21 de janeiro de 2015

Aumento do IOF nas operações de crédito vale a partir de amanhã.

Quem está pensando em contratar alguma operação de crédito é melhor se apressar, porque o Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) dobrará de valor. O Diário Oficial da União publica hoje (21) decreto que aumenta a alíquota do IOF nas operações de crédito para as pessoas físicas. A medida entra em vigor amanhã (22).
Esta é a forma que Joaquim Levy conhece de combater déficit público: aumento de impostos e corte de gastos (sempre nos investimentos, nunca no custeio da máquina).
O objetivo da medida, além de aumentar a arrecadação e gerar superávit primário, é sinalizar para o mercado que o governo assumiu de vez uma postura de "austeridade". 
A experiência tem mostrado que menos crédito significa menos vendas; menos vendas, menos produção; menos produção, menos empregos; menos empregos, menos consumo; menos consumo, menos impostos; e tudo recomeça neste círculo vicioso. Veremos até onde essa política econômica de viés recessivo nos levará.O decreto eleva de 1,5% para 3% o IOF. O aumento faz parte do "pacote de maldades" que conta ainda com quatro outras medidas anunciadas na última segunda-feira pelo ministro da Fazenda, Joaquim Levy, numa estratégia do governo para elevar a arrecadação e melhorar o superávit primário (economia para o pagamento de juros da dívida pública).
De acordo com o ministro, o objetivo é obter este ano R$ 20,6 bilhões em receitas extras. A maior arrecadação virá da elevação do Programa de Integração Social (PIS) e da Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins) sobre os combustíveis e do retorno da Contribuição para Intervenção no Domínio Econômico (Cide).
Outra medida é o aumento do PIS e da Cofins sobre os produtos importados. A alíquota subirá de 9,25% para 11,75%. O governo decidiu aumentar também o Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) para o atacadista e equipará-lo ao industrial.

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