27 de abril de 2012

Polícia Civil de Goiás prende 2 estupradores de menores. Um era padrasto das vítimas e o outro, evangélico.


Um homem de 27 anos foi preso, na manhã desta quinta-feira (26), suspeito de torturar os enteados, de 5 e 6 anos, e estuprar um deles, em Aparecida de Goiânia. Segundo a delegada Myrian Vidal, da Delegacia de Polícia de Apuração de Atos Infracionais (Depai), os meninos sofriam castigos como choque nos testículos e queimaduras de cigarro pelo corpo. Um deles teve uma agulhada introduzida no joelho.
De acordo com a delegada, as crianças relataram que o padrasto colocava um fio na tomada e dava choque nas partes genitais quando eles não cumpriam os deveres escolares corretamente ou faziam algo que o desagradava. O irmão mais velho conta que o homem apagava o cigarro no corpo dos garotos. Os abusos teriam começado há cerca de seis meses.Exames do Instituto Médico Legal (IML) comprovoram todas as agressões relatadas pela crianças. "Eles apresentam queimaduras e manchas pretas na região inguinal", diz Myrian
Ao relatar a primeira vez que foi estuprado, o menino mais velho lembrava o dia, o mês e ano. A precisão da data chamou a atenção da delegada, que ao questioná-lo descobriu que o violência aconteceu no dia do aniversário de 6 anos do garoto. "A criança lembrava do fato por ter ganhado uma bicicleta, mas não podia andar porque doía muito", disse Myrian.
Na delegacia, a vítima do estupro afirmou que, para ele não gritar, o padrasto tampou a boca dele com uma fita adesiva. Ele também contou que teve sangramento durante o dia inteiro. O abuso sexual teria acontecido por duas vezes.
A polícia chegou até o padrasto depois que a mãe levou a criança de 5 anos a um Centro de Assistência Integral à Saúde (Cais), reclamando de dores no joelho. Um exame de radiografia constatou um corpo estranho no local e o menino foi levado para o Hospital das Clínicas (HC) para a retirada do objeto. No HC, antes da cirurgia, a mulher fugiu levando a criança.
Os médicos informaram o Conselho Tutelar, que acionou a Depai. Além da criança de 5 anos, com a agulha no joelho, a delegada decidiu ouvir o menino de 6 e tomou conhecimento do caso. Os garotos disseram que nunca contaram nada à mãe.
Em depoimento, a mãe negou ter conhecimento das agressões, mas Myrian Vidal deve indiciá-la por negligência. "É impossível ela não ter percebido, as marcas são muito fortes. As queimaduras por choque chegaram a inflamar", alega. As crianças estão sob os cuidados de avós.
O padrasto negou os crimes. Em um primeiro momento, segundo a delegada, ele disse se tratar de invenção dos meninos. Confrontado com os exames do IML e Hospital das Clínicas, alegou não saber como as agressões ocorreram. O supeito cumpre prisão preventiva e será indiciado por tortura, com agravante das duas vítimas serem menores de idade, e estupro de vulnerável. Ele está preso na carceragem da Depai.
Outro Caso - Um homem de 25 anos suspeito de estuprar seis meninos foi preso em Goianésia, a 173 quilômetros de Goiânia. Segundo o delegado Marco Antônio Maia, ele era membro de uma igreja evangélica e foi detido em março, após denúncias. Até esta quinta-feira (26), seis vítimas haviam sido identificadas pela Polícia Civil.
O delegado informou que os meninos têm idades entre 11 e 13 anos. A denúncia foi feita por outros membros da igreja, que suspeitaram da ação do rapaz. “Ele é um homem que ajudava na igreja. Acompanhava, levava e buscava as crianças que não tinham como ir sozinhas para os cultos. Um tipo de instrutor, e os pais confiavam nele”, relata o delegado.
De acordo com Marco Antônio, os estupros vinham acontecendo há aproximadamente um ano e eram consumados em acampamentos da igreja ou na casa do suspeito: “Pelo fato dos pais confiarem, muitas vezes as vítimas dormiam na casa dele para serem levadas para suas casas no outro dia”.
Os seis meninos confirmaram os abusos, mas o homem assumiu apenas dois dos casos. Segundo o delegado Marco Antônio, os pais não desconfiavam do crime: “Todos os pais falaram que nunca tinham sido alertados. Os meninos não falavam nada porque ele os convencia a não fazer isso”.
O delegado informou também que pais e filhos estão recebendo acompanhamento psicológico. O homem está detido no presídio local. (Com informações do G1, TV Anhanguera e Agências)

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