26 de abril de 2012

Morte de mães e bebês, falta de material, descumprimento da legislação...Saúde pública em Marabá vive o caos!

Médicos do Hospital Materno Infantil (HMI) de Marabá e vereadores da cidade se reuniram anteontem (24), na Câmara Municipal de Marabá (CMM), para discutir os casos de mortes de mães e de bebês em partos realizados naquela casa de saúde. 
A crise é séria.
Na segunda-feira (23), os médicos registraram Boletim de Ocorrência (BO), denunciando a falta de condições de trabalho, que tem deixado gestantes em trabalho de parto sem atendimento médico, como aconteceu esta semana.
A reunião entrou pela noite e contou, ainda, com a presença de representantes da Secretaria Municipal de Saúde (SMS) e do secretário Nilson Piedade, além de representantes das famílias das vítimas.
Durante o debate, o vereador Nagib Mutran Neto, presidente da Câmara e que também é médico, disse que a falta de estrutura hospitalar não é a única explicação para os problemas que ocorrem na casa de saúde.
Nagib acha que os profissionais que atuam no hospital também têm sua parcela de responsabilidade, pois estão aceitando trabalhar sem as condições necessárias.
Segundo Nagib, o relatório que chegou às mãos dos vereadores mostra que, em alguns casos, os médicos deixam as pacientes apenas sob os cuidados dos enfermeiros, como teria ocorrido num dos casos mais recentes, que foi a morte dos gêmeos filhos de Tereza Carosi.
O médico Rodolfo Amoury, que é um dos delegados do Sindicato dos Médicos em Marabá, condenou qualquer julgamento antecipado. Ele disse ainda que o sindicato já está tratando todos os problemas com a prefeitura, que se mostrou disposta a recebê-los e encontrar saídas.
“Não tem material para fazer parto cesariano no HMI”, denunciou o obstera Fábio Costa, um dos médicos que registrou BO denunciando o hospital.
A legislação federal que prevê a presença de acompanhantes em todos os procedimentos de pré-parto, parto e pós-parto, segundo pacientes do HMI, não vem sendo cumprida em Marabá.
Da reunião nada de concreto resultou. 
Está claro que é uma questão de tempo (provavelmente, pouco tempo) para que sejam registradas novas perdas de vidas no HMI. A pergunta que todos fazemos é: Quantos mais precisam morrer até que as autoridades responsáveis resolvam sair da inércia?

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