Diante dos empresários que lotaram o auditório Albano Franco, da Federação das Indústrias, em Belém, Helder disse que o Pará tem sido tratado hoje "como simples almoxarifado pelos Estados mais desenvolvidos do Sul e do Sudeste do país".
Mas, advertiu que, sendo ele governador, isso vai mudar.
"Vamos resgatar e fazer respeitar, em sua plenitude, a autonomia do Pará como ente federativo. Esta é uma questão de honra. A postura de submissão do Pará vai chegar ao fim”, disse Helder.
“É bom que o Brasil fique sabendo pelas páginas do Valor Econômico. No meu governo, se eleito for, nós não vamos submeter, sob nenhuma hipótese, a agenda do desenvolvimento econômico do Pará às conveniências de grupos, por mais poderosos que possam ser, nem aos interesses de outros Estados e de outras regiões, quando não de outros países”, disse Helder.
Discutia-se a questão ambiental e a aparente contradição ente desenvolvimento econômico e preservação ambiental. De forma até surpreendente, Helder não evitou a "bola dividida". Em geral, políticos tentam evitar assumir certas posições com receio da patrulha do "politicamente correto" e - quase sempre - ligadas a grupos radicalóides. Helder fez diferente ao assumir-se enquanto desenvolvimentista.
Helder sabe que, para garantir o desenvolvimento, é preciso investir em infraestrutura e logística, duas áreas ignoradas por Jatene, o atual governador do Pará. Será preciso construir hidrelétricas, portos e hidrovias, rasgar estradas e incentivar a verticalização da produção, através da implantação de indústrias, em especial nos setores mineral e agropecuário. Claro que cada uma dessas atividades causam impactos sócio-ambientais e não faltarão opositores a uma agenda desenvolvimentista que venha a ser proposta por Helder. Contudo, claro está também que sem ela estaremos fadados a permanecer marcando passo e girando em torno de nós mesmos. Povo pobre em uma terra rica. Nenhuma comunidade até hoje conseguiu atingir um patamar de desenvolvimento mais elevado sem pesados investimentos que potencializem o crescimento do setor produtivo. E isso tem um custo ambiental, que haveremos de pagar.
Helder afirmou que o governo do Estado vai buscar, através do diálogo, de um lado garantir os direitos dos contingentes populacionais atingidos, mas, de outro lado não abrirá mão da agenda desenvolvimentista.
Helder também lembrou o prejuízo financeiro causado ao Estado pela Lei Kandir, que desonerou as exportações. Desde que foi editada, em 1996, a Lei Kandir já acarretou ao Pará perdas líquidas reais superiores a R$ 15 bilhões. Em outra vertente, com a duplicação da Estrada de Ferro Carajás, da Vale, a mineradora vai passar a retirar mais de 250 milhões de toneladas de minério do Pará, sem que desse volume colossal resulte qualquer investimento na industrialização da região Sul/Sudeste do estado. Enquanto a Vale leva embora a riqueza paraense "o Estado não conseguiu até hoje viabilizar nem mesmo a siderúrgica Alpa, cuja construção em Marabá foi dada há apenas cinco anos como fato consumado", disse Helder.
Helder afirmou que o governo do Estado vai buscar, através do diálogo, de um lado garantir os direitos dos contingentes populacionais atingidos, mas, de outro lado não abrirá mão da agenda desenvolvimentista.
Helder também lembrou o prejuízo financeiro causado ao Estado pela Lei Kandir, que desonerou as exportações. Desde que foi editada, em 1996, a Lei Kandir já acarretou ao Pará perdas líquidas reais superiores a R$ 15 bilhões. Em outra vertente, com a duplicação da Estrada de Ferro Carajás, da Vale, a mineradora vai passar a retirar mais de 250 milhões de toneladas de minério do Pará, sem que desse volume colossal resulte qualquer investimento na industrialização da região Sul/Sudeste do estado. Enquanto a Vale leva embora a riqueza paraense "o Estado não conseguiu até hoje viabilizar nem mesmo a siderúrgica Alpa, cuja construção em Marabá foi dada há apenas cinco anos como fato consumado", disse Helder.
Helder, ao que parece, compreende bem que o Pará, ao abrir mão de uma verdadeira fortuna em compensações devidas e não pagas pela União, já financiou por tempo demais o desenvolvimento de outras regiões. Chegou a hora do Pará cobrar a fatura, sem espalhafato politiqueiro, mas com equilíbrio e firmeza. Ter um governador que compreenda isso já um bom começo.
A verdade é que o estado parou e perdeu tempo demais graças a Jatene. Chegou a hora de destravar o freio de mão e seguir em frente. Dando tudo certo, com um novo condutor.
A verdade é que o estado parou e perdeu tempo demais graças a Jatene. Chegou a hora de destravar o freio de mão e seguir em frente. Dando tudo certo, com um novo condutor.

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