Está quase tudo pronto para o Carnaval em Marabá. Os dias
18, 19, 20 e 21 de fevereiro estão reservados para os desfiles dos blocos
carnavalescos da cidade. Segundo a organização do evento, mais de 50 blocos
estão se preparando para ocupar a avenida e colocar a cidade para sambar.
A folia será na Orla da Marabá Pioneira, tendo como ponto
de concentração o espaço em frente à antiga Geleira Gelmar e a dispersão na
Praça de SãoFélix. Estima-se que mais de 3 mil foliões participem a cada dia do
desfile.
A sonorização está prevista para se estender por todo o percurso através de
caixas de som e um trio elétrico deverá seguir à frente de cada bloco como forma de
garantir a diversão de todos os brincantes.
As definições definitivas aparecerão apenas na próxima semana. Como sempre, o maior problema é o vil metal, na verdade, a falta dele.
Tomara que figuras como Miguel Gomes Filho, o "Miguelito", Jorge Bichara e outros abnegados consigam levantar os recursos para viabilizar o evento.
Enquanto o Carnaval não vem, segue o agito da Domingueira
na Orla que reúne grupos de pagode, sambistas da velha guarda e foliões em
geral na praça de São Félix, para curtir as velhas e novas marchinhas
carnavalescas. Sempre a partir das 16 horas de domingo, o evento vem ganhando
cada vez mais público. Uma diversão segura e familiar que lembra os velhos
carnavais e conquista adultos e crianças. Em tempos de “tecnobrega” e outras
tolices, é um alívio saber que o samba continua vivo.
Vivo, mas sempre combatido.
O último ataque especulativo contra o samba vem, pasmem, do secretário de Cultura de Marabá!
Dá para acreditar que o secretário de Cultura de Marabá, Melquíades (o Lorde dessas barrancas, que ilustra a matéria na foto acima), decidiu "importar" OITO BANDAS DO ODIOSO TECNOBREGA DE BELÉM?
Acreditem!
No meio do Carnaval, esse secretário, que parece não gostar de samba, resolveu mudar o enredo, rasgar a fantasia dos brincantes e "importar" essas tranqueiras que, nesta quadra momesca, ficam ociosos em Belém e aceitam vir buscar corrós e caraminguás destes arigós de Carajás!
Pergunto-lhes: Para quê, cazzo, precisa-se de palco, bancas de segunda linha e, ainda por cima, DE BELÉM?
Quanto custará essa brincadeira?
Por que esse recurso não foi repassado à Liga dos Blocos de Marabá?
Quem intermediou essa contratação?
Sendo necessária a presença de bandas, por que não prestigiar os grupos locais?
Com a palavra, Melquíades!
Enquanto isso, sigo cantarolando, desafinado todo, "quem não gosta de samba, bom sujeito não é! É ruim da cabeça, ou é mesmo um mané..."
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