Eu já contava 14 para 15 anos e não estava imune ao espírito daqueles tempos. Claro que estou falando da Seleção Brasileira de 82. Formada por super-heróis como Sócrates, Zico, Cerezo, Falcão, Leandro, Júnior, Éder, Oscar e outros mais, era a encarnação da arte no único jogo que realmente importa para todo o planeta. A cada jogo um novo espetáculo era exibido, uma nova aventura era vivida, uma verdadeira ópera era encenada. A questão não era "SE", mas de "QUANTO" os heróis ganhariam!
Até que a aventura tornou-se tragédia...
No Parque do Sarriá, na Espanha, em uma tarde ensolarada de julho, os heróis foram destruídos e derrotados por um esquadrão azul liderados por um certo Paolo Rossi que, com três gols, nos fez chorar a todos.
A Seleção de 82 não ganhou nada, mas para quem teve a honra de vê-la jogar, estará sempre lá, em um canto especial da memória, em um lugar de honra que reservamos àqueles que se fizeram grandes por seus próprios méritos.
Agora, faltando alguns meses para a Copa de 14, a Visa lança um comercial que mostra o torcedor brasileiro que virou protagonista da Copa de 1982 ao ser fotografado chorando após a derrota do Brasil para a Itália, encontrando o grande carrasco Paolo Rossi. Ele, claro, perdoa o ex-atacante pelo sofrimento causado. Eu perdoei também. Compreendi que não são apenas os resultados que contam. Mais importante é o caminho percorrido e as boas lembranças que deixamos espalhadas ao longo dessa estrada. Assim é o jogo, Assim é a vida.
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