Desculpem o clichê do título. Ocorre que clichês tornam-se clichês não apenas pelo uso continuado, mas também pelo conteúdo de verdade que carregam.
Nada se faz sem divulgação. E a política talvez seja a atividade humana na qual a propaganda ocupa a posição de maior destaque.
E neste aspecto o desempenho da Frente Pró-Carajás não tem sido muito animador.
Vejam. As redes sociais durante a "pré-campanha" foram sub-aproveitadas. Isso por si só já seria um desperdício. Mas, seria compreensível se a Frente tivesse nas mãos outros instrumentos mais eficientes de disseminação de suas ideias. Mas, por óbvio, não conta com rádio, tv ou jornal diário impresso. O que sobra então à Frente Pró-Carajás?
Sobra a saraivada de golpes desferidos pelos grandes órgãos de imprensa, belenenses ou não, que já firmaram posição contra a formação de novos estados e que não vêm o menor problema em sempre difundir suas ideias contra Carajás e Tapajós.
Por vezes bateu forte a sensação que alguns burocratas ligados à Frente sentiam um prazer duvidoso em possuir a informação e fazer questão de mantê-la consigo; outras vezes sequer tinham conhecimento de informações que estavam ao alcance de todos.
Desde maio, quando definiu-se que o plebiscito seria realizado, perdemos um tempo precioso para fazer a difusão da informação.
Existem sites na região com mais de 400 acessos por dia ou cerca de 12 mil acessos por mês. Como desdenhar de tal potencial? Agregue a isso o fato de que quase todos os integrantes dessas redes possuem escolaridade média ou superior e temos diante de nós formadores de opinião capazes de argumentar de forma eficiente, desde que as informações sejam divulgadas.
Informações técnicas, já divulgadas através da internet, vitais para fazer o enfrentamento do discurso dos belenenses, foram obtidas a partir do esforço pessoal de participantes das redes sociais.
Estudos como o do Idesp, que este blog teve o prazer de publicar (leia aqui), não foram divulgados pelos burocratas ligados ao movimento em favor da criação dos novos estados. Só vieram a luz por iniciativa dos que formam um exército de mais de 70 mil pessoas ligadas às redes sociais.
Algo precisa ser feito para organizar os esforços dessa enorme massa crítica.
Mas existe um outro fato preocupante.
Não se conteste a escolha de Duda Mendonça como marqueteiro da campanha, mas façamos uma ressalva.
Campanha eleitoral é guerra travada sem quartel. Disputa encardida que exige acompanhamento diuturno e dedicação absoluta ao "cliente". Rumos eventualmente precisam ser corrigidos, logos alteradas, estratégias modificadas e adaptadas às diversas peculiaridades de cidades e grupos de interesse.
Para isso a presença física do responsável pela propaganda precisa ser constante.
Os belenenses têm Orly Bezerra, marqueteiro mantido à soldo por Jatene, em regime de dedicação exclusiva para coordenar a Griffo e outras três empresas de publicidade que estão em Belém prontas para responder imediatamente às necessidades estratégicas da "turma do contra". Amanhã lançarão suas peças publicitárias para a imprensa domesticada e subserviente, que já está pronta para fazer as genuflexões de praxe.
E a Frente Pró-Carajás o que tem?
Os materiais da "pré-campanha" de tão contestados foram praticamente ignorados e mais uma vez perdeu-se tempo. O marqueteiro fez uma aparição pública e nada mais. Até onde sabemos são os burocratas da Frente que vão encontrar-se com Duda em São Paulo ou alhures. Algo está fora de ordem e precisa ser reparado.
Caros, o que está em jogo aqui não é um mandato de 4 anos. Estamos discutindo o futuro de toda uma região e o seu direito à autonomia político-administrativa. Não podemos permitir que a miopia de alguns nos tornem todos cegos.
A escolha de João Salame para presidir a Frente Pró-Carajás chega a ser um alento. Ele é do ramo. É um dos poucos que já percebeu que a influência dos novos meios de comunicação só tende a crescer. Menos mal.
Mas Salame precisa se impor e exigir que burocratas e marqueteiros apresentem uma estratégia de mídia capaz de agregar todos os recursos de divulgação disponíveis, compartilhando informações e prestigiando aqueles que efetivamente têm compromisso com a construção de um novo ciclo de desenvolvimento regional que passa, necessariamente, pela construção dos Estados do Carajás e Tapajós.
Para aqueles que apostam apenas na mágica televisiva um lembrete: A campanha na televisão terá menos de 30 dias de duração. Considerem que as inserções pró-Carajás e pró-Tapajós serão veiculadas em dias alternados e vejam como será difícil combater a "turma do contra".
Este blog, junto com tantos outros lutadores, segue firme no compromisso de criar estes novos Estados do Carajás e Tapajós. Não sendo mantidos à soldo por ninguém, cumprimos o que nos manda o uso moral da razão prática. Mas, é urgente que os que foram escolhidos para dirigir esta luta tenham a percepção que este Estado deverá nascer a partir de uma prática inclusiva ou não nascerá.
Prezado Wilson Rebelo. Lamentavelmente esta campanha não tem dono ( não tem uma pessoa física que é candidata), logo precisa ser tratada de forma diferente de todas as campanhas anteriores,. Estamos todos aprendendo uma nova realidade. As suas críticas tenho que recebê-las não como ofensas, mas com o sentimento de questionamento pessoal em que erramos na pré-campanha; e tomar como ensinamento para que na segunda fase possamos mudar a postura. Fica então convidado, apresentar ao presidente da FRENTE, nosso companheiro João Salame, um plano de trabalho para que os " erros cometidos por alguns burocratas ligados a Frente", ( leia-se Giovanni Queiroz, Luciano Guedes, João Salame, Italo Ipojucan, Bernardete Ten Caten, dentre outros dedicado a causa), possam corrigir procedimentos e terem melhores resultados. Solicito encarecidamente esta sua contribuição, não apenas no planejamento mas a participar do grupo de trabalho que a Coordenação de comunicação irá montar os próximos dias. Meu email pessoal é guedesluciano@uol.com.br, meu tel é 91526001.
ResponderExcluirLhe aguardamos e desde já lhe agradeço a sua participação.
Atenciosamente
Luciano Guedes