2 de dezembro de 2015

Corrupção na Petrobras durante governo Dilma destrói 2,5% de toda economia brasileira, dizem analistas

Dilma - Sob seu governo, corrupção e recessão
No site da BBC, hoje (2), matéria quantifica o tamanho do rombo causado pela corrupção na Petrobras durante o desastroso governo Dilma: por conta dos dutos abertos pelo Petrolão escoaram 2,5% do Produto Interno Bruto brasileiro.

A retração da economia brasileira este ano será algo em torno de 3,2% do PIB. Não fosse a roubalheira desenfreada, o prejuízo teria sido causado apenas pela incompetência do governo Dilma e seria bem menor. Ficaria entre 0,7% e 1,3% do PIB.

Em números absolutos, 2,5% do PIB significa um prejuízo de R$ 142,6 bilhões apenas em 2015, segundo a Consultoria GO Associados.

Além dos prejuízos já comprovados - cerca de R$ 6 bilhões, como a Lava Jato jogou luz sobre parte dos cantos obscuros onde se praticava toda sorte de falcatrua, os negócios - lícitos e espera-se, os ilícitos também - sofreram forte redução.

Os investimentos das empresas envolvidas na Lava Jato, programados para 2015, seriam de quase 5% do PIB, em um país em que o nível total dos investimentos varia de 17% a 20%. Com o freio de mão puxado, gigantes como a Odebrecht e a Camargo Correa, além da própria Petrobras, congelaram seus planos de investimentos, fizeram mudanças em sua estrutura organizacional ou em contratos com fornecedores e parceiros.

Mas, há quem duvide da eficácia de operações como a Lava Jato e até aponte risco sistêmico para a economia na medida em que grandes empresas sofrem investigações, mas a coisa não é bem assim. Eficiência e transparência podem e devem andar juntas e o consultor da Transparência Internacional Fabiano Angélico mostra a importância da Lava Jato.

"Toda a sociedade ganha com regras claras, um ambiente mais transparente e menos corrupção porque o sobrepreço tende a desaparecer nas obras públicas e os contratos são feitos de forma mais eficiente", diz ele.

"Se algumas grandes empresas que não agiam de acordo com as regras sofrem e são obrigadas a demitir, seus funcionários certamente vão encontrar trabalho em empresas médias que acharão mais espaço e mais oportunidades para operar no mercado."

No mês passado, questionado pela BBC Brasil sobre a possibilidade de o país sair prejudicado se as construtoras da Lava Jato quebrarem, o procurador Deltan Dallagnol, coordenador da força-tarefa do Ministério Público Federal na Lava Jato, respondeu:

"Não temos dúvida de que o que prejudica a economia e a sociedade não é o combate à corrupção, mas a corrupção em si. Usando uma analogia do juiz Sergio Moro (responsável pela operação na primeira instância), não se pode culpar o investigador que achou o cadáver resultante de um assassinato. O responsável é quem matou a vítima."

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