1 de novembro de 2012

De olho em 2014, Dilma e Lula recebem o PMDB e o PT para jantar no Alvorada

Dilma convocou os principais líderes do PT e do PMDB para jantar na próxima terça-feira (6) no Alvorada e como sempre acontece, a comandante deve democratizar os pitos.
O jantar foi devidamente combinado com o vice, Michel Temer e contará com a presença de ninguém menos que Lula, de peito estufado com a vitória em S.Paulo.
Participam do regabofe José Sarney; o pesidente em exercício da legenda, Valdir Raupp; e os líderes no Senado e na Câmara, Renan Calheiros e Henrique Eduardo Alves, o presidente do PT, Rui Falcão, os líderes nas duas Casas do Legislativo, Walter Pinheiro e Jilmar Tatto. Cogita-se convidar também os líderes do governo no Senado, Eduardo Braga (PMDB); na Câmara, Arlindo Chinaglia (PT); e no Congresso, José Pimentel (PT).
O PT ouvirá que trairagem não será admitida na disputa pelas presidências do Senado e da Câmara. Assim, nada de tentar "inflar" candidaturas de última hora. Nos últimos dias, para cortejar o vitaminado PSB de Eduardo Canpos, o líder Arlindo Chinaglia chegou a sugerir que a candidatura de Júlio Delgado seria uma boa alternativa na Câmara. Dilma não quer nem ouvir falar nisso. O candidato da presidente será mesmo Henrique Eduardo Alves (PMDB) e não adianta ninguém fazer beicinho.
Dilma e Lula querem deixar claro que a aliança com o PMDB segue estratégica para 2014 e que não serão as quase 500 prefeituras conquistadas pelos socialistas em outubro que os farão mudar de ideia.
É provável que Dilma deixe claro que, no próximo banquete no Alvorada, haverá um lugar a mais à mesa. Ao que tudo indica, Gilberto Kassab e o seu PSD passarão a degustar os acepipes da mesa da presidente. O ministério dos Transportes pode ser o destino do ex-prefeito de S.Paulo, o mesmo que a campanha de Haddad não poupou de pesadas críticas.
Quanto a Eduardo Campos, Dilma pretende conversar na próxima semana com o neo-cacique de olho azul. Espera descobrir se deve preocupar-se com a fidelidade do aliado. Há quem jure que Campos não veria problema em apresentar-se como "candidato alternativo" à esperada polarização entre PT e PSDB nas eleições presidenciais de 14. Um cenário que não agrada de nenhum jeito a Lula e Dilma. Como já se disse neste blog, 2014 já começou.

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