribunal Regional Eleitoral).
- Não há crime algum no meu processo, conforme atestou o juiz federal Ruy Dias em seu voto. Diversas aberrações jurídicas constam do processo onde a lei foi estuprada para atender os interesses dos atuais inquilinos do Palácio dos Despachos – revela o político marabaense.
Abaixo, a íntegra do comentário dele:
Estrelinha
Agradeço as manifestações generosas de solidariedade dos irmãos do Tapajós. Hoje estou sendo vítima de um complô montado a partir do Palácio dos Despachos, uma máquina azeitada para mentir e perseguir. Se Almir Gabriel tinha seus defeitos, seu pupilo acrescentou degenerações, pois ao contrário do seu criador prima pela preguiça e pelo acentuado caráter de perseguição que a cada processo se desnuda.
O Pará ainda está longe de viver ares republicanos. Essa é uma batalha que ainda está sendo travada. Sob o discurso demagógico de que “O Pará está acima de todos os partidos”, o atual governador acentua o uso da máquina pra massacrar seus adversários.
Acho que a interpretação correta dessa frase que ele reverbera deve ser acabar com todos os partidos, inclusive com o seu, onde Flexa Ribeiro, Mário Couto e Nilson Pinto tem poder de decisão pífio ou quase nenhum.
Topei enfrentar essa casta desde a época do plebiscito e a cada dia me sinto orgulhoso pelo que fiz. Fui às lágrimas ao receber o título de cidadão santareno e perceber o sincero sentimento de gratidão do povo desta bela terra naquele dia por ter colocado meus préstimos à disposição da sua bela causa.
No bom estilo implantado pelos tucanos no Estado, o Robert diz que me envolvi no escândalo da Alepa e assinei cheques em branco. Ele errou de nome: o deputado acusado de ter assinado cheques em branco é um tucano de alta plumagem.
Eu fui vice-presidente da Alepa e nesse período, num regime presidencialista, não assinei um documento sequer, não assumi a presidência por um dia sequer. E, registre-se, fui o único deputado que à época fazia parte da base de apoio do governo a assinar a CPI da Alepa.
Agora, montaram novo circo. Não há crime algum no meu processo, conforme atestou o juiz federal Ruy Dias em seu voto. Diversas aberrações jurídicas constam do processo onde a lei foi estuprada para atender os interesses dos atuais inquilinos do Palácio dos Despachos. Mas a verdade não tardará a aparecer. Confio na Justiça e na decisão do TSE.
Por último sai do PPS, que se tornou sócio menor dessa confraria que vilipendia o povo paraense. Assumi a presidência estadual do Pros, para o qual foram o deputado federal Dudimar Paxiúba, os estaduais Chico da Pesca e Raimundo Belo e mais de 100 vereadores.
Vamos fazer dessa organização partidária uma trincheira em defesa da democracia e de um Pará mais republicano, desenvolvido e justo.
Quanto a mim, continuarei a peregrinação política para que todos compreendam que foi um erro não promovermos a divisão territorial desse continente inadministrável. Um forte abraço aos amigos do Tapajós.

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