Pedral do Lourenção - Na quinta, está prevista que Dilma passe por Belém por volta das 11h para anunciar obras do PAC Mobilidade e em seguida, às 14h, chega em Marabá para entregar máquinas pesadas para prefeitos de diversas regiões do Estado e finalmente assinar a ordem de serviço para as obras de derrocamento do Pedral do Lourenção.
O derrocamento é considerado estratégico para garantir a navegabilidade permanente na chamada Hidrovia Araguaia-Tocantins. Atualmente, é possível transportar cargas apenas entre abril e agosto.
A obra, adiada diversas vezes, gera esperança, mas está cercada pela incredulidade de diversos setores da sociedade marabaense. Mesmo diante do anúncio da obra ainda haverá quem permaneça em dúvida sobre sua execução.
A desconfiança procede em parte. Desde a conclusão das eclusas da barragem de Tucuruí foi firmado o compromisso pelo então presidente Lula com a execução do derrocamento. Mas de lá para cá foram muitas as reuniões inúteis e as procrastinações por parte dos Governos Federal e Estadual. Marabá, ainda sob a desastrada gestão de Maurino Magalhães também contribuiu para que o projeto ficasse em hibernação.
Só recentemente, graças às fortes injunções de políticos próximos à presidente, como o prefeito de Marabá, João Salame Neto, e de empresários do norte e centro-oeste, principalmente aqueles ligados à produção de grãos, foi possível retomar o projeto de derrocamento.
Por tudo isso, fica claro que Dilma deverá ser recebida em Marabá com muita expectativa e um otimismo moderado.
PT x PMDB - Dilma vem ao Pará em um momento sensível de seu governo. O PMDB, maior partido a compor a base aliada à presidente, vem mostrando sintomas claros de insatisfação e exige cada vez mais espaços na máquina federal. No estado, comandado pelo senador Jader Barbalho, o PMDB vai apresentar Helder Barbalho, ex-prefeito de Ananindeua,segunda maior cidade do Pará e filho do senador - como candidato ao Governo do Estado e conta com Dilma para conter a tentativa do PT em lançar candidatura própria.
No PED, processo eleitoral interno do PT, a discussão da candidatura própria ocupou lugar central. Defendida pelo deputado federal Claudio Puty, a ideia seria concorrer afastado do PMDB no primeiro turno e assegurar que quem passar para o segundo turno receberia o apoio do partido derrotado. Na avaliação de Puty esta seria a melhor estratégia para garantir que o PSDB não leve o governo do Pará logo no primeiro escrutínio. Em novembro passado a ideia foi derrotada, mas Puty vem peregrinando pelo Estado em busca de apoio para ressuscitá-la. Dilma e Lula haverão de envolver-se na confusão e a tendência é que baixe-se o "centralismo democrático" e a turma da estrela esteja junto a Helder desde o primeiro turno.
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