Fracassou mais uma vez a tentativa de Jatene em aprovar na Assembleia Legislativa do Estado do Pará (Alepa), a sua proposta de regulamentação, no âmbito estadual, das chamadas "Parcerias Público-Privadas", as PPPs.
Muito combatida, a ideia de Jatene, segundo os críticos, servirá apenas para maquiar um processo crescente de "terceirização" das funções do Estado, uma forma de acelerar as privatizações no Pará. Jatene não tem boa experiência com privatizações. Uma das mais atrapalhadas já realizadas no País foi a que entregou a Celpa ao Grupo Rede. As consequências danosas se fazem sentir, hoje, quando a empresa em estado de pré-falência, não consegue cumprir as metas mínimas fixadas pela Aneel, no que diz respeito à qualidade dos serviços e expansão da rede.
Sobre a questão das PPPs, em seu blog o deputado federal Claudio Puty declarou que é "um processo que leva ao desemprego dos trabalhadores, uma terceirização irresponsável, que com a finalidade maior de lucro levou a CELPA, por exemplo, a transações, que não priorizam a qualidade do serviço, mas as transferências financeiras das próprias empresas, acumulando dívidas que o povo do Pará não pode pagar”.
Centrais sindicais e partidos políticos contrários às PPPs estiveram nesta terça-feira (24) na Alepa acompanhando a votação, mas a sessão foi interrompida por falta de quórum.
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