Os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) decidiram ontem (15), em sessão administrativa, que a troca na presidência da Corte será no dia 19 de abril. O comando do Judiciário nacional passará para o ministro Carlos Ayres Britto, que assume no lugar de Cezar Peluso.
A posse será em uma quinta-feira, durante sessão plenária do Tribunal. Apesar de o mandato de presidente do STF durar dois anos, Britto ficará no posto apenas até novembro, quando se aposenta compulsoriamente por completar 70 anos de idade. Em seguida, assume o ministro Joaquim Barbosa.
Britto chegou ao STF em 2003, nomeado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Ele é advogado de carreira e já foi presidente do Tribunal Superior Eleitoral entre 2008 e 2010.
Muito dado à poesia, não é definitivamente, um constitucionalista. Diz-se que é favorável ao casamento gay e em 2010 esteve no centro de uma polêmica envolvendo seu genro, o advogado Adriano José Borges Silva, à época patrono do ex-governador do Distrito Federal, Joaquim Roriz. Ao que parece as estratégias do advogado e do cliente iam bem além daquelas preconizadas nos compêndios de Direito Constitucional.
Menos mal que o mandato de Britto deverá ser curto. Assim, o Brasil perde um magistrado apenas mediano e ganha com certeza um ótimo advogado.
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