Bom, daqui do blog vai a solidariedade e o pedido que o caso seja apurado e os culpados punidos na forma da lei.
Mas, chamou-me atenção parte do texto no qual Pinto denuncia a agressão:
Vejam lá. Leiam com atenção, tendo em mente que este mesmo Pinto FOI CONTRA A CRIAÇÃO DE CARAJÁS E TAPAJÓS.
Diz Pinto:
A ameaça foi perpetrada num dia histórico para o Pará, a primeira unidade da federação brasileira a decidir, pelo voto direto e universal dos seus cidadãos, se aceita ou não a divisão do seu território, o segundo maior do país, para a criação de dois novos estados, de Carajás e Tapajós. O próprio presidente do Tribunal Superior Eleitoral, o também ministro do Supremo Tribunal Federal Ricardo Lewandowsi, veio testemunhar pessoalmente esse momento histórico. Foi a primeira vez que um presidente do TSE participou de uma sessão do TRE do Pará. Mas não chegou a testemunhar um ato representativo de como age e pensa parte da elite paraense que monopoliza o poder na capital e, pensando só em si, dá motivos às regiões mais distantes de tentar se separar do estado para conseguir maior atenção e cuidados, numa terra marcada pela desigualdade social, violência e a impunidade. E onde ficou famosa a frase de um caudilho: de que, por aqui, “lei é potoca”.
O grupo de comunicação dos irmãos Maiorana tomou parte na campanha, dizendo-se intérprete da vontade da população. Já publicou dezenas de editoriais contra o ex-senador Jader Barbalho, acusando-o de ter enriquecido apropriando-se de dinheiro público, com destaque para o dinheiro da Sudam, que teria desviado para os próprios bolsos. Mas os Maiorana, que cometeram o mesmo crime, não querem que ninguém escreva sobre seus atos. Um deles, Ronaldo Maiorana, beneficiário das notas frias do meu quase agressor de domingo, me agrediu fisicamente quase sete anos atrás, em janeiro de 2005, tendo a cobertura de dois militares da ativa da PM paraense, que transformou em seus capangas.
Por ironia, essa agressão se consumou em outros dos restaurantes da rede Pomme d’Or, onde agora fui ameaçado por um integrante da confraria dos Maiorana. Por outra ironia, tive que ir de novo à mesma seccional onde dei a primeira queixa. As agressões, ameaças e intimidações prosseguirão? O poder público fará a sua parte, de fazer respeitar a lei e dar garantias ao cidadão do exercício de seus direitos?
Aguardo as respostas, que cobro como um simples cidadão, às vezes sozinho, mas convicto do seu direito. E da obrigação que sua profissão lhe impõe: dizer a verdade. Mesmo que ela incomode poderosos e truculentos.
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[Lúcio Flávio Pinto é editor do Jornal Pessoal (Belém, PA)]
Ou seja, pimenta no ... dos outros é refresco, não é?
Bastou uma ameaça para fazer Pinto questionar os "valores democráticos" que movem a elite belenense!
Um tapa ou empurrão e veríamos Pinto de cara pintada em verde-amarelo com o 77 no peito!
Mas, não seja por isso que perderá nosso apoio e solidariedade!
Viva a Democracia! E a Liberdade de Expressão!
E que Pinto deixe de frequentar o Pomme d'Or!
A íntegra do texto de Pinto você lê aqui.
Prezado Wilson,
ResponderExcluirAqui se faz e se paga rapidinho, né? Pois olha que esse senhor já conhecia os Maiorana, sabia de que lado estavam e os apoiou. Decidiu que queria esse tipo de gente pra continuar governando o estado que diz amar. Vai entender...