26 de fevereiro de 2015

Dez dias depois da Chacina em Conceição do Araguaia, apenas dois estão presos. Mandantes e executores continuam foragidos

Neto - tentou "limpar" cena do crime e deu fuga aos 
assassinos, diz polícia
Passados dez dias desde a chacina na Colônia Estiva, em Conceição do Araguaia, a polícia paraense conseguiu por as mãos em apenas dois dos envolvidos. Infelizmente, ao que parece, esses detidos tiveram participação menor nos assassinatos. Um deles, Dorvile Azevedo Belém Filho, o "Cabeça", 42 anos, foi localizado no próprio assentamento no dia seguinte à chacina e forneceu as armas usadas pelos matadores; o outro, Batista Gomes do Nascimento, vulgo "Neto", de 36 anos, teria colaborado na alteração da cena do crime e dado fuga aos assassinos. Dos executores e mandantes, apesar de rapidamente identificados, não se tem notícia.
"Neto" está preso desde a tarde da última segunda-feira (23). De acordo com o delegado Antônio Miranda, o acusado prestou auxílio aos matadores das seis vítimas, fornecendo informações aos acusados sobre a presença da polícia no local e também esteve na cena do crime, após a prática do delito.
A polícia acredita que ‘’Neto’’, ajudou até mesmo a limpar o local da execução, a casa onde houve tortura e as margens do rio, na intenção de retirar as marcas de sangue. Por conta disso, o juiz Wander Luís Bernardo, da 2ª Vara Criminal, de Conceição do Araguaia, decretou a prisão temporária do acusado.
Muita gente foi à sede da Superintendência de Polícia Civil, durante a apresentação do acusado para a imprensa na tarde da última segunda-feira (23). Alguns queriam linchar Neto que foi conduzido sob um forte esquema de segurança. A acusado acabou sendo levado para Marabá, onde vai aguardar decisão da justiça.
Para a polícia, Neto esteve na cena do crime, ajudou na fuga dos assassinos e também pode ter fornecido comida para os irmãos acusados de autoria da chacina. O suspeito negou as acusações e disse que apenas conhecia os irmãos pelo fato deles estarem trabalhando na construção de um barracão pertencente a sua patroa. "Eu não tive participação e nem fui ao local do crime. Estou sendo acusado pelo "Cabeça" que quer jogar a culpa em mim, simplesmente porque o Jhonnys e o Tonho trabalhavam para a minha patroa e ficavam lá em casa", disse Neto.
Ainda de acordo com o delegado Antônio Miranda, a caçada aos assassinos e aos demais envolvidos na chacina continua na área de mata da Colônia Estiva e será uma questão de tempo para que a polícia coloque todos atrás das grades. De quanto tempo, não se sabe.

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