Tudo praticamente pronto na Câmara de Marabá para receber a CPI do Tráfico Humano, que aterrissa por essas bandas na quinta (15) e deverá permanecer até o sábado (17).
Os deputados pretendem investigar o recrutamento de trabalhadores braçais, principalmente de outros estados, que são trazidos por agenciadores de mão-de-obra, conhecidos na região como "gatos". Levados para algumas fazendas da região, são reduzidos à condição de escravos.
Outra linha de investigação aberta pela CPI será o tráfico de jovens e adolescentes que, aspirando tornar-se jogadores de futebol, são atraídos para fora do Estado e depois explorados e abandonados por pessoas que se fazem passar por "agentes" ou "olheiros" de grandes clubes do futebol nacional. Para falar sobre isso serão convocados alguns presidentes de clubes da região, entre eles o presidente do Águia de Marabá, Sebastião Ferreira Neto, o "Ferreirinha".
Alguns membros da CPI, entre eles o deputado Carlos Bordalo (PT), avaliam que a pior situação contudo será encontrada na Guiana, para onde tenta-se levar também a CPI. Ali estariam mais de 2 mil mulheres, quase todas paraenses, que vivem em condições análogas à escravidão
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